sexta-feira, 12 de junho de 2026

TRAVO LIBERTAM SINGLE "BURIAL"















Foto: Francisco Gaspar

Carimbado pela icónica Fuzz Club, chega-nos o arranque de um ciclo sonoro avassalador. BURIAL é o novo single de TRAVO e serve de avanço para o terceiro álbum de estúdio do quarteto bracarense. Intitulado WASTELAND e com edição marcada para 2 de outubro, assume-se de forma clara como o registo mais pesado, metálico e urgente do percurso da banda.

WASTELAND é um disco de rock agressivo e de fusão de géneros, a bater à porta do metal, mas que consegue ainda assim respirar através do caos. É uma intensa jornada de headbanging entre jams rápidas — indutoras de bad-trips — e passagens ambientais contemplativas.

O contexto criativo foi inteiramente moldado por três anos de intensa rodagem internacional. Com a bagagem cheia de digressões pela Europa, passagens por festivais de relevo e uma incendiária sessão ao vivo na KEXP, a banda aproveitou uma rara pausa na agenda e fechou-se em estúdio com uma urgência absoluta:

A sessão de gravação foi agendada sem qualquer material composto, e todo o álbum acabou por ser escrito em pouco mais de um mês intenso de ensaios. A pressão de querer dar um passo em frente com o próximo álbum começou a instalar-se e causou alguma fricção interna. Este sentimento de urgência transitou naturalmente para as canções e deu-lhes um carácter que provavelmente não teriam num ambiente de composição mais relaxado.

A abrir e a marcar o tom de WASTELAND, o single BURIAL é o primeiro tema a sair do novo longa-duração de TRAVO. Em 4 minutos e 41 segundos de puro sufoco auditivo, esbanja riffs obscuros e indutores de ansiedade, vozes hipnóticas, solos de guitarra explosivos e uma secção rítmica acelerada. Tudo isto culmina num lead de guitarra contagiante, desenhado para ficar cravado na memória durante dias. O vídeo conta com realização de Ana Martinho Moreira e performance de Jo Castro.

_ Gravado no início de 2026 nos ARDA Recorders, no Porto, WASTELAND contou com produção, mistura e masterização a cargo de Jaime Arellano (conhecido pelo trabalho com Ghost, Ulver e Behemoth).

_ Ao longo de sete faixas livremente inspiradas em diferentes secções do poema The Waste Land de T.S. Eliot, o álbum aborda a tecno-ansiedade, a desconexão, a distopia, o amor, a morte, o renascimento e a procura por uma espiritualidade coletiva.

_ Com influências do psicadelismo obscuro e da música industrial, as guitarras cruzam-se entre harmonias belas e dissonâncias insólitas, sustentadas por uma secção rítmica potente e hipnótica. Um registo que se afirma também como o álbum com maior preponderância de sintetizadores da banda até à data.

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