Fotografia: Guilherme Gomes
Após os singles 'Japão', 'Santa' e 'Matahari' surge o primeiro disco da cantora e compositora com a dupla de produtores, um cruzamento entre a Pop, Ritmos Latinos e Eletrónica. O disco foi misturado e masterizado por Felipe Trujillo (Maluma, Nathy Peluso, Alejandro Sanz).
"Dobermann" é o álbum de estreia de Ella Nor com os Mogno, já disponível em todas as plataformas digitais. Com uma narrativa incisiva e vulnerável, este primeiro projeto colaborativo confirma a cantora e compositora como uma das artistas mais relevantes da cena musical nacional - capaz de transitar entre o próprio reportório e a composição para alguns dos maiores nomes da indústria, como Ana Moura e Bárbara Bandeira - e afirma a dupla de produtores portugueses composta por Bernardo Gonçalves e Luís Sanches - com formação em Londres e Berlim - como artistas por direito próprio. "Dobermann" une a Pop, o lado experimental da Eletrónica e Ritmos Latinos e o resultado é um disco tão íntimo e emocional, como disruptivo e visceral, transversal aos clubes e às rádios.
"Trabalhámos juntos em diferentes ocasiões e tornou-se muito óbvia e necessária esta intenção de criar um projeto nosso. O processo criativo foi muito livre. Já nos conhecemos o suficiente para sabermos onde o nosso “gosto” musical se encontra e o resto foi saltar para o desconhecido, sem medos. A escrita passou muito por voltar a sítios menos bons e sermos vulneráveis. A consciência de força e self empowerment - que estão entre os conceitos do álbum - foram uma consequência de termos ido a esses sítios mais escuros. Há qualquer coisa de muito forte que acontece quando temos coragem de voltar a abrir gavetas que já estavam fechadas a sete chaves", revela Ella Nor.
Sobre o título do disco, a artista refere que "há momentos de vulnerabilidade que passam rapidamente para uma postura mais consciente e agressiva. 'Dobermann' representa a ocasião em que deixas de sobreviver em silêncio e começas a proteger quem realmente és. Tal como o animal que dá nome ao álbum, o projeto explora a tensão entre vulnerabilidade e força, mostrando que o verdadeiro poder nasce quando aprendemos a defender a nossa própria identidade".
"Dobermann" foi escrito por Ella Nor com os Mogno, que assinam também a produção. A produção executiva é de Bruno Mota, MALLINA participa na autoria das faixas 'Matahari' e 'O2', e Tyoz no tema 'Japão'. Além disso, o disco foi misturado e masterizado por Felipe Trujillo - vencedor de dois Grammys Latinos em 2025, pelo trabalho com Alejandro Sanz e reconhecido também pelas colaborações com artistas como Maluma e Nathy Peluso -, e cuja presença confere ao álbum o polimento que Ella Nor e os Mogno procuravam. São exemplo disso os singles 'Japão', 'Santa' e o mais recente 'Matahari'.
Para Ella Nor, o tema 'Japão' "é uma carta aberta à minha filha Alice. Fala sobretudo do medo de falhar, de não saber quem sou agora, de não lhe dar o que ela merece, mas com a consciência de que há beleza nisso tudo. Há esperança no medo". Já 'Santa', o segundo single, "é uma reflexão sobre identidade. Representa a aceitação de que não somos perfeitos, não vamos corresponder às expectativas, mas também não precisamos. Se o 'Santa' está num universo introspetivo e de aceitação, em 'Matahari' já estamos noutra energia. Este som é sobre afirmação, pontapé na porta e mostrar os dentes".
"Dobermann" confirma Ella Nor como uma das cantoras e compositoras mais profícuas e autênticas da sua geração e afirma a dupla Mogno como artistas capazes de trazer ao Pop português uma dimensão latina e de eletrónica contemporânea. O disco contém 9 faixas e está disponível em todas as plataformas digitais.
Ella Nor demonstrou cedo ter uma forte aptidão para a musica. Achava que ia ser pianista clássica - instrumento que começou a estudar aos 4 anos de idade -, mas tornou-se cantora, com uma voz tão poderosa como subtil e uma lirica desarmante e honesta no seu próprio reportório e na composição para artistas como Ana Moura e Bárbara Bandeira.
Cantar é para Ella Nor uma consequência do que escreve e a experimentação e reinvenção têm sido uma constante no seu percurso, até porque nunca se limitou a um único caminho na música. Por isso mesmo, a sua carreira tem-se dividido entre projetos a solo, bandas e colaborações, desde que integrou a primeira banda, Maria Caffe, então com 16 anos.
Tentada desde sempre a expressar-se das mais diversas formas, após a vitória do Festival da Canção em 2015, Ella Nor dedicou-se à composição e produção musical, tanto para si própria como para outros artistas. É vocalista da banda punk rock LEFTY; protagonizou a exposição-concerto "Todas as cartas de amor são ridículas", que uniu música e artes visuais numa interpretação das cartas que Fernando Pessoa escreveu a Ophélia e cuja produção musical ficou a cargo dos Mogno; e lançou com MALLINA o EP "Indústria".
Em 2026, Ella Nor volta a unir-se aos Mogno para o álbum colaborativo "Dobermann". O disco, já disponível em todas as plataformas, apresenta uma mistura de Pop, Eletrónica e Ritmos Latinos.
Os Mogno são uma dupla de produtores portugueses composta por Bernardo Gonçalves e Luís Sanches. Formados em Londres e Berlim, apresentam uma abordagem musical centrada na estrutura melódica, prIviligiando a união entre a cultura urbana, como o Reggaeton e o R&B, e texturas Pop e, sobretudo, Eletrónicas.
Versados em criar pontes entre géneros musicais que raramente se cruzam no panorama nacional, são reconhecidos pelas colaborações em estúdio com artistas como Blasted Mechanism, Lhast, mantū, MALLINA, Murta, Gui Aly, Yuri NR5 e Pipa. Os Mogno produziram também o novo álbum de Paulo Gonzo.
Após vários anos a moldar o som de artistas consagrados e de novos valores da indústria, os Mogno exploram agora um novo universo e a sua própria identidade artística. Aos singles 'Japão', 'Santa' e 'Matahari' junta-se o álbum de estreia "Dobermann", que resulta da colaboração com a cantora e compositora Ella Nor.

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