Com 2:37 de duração, a canção parte da comparação entre o autor e um cepo torto — um pedaço de vinha que já não dá grandes frutos, mas que continua, ainda assim, a produzir qualquer coisa. É uma música sobre sentir que nunca se chega onde se queria chegar, sobre estar preso a uma certa sensação de perda e desalinho, independentemente do que se faz.
Mais uma vez, cravo escreve a partir de um lugar emocional pesado, mas sem dramatismo excessivo. “Valsa do Cepo Torto” assume-se como uma reflexão simples sobre continuar a existir e criar, mesmo quando a sensação é a de estar constantemente fora do sítio certo.
Musicalmente, a faixa aproxima-se de uma ideia de música portuguesa feita num t0 — crua, próxima e artesanal. A principal referência acaba por ser o universo de Manuel Cruz, sobretudo na forma como a canção coloca o poema no centro de tudo.
“Valsa do Cepo Torto” sucede a “Bem-vindos”, “À Margem”, “Salta Desse Barco”, “Castigo”, “Chuva”, “No Fundo”, “De Lado”, “Direito” , “Lição” , “Fá Sustenido” e “O Mar Que Eu Fiz” mantendo a lógica de lançamentos regulares do projeto. Em paralelo, cravo continua a trabalhar no seu primeiro álbum.
O single estará disponível em todas as plataformas digitais a 22 de maio de 2026.
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