©Matilde Cunha
Está finalmente cá fora o novo álbum dos UNSAFE SPACE GARDEN
O Melhor e o Pior da Música Biológica, como a própria vida, oscila entre o sublime e o desconcertante, entre a epifania e o tropeção.
Concertos de apresentação
9 de Abril – B.Leza, Lisboa
10 de Abril – Plano B, Porto
Totalmente interpretado em português, O Melhor e o Pior da Música Biológica inaugura um novo capítulo no percurso dos Unsafe Space Garden, mas mantém-nos em direcção ao objectivo com o qual sempre se comprometeram: criar uma plataforma comunitária capaz de desfazer dificuldades de comunicação e igualar a experiência humana a um lugar compreensível e saudável. Até porque “se calhar, viemos todos do mesmo sítio”, como anunciam a certa altura no álbum.
As diferentes sensações de identidade, de casa ou de natureza cíclica são algumas das nuances transversais à vida esmiuçadas nos nove temas. Entre as benesses e as desvantagens dos pressupostos da condição humana, o sexteto formado por Nuno Duarte, Alexandra Saldanha, Filipe Louro, José Vale, Diogo Costa e João Cardita oferece um manual de sobrevivência onde tons psicadélicos e prog convivem com a música tradicional portuguesa, originando uma sonoridade única, enriquecida ainda por harmonias vocais inspiradas no disco sound, guitarras funk e batidas dançáveis.
Aliado a um léxico que comemora a existência, o sucessor de WHERE’S THE GROUND? (2023) pretende, nas palavras dos Unsafe Space Garden, “dissolver raciocínios divisórios, reconstruir caminhos de memória que nos identifiquem essencialmente como da mesma espécie humana, e perspectivar sobre sensações que o mundo actual parece produzir nos seus indivíduos, como a depressão, a solidão e o desamparo, e assim transformá-las numa aprendizagem integrada e com capacidades curativas”.
Essencial na génese de O Melhor e o Pior da Música Biológica esteve o trabalho criativo que Nuno Duarte (voz e guitarra) e Alexandra Saldanha (voz e sintetizadores) desenvolveram em paralelo, desde a fundação da banda, com comunidades locais, incluindo ranchos folclóricos, fadistas e grupos de bombos e de cavaquinhos. Esta partilha profunda não só gerou uma percepção sobre o potencial da herança cultural, como também passou a integrar naturalmente a linguagem dos vimaranenses. Nos coros de “Mais Uma Voltinha”, o segundo single de avanço, ouvimos os Alunos de Música da Universidade Sénior de Moreira de Cónegos, que ilustram essa demanda na perfeição.
Outro convidado especial é o jornalista e relator desportivo João Ricardo Pateiro. Através do carácter icónico e humorístico da sua voz, descreve a evolução das espécies – da amiba ao Homo sapiens sapiens –, simulando a intensidade dos relatos típicos de um jogo de futebol, na pedagógica “Ser Humano”.
O habilidoso modus operandi dos Unsafe Space Garden registado neste quarto longa duração ganha agora uma nova dimensão em palco, nos concertos de apresentação apontados para o B.Leza, em Lisboa, a 9 de Abril (bilhetes), e para o Plano B, no Porto, a 10 de Abril (bilhetes). Antes e depois, mostram-se também numa série de festivais dentro e fora de portas: SXSW, nos EUA (14, 16 e 17 de Março); Ano Malfeito, em Fafe (4 de Abril); Impulso, nas Caldas da Rainha (11 de Abril); The Great Escape, no Reino Unido (14 e 15 de Maio); e Sniester (23 de Maio) e Over De Top (24 de Maio), ambos nos Países Baixos. Mais datas reveladas em breve.
Com gravação, mistura e masterização a cargo de Rafael Silver, O Melhor e o Pior da Música Biológica conta com uma edição especial em vinil transparente, limitada a 300 exemplares. Também disponível nas habituais plataformas digitais, tem design de ELLEONOR, fotografias de Matilde Cunha e selo da gig.ROCKS!
Rebentar com as paredes (“um mundo sem divisões começa na cabeça/se lhe puxares os tendões, acabas com a doença”), reimaginar as raízes do património musical português e aceitar a vida tal como ela é, celebrando-a (“viver é o que eu irei sempre escolher”) compõem o livro de estilo dos Unsafe Space Garden em 2026.
