sexta-feira, 15 de maio de 2026

EMMY CURL CRIA MANIFESTO MATRIARCAL COM NOVO SINGLE "LEMBRA-ME UM SONHO LINDO"

Com a interpretação de “Lembra-me um sonho lindo”, de Fausto Bordalo Dias, emmy Curl, vencedora do Prémio José Afonso em 2025, reintroduz o místico, o mágico e o feminino na produção musical moderna, desafiando uma estrutura social patriarcal dominante. O novo single está já disponível nas plataformas.

Produzido e orquestrado pela própria artista, emmy Curl é, com 20 anos de carreira, uma das primeiras compositoras em Portugal a completar uma série de álbuns criados a 360 graus por si mesma. Desde os vestidos de palco, aos visuais projetados, videoclips e joalharia, tudo contribui para um universo distinto, com paisagens sonoras derivadas dos sons e ritmos tradicionais do Norte de Portugal combinados com sonoridades modernas como sintetizadores, batidas techno e linhas jazzy de guitarra elétrica tocadas pelo seu parceiro, Andreas Sidenius.

“Desde os meus 15 anos que produzo e lanço a minha própria música, desafiando-me sempre a descobrir novas formas de incluir as minhas raízes de Trás-os-Montes, a cultura celta baseada em rituais e nas mudanças do ano. Os meus estudos sobre a cultura celta em que cresci já contam mais de uma década”, afirma emmy Curl, que conta que a produção de “Lembra-me um sonho lindo” aconteceu de forma oposta às produções normais.

“Normalmente temos a música pronta e depois filmamos o vídeo. Desta vez, filmámos primeiro o vídeo, e os visuais afetaram profundamente a orquestração e a produção. Foi um processo de criação muito inspirador e novo, que espero explorar mais.”

O videoclipe foi realizado e captado por André Macedo, companheiro visual de muitos trabalhos de emmy Curl.

Emmy Curl propõe-se a desafiar o patriarcado dominante com os dois singles já apresentados de Pastoral 2.0

O primeiro single do novo álbum, “Encanto” , pertencente a Pastoral 2.0, simboliza uma ruptura com a estrutura patriarcal em que vivemos. Conta a história da pureza na floresta ardida, acompanhada pela antiga tradição da capa de honra, transformando-se numa criatura mística e colorida, um ser livre.

“Lembra-me um sonho lindo” representa a conclusão deste trabalho místico e feminino que desafia visual e musicalmente uma forma masculina e racional de criação. O novo single define assim a direção do novo álbum que, como continuação do primeiro disco Pastoral, procura aprofundar a sua investigação sobre a cultura portuguesa esquecida do Norte e do interior.

Até o dia de lançamento, quinta-feira, 14 de maio, reflete a tradição mística e foi calculado como um forte dia de manifestação para lançar um novo começo, uma artista em transformação.

“Viver com a ideia de que a magia, a astrologia e práticas relacionadas são fundamentais para a parte feminina da nossa sociedade - e portanto para uma parte de nós mesmos - é controverso. Tento mostrar na minha arte como a magia e a beleza natural podem não ser assim tão estranhas para nós, e como a energia mística e feminina faz parte de toda a gente e não deve ser reprimida como algo errado”, afirma emmy Curl, que orquestrou e produziu totalmente esta reinterpretação radical solarpunk da famosa “Lembra-me um sonho lindo” de Fausto, mantendo ainda assim respeito pela versão original.

Pastoral 2.0, com edição Cuca Monga, está com edição apontada para a setembro 2026.

21 Maio | Evento Privado | Vila Real
22 Maio | Teatro Sá da Bandeira | Santarém
05 Junho | A anunciar
06 Junho | Festa Viriato | Cáceres (Extremadura)
11 Junho | Primavera Sound | Porto
20 Junho | Feira Ibérica de Teatro | Fundão
25 Junho | A anunciar
10 Julho | A anunciar
16 Julho | A anunciar (Galiza)
26 Julho | Festas de Loures | Loures
13 Agosto | A anunciar
25 Setembro | Casa da Música Jorge Peixinho | Montijo
26 Setembro | A anunciar
02 Outubro | A anunciar
24 Outubro | A anunciar
13 Novembro | A anuncia

Sobre emmy Curl:

Catarina Miranda, nascida em Vila Real de Trás-os-Montes, em 1990, é uma cantora, artista visual, produtora e compositora. Atua sob o nome artístico emmy Curl e foi uma das primeiras mulheres produtoras de música em Portugal, tendo começado o seu trabalho artístico apenas com 15 anos, usando o Myspace para mostrar os seus primeiros trabalhos. Desde aí, tem lançado vários álbuns e EPs durante a carreira que conta agora com vinte anos.

“Pastoral”, o mais recente álbum editado em 2024 pela Cuca Monga, e que integrou várias listas dos melhores discos do ano, é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis. Este disco venceu o Prémio José Afonso em 2025, um prémio que visa homenagear o cantautor que lhe dá nome e é atribuído anualmente, distinguindo álbuns musicais que tenham como referência a Cultura, História, Língua e Música Popular Portuguesa e que já foi atribuído a artistas como Fausto, Sérgio Godinho, Jorge Palma, A Garota Não, entre outros.

Em 2025 participou no Festival da Canção com a sua própria composição “Rapsódia de paz” interpretada pela própria - uma canção que segue a mesma linha do álbum Pastoral de 2024 e que chegou à final do Festival.

Em 2026 celebra 20 anos de carreira e prepara-se para editar "Pastoral 2.0". 

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