sexta-feira, 26 de junho de 2026

BANDUA LANÇA “BARQUINHO”, NOVO SINGLE QUE APONTA O RUMO DE BANDUA II













Depois de “Flor do Rosário” e da reVariação de “O Corpo É Que Paga”, a dupla revela uma nova canção sobre comunidade, pertença e transformação, antecipando o álbum com edição prevista para outubro de 2026.

No dia 26 de junho, os Bandua lançam “Barquinho”, novo single de antecipação de BANDUA II, o segundo álbum da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente, com edição prevista para outubro de 2026.

O lançamento sucede a “Flor do Rosário”, primeiro avanço do novo álbum (a ser editado pela editora germânica/sueca Ajabu! Records) divulgado em maio, e a ReVariação de “O Corpo É Que Paga”, de António Variações, editada a 13 de junho pela editora Postas de Pescada.

Conhecidos pelo cruzamento entre música eletrónica e o cancioneiro popular, os Bandua apresentam em “Barquinho” uma canção construída a partir de uma imagem simples: uma pequena embarcação que se recusa a navegar sozinha. A partir desta ideia, o tema desenvolve uma reflexão sobre comunidade, pertença, encontro e transformação, eixos centrais do novo álbum.

Inspirado pelo imaginário marítimo português, o single recupera uma das imagens mais presentes na memória coletiva para lhe atribuir um novo significado. O barco afasta-se das narrativas de conquista ou de viagem solitária e afirma-se como espaço de abrigo, partilha e encontro. Um lugar onde coexistem diferentes vozes, histórias e formas de estar no mundo.

É a partir do verso “Eu queria que o meu barquinho não navegasse sozinho / queria eu que fosse ninho para mais que um passarinho” que a canção estrutura a sua narrativa, transformando o barco em ninho e a viagem numa travessia coletiva. Musicalmente, “Barquinho” assinala uma nova etapa na evolução do projeto. Mantendo a ligação às tradições musicais portuguesas que marcaram a identidade dos Bandua desde a sua origem, a dupla expande agora o seu território sonoro para uma linguagem mais aberta, plural, luminosa e dançável.

O tema funciona também como chave de leitura para BANDUA II, disco que propõe uma reflexão sobre Portugal enquanto território em permanente construção e desconstrução, atravessado por encontros, circulação de influências e transformações contínuas. O barco surge, neste contexto, como metáfora de uma condição permanente de viagem, mas também de escuta e incontornável troca entre pessoas, territórios e tempos distintos.

Se no álbum de estreia os Bandua centravam a sua exploração musical na Beira Baixa, cruzando o património sonoro do interior do país com a eletrónica de matriz downtempo, em BANDUA II alargam esse horizonte. O novo disco parte desse território para o colocar em diálogo com outras geografias, influências e paisagens sonoras, propondo uma leitura mais ampla da identidade portuguesa enquanto espaço de encontro, circulação e transformação.

Esta mudança de rumo encontra eco em "Barquinho", uma canção que faz da viagem uma metáfora para o encontro e a construção coletiva. O videoclipe, filmado em Berlim nas margens do rio Spree, reforça essa ideia de travessia e de abertura ao exterior.

Com "Barquinho", os Bandua abrem o caminho para BANDUA II, um álbum que revisita a memória sem nostalgia, afirmando a identidade como um processo em permanente construção e a música como lugar de encontro entre tradição e contemporaneidade.

PRÓXIMOS CONCERTOS

27 JUNHO - Jardim de Verão, Gulbenkian
25 JULHO - Noites de Verão, Teatro de Vila Real
6 SETEMBRO - Festival Noites no Cais, Lagos

quem são Bandua

Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. A sua prática assenta na articulação entre a memória e a cultura portuguesa e as tendências musicais contemporâneas globais, construindo uma linguagem de música eletrónica enraizada no território. O resultado cruza elementos digitais e orgânicos, tecnologia e tradição, esbatendo fronteiras entre campo e cidade, passado e futuro, local e global.

D’Addario e Valente inscrevem-se, neste contexto, como parte de uma geração que convoca e cruza heranças culturais diversas, refletindo simultaneamente uma ancestralidade plural e uma prática artística aberta à absorção e transformação das linguagens musicais contemporâneas.

Se em BANDUA o discurso incidia sobre dimensões identitárias e interpretativas de uma narrativa que se iniciava com “Era Assim”, em BANDUA II o enfoque desloca-se para a afirmação do presente e das suas possibilidades, assumindo uma abordagem menos centrada na construção de mito e mais orientada para a realidade, sintetizada na formulação “É Assim”.

Trata-se de um disco que coloca no centro a aceitação da alteridade, em articulação com a revisão crítica das noções de identidade. Um movimento de reaproximação ao passado com o objetivo de produzir música no presente, orientada por uma escuta projetada para o futuro.

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