sexta-feira, 28 de agosto de 2026

NA ZDB EM SETEMBRO

 



















QUINTA 10 SETEMBRO / 21H
Fatboi Sharif ← Pedro, o Mau

A excitação do desconhecido e perigoso pode ser real. Quando se mistura com psicadélicos, terror e surrealismo, a fórmula torna-se infalível e entusiasmante nas mãos certas. Para Fatboi Sharif, rapper de Nova Jérsia que se estreou (ainda miúdo) na escrita criativa com um poema sobre o Holocausto, não há nada como tirar o tapete e criar abstracções a partir de retalhos que inquietam. O segredo está sempre na forma como se dispõe e usa os elementos.

Criador do coletivo artístico Colónia Calúnia, conta com inúmeras edições em nome próprio e coletivo, sob os alter-egos VULTO. e Pedro, o Mau, numa carreira disruptiva, repleta de lançamentos colaborativos, ora caóticos, ora melódicos, demonstrando uma plasticidade invejável e adaptada ao contexto, sem nunca perder a impressão digital que o caracteriza. Focado no desenvolvimento da música independente portuguesa, tem vindo a apresentar, editar e produzir artistas emergentes das mais variadas vertentes musicais em território nacional.

SEXTA 11 SETEMBRO / 22H
GB apresenta Herzsprung ← bonança

A pop de GB é experimental, nunca hermética, próxima da doçura de um Arthur Russell, contudo, melosa de uma forma muito própria. Apesar da ideia de experimental e de algum arrojo, a música é muito familiar. Pode-se associar a um dom grupal ou a uma consciência cultural: e pensar nisto como uma cena musical ou algo intrinsecamente ligado a uma escola, neste caso, o Rhythmic Music Conservatory de Copenhaga. Apresentará em Lisboa o seu último trabalho, Herzsprung.

bonança começou a ganhar forma em 2018, num quarto em Massamá, quando Ricardo Barroso decide tentar materializar as ideias musicais que lhe vêm à cabeça. Tendo a mensagem como alicerce, bonança navega de modo despreocupado pelos géneros musicais, que vão desde post-rock ao bedroom pop, do IDM ao pop-punk.

SÁBADO 12 SETEMBRO / 22H
Tomé Silva apresenta Na Sobreda ← Tapete Mágico 

Ao longo dos últimos anos, Tomé Silva tem-se feito apresentar de diversas formas, que vai de um deslumbre por música de dança ou pelo fascínio por ritmos que alienam. Agora há Na Sobreda, novo álbum em nome próprio, de manifesto superior por um deslumbre pelo inesperado. Calmo e ligeiro na aparência, astuto e complexo nos arranjos e, sobretudo, nas ideias que junta sem custo em diferentes momentos das canções.

Tapete Mágico é uma fita magnética estendida de Almada a Mem Martins.

SEXTA 18 SETEMBRO / 22H
Nate Wooley ← Nate Wooley & João Almeida

Improvisador, compositor, escritor e trompetista de virtudes infinitas, Nate Wooley tem sido ao longo deste século um dos mais afamados, inconformistas e, até mesmo, visionários artistas a operar numa cartografia irrestrita que, partindo do território já de si amplo jazz e da improvisação, se tem espraiado por paragens desligadas desse cordão umbilical, como a composição moderna, drone ou noise. Sempre com a mesma verve e sede exploratória, avançando a tradição do experimentalismo norte-americano para os dias de hoje.

Wooley regressa ao palco da ZDB para uma aparição a solo e num formato que lhe tem assentado bem ao longo desta trajectória: o duo. Junta-se nesta noite, em pé de igualdade e após um contacto em 2024, postulado em Reuma, a João Almeida. Figura ainda jovem e já com marca indelével no panorama do jazz e da improvisação do agora.


SÁBADO 19 SETEMBRO / 22H
John T. Gast Live ← Marie Dior

Canal aberto para uma infinita transfiguração, John T. Gast tem sido uma sombra constante na ala vanguardista da eletrónica londrina. Empilhando cartadas muito próprias em torno do pós-punk, hip hop, techno, dub, industrial, ambient e tantos outros cenários sonoros, a sua obra revela uma consistência brilhante. Não é todos os dias que este mago sai do bunker, especialmente para estas paragens. Neste regresso a Lisboa, encontramo-lo num momento particularmente cintilante. Ainda em processo de descodificação e deslumbramento perante Infant, tudo indica que este será um concerto de que se falará durante algum tempo.

Diana Correia é uma compositora e artista sonora que vive entre Berlim e Lisboa. Trabalhando principalmente sob o nome artístico de Marie Dior, a sua extensa prática investiga a distorção de tons puros, relacionando-os com corpos e materiais em processo de deterioração transformacional. O seu trabalho aborda questões de agência e mutabilidade através de uma perspetiva que ela própria descreve como transsexual e transgressiva.

SEXTA 25 | SÁBADO 26 SETEMBRO / 20H

Festival Ano Q 2026

A Rádio Quântica apresenta a 6ª edição do seu festival comunitário sem fins lucrativos, Ano Q.

Em dois dias, num espaço histórico de Lisboa (Galeria Zé dos Bois), este evento celebra algumas das iterações sonoras mais intrigantes da cena portuguesa, com artistas emergentes e artistas de comunidades tipicamente marginalizadas ao lado de artistas pioneiros mas sub-representados.

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