Colectivo Ciranda, 1 de maio, 22h
No 1º de Maio, recebemos na Tabacaria o Colectivo Ciranda para uma noite de celebração do Dia Internacional do Trabalhador. Para isso, a banda está a traz-nos um repertório dedicado ao trabalho, aos seus gestos, ritmos e memórias, reunindo temas tradicionais e outros de alguns dos maiores cantautores portugueses: Fausto, Sérgio Godinho, José Mário Branco e Zeca Afonso.
Os Ciranda conheceram-se no GEFAC, casa de encontros onde se trabalha para conhecer e dar a conhecer de forma criativa as raízes das tradições portuguesas. A sua matéria-prima são as vozes e os sons recolhidos por Michel Giacometti, Fernando Lopes Graça, Ernesto Veiga de Oliveira, José Alberto Sardinha, entre outros etnomusicólogos que calcorreiam todo o país. A música do Colectivo Ciranda concilia estas velhas, mas intemporais, melodias com sonoridades e referências musicais mais contemporâneas, evocando partes valiosas da nossa memória coletiva.
Cortada, 8 de maio, 22h
No dia 8 de maio, às 22h, a curadoria da Saliva Diva propõe-nos uma nova aventura a alta velocidade, com a estreia absoluta dos Cortada em Coimbra.
Na bagagem, trazem Gānbēi (干杯), disco de estreia editado no ano passado: são oito músicas em que Pedro Almeida (ou Dusmond, voz e guitarra), Daniel Fonseca (outrora membro da banda de Vaiapraia e de MEIA/FÉ, segunda voz e guitarra), Lourenço Abecasis (de MEIA/FÉ, no baixo) e Bernardo Pereira (de Mordo Mia, na bateria) nos brindam com uma rajada de noise-punk bruto e sem tempo a perder. Guitarras dilacerantes. Um baixo vigoroso. A bateria tensa, a contrapor contenção e fúria com mestria. A voz desafiante e gritada na medida certa: algures no contínuo entre The Jesus Lizard e Chat Pile, os Cortada plantam-se firmes e mostram ao que vêm.
Corrente, 22 de maio, 22h
Encerramos o mês de Música na Tabacaria a 22 de maio com concerto dos Corrente, novo projeto que junta Carolina Rocha (adufe, guitarra clássica, voz), Ricardo Grácio (cavaquinho, flauta transversal, gaita de foles, guitarra beiroa, guitarra campaniça, voz) e Rui Lopes (guitarra braguesa, guitarra clássica, voz).
Corrente nasce, no outono de 2025, da vontade de encontro entre o passado que ressoa e o presente que quer dançar. Corrente é convite para o baile que é lugar de comunhão no chão onde as gerações se reconhecem, onde vidas se partilham e os gestos (os corpos) se libertam. Bate-se o pé e a terra responde, dão-se as mãos e surge comunidade. Corrente é a evocação de melodias antigas que se querem voz do presente — celebrando a vida, lembrando-nos de que dançar é existir. E resistir.

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