Francisco Fontes, cantautor que se prepara para editar o seu segundo disco de originais com o selo louva-a-deus, revela novo single “Susto”.
“Susto” continua a demonstrar as características mais notáveis da poesia de Fontes, uma intimidade única de quem tem um olhar atento aos micro-gestos de quem o rodeia, visível em passagens como “cotovelos a tagarelar / ao balcão de cada bar” ou “os copos são pugilistas / a brigar com as gargantas”.
“É uma canção que fala sobre nos tornarmos irreconhecíveis para nós próprios e como tudo à nossa volta pode deixar de fazer sentido”, refere Francisco Fontes. Retrata uma vida noturna pela visão de quem nela constrói refúgio, marcada pela tensão que a secção rítmica cria nos versos até concluir num refrão que serve de aconchego à realização de estarmos sós.
“Susto” é um tema imersivo que se debruça, em termos sonoros, na simplicidade e gentileza.
“Susto” junta-se à já desvendada “Copiloto” (canção participante do Festival da Canção 2026) e ambas fazem parte de Capotar; segundo longa-duração na ainda curta carreira de Francisco Fontes, músico que em 2023 se apresentou ao mundo com o disco de estreia Cosmopolita. Sempre tão observador quanto atento ao que o rodeia, promete um novo álbum íntimo, delicado e com uma identidade sonora e lírica muito própria.
O primeiro concerto de Capotar, a editar pela louva-a-deus, acontece a 9 de abril no Rés do Chão da Casa Capitão, em Lisboa, e os bilhetes já estão disponíveis. No dia 30 do mesmo mês, Francisco Fontes sobe até à Invicta para um espetáculo agora a solo na Casa da Música do Porto com acesso livre.
Estes serão os espetáculos de apresentação ao vivo do novo disco e os primeiros de uma digressão nacional com mais datas a anunciar em breve.
Francisco Fontes apresenta-se em formato banda nos concertos de apresentação, com Miguel Marôco (teclas), Pedro Branco (guitarra elétrica), Tomás Simões (baixo) e João Carriço (bateria).
Os bilhetes para o lançamento em Lisboa já se encontram disponíveis nos locais habituais.
Biografia do autor:
Em 2023, inspirado pela agitação da cidade, lança Cosmopolita, considerado um dos melhores discos nacionais desse mesmo ano pela rádio Super Bock Super Rock e com destaque nos Novos Talentos Fnac.
“Cosmopolita” passou por salas como o Musicbox ou a ZDB, bem como pelo Festival Cuca Monga. Em abril de 2024, Francisco Fontes teve a oportunidade de atuar pela primeira vez fora do país, em Itália, com dois concertos em Milão.
Entre 2020 e 2025, integra como baterista os projetos Miguel Marôco, Celso, Península e Zaratan. Conta também com uma colaboração com A Sul, em 2024, na canção ‘Caminho e Meio’ gravada ao vivo na Cossoul e com MALVA, no tema ‘rajada’, que integra o disco “poros”, editado em 2025.
No arranque de 2026 revela ‘Copiloto’, canção que apresentará no Festival da Canção da RTP e que faz parte também de Capotar, seu segundo disco em nome próprio, a editar a 2 de abril.

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