Três décadas depois de ter começado a desenhar uma das mais consistentes e influentes narrativas da música independente em Portugal, a Lux Records assinala os seus 30 anos com o lançamento de um disco especial de John Mercy, que revisita e reinterpreta momentos-chave da discografia da editora. O álbum será editado no dia 26 de junho, marcando uma celebração que traz memória, reinvenção e legado, e reafirma o papel central da Lux Records na construção do som alternativo saído de Coimbra para o mundo.
A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país.
Ao longo destas três décadas, o catálogo da editora expandiu-se para lá da cidade, acolhendo projetos oriundos de Braga, Porto, Lisboa e até de geografias internacionais, consolidando uma rede artística plural e de forte personalidade estética.
Neste contexto, o lançamento do novo disco de John Mercy surge como um gesto simultaneamente celebratório e interpretativo: uma viagem pela discografia da Lux Records, revisitando temas, atmosferas e estéticas que marcaram o percurso da editora. Mais do que uma compilação, trata-se de uma leitura contemporânea do seu arquivo vivo, um exercício de escuta e reinvenção que reafirma a vitalidade do seu legado. O álbum será editado no dia 26 de junho.
“A Lux Records faz parte da banda sonora de Coimbra e da música portuguesa das últimas três décadas. Com o ‘A date with Lux’, procurei revisitar algumas das canções e discos que marcaram a história da editora, respeitando a sua essência, mas dando-lhes uma nova vida. Foi um desafio estimulante e uma oportunidade para celebrar um catálogo extraordinário que continua a inspirar músicos e ouvintes.”
— John Mercy
Rui Ferreira tem sido descrito como uma das figuras centrais da música independente portuguesa (Rui Miguel Abreu in Rimas e Batidas), articulando ao longo de décadas uma atividade intensa entre edição, produção, curadoria e divulgação musical. “A Lux Records nunca foi apenas uma editora. Foi e continua a ser uma forma de estar na música. Este disco do John Mercy não olha apenas para trás: ele reescuta tudo o que fomos capazes de construir ao longo destes 30 anos e devolve-nos isso com uma nova luz. É um gesto de continuidade, mas também de reinvenção”, afirma.
A Lux Records celebra assim três décadas de atividade com um projeto que reforça o seu ADN: risco artístico, proximidade às bandas e uma ligação profunda à cidade de Coimbra, onde tudo começou e onde continua a nascer parte significativa do seu futuro.
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quem é Rui Ferreira?
Rui Ferreira foi enfermeiro entre 1991 e 2016, mas a música sempre ocupou um lugar central na sua vida. Em 1993 ingressou na Rádio Universidade de Coimbra (RUC), onde rapidamente se destacou como programador e gestor, assumindo funções de Presidente da Administração durante três anos e Director de Programas. Ainda hoje, é o homem ao leme do icónico programa Cover de Bruxelas, referência nacional em versões e reinterpretações musicais.
É também o mentor por detrás da Lux Records/Subotnick Enterprises, tendo editado discos e gerido bandas como Belle Chase Hotel, Wraygunn, The Legendary Tigerman, Sean Riley and The Slowriders, D3O, Tiguana Bibles, Victor Torpedo, Birds Are Indie, Twist Connection, Mancines e So Dead, consolidando-se como figura central do rock e da música independente em Coimbra.
Em Fevereiro de 2017, fundou a loja de discos Lucky Lux, um espaço de referência para colecionadores e melómanos, e no mesmo ano lançou o Festival Lux Interior, continuando a promover a cultura musical local. Nos últimos anos, Rui Ferreira foi também o produtor executivo de tributos como “Coverbilly Psychosis - A Tribute To Tédio Boys” e “Mirror Songs - A Tribute To The Psychedelic Furs”, bem como dos dois volumes das “Cover de Bruxelas Sessions”.
Melómano incorrigível e colecionador de discos apaixonado, Rui Ferreira é uma das vozes mais respeitadas e influentes da música independente em Portuga
É também o mentor por detrás da Lux Records/Subotnick Enterprises, tendo editado discos e gerido bandas como Belle Chase Hotel, Wraygunn, The Legendary Tigerman, Sean Riley and The Slowriders, D3O, Tiguana Bibles, Victor Torpedo, Birds Are Indie, Twist Connection, Mancines e So Dead, consolidando-se como figura central do rock e da música independente em Coimbra.
Em Fevereiro de 2017, fundou a loja de discos Lucky Lux, um espaço de referência para colecionadores e melómanos, e no mesmo ano lançou o Festival Lux Interior, continuando a promover a cultura musical local. Nos últimos anos, Rui Ferreira foi também o produtor executivo de tributos como “Coverbilly Psychosis - A Tribute To Tédio Boys” e “Mirror Songs - A Tribute To The Psychedelic Furs”, bem como dos dois volumes das “Cover de Bruxelas Sessions”.
Melómano incorrigível e colecionador de discos apaixonado, Rui Ferreira é uma das vozes mais respeitadas e influentes da música independente em Portuga


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