"Dobermann" é o álbum de estreia de Ella Nor com os Mogno, disponível a partir da meia noite desta sexta-feira, em todas as plataformas digitais. Com uma narrativa incisiva e vulnerável, este primeiro projeto colaborativo confirma a cantora e compositora como uma das artistas mais relevantes da cena musical nacional - capaz de transitar entre o próprio reportório e a composição para alguns dos maiores nomes da indústria, como Ana Moura e Bárbara Bandeira - e afirma a dupla de produtores portugueses composta por Bernardo Gonçalves e Luís Sanches - com formação em Londres e Berlim - como artistas por direito próprio. "Dobermann" une a Pop, o lado experimental da Eletrónica e Ritmos Latinos e o resultado é um disco tão íntimo e emocional, como disruptivo e visceral, transversal aos clubes e às rádios.
"Trabalhámos juntos em diferentes ocasiões e tornou-se muito óbvia e necessária esta intenção de criar um projeto nosso. O processo criativo foi muito livre. Já nos conhecemos o suficiente para sabermos onde o nosso “gosto” musical se encontra e o resto foi saltar para o desconhecido, sem medos. A escrita passou muito por voltar a sítios menos bons e sermos vulneráveis. A consciência de força e self empowerment - que estão entre os conceitos do álbum - foram uma consequência de termos ido a esses sítios mais escuros. Há qualquer coisa de muito forte que acontece quando temos coragem de voltar a abrir gavetas que já estavam fechadas a sete chaves", revela Ella Nor.
Sobre o título do disco, a artista refere que "há momentos de vulnerabilidade que passam rapidamente para uma postura mais consciente e agressiva. 'Dobermann' representa a ocasião em que deixas de sobreviver em silêncio e começas a proteger quem realmente és. Tal como o animal que dá nome ao álbum, o projeto explora a tensão entre vulnerabilidade e força, mostrando que o verdadeiro poder nasce quando aprendemos a defender a nossa própria identidade".
"Dobermann" foi escrito por Ella Nor com os Mogno, que assinam também a produção. A produção executiva é de Bruno Mota, MALLINA participa na autoria das faixas 'Matahari' e 'O2', e Tyoz no tema 'Japão'. Além disso, o disco foi misturado e masterizado por Felipe Trujillo - vencedor de dois Grammys Latinos em 2025, pelo trabalho com Alejandro Sanz e reconhecido também pelas colaborações com artistas como Maluma e Nathy Peluso -, e cuja presença confere ao álbum o polimento que Ella Nor e os Mogno procuravam. São exemplo disso os singles 'Japão', 'Santa' e o mais recente 'Matahari'.
Para Ella Nor, o tema 'Japão' "é uma carta aberta à minha filha Alice. Fala sobretudo do medo de falhar, de não saber quem sou agora, de não lhe dar o que ela merece, mas com a consciência de que há beleza nisso tudo. Há esperança no medo". Já 'Santa', o segundo single, "é uma reflexão sobre identidade. Representa a aceitação de que não somos perfeitos, não vamos corresponder às expectativas, mas também não precisamos. Se o 'Santa' está num universo introspetivo e de aceitação, em 'Matahari' já estamos noutra energia. Este som é sobre afirmação, pontapé na porta e mostrar os dentes".
"Dobermann" confirma Ella Nor como uma das cantoras e compositoras mais profícuas e autênticas da sua geração e afirma a dupla Mogno como artistas capazes de trazer ao Pop português uma dimensão latina e de eletrónica contemporânea. Disponível em todas as plataformas digitais a partir da meia noite desta sexta-feira, o disco contém 9 faixas e será apresentado no sábado, dia 4 de abril pelas 21h30, no Sotão da Casa Capitão, em Lisboa.

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