O Melhor e o Pior da Música Biológica é um reflexo autêntico de uma carreira sólida constituída por canções honestas, actuações ao vivo incendiárias e uma excentricidade assumida num quadro technicolor.
Concertos de apresentação
9 de Abril – B.Leza, Lisboa
10 de Abril – Plano B, Porto
Totalmente interpretado em português, O Melhor e o Pior da Música Biológica inaugura um novo capítulo no percurso dos Unsafe Space Garden, mas mantém-nos em direcção ao objectivo com o qual sempre se comprometeram: criar uma plataforma comunitária capaz de desfazer dificuldades de comunicação e igualar a experiência humana a um lugar compreensível e saudável. Até porque “se calhar, viemos todos do mesmo sítio”, como anunciam a certa altura no álbum.
As diferentes sensações de identidade, de casa ou de natureza cíclica são algumas das nuances transversais à vida esmiuçadas nos nove temas. Entre as benesses e as desvantagens dos pressupostos da condição humana, o sexteto formado por Nuno Duarte, Alexandra Saldanha, Filipe Louro, José Vale, Diogo Costa e João Cardita oferece um manual de sobrevivência onde tons psicadélicos e prog convivem com a música tradicional portuguesa, originando uma sonoridade única, enriquecida ainda por harmonias vocais inspiradas no disco sound, guitarras funk e batidas dançáveis.
Aliado a um léxico que comemora a existência, o sucessor de WHERE’S THE GROUND? (2023) pretende, nas palavras dos Unsafe Space Garden, “dissolver raciocínios divisórios, reconstruir caminhos de memória que nos identifiquem essencialmente como da mesma espécie humana, e perspectivar sobre sensações que o mundo actual parece produzir nos seus indivíduos, como a depressão, a solidão e o desamparo, e assim transformá-las numa aprendizagem integrada e com capacidades curativas”.
Essencial na génese de O Melhor e o Pior da Música Biológica esteve o trabalho criativo que Nuno Duarte (voz e guitarra) e Alexandra Saldanha (voz e sintetizadores) desenvolveram em paralelo, desde a fundação da banda, com comunidades locais, incluindo ranchos folclóricos, fadistas e grupos de bombos e de cavaquinhos. Esta partilha profunda não só gerou uma percepção sobre o potencial da herança cultural, como também passou a integrar naturalmente a linguagem dos vimaranenses. Nos coros de “Mais Uma Voltinha”, o segundo single de avanço, ouvimos os Alunos de Música da Universidade Sénior de Moreira de Cónegos, que ilustram essa demanda na perfeição.
Outro convidado especial é o jornalista e relator desportivo João Ricardo Pateiro. Através do carácter icónico e humorístico da sua voz, descreve a evolução das espécies – da amiba ao Homo sapiens sapiens –, simulando a intensidade dos relatos típicos de um jogo de futebol, na pedagógica “Ser Humano”.
O habilidoso modus operandi dos Unsafe Space Garden registado neste quarto longa duração ganha agora uma nova dimensão em palco, nos concertos de apresentação apontados para o B.Leza, em Lisboa, a 9 de Abril (bilhetes), e para o Plano B, no Porto, a 10 de Abril (bilhetes). Antes e depois, mostram-se também numa série de festivais dentro e fora de portas: SXSW, nos EUA (14, 16 e 17 de Março); Ano Malfeito, em Fafe (4 de Abril); Impulso, nas Caldas da Rainha (11 de Abril); The Great Escape, no Reino Unido (14 e 15 de Maio); e Sniester (23 de Maio) e Over De Top (24 de Maio), ambos nos Países Baixos. Mais datas reveladas em breve.
Com gravação, mistura e masterização a cargo de Rafael Silver, O Melhor e o Pior da Música Biológica conta com uma edição especial em vinil transparente, limitada a 300 exemplares. Também disponível nas habituais plataformas digitais, tem design de ELLEONOR, fotografias de Matilde Cunha e selo da gig.ROCKS!
Rebentar com as paredes (“um mundo sem divisões começa na cabeça/se lhe puxares os tendões, acabas com a doença”), reimaginar as raízes do património musical português e aceitar a vida tal como ela é, celebrando-a (“viver é o que eu irei sempre escolher”) compõem o livro de estilo dos Unsafe Space Garden em 2026.
O Melhor e o Pior da Música Biológica é um reflexo autêntico de uma carreira sólida constituída por canções honestas, actuações ao vivo incendiárias e uma excentricidade assumida num quadro technicolor.

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