sexta-feira, 8 de maio de 2026

BEJAFLOR COM NOVO REGISTO














É no isolamento e clausura que melhor se conceptualiza a claustrofobia formal e a densidade sónica de Bejaflor 3

Recuperado da corrupção de ficheiros com 5 anos, o primeiro longa-duração de Bejaflor é o culminar de um estilo muito próprio de composição e produção de canções, explorando as fronteiras entre a pop e a música alternativa e os limites das mesmas. Canções de solidão que vão do conflito interior ao confronto exterior, do lado mais bedroom ao mais hyper da pop.

Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.

A música de Bejaflor nasce de um artesanato assente na tensão entre a produção avant-garde maximalista e o minimalismo DIY das canções despidas. No final da década passada Bejaflor surgiu na cena musical alternativa lisboeta com canções ao estilo de muitos cantautores que marcaram esse mesmo meio durante os 2010s, mas com linguagem emprestada de géneros como a pop ou o trap, em andamento electrónico.

O primeiro conjunto de músicas foi editado no homónimo EP de estreia, Bejaflor (2018, Maternidade), seguindo-se Bejaflor 2 (2020, Maternidade) e desde então passa a ser parte integrante da cultura da qual se inspirou, colaborando como produtor com nomes como Chico da Tina, Filipe Sambado, Primeira Dama ou, mais recentemente Girls 96 ou MC Falcona.

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