Entre 24 e 28 de março de 2026, a ilha de São Miguel acolhe a décima-terceira edição do Tremor, transformando-se num epicentro de música, arte e comunidade. Com concertos, experiências performativas e iniciativas que promovem participação, sustentabilidade e inovação cultural, o festival apresenta uma programação diversificada que cruza criação artística, território e pensamento crítico.
Com um cartaz musical que cruza géneros, fronteiras e gerações, o alinhamento do festival integra um total de 55 artistas e coletivos, dos quais 22 são oriundos ou residentes nos Açores. Integram a edição deste ano no plano musical: Abdullah Miniawy, Amijas, Angine de Poitrine, Angry Blackmen, Arsenal Mikebe ft HHY, ASCA, aya, Buried by Lava, Betix, Candy Diaz, Cate Le Bon, CLUB C.C.C., Coletivo Plugg, DJ Travella, Engengroaldenga, Falcona, George Silver, Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko, Housepainters, João Freitas, Jup do Bairro, La Família Gitana, Maki, Maria Carolina, Mariana Lopes, Matías Aguayo, Mix`Elle, MONCHMONCH, Neuza Furtado, NTK, Pedrinho Xalé, The Bug + Warrior Queen, Tomás Sampaio + Marta Tavares, Use Knife, Vaiapraia, Water Damage e Yerai Cortés.
A edição de 2026 inclui várias residências artísticas que reforçam a dimensão experimental e colaborativa do Tremor: a nova criação do coletivo Som Sim Zero com músicos de heavy metal dos Açores; a Orquestra Modular Açoriana, este ano sob coordenação de Water Damage; a estreia de Ínsula, performance criada com pessoas residentes nos Açores no âmbito da proposta formativa do Ciclo; a residência da Escola de Música de Rabo de Peixe com Itiberê Zwarg e as propostas de criação para o Tremor Todo-o-Terreno, a cargo de Vera Morais e Curro Rodríguez. Uma nota para a palestra performance “As Camadas da Escuta: Música & Psicologia”, por Maria Tereza Maldonado e Itiberê Zwarg a ter lugar dia 25 de março pelas 11:00 na Aula Magna da Universidade dos Açores.
No plano expositivo, o festival integra duas propostas que aprofundam o diálogo entre arte, território e comunidade. A primeira resulta de uma parceria com o Centro Cultural da Caloura, enquanto a segunda, “cromofilia: apetece uma casa cor-de-rosa”, de Mariana Lopes, parte do trabalho de recolha de imagens que serviu de base à identidade visual do festival deste ano.
O Tremor 2026 reforça ainda a sua parceria com a Rádio Vaivém, rádio comunitária online açoriana, com a emissão de programas ao vivo durante o festival e um showcase de artistas emergentes. Esta programação inclui ainda a sessão “E temos o povo”, uma sessão de escuta coletiva que viaja até ao dia 25 de Abril de 1974. Paralelamente, o ciclo de conversas Ponto de Escuta dá voz aos artistas participantes, explorando temáticas presentes nas suas pesquisas e refletindo sobre o poder coletivo de criar, fazer acontecer e definir lugares através das práticas culturais e artísticas.
O Tremor tem ainda em venda bilhetes semanais e de fim-de-semana que dão acesso às atividades no Coliseu Micaelense e nas Portas do Mar.

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