O projeto Fontes Sonoras regressa à mais bonita Aldeia das Fontes, em Leiria, entre 12 e 19 de abril, no florescer da primavera para a segunda residência artística de 2026.
A apresentação pública está prevista para 19 de abril pelas 15h30 e o público será convidado a acompanhar esta experiência de escuta expandida, onde gravações detalhadas do território se cruzam com o fluxo vivo do rio, revelando dimensões invisíveis e subtis do ambiente.
Matilde Meireles
Matilde Meireles é uma artista sonora e field recordist cuja prática artística tem sido descrita como algo que “gira como o rolo de um filme invisível”. O seu trabalho combina improvisação, gravação de campo e composição, criando aquilo que chama de “sonic drifts”: percursos de escuta que revelam as relações entre diferentes espectros sonoros, escalas e temporalidades dos espaços que habitamos.
A sua proposta passa por observar e amplificar os micro-movimentos sonoros da paisagem, especialmente nas margens do rio. A artista pretende realizar um trabalho detalhado de captação e documentação de sons normalmente inacessíveis ao ouvido humano, utilizando técnicas de gravação especializadas, incluindo hidrofones, que permitem escutar o interior do rio.
Ao longo de uma semana de residência, Matilde Meireles irá desenvolver um trabalho de investigação e criação centrado no rio Liz, propondo um percurso sensorial que a artista descreve como uma uma deriva
sonora onde diferentes tempos, escalas e camadas de escuta se entrelaçam.
FONTES SONORAS #4
Na quarta residência de Fontes Sonoras, Gil Delindro chegou à mais bonita aldeia das fontes que desta vez se apresentava com uma paisagem diferente do costume, com árvores caídas e marcas da tempestade que passou por nós.
Gil Delindro apresentou três instalações diferentes, baseadas na utilização de materiais deixados para trás pela tempestade e na grande potência sonora que é a Nascente do rio nesta altura do ano.
Como um artista com experiência em trabalhar em contextos marcados por transformações do território, o Gil fez o que sabe melhor: meteu mãos à obra, retratou o local não como ele é mas como ele se encontra neste determinado momento temporal e no fundo, deixou a sua marca na aldeia e nas pessoas com se cruzou ao longo da residência
Agora, partilhamos o documentário que acompanhou o processo criativo e os dias que o artista passou nas Fonte
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segunda-feira, 23 de março de 2026
FONTES SONORAS 2026
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