Fotografia: Maria Bicker
Dreia apresenta 'Morrer devagarinho', o novo single que simboliza o fim de um ciclo e o renascimento de uma nova identidade. Escrita pela cantora e compositora com Rita Onofre e produzida por Choro, (Inês Marques Lucas, Alex D'Alva), a canção Pop, já disponível nas plataformas digitais, mergulha numa narrativa íntima de transformação e libertação emocional. 'Morrer devagarinho' é editada propositadamente a 13 de maio, dia em que Dreia completa 30 anos e enterra os seus "loucos anos 20".
"Este single representa o enterro de uma versão minha antiga, mas não um enterro triste e pesado. É feliz e em jeito de celebração, como no Día de Los Muertos. Celebro quem fui, mas sei que já não há espaço para o continuar a ser. Há acontecimentos que vivem no passado e nele devem ficar para que possamos evoluir para algo melhor, mais leves", afirma Dreia. "Esta morte levou consigo uma história de desamor que canto ao longo do meu próximo EP, "Pele e Carne", do qual esta canção faz parte, assim como a inocência de querer acreditar por não conseguir aceitar a realidade, que muitas vezes se revela pouco colorida, dolorosa e com relações marcadas por desequilíbrios de poder", completa a artista.
Com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano, "Pele e Carne" é um projeto que explora temas de desamor, identidade e crescimento pessoal. O segundo curta duração de Dreia sucede-se a "Ganhar Voz", de 2025, que deu a conhecer temas como 'Traz o que é meu' - vencedor do Prémio AIP (Associação de Imagem Portuguesa) para "Melhor Direção de Fotografia em Videoclipe" -, 'Para de lutar' - galardoado com o "Prémio de Melhor Direção de Arte" no Festival MATE 2025, na categoria "Videoclipe" - e com um troféu de "Música" na Mostra Nacional de Jovens Criadores 2025.
Influenciado por sonoridades Pop alternativas, 'Morrer devagarinho' destaca-se pela crueza emocional e pelo foco na interpretação vocal, que conduzem o ouvinte numa experiência sensorial através da narrativa da letra. Realizado por Daniel Mota e com coreografia de Renato Garcia, (IOLANDA, JÜRA), o videoclipe expande o seu universo onírico e simbólico, ao explorar o conceito de morte e renascimento.
Nas palavras de Dreia, "esta é uma canção que fala sobre a transformação que, por vezes, precisamos para dar lugar a alguém novo. Embora seja um tema pesado, termina num lugar luminoso. Para o videoclipe trouxe várias referências como o quadro Ofélia e o filme da Disney "Hércules", precisamente pela cena em que vemos as almas percorrer o rio do esquecimento. Ver um altar de flores que me cobria do pescoço aos pés, feito especialmente para mim, foi particularmente emocionante. Foi como assistir ao funeral do meu antigo eu, de uma forma leve e honrosa. Soube ali que vivi a mais bonita representação da minha vida até agora e senti-me profundamente amada".
Com 'Morrer devagarinho', Dreia reforça a sua abordagem honesta e sensorial à música, com cada canção a assumir um espaço de verdade e transformação. O tema integra o segundo EP de Dreia, “Pele e Carne”, que será editado no segundo semestre de 2026.
Ligada emocionalmente à música desde cedo, Dreia sempre
acalentou o sonho de ser cantora, no entanto, a timidez fez com que
esse desejo ficasse em segundo plano. Teve aulas de guitarra e de piano
e, posteriormente de piano jazz. Ao trabalhar como
jornalista, entrevistou vários músicos e essas conversas despertaram o
desejo de concretizar o seu sonho maior. Decidiu, então, frequentar a
escola de jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, onde estudou piano e voz.
Entre as suas maiores referências musicais estão Billie Holiday, Chet Baker, MARO, Sarah Vaughan, Nina Simone, Billie Eilish, Lana Del Rey, iolanda, Rita Onofre, Jacob Collier, Mimi Froes, Milhanas ou Slow J, entre outros.
Começa a trabalhar com Rita Onofre, com o propósito de melhorar a expressão das suas demos que, até então, sentia que não expressavam, ainda, a mensagem que pretendia. As palavras são profundamente importantes para a artista e um dos seus objetivos é transportar isso mesmo para a composição e para a forma como interpreta as canções, dando, a cada palavra, o seu peso.
Das sessões na Great Dane Studios nasceu o primeiro single, ‘Traz o que é meu’. Realizado por Diana Mendes, cujo videoclipe foi distinguido com o Prémio AIP* de Melhor Direção de Fotografia em Videoclipe, atribuído pela Associação de Imagem Portuguesa. Seguiu-se o tema 'Podes perguntar', composto e produzido pela mesma equipa, e o mais recente 'Para de lutar'. Estas faixas antecederam o EP de estreia da artista, "Ganhar Voz".

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