
António Pinho Vargas domingo na “Casa da Música”
O ano de “Solo” chega ao fim com o pianista a jogar em casa
O ano de “Solo” chega ao fim com o pianista a jogar em casa
Menos de seis meses depois da publicação do álbum “Solo”, não é exagero afirmar que o regresso de António Pinho Vargas é um dos casos de 2008.
Poucos discos – se é que houve outro assim este ano - terão sido recebidos com entusiasmo tão unânime. No Expresso, no Público, no “Diário de Notícias”, no Blitz e no blog Sound + Vision, o álbum mereceu aos críticos a pontuação de cinco estrelas num máximo de cinco. E não é de mais lembrar frases como “o regresso do rei” (Público), “níveis musicais sublimes” (Raul Vaz Bernardo, Expresso), “o disco mais livre e luminoso de António Pinho Vargas” (A M Seabra), “um indefinível sentimento português” (Rui Branco, Jornal de Notícias), ou “novas versões próximas da imortalidade” (Nuno Catarino, Público).
Para quem gosta de acreditar na incompatibilidade entre qualidade e interesse do público.... surpresa! O álbum de António Pinho Vargas, apesar de publicado numa micro editora que até este momento não editou outro disco, passou cinco semanas no top 30 nacional, chegando numa delas ao 13º lugar. Última anormalidade: na era dos festivais com muitos nomes sonantes e dos espectáculos temáticos cheios de cabeças de cartaz, António Pinho Vargas vê-se solicitado a recriar, sozinho com o seu piano, em salas que vão desde o CCB até diversos auditórios um pouco por todo o país, o intimismo e a melancolia do surpreendente “Solo”.
A última paragem em 2008 será a Casa da Música no Porto. Vinte e cinco anos depois do seu álbum de estreia, “Outros Lugares”, António, natural de Vila Nova de Gaia, joga em casa, dias antes da estreia, na Culturgest, da sua ópera “Outro Fim”.
Tem sido um ano de muito trabalho, repartido pelas duas carreiras de António Pinho Vargas. 2009 assistirá à edição internacional de “Solo”: o alinhamento, diferente, está escolhido. Por alturas da Primavera, será a vez de uma compilação da sua obra na Música Contemporânea. E tudo indica que em Setembro ou Outubro teremos o segundo volume de “Solo”: até há poucas semanas, a gravação efectuada estava dada por completa; mas agora parece que serão acrescentadas duas ou três gravações a efectuar durante os próximos meses.
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