FEIRA POPULAR acaba de editar o seu EP de estreia homónimo, depois de ter revelado os temas “Não Sei Bem” e “Carrossel”, este último com a participação de Femme Falafel. O lançamento marca um novo momento no percurso do projeto de António Agostinho e Gonçalo Costa, consolidando a identidade artística apresentada nos primeiros avanços.
Com canções em português diretas e viciantes para cantar em sing along, FEIRA POPULAR conta pequenos contos da cidade com grandes sentimentos, sobre os fantasmas de Lisboa e a promessa de algo novo que parece nunca chegar. Através de uma escrita direta e imagética, o projeto transforma nostalgia em melodia synth pop, cruzando passado e presente num espaço emocional suspenso.
O universo do EP começou a revelar-se com “Não Sei Bem”, single de estreia que apresentou oficialmente o projeto. Com versos que ecoam o impulso de seguir em frente, a canção convida ao movimento, à deriva e à descoberta, evocando uma nostalgia mística onde passado e presente se entrelaçam. Mais do que um tema inaugural, afirmou-se como manifesto, refletindo a busca por significado numa época em que o tempo parece sempre escapar.
Seguiu-se “Carrossel”, segundo single e novo avanço para o EP, que contou com a participação especial de Femme Falafel. A canção desenvolve-se em dois momentos distintos: o primeiro remete para o passado, convocando referências à Feira Popular de Lisboa - do Poço da Morte à vidente robótica que lia a sina por vinte escudos - e abordando de forma leve e nostálgica esse parque de diversões onde tantas memórias da infância foram construídas. No refrão, a narrativa transporta-se para o presente, refletindo sobre o medo e a desconfiança generalizada dos dias de hoje, e sublinhando a importância do humanismo, da amizade e da entreajuda como formas de contrariar o mal que possa surgir.
Produzido por FEIRA POPULAR (Gonçalo Costa e António Agostinho), com co-produção, mistura e masterização de Luís Lucena, o EP de estreia homónimo reúne assim os primeiros capítulos de um projeto que explora a memória urbana, a emoção e a nostalgia através de uma linguagem synth pop marcada pela simplicidade e pela força da canção.

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