Fotografia: Carolina Marta
O novo disco da fadista, "Antes Que Os Rios Sequem", inclui temas de autores como Vitorino, Capicua, Amélia Muge, Amália Rodrigues, entre outros, e será apresentado a 18 de setembro, pelas 21h00, com entrada livre.
"Antes Que Os Rios Sequem" é o título do novo álbum da fadista Filipa Biscaia. O disco de 10 faixas, lançado em maio deste ano, será apresentado ao vivo no Largo do Panteão Nacional, em Lisboa, no dia 18 de setembro pelas 21h00, com entrada livre. Produzido pelo músico Ricardo Dias, o longa duração conta com a participação do incontornável fadista António Rocha.
Filipa Biscaia conta que "este álbum diferencia-se do primeiro, sobretudo por ter maioritariamente temas originais, o que lhe dá uma identidade mais própria e mais madura. É mais luminoso, mais alegre, mas não deixa de dar destaque a temas urgentes". Em "Antes Que Os Rios Sequem", a artista revela um lado mais pessoal, espelhado na escolha dos poemas e das influências "da canção de intervenção com que cresci, assim como influências do fado de Coimbra e do folclore", acrescenta.
A fadista explica que o disco "fala sobre a urgência de sentir, de não adormecer perante o mundo, de não perder a capacidade de amar, de questionar e de agir. Fala de um tempo em que há guerras, desigualdades e uma crescente falta de empatia, mas também da responsabilidade de não virar a cara a isso. Há uma dimensão consciente e quase política em alguns temas, no sentido humano da palavra, de olhar para o outro e de perceber o lugar que ocupamos. E é também um álbum que equilibra essa inquietação com o lado mais íntimo: o amor, a dúvida, o caminho pessoal e os erros que nos constroem".
Para Filipa Biscaia, o título "Antes Que Os Rios Sequem" funciona como um apelo e um alerta para não deixarmos morrer o que nos torna humanos, com os rios a servirem de metáfora para as emoções, a empatia e a capacidade de sentir e de agir. Se os deixarmos secar, ficamos mais distantes uns dos outros e de nós próprios. A artista considera que "ainda vamos a tempo de cuidar, de mudar e de preservar aquilo que nos liga".
Antecipado pelos temas 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua e 'Ilusão', um poema de Amália Rodrigues, o álbum inclui também as faixas 'Dona Filipa' e 'Canção de Tantos Outros', dois singles que "resumem bem o equilíbrio do álbum: entre o interior e o exterior, entre o íntimo e o político, entre o caminho pessoal e a responsabilidade de olhar para o mundo", conta Filipa Biscaia.
'Dona Filipa', uma letra de Teresinha Landeiro, música de José Nunes e a participação do fadista António Rocha, "representa o lado mais íntimo do disco. Fala do caminho individual, das dúvidas, dos erros e da confiança no percurso - essa ideia de que nem tudo tem de fazer sentido imediato para nos levar ao sítio certo. É uma canção de entrega e de identidade, e por isso faz sentido destacá-la como cartão de visita. Nesse tema, tenho o privilégio de contar com a participação do fadista António Rocha, que surge a meio como que a aconselhar-me a seguir o meu caminho e a confiar nos meus sonhos, acrescentando uma dimensão quase narrativa e de transmissão", revela a cantora.
Já em 'Canção de Tantos Outros' - com música e letra de Pi e a participação da própria fadista na composição - apresenta o lado coletivo e mais urgente: "é um tema que olha diretamente para o mundo em que vivemos, para os conflitos, a falta de empatia e as decisões que nos afastam uns dos outros. Mas, ao mesmo tempo, afirma a importância de continuar a sentir, a amar e a resistir".
"Antes Que Os Rios Sequem" tem produção de Ricardo Dias - músico, arranjador e compositor reconhecido com três Prémios José Afonso, que já trabalhou com artistas como Fausto Bordalo Dias, Vitorino, Carlos do Carmo, Mísia e Cristina Branco, entre outros. Além disso, conta com a participação dos músicos André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Daniel Pinto no baixo acústico, João Caetano na percussão e também do próprio Ricardo Dias no piano, acordeão e teclado. O novo álbum de Filipa Biscaia já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Filipa Biscaia demonstra interesse pela Música desde cedo, mas é quando entra para a faculdade que integra a Tuna Feminina da Universidade de Coimbra - as FANS - que essa aptidão se intensifica. Aqui teve oportunidade de cantar como solista, interpretando temas tradicionais portugueses, maioritariamente Fado de Coimbra. É no meio académico que Filipa Biscaia ganha visibilidade a nível musical e, a convite do Fado Ao Centro, um centro cultural de Coimbra, começa a cantar fado profissionalmente, em 2015. Em 2019 muda-se para Lisboa e passa a apresentar-se ao vivo em várias Casas de Fado.
Em 2022 lança o primeiro álbum, "Dois a Dois", cujo single 'Rosa Secreta' esteve nomeado para os International Portuguese Music Awards. Em 2023 edita a gravação ao vivo de 'Maria Faia', que vence o prémio de “Melhor Performance Tradicional” nesse mesmo certame.
Tendo como principais referências nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, Fernanda Maria e Maria José da Guia, edita em 2025 ' o primeiro avanço de um novo álbum, 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua. Seguem-se os temas 'Ilusão', escrito por Amália Rodrigues e 'Canção de Tantos Outros', com a contribuição da própria fadista na composição. Em maio de 2026 lança o segundo disco, "Antes Que Os Rios Sequem".
