Space Festival regressa de 4 a 15 de novembro com nomes nacionais e internacionais na programação
O Space Festival está de volta de 4 a 15 de novembro, com uma programação de concertos, residências e outras atividades. Com passagem já confirmada por Paredes de Coura, Caminha, Valença, Arcos de Valdevez, Mondim de Basto e Montemor-o-Velho, continua a apostar na presença fora dos grandes centros urbanos.
A exploração da música experimental e improvisada continua a marcar a programação do Space Festival. Nas primeiras confirmações para a edição de 2026 surgem projetos nacionais e internacionais.
Unindo talento nacional e internacional, chega-nos o projeto IT DEEL IV, com Joana Guerra, Maria do Mar, Romke e Jan Kleefstra. Esta união de artistas resulta do projeto IT DEEL, criado em 2024 pelos irmãos Kleefstra e com o intuito de cruzar poesia e música num ensemble frísio-internacional em constante renovação. Ao poeta Jan Kleefstra e ao músico multi-instrumentista Romke Kleefstra, associou-se a violinista Maria do Mar e a violoncelista Joana Guerra - já habituadas a trabalhar juntas, como provado no projeto Lantana, também presente no Space Festival 2025. IT DEEL centra-se na relação entre o ser humano e a natureza, explorando essa ligação de forma sensível e experimental, onde cada encontro reflete o diálogo entre os artistas e o território frísio (região dos Países Baixos).
A nível nacional, o festival contará com diversos percursos, dando espaço quer a projetos consolidados quer emergentes. CIGARRA, um coletivo de 8 percussionistas dedicado à interpretação e criação de música contemporânea, é umas das primeiras confirmações. Um projeto que colabora com artistas de diferentes áreas que exploram o som como matéria basilar das suas práticas. Partindo da experimentação e da interpretação de repertório contemporâneo, Cigarra transita entre a escrita e a improvisação, entre o gesto acústico e a manipulação electrónica. No Space Festival apresentam “RLLRLRLLRRLRLRLRLLRLRLR”, uma colaboração entre Julian Sartorius e do Ensemble ET|ET, que o coletivo se propõe reinterpretar, investigando a premissa conceptual da performance. O título é um padrão rítmico de 23 notas dividido entre a mão direita (R) e esquerda (L), tocado continuamente por 5 percussionistas. A narrativa sonora e estrutural da obra é controlada por um ou mais elementos através de adição e/ou subtração de instrumentos e processamento de som. Assim, o músico assume um papel de performer - mesmo quando não toca nenhum instrumento.
O guitarrista e improvisador João Carreiro é outra das confirmações para esta edição. Artista que se move entre os terrenos do experimental e jazz, com particular foco na exploração sónica da guitarra. Se na edição de 2025 se apresentou com Mariana Dionísio no duo REQUIEM, em 2026 toma o palco para revelar o seu projeto a solo, no qual mostra composições originais, mantendo o instinto da improvisação como elemento central. Camuflando a identidade da guitarra através de pedais e técnicas estendidas, ou deambulando em esboços e pequenos motivos, constrói um universo musical próprio em formato aberto e focado na escuta, reunindo este trabalho em EPs tais como os já lançados I, II e III.
Luís Bittencourt volta a marcar presença no Space Festival, após a apresentação do espetáculo multidisciplinar “Sons de Resistência” em 2025. Este ano apresenta o espetáculo performativo e transdisciplinar “Arquitecturas da Água”. Esta performance homenageia a água enquanto matéria criativa, através de uma abordagem conceptual. A água é usada quer de forma simbólica quer de forma literal, de maneira a revelar novas potencialidades sonoras, performativas e visuais, num programa que reúne obras de Tan Dun, Joseph Byrd, Toru Takemitsu e John Cage.
O músico e compositor italiano, Mauro Basilio é mais uma das confirmações internacionais da edição deste ano do Space Festival. O artista explora as intersecções entre a música antiga e a contemporânea, quer escritas, quer improvisadas, carregando consigo uma educação musical variada: violoncelo, guitarra, oud, percussão e música computacional. No Space Festival 2026 apresenta o seu novo espetáculo, Mechanics. Um concerto a solo, preparado para violoncelo, que surge de uma exploração contínua de objetos, materiais e montagens. Uma performance que se move pela improvisação, música contemporânea, free jazz e noise, procurando o equilíbrio entre o subjectivo e o objectivo, questionando o papel do compositor/improvisador.
A estas primeiras confirmações anunciamos a estreia da nova criação do Space Ensemble, “Animações da Estónia”. Um projeto focado na riqueza visual do cinema de animação estónio, acompanhado pela música experimental e improvisada caraterística do trabalho do Space Ensemble.
A edição de 2026 mantém a passagem por locais já conhecidos, como o Centro Cultural Paredes de Coura, Teatro Valadares em Caminha, Auditório Municipal Ramos Pereira em Vila Praia de Âncora, Centro Cultural Verdoejo (Valença) e o Teatro Esther de Carvalho em Montemor-o-Velho, prometendo levar este género de música a muitos outros locais a anunciar.
O Space Festival é organizado pela Associação Cultural Rock‘n’Cave em parceria com o Space Ensemble, contando com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e de vários parceiros locais. Mais informações em: https://www.spacefestival.pt/

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