© Mário Roberto
Rivaliza o Vale das Fürnas, single de avanço de Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão (a editar no dia 8 de Maio) de Romeu Bairos, afirma-se como um gesto de celebração enraizado na tradição, mas filtrado por uma sensibilidade contemporânea. Romeu trabalha a canção como espaço de encontro entre o coletivo e o íntimo, onde a repetição e a economia melódica não são apenas traços formais, mas dispositivos que reforçam a dimensão coletiva da canção, com cores e coros que fazem dela um gesto partilhado, quase ritual.
Os Açores - e as Furnas neste tema em particular - emergem como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida,onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade. Mais do que um exercício de evocação, o tema inscreve-se numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Ao colocar o Vale das Furnas em “rivalidade” com o restante território, a canção opera uma inversão subtil das hierarquias centro-periferia, afirmando que no “cantinho do país”, existe um lugar capaz de se afirmar pela intensidade da sua beleza e pela alegria de quem o habita.
Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor. Entre o orgulho local e a consciência insular, “Rivaliza o Vale das Fürnas” é um exercício de reterritorialização poética, posto em prática numa canção “bairrista”.
Mais do que um exercício de evocação, o tema inscreve-se numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Ao colocar o Vale das Furnas em “rivalidade” com o restante território, a canção opera uma inversão subtil das hierarquias centro-periferia, afirmando que no “cantinho do país”, existe um lugar capaz de se afirmar pela intensidade da sua beleza e pela alegria de quem o habita. Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor. Entre o orgulho local e a consciência insular, “Rivaliza o Vale das Fürnas” é um exercício de reterritorialização poética, posto em prática numa canção “bairrista”.
Os Açores - e as Furnas neste tema em particular - emergem como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida,onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade. Mais do que um exercício de evocação, o tema inscreve-se numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Ao colocar o Vale das Furnas em “rivalidade” com o restante território, a canção opera uma inversão subtil das hierarquias centro-periferia, afirmando que no “cantinho do país”, existe um lugar capaz de se afirmar pela intensidade da sua beleza e pela alegria de quem o habita.
Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor. Entre o orgulho local e a consciência insular, “Rivaliza o Vale das Fürnas” é um exercício de reterritorialização poética, posto em prática numa canção “bairrista”.
Mais do que um exercício de evocação, o tema inscreve-se numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Ao colocar o Vale das Furnas em “rivalidade” com o restante território, a canção opera uma inversão subtil das hierarquias centro-periferia, afirmando que no “cantinho do país”, existe um lugar capaz de se afirmar pela intensidade da sua beleza e pela alegria de quem o habita. Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor. Entre o orgulho local e a consciência insular, “Rivaliza o Vale das Fürnas” é um exercício de reterritorialização poética, posto em prática numa canção “bairrista”.

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