@ Martim Torres
Manuel Fúrialança hoje o seu novo álbum, Verde Veneno. Composto por 14 temas, o disco editado pela FlorCaveira (n.º 100 do catálogo) conta com os singles “O Último Que Apague a Luz”, “Eu Devia Estar Calado” e “Verde Veneno”.
É uma obra sobre infiltrações: ideias, imagens e hábitos que se instalam lentamente até tomarem conta de tudo. O “verde” é a cor do que nasce, do que apodrece e do que intoxica.
O “veneno” é o mal antigo, recorrente, que atravessa a tecnologia, a linguagem, o corpo e o quotidiano.
Entre orações populares, visões apocalípticas, ruído urbano e gestos mínimos de resistência, o disco move-se num território onde o progresso não redime, a comunicação falha e a repetição se torna, como nas orações aprendidas em criança, num modo de sobreviver.
Nas palavras de Carlos Maria Bobone:
“Verde-veneno, ou uma esperança que mata. Parece um paradoxo, mas é o nosso modo natural de olhar para as coisas. Tanto que subvertemos a própria ideia de esperança. Quem vai ter com Cristo nos Evangelhos são aqueles a quem chamaríamos desesperados. E verde-veneno tem isto: uma esperança asfixiante, de quem perdeu o chão das promessas vãs. Este não é um disco de canções gloriosas, no sentido em que já foram tantas das canções de Fúria. É um disco que percebe a esperança como uma doença, que só é ganha quando é perdida.A percepção de que uma esperança pode ser corrosiva, de quehá uma promessa com que o mundo nos alimenta sem nos dar o que promete, pode ser devastadora, ou pode levar-nos a perceber que a verdadeira esperança é outra coisa. Não para nos dar o mundo, mas para nos salvar dele.”Manuel Fúriajá tem datas marcadas para a estreia deste repertório ao vivo:14 de maioem Lisboa, no Coliseu Club, e 23 de maiono Porto, no M.Ou.Co.Acompanhado por João Eleutério (multi-instrumentista) e Sebastião Macedo (teclados, guitarra elétrica e segundas vozes), Manuel Fúria (voz e guitarra) apresentaráeste disco num espetáculo onde máquinas, ritmos, melodias e palavras tanto fazem dançar como pensar.
Sobre Manuel Fúria
Manuel Barbosa de Matos nasceu em Lisboa, mas foi em Santo Tirso, entre o Ave e Vizela, que cresceu. Fundou a editora Amor Fúria e foi figura central de uma geração da música portuguesa, dos Golpes a Manuel Fúria & os Náufragos. Em 2022, reinventou-secom o pessoalíssimo e introspetivamente dançante “Os Perdedores”, um dos registos mais transparentes, desarmantes e honestos que a pop portuguesa gerou em muito tempo.Em 2026, regressa aos álbuns com Verde Veneno.
É uma obra sobre infiltrações: ideias, imagens e hábitos que se instalam lentamente até tomarem conta de tudo. O “verde” é a cor do que nasce, do que apodrece e do que intoxica.
O “veneno” é o mal antigo, recorrente, que atravessa a tecnologia, a linguagem, o corpo e o quotidiano.
Entre orações populares, visões apocalípticas, ruído urbano e gestos mínimos de resistência, o disco move-se num território onde o progresso não redime, a comunicação falha e a repetição se torna, como nas orações aprendidas em criança, num modo de sobreviver.
Nas palavras de Carlos Maria Bobone:
“Verde-veneno, ou uma esperança que mata. Parece um paradoxo, mas é o nosso modo natural de olhar para as coisas. Tanto que subvertemos a própria ideia de esperança. Quem vai ter com Cristo nos Evangelhos são aqueles a quem chamaríamos desesperados. E verde-veneno tem isto: uma esperança asfixiante, de quem perdeu o chão das promessas vãs. Este não é um disco de canções gloriosas, no sentido em que já foram tantas das canções de Fúria. É um disco que percebe a esperança como uma doença, que só é ganha quando é perdida.A percepção de que uma esperança pode ser corrosiva, de quehá uma promessa com que o mundo nos alimenta sem nos dar o que promete, pode ser devastadora, ou pode levar-nos a perceber que a verdadeira esperança é outra coisa. Não para nos dar o mundo, mas para nos salvar dele.”Manuel Fúriajá tem datas marcadas para a estreia deste repertório ao vivo:14 de maioem Lisboa, no Coliseu Club, e 23 de maiono Porto, no M.Ou.Co.Acompanhado por João Eleutério (multi-instrumentista) e Sebastião Macedo (teclados, guitarra elétrica e segundas vozes), Manuel Fúria (voz e guitarra) apresentaráeste disco num espetáculo onde máquinas, ritmos, melodias e palavras tanto fazem dançar como pensar.
Sobre Manuel Fúria
Manuel Barbosa de Matos nasceu em Lisboa, mas foi em Santo Tirso, entre o Ave e Vizela, que cresceu. Fundou a editora Amor Fúria e foi figura central de uma geração da música portuguesa, dos Golpes a Manuel Fúria & os Náufragos. Em 2022, reinventou-secom o pessoalíssimo e introspetivamente dançante “Os Perdedores”, um dos registos mais transparentes, desarmantes e honestos que a pop portuguesa gerou em muito tempo.Em 2026, regressa aos álbuns com Verde Veneno.

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