"Antes Que Os Rios Sequem" é o título do novo álbum da fadista Filipa Biscaia. O disco de 10 faixas, lançado em maio deste ano, será apresentado ao vivo no Largo do Panteão Nacional, em Lisboa, no dia 18 de setembro pelas 21h00, com entrada livre. Produzido pelo músico Ricardo Dias, o longa duração conta com a participação do incontornável fadista António Rocha.
Filipa Biscaia conta que "este álbum diferencia-se do primeiro, sobretudo por ter maioritariamente temas originais, o que lhe dá uma identidade mais própria e mais madura. É mais luminoso, mais alegre, mas não deixa de dar destaque a temas urgentes". Em "Antes Que Os Rios Sequem", a artista revela um lado mais pessoal, espelhado na escolha dos poemas e das influências "da canção de intervenção com que cresci, assim como influências do fado de Coimbra e do folclore", acrescenta.
A fadista explica que o disco "fala sobre a urgência de sentir, de não adormecer perante o mundo, de não perder a capacidade de amar, de questionar e de agir. Fala de um tempo em que há guerras, desigualdades e uma crescente falta de empatia, mas também da responsabilidade de não virar a cara a isso. Há uma dimensão consciente e quase política em alguns temas, no sentido humano da palavra, de olhar para o outro e de perceber o lugar que ocupamos. E é também um álbum que equilibra essa inquietação com o lado mais íntimo: o amor, a dúvida, o caminho pessoal e os erros que nos constroem".
Para Filipa Biscaia, o título "Antes Que Os Rios Sequem" funciona como um apelo e um alerta para não deixarmos morrer o que nos torna humanos, com os rios a servirem de metáfora para as emoções, a empatia e a capacidade de sentir e de agir. Se os deixarmos secar, ficamos mais distantes uns dos outros e de nós próprios. A artista considera que "ainda vamos a tempo de cuidar, de mudar e de preservar aquilo que nos liga".
Antecipado pelos temas 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua e 'Ilusão', um poema de Amália Rodrigues, o álbum inclui também as faixas 'Dona Filipa' e 'Canção de Tantos Outros', dois singles que "resumem bem o equilíbrio do álbum: entre o interior e o exterior, entre o íntimo e o político, entre o caminho pessoal e a responsabilidade de olhar para o mundo", conta Filipa Biscaia.
'Dona Filipa', uma letra de Teresinha Landeiro, música de José Nunes e a participação do fadista António Rocha, "representa o lado mais íntimo do disco. Fala do caminho individual, das dúvidas, dos erros e da confiança no percurso - essa ideia de que nem tudo tem de fazer sentido imediato para nos levar ao sítio certo. É uma canção de entrega e de identidade, e por isso faz sentido destacá-la como cartão de visita. Nesse tema, tenho o privilégio de contar com a participação do fadista António Rocha, que surge a meio como que a aconselhar-me a seguir o meu caminho e a confiar nos meus sonhos, acrescentando uma dimensão quase narrativa e de transmissão", revela a cantora.
Já em 'Canção de Tantos Outros' - com música e letra de Pi e a participação da própria fadista na composição - apresenta o lado coletivo e mais urgente: "é um tema que olha diretamente para o mundo em que vivemos, para os conflitos, a falta de empatia e as decisões que nos afastam uns dos outros. Mas, ao mesmo tempo, afirma a importância de continuar a sentir, a amar e a resistir".
"Antes Que Os Rios Sequem" tem produção de Ricardo Dias - músico, arranjador e compositor reconhecido com três Prémios José Afonso, que já trabalhou com artistas como Fausto Bordalo Dias, Vitorino, Carlos do Carmo, Mísia e Cristina Branco, entre outros. Além disso, conta com a participação dos músicos André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Daniel Pinto no baixo acústico, João Caetano na percussão e também do próprio Ricardo Dias no piano, acordeão e teclado. O novo álbum de Filipa Biscaia já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Filipa Biscaia demonstra interesse pela Música desde cedo, mas é quando entra para a faculdade que integra a Tuna Feminina da Universidade de Coimbra - as FANS - que essa aptidão se intensifica. Aqui teve oportunidade de cantar como solista, interpretando temas tradicionais portugueses, maioritariamente Fado de Coimbra. É no meio académico que Filipa Biscaia ganha visibilidade a nível musical e, a convite do Fado Ao Centro, um centro cultural de Coimbra, começa a cantar fado profissionalmente, em 2015. Em 2019 muda-se para Lisboa e passa a apresentar-se ao vivo em várias Casas de Fado.
Em 2022 lança o primeiro álbum, "Dois a Dois", cujo single 'Rosa Secreta' esteve nomeado para os International Portuguese Music Awards. Em 2023 edita a gravação ao vivo de 'Maria Faia', que vence o prémio de “Melhor Performance Tradicional” nesse mesmo certame.
Tendo como principais referências nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, Fernanda Maria e Maria José da Guia, edita em 2025 ' o primeiro avanço de um novo álbum, 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua. Seguem-se os temas 'Ilusão', escrito por Amália Rodrigues e 'Canção de Tantos Outros', com a contribuição da própria fadista na composição. Em maio de 2026 lança o segundo disco, "Antes Que Os Rios Sequem".

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