Depois de revelar os singles “Búzios”, “Cuidado” e “Dona Velha”, Rita Cruz apresenta finalmente "Flor no Asfalto", o seu muito aguardado álbum de estreia, já disponível em todas as plataformas digitais.
Mais do que um conjunto de canções, "Flor no Asfalto" é um espaço de reflexão, vulnerabilidadeeresistência. Ao longo de oito temas, a artista encontra na música a possibilidade de narrar a suasensibilidade enquanto mulher e cidadã, abordando temas como a masculinidade, o conceitodemulher, a dor, as desigualdades e a forma como sobrevivemos aos momentos mais difíceis.
Entre a melancolia e o humor, traço já evidente nos temas anteriormente revelados, Rita Cruz constrói um universo profundamente humano, onde o íntimo e o político coexistem. Cadacanção nasce da observação do mundo e da tentativa de dar-lhe sentido, transformandoexperiências, inquietações e perguntas em matéria artística.
O título do álbum encerra uma das ideias centrais deste trabalho. "Flor no Asfalto" surge comometáfora da capacidade de encontrar beleza, força e crescimento mesmo nos contextos mais áridos.
“A flor no asfalto é um abraço à minha vulnerabilidade, ao espaço para o erro enquanto mulher eartista e a avançar sempre, mesmo que haja medo”, explica Rita Cruz.
Ao longo do disco, a artista percorre diferentes territórios emocionais e sociais, sempre através de uma escrita marcada pela honestidade, pela imagem e pela procura de significado. É umálbum que olha para a fragilidade não como uma fraqueza, mas como um lugar de descoberta etransformação.
A acompanhar o lançamento surge o tema “Casa”, uma canção que nasce de uma reflexãosimples e poderosa sobre a condição feminina ao longo da história. Sobre a capacidade deresistência das mulheres e a força que permanece mesmo perante a adversidade.
“Este tema surgiu após uma questão: porque é que a mulher foi e é perseguida desde sempre?Por causa da sua força. A mulher gera vida, faz do seu corpo casa, tem a capacidade de alimentar outro ser. ‘Casa’ fala sobre a mulher.
Porquê então casa e não mulher? Porque casa é base, é centro e pilar. E é o que a mulher é. Ummotor de potência e de estrutura que, apesar de durante séculos - e ainda hoje - ser negligenciada, negada e violentada, a sua força e a sua potência sobreviveme resistem”, destaca a autora.
É uma canção que sintetiza muitos dos temas presentes em "Flor no Asfalto" e funciona comoporta de entrada para o universo de um álbum onde todas as canções partemde umainquietação, individual ou coletiva, e onde essas inquietações se reúnem para ser transformadas em algo que possa ser observado, questionado ou até curado.
Conhecida do grande público pelo seu percurso enquanto atriz, Rita Cruz afirma-se agoratambém como autora e intérprete, revelando um trabalho musical profundamente pessoal, ondea palavra, a emoção e a consciência social se encontram.
"Flor no Asfalto" já está disponível em todas as plataformas digitais.
SOBRE RITA CRUZ
Licenciada em Teatro-Atores (ESTC) e Reabilitação e Inserção Social (ISPA). Cofundadora do Teatro do Eléctrico. É actriz e cantora. Desde o início do seu percurso que tem aliado a representação ao canto, em diversões musicais ou em produções com o Teatro do eléctrico cujas produções juntaram teatro e música.
Esteve em diversas formações musicais, a última com Rita e o Revolver, banda de originais.
Em 2015 escreve e encena Mãe com Açúcar. Em 2011 escreve, com Ana Lázaro e Sílvia Figueiredo, Rosa ou Quem é Cabra.
Recebe o Prémio de Melhor Atriz de Televisão (Prémios África is More, 2016). É nomeada para Melhor Atriz (Prémios SPA, 2016) e para Melhor Espetáculo de Teatro com A Noite da Dona Luciana (2016), Menos Emergências (TimeOut, 2014) e Othelo (Globos de Ouro, 2005). Integra diversas produções televisivas e de cinema. É cantora. Faz locuções e dobragens desde 2003.

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