Em plena preparação da exposição RETALHOS (2026) — um projeto profundamente marcado pela reconstrução interior e pela força criadora que emergiu após a tempestade Kristin, que devastou a sua casa em Leiria — Cristina Maria prepara-se para inaugurar esta mostra no próximo dia 21 de Maio, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, num momento que contará também com uma atuação musical especialmente concebida para a abertura. Ao mesmo tempo, a artista dá um novo passo no seu percurso com o lançamento do single “Filha do Tempo”, integrado no álbum "Entre a Pedra e a Canção".
Se em RETALHOS a artista devolve vida à matéria ferida, transformando as pedras arrancadas pela tempestade em esculturas que respiram memória e renascimento, neste novo tema afirma a mesma pulsação criadora: a arte como extensão da existência, como gesto intuitivo que nasce de um território interior onde a matéria e a alma se encontram.
“Filha do Tempo” é, assim, um testemunho profundo do sentir criador de Cristina Maria — fadista e escultora — que vive a arte como prolongamento da própria vida. A canção revela um lugar íntimo, quase sagrado, onde a criação nasce livre de limites, conduzida pela intuição e por uma força maior que se manifesta no gesto artístico através da entrega total ao que não se controla. Um impulso quase divino.
Inspirada pela forte ligação à natureza, às emoções e ao processo de reconstrução que marcou a sua história recente, “Filha do Tempo” traduz o percurso de quem transforma ruína em expressão, silêncio em forma, inquietude em beleza. Tal como nas esculturas criadas a partir das pedras da sua casa, também aqui a matéria ganha alma — e o tempo, que destrói, torna-se também o tempo que revela.
Neste novo single, Cristina Maria apresenta um manifesto artístico onde a criação se afirma como acto de fé, pertença e comunhão com o universo. A obra celebra a ideia de que a arte não nasce apenas do artista, mas de uma ligação profunda ao mundo, à natureza e a algo maior que a transcende.
"Filha do tempo", revela a travessia interior, onde artista se reencontra consigo mesma:
Peguei em mim sem destino
Foi o vento que me levou,
E no silêncio do tempo
A mão de Deus me guiou.
Se estou feliz, ela sorri
Se a tristeza me abraça, ela chora.
Navego em formas sem saber o fim.
Sou mensageira sem tempo nem hora,
E a nova vida, começa agora.
“Filha do Tempo” afirma-se, assim, como um hino à criação enquanto gesto vital — um reconhecimento de que criar é existir, e existir é deixar-se atravessar pelo tempo que não tem tempo.
"Filha do tempo", revela a travessia interior, onde artista se reencontra consigo mesma:
Peguei em mim sem destino
Foi o vento que me levou,
E no silêncio do tempo
A mão de Deus me guiou.
Se estou feliz, ela sorri
Se a tristeza me abraça, ela chora.
Navego em formas sem saber o fim.
Sou mensageira sem tempo nem hora,
E a nova vida, começa agora.
“Filha do Tempo” afirma-se, assim, como um hino à criação enquanto gesto vital — um reconhecimento de que criar é existir, e existir é deixar-se atravessar pelo tempo que não tem tempo.

Sem comentários:
Enviar um comentário