HER NAME WAS FIRE são um duo de rock pesado de Lisboa, formado por João Campos e Tiago Lopes em 2016. Assente numa guitarra barítono, bateria e um setup de graves massivo, a banda sempre trabalhou a partir de uma ideia simples mas teimosa: duas pessoas devem não precisam de soar apenas a um duo.
Ao longo de dois álbuns de longa duração, Road Antics e Decadent Movement, a banda construiu um som algures entre o stoner rock, grunge, psicadélico, blues e um peso progressivo. Já fizeram mais de 50 datas por Portugal e Europa, partilharam palco com Mondo Generator, The Vintage Caravan, Radio Moscow e The Black Mirrors, e tocaram para mais de 20.000 pessoas nas Festas do Mar em Cascais.
Mas a verdadeira história por trás de HER NAME WAS FIRE é também uma história de distância e persistência. Durante quase dez anos, João e Tiago mantiveram a banda viva entre diferentes cidades e, eventualmente, diferentes países, construindo tudo por conta própria, sem comprometer o som ou a
estética.
Tudo à volta da banda é DIY: a música, a arte, os vídeos, a produção, o design e a direção visual. O projectom sempre foi tanto sobre criar um universo como sobre escrever canções.
Depois de um período de silêncio durante a pandemia, HER NAME WAS FIRE regressam com Obsidian Light, com lançamento a 8 de maio. O EP é o trabalho mais intenso que fizeram até agora: cinco temas de stoner rock pesado e orientado para o groove, moldados por anos de distância, frustração, silêncio e pela necessidade de voltar a dar sentido à banda.
As músicas movem-se entre o peso stoner, refrões directos e uma energia mais física, quase dançável e carregada de fuzz. “Electrify” abre o EP com essa sensação em primeiro plano: pesada, imediata e construída em torno do momento em que estar preso durante demasiado tempo finalmente se transforma em movimento, luz e libertação. “Facekicker” fala de dano, repetição e das formas estranhas como construímos tronos a partir daquilo que nos magoa. “Head on the Wall” aponta à cultura do hype, à uniformidade digital e à sensação de se tornar invisível enquanto toda a gente corre atrás da próxima
tendência. “Better Days” é um colosso carregado de melancolia sobre a rotina das 9 às 5, que cresce
lentamente desde a exaustão até uma libertação abrupta, quase hipnótica. “Steamed” fecha o EP como um aviso: se empurrares algo para baixo durante tempo suficiente, eventualmente volta à superfície fora de controlo.
Obsidian Light não é uma reinvenção. É uma destilação. Os riffs são mais pesados, os refrões mais directos, os grooves mais impactantes, e a banda soa mais focada do que nunca, mesmo quando as músicas as vezes se aventurem por territórios mais estranhos. É o som de duas pessoas a regressarem com tudo reduzido ao essencial: volume, melodia, graves, instinto e a vontade teimosa de continuar a construir algo a partir do nada.
Citação da banda
“Obsidian Light é para nós, como cortar todo o ruído e voltar ao que realmente importa: grooves pesados, graves fortes, melodia, e fazer isto à nossa maneira. Sem desculpas, sem tentar agradar a toda a gente, só a fazer com que as músicas batam o mais forte possível. Depois de anos de distância, silêncio e de tentar manter isto vivo entre países, este EP parece o momento em que tudo volta a encaixar.”

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