A música de EVAYA habita o limiar entre o orgânico e o sintético, o ritual e a pop. Estreou-se em 2020 com “INTENÇÃO”, um EP auto-produzido. Desde então, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais singulares da cena independente portuguesa, com atuações em palcos nacionais e internacionais que acompanham o crescimento consistente do seu percurso.
O seu single “doce linguagem” integrou a coletânea FNAC Novos Talentos 2021. Em novembro de 2022, participou na Mostra Nacional de Jovens Criadores da Gerador com o tema “atenção”. Apresentou-se ao vivo em festivais de referência como NOS Alive, MIL, ID No Limits, Zigur Fest, Impulso, A Porta, Meda+, Tallinn Music Week (Estónia), entre outros.
Em abril de 2024, lançou o seu primeiro LP “Abaixo das Raízes Deste Jardim”, pela editora independente portuense Saliva Diva, com o apoio do Fundo Cultural da SPA. Desde o lançamento, realizou mais de 50 concertos de apresentação do disco. Em 2025, realizou uma digressão no Brasil, com o apoio da DGArtes, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em 2026, a convite da RTP, participou no Festival da Canção com o tema “SPRINT”, alcançando a final. Neste mesmo ano, estreou uma nova formação ao vivo em quinteto, com Frederica Vieira Campos (harpa), Maria Inês Torres (violoncelo), Miguel Sampaio (bateria) e Filipe Fidalgo (saxofone e sintetizadores), sob direção musical de João Valente.
EVAYA encontra-se atualmente a preparar o seu segundo álbum de estúdio.
Dois anos após o lançamento de "Abaixo Das Raízes Deste Jardim", EVAYA apresenta o videoclipe de “florir”, encerrando o ciclo de lançamentos do seu álbum de estreia.
Destacando-se como uma das canções mais marcantes do disco, “florir” celebra-se agora no formato audio-visual.
O videoclipe nasce de um encontro espontâneo com o realizador Miguel Afonso, que, após assistir a um concerto de EVAYA, propôs a criação de um registo conjunto. Sem uma narrativa pré-definida, o filme foi construído a partir da escuta da própria canção e da sua mensagem: a transformação interior e a fé de que existe um plano divino que conspira a favor dos nossos desejos mais íntimos.
Como refere o realizador:
“Fomos mais à procura da sensação íntima de uma dança/reza do que de marcar uma estética ou contar uma história. Qual seria a sensação do momento de florir, qual seria a sensação da metamorfose entre a dúvida e a flor?”
Filmado ao longo de dois dias entre Miranda do Corvo e a Lousã, e partindo do espaço íntimo da casa em mudanças de Miguel, o vídeo reflete um processo partilhado de mudança. Tanto a artista como o realizador atravessavam momentos de reconfiguração, transformando o exercício de construção do vídeo num espaço de transmutação pessoal.
Visualmente, “florir” revela EVAYA num registo despojado e próximo, afastando-se de uma construção estética mais elaborada. Em contacto com a natureza, a artista surge numa expressão mais crua onde o corpo e o seu movimento evocam um estado de ritual-contemplação.

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