Música e resistência através de uma forte presença de coletivos, pessoas que se encontram para um bem comum, artistas que fazem parte da história dos 20 anos do BONS SONS e que regressam agora com novos projetos, novas roupagens, novas fusões e uniões. Cruzam-se várias gerações, vários géneros, vozes de várias geografias, vozes que cantam tradição, mas também a contemporaneidade e o futuro.
A Sul, Cacique'97, Crua, Lavoisier + Coro Polifónico da Pedreira, Líquen, Mães Solteiras, Miss Universo, MXGPU, Romeu Bairos e Seara são os dez nomes que começam a desenhar o cartaz deste ano.
Amélia Muge, Daniel Pereira Cristo, Júlio Pereira, Manuel de Oliveira e Rão Kyao voltam ao BONS SONS com uma nova formação - Seara - resultante de uma encomenda do programa Clube Raiz da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura. Um projeto que surge como espelho do passado com reflexo para o futuro da música tradicional portuguesa, cruzando obras originais e arranjos inéditos, nascidos da convivência entre linguagens musicais enraizadas na nossa cultura e abertas ao mundo.
Outro projeto muito recente a juntar nomes que já "viveram a aldeia" é Mães Solteiras, supergrupo constituído por André Henriques, Joaquim Albergaria, Pedro Cobrado e Ricardo Martins. Punk hardcore rasgado e interventivo contra o estado atual das coisas.
Moullinex está também de regresso a Cem Soldos com nova formação, desta vez com GPU Panic, em modo MXGPU, que representou Portugal este mês no Europe's Biggest Gig, da BBC Radio 1 e da EBU, numa atuação ao vivo nos estúdios da Antena 3. Um duo que leva a música de dança ao BONS SONS num híbrido entre live e DJ set.
Ao longo dos tempos, coros e canções coletivas foram usados também para esbater fronteiras, mas igualmente para resistir a regimes autoritários, para preservar culturas, ajudar comunidades a manter línguas ou tradições, para além de ajudarem a criar sensação de pertença, contribuindo para a vivência e sobrevivência emocional coletiva. Um dos coros presentes, no BONS SONS 2026, é um coro local: o Coro Polifónico da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, concelho de Tomar, que sobe ao palco com Lavoisier, na sua nova formação em quinteto, e que lançou um convite a dez nomes da poesia contemporânea para a composição do álbum que saiu no final do ano passado.
Continuando no âmbito dos coletivos, Crua: um grupo de mulheres, urbanas, que criam e compõem canções entre a música de transmissão oral e o adufe. Uma dramaturgia do feminino na música de raiz tradicional oferecida por Alice Boavista, Dulce Moreira, Inês Cruz, Liliana Abreu e Rita Só; e Cacique'97, coletivo que reclama o afrobeat como o seu veículo de intervenção e que assinalou 20 anos de vida e de resistência no ano passado, traça manifestos da procura de uma identidade cultural sem fronteiras que, apresentando uma visão da atualidade, pretende ser um testemunho para gerações futuras.
Passamos de coletivos para uma dupla - Miss Universo - criada por Afonso Branco e André Ivo - que apresenta um casamento ideal entre a tradição e a vanguarda, com canções revolucionárias para os tempos que vivemos, com originalidade e irreverência, em formato "Manifesto do Jovem Moderno".
Romeu Bairos, A Sul e Líquen são projetos a solo que marcam a sua estreia, este ano, no BONS SONS.
Romeu Bairos - nascido na Ilha de São Miguel, Açores, e a residir em Lisboa, tem vindo a conquistar um espaço cada vez mais seu no panorama da canção em português. Profundamente enraizada na cultura e nas histórias do Arquipélago dos Açores, a sua música reverencia e reescreve a tradição insular numa linguagem, ao mesmo tempo, pessoal na entrega e universal no alcance.
A Sul - projeto musical concebido por Cláudia Sul - pretende estimular a memória de quem a ouve, mergulhando nas suas próprias origens, como forma simbólica de uma aproximação e introspecção sobre o espaço íntimo e profundo de cada ouvinte. Salientando as sonoridades mundanas que nos acompanham quotidianamente, e que interpretamos como meras banalidades, A Sul projeta musicalmente um ambiente que nos envolve, facilitando a criação de um cenário sonoro e acaba de lançar o álbum de estreia em fevereiro.
Por fim, Líquen - vencedora do Termómetro 2025, título que lhe valeu a presença no palco do BONS SONS - é o projeto musical de Contança Ochoa, natural de Coimbra. Move-se entre a pop, a eletrónica e o jazz, representando uma simbiose entre diferentes géneros musicais, preferências pessoais e sonoridades de caráter electro-acústico.
Voluntariado, Restauração e Feira - Inscrições abertas
Continuam abertas as inscrições para a equipa de voluntariado deste festival comunitário, pontos de restauração e feira. Para restauração e feira as inscrições estão abertas até 15 de abril e para o voluntariado até 30 de abril.
Informações: www.bonssons.pt
Inscrições: www.bonssons.pt/participar
Bilhetes
Os bilhetes para o BONS SONS estão à venda: o Passe Geral 4 Dias (com campismo incluído) encontra-se na terceira fase de venda e custa 60€.
PASSE 4 DIAS: Fase 3 - 60€* | Fase 4 - 70€
* Os bilhetes a preço reduzido estão limitados ao número de unidades disponibilizado para cada fase. Esgotado o número de unidades da fase em curso, passam a vigorar os valores da fase seguinte. Bilhete pago a partir dos 12 anos. Bilhetes à venda no site do BONS SONS, na rede See Tickets e na sede do SCOCS, em Cem Soldos.
www.bonssons.pt

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