Créditos: Nuno Sousa Dias
O cantautor lisboeta edita um novo single, “Dança Comigo na Ilusão”, uma canção que assinala e dá voz aos atuais tempos de incerteza e agitação social que vivemos. Cantar para espantar os males? Neste caso é mesmo para vivê-los.
“Dança Comigo na Ilusão” viaja por uma sonoridade indie pop/rock descontraída, enquanto a letra revela algum desespero quase apocalíptico, com um refrão a garantir que “o pior está para vir”. É desta dualidade que vive o novo single a solo do vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, uma espécie de retrato da ansiedade contemporânea e uma tentativa de encontrar normalidade num mundo em tensão e constante ebulição.
“Eu não sei se vocês andam com uma sensação de que isto vai tudo de mal a pior e o mundo está prestes a acabar. Eu ando. Não digo sempre, mas com alguma frequência - bem mais do que gostaria (que é nunca). Nem me vou alongar sobre as causas das minhas inquietações apocalíticas: acho que todos sabemos quais são - basta ligar a televisão ou pegar no telemóvel para sermos bombardeados com conteúdos ansiogénicos mais do que suficientes para perder alguma fé na humanidade”, refere Afonso Cabral sobre o contexto ao escrever a letra desta nova canção.
No meio disto tudo, vamos prosseguindo com as nossas vidas: trabalhamos, cantamos, comemos, vamos ao cinema, dançamos... “Dança Comigo na Ilusão” é a resposta a esse sentimento estranho - uma tentativa do artista de se provar a si próprio que o desespero e a alegria podem conviver.
Este lançamento é o regresso do artista aos originais depois de lançar em 2024 o seu mais recente disco em nome próprio Demorar, que contou com o selo louva-a-deus, editora e agência criada por Afonso Cabral em conjunto com Francisca Cortesão.
Próximo concerto:
06 de junho - Teatro Fonseca Moreira, Felgueiras (banda completa)
Sobre Afonso Cabral:
Afonso Cabral (Lisboa, 1986) tem sido uma presença constante, embora por vezes discreta (como ele gosta), na cena musical lisboeta nos últimos 15 anos – quer seja com os seus You Can’t Win, Charlie Brown, como parte integrante das bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto! ou como escritor de canções para outros intérpretes.
Nesse último campo, destaca-se ‘Anda Estragar-me os Planos’, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018 para a voz de Joana Barra Vaz e reinterpretada mais tarde por vários cantores, tais como Salvador Sobral e Tim Bernardes.
Depois de Morada, em 2019, lançou, no final de 2024, o seu segundo álbum a solo, Demorar — um disco de novas canções com a voz de Cabral no centro e que conta com participações do japonês Shugo Tokumaru e de Manuela Azevedo, dos Clã.
Demorar tem sido muito bem recebido pela crítica, fazendo frequentemente parte das listas de melhores do ano, nomeadamente 3.º lugar para a Blitz e Radar e 11.º para a Antena 3, entre muitos outros.
“Dança Comigo na Ilusão” viaja por uma sonoridade indie pop/rock descontraída, enquanto a letra revela algum desespero quase apocalíptico, com um refrão a garantir que “o pior está para vir”. É desta dualidade que vive o novo single a solo do vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, uma espécie de retrato da ansiedade contemporânea e uma tentativa de encontrar normalidade num mundo em tensão e constante ebulição.
“Eu não sei se vocês andam com uma sensação de que isto vai tudo de mal a pior e o mundo está prestes a acabar. Eu ando. Não digo sempre, mas com alguma frequência - bem mais do que gostaria (que é nunca). Nem me vou alongar sobre as causas das minhas inquietações apocalíticas: acho que todos sabemos quais são - basta ligar a televisão ou pegar no telemóvel para sermos bombardeados com conteúdos ansiogénicos mais do que suficientes para perder alguma fé na humanidade”, refere Afonso Cabral sobre o contexto ao escrever a letra desta nova canção.
No meio disto tudo, vamos prosseguindo com as nossas vidas: trabalhamos, cantamos, comemos, vamos ao cinema, dançamos... “Dança Comigo na Ilusão” é a resposta a esse sentimento estranho - uma tentativa do artista de se provar a si próprio que o desespero e a alegria podem conviver.
Este lançamento é o regresso do artista aos originais depois de lançar em 2024 o seu mais recente disco em nome próprio Demorar, que contou com o selo louva-a-deus, editora e agência criada por Afonso Cabral em conjunto com Francisca Cortesão.
Próximo concerto:
06 de junho - Teatro Fonseca Moreira, Felgueiras (banda completa)
Sobre Afonso Cabral:
Afonso Cabral (Lisboa, 1986) tem sido uma presença constante, embora por vezes discreta (como ele gosta), na cena musical lisboeta nos últimos 15 anos – quer seja com os seus You Can’t Win, Charlie Brown, como parte integrante das bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto! ou como escritor de canções para outros intérpretes.
Nesse último campo, destaca-se ‘Anda Estragar-me os Planos’, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018 para a voz de Joana Barra Vaz e reinterpretada mais tarde por vários cantores, tais como Salvador Sobral e Tim Bernardes.
Depois de Morada, em 2019, lançou, no final de 2024, o seu segundo álbum a solo, Demorar — um disco de novas canções com a voz de Cabral no centro e que conta com participações do japonês Shugo Tokumaru e de Manuela Azevedo, dos Clã.
Demorar tem sido muito bem recebido pela crítica, fazendo frequentemente parte das listas de melhores do ano, nomeadamente 3.º lugar para a Blitz e Radar e 11.º para a Antena 3, entre muitos outros.

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