sexta-feira, 31 de julho de 2026

PROGRAMA DE 31/07/26

1 - Espama Trincana - Oiar pra mim
2 - MarloN - MudaR (feat Presto)
3 - Peculiar - moss moça
4 - Quintasz - Sol
5 - Dinis Mota - Se esta vida
6 - Sandrino - Se me quiseres contigo
7 - A Sul - Cepa torta
8 - Líquen - Perfil do ocidente
9 - Coldfinger - Líquid
10 - Maripool - Favourite
11 - Zurrapa - Vampiro Português
12 - Extrazen - They know my name
13 - Mahbe - Shake it
14 - Mike & Zé Maria - Sal
15 - Pipe Núncio - Jeito de ser
16 - Bandua - Macelada (Phragmant remix)

MENOS DE UMA SEMANA PARA CELEBRAR DUAS DÉCADAS DE BONS SONS















© Pedro Sadio

O BONS SONS está de volta de 6 a 9 de agosto para comemorar 20 anos de vida e resistência. Em contagem decrescente para voltar a viver a aldeia, divulgamos algumas novidades práticas e recordamos o Plano para a Diversidade.

PLANO PARA A DIVERSIDADE

O Plano para a Diversidade do BONS SONS é um plano de intervenção a vários anos, em melhoria contínua, que prepara a aldeia para receber e incluir todas as pessoas, independentemente de quem são, da sua condição e das suas características.


PONTOS GERAIS:

- Bilhete gratuito para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (mediante apresentação de atestado multiusos à entrada do festival).
- Estadia gratuita no Glamping BONS SONS para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (requer reserva com antecedência).
- Zona de estacionamento prioritário, junto à Entrada da Escola, para todos os veículos com dístico/cartão de estacionamento para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.
-Casas de banho e balneários sem género.

PESSOAS COM MOBILIDADE CONDICIONADA

- Com a requalificação da aldeia, Cem Soldos dispõe de infraestruturas mais adequadas e com menos barreiras para receber pessoas com mobilidade condicionada, no acesso aos palcos, às exposições e outros espaços do festival.
- Existem plataformas individualizadas, nos palcos Lopes-Graça, António Variações e Zeca Afonso, para que pessoas em cadeiras de rodas assistam aos concertos no meio do público, de forma segura, com o seu grupo e à altura da restante plateia.
-Nos Palcos Lopes-Graça, Zeca Afonso e Giacometti existe um espaço prioritário à frente onde pessoas com mobilidade condicionada, podem fazer-se acompanhar do seu grupo.
-Autocarro-transfer que faz o percurso Tomar - Cem Soldos - Paialvo adaptado para pessoas com mobilidade condicionada.
-O Glamping BONS SONS dispõe de tendas adaptadas para pessoas com mobilidade condicionada, bem como casas de banho e balneários adaptados (requer reserva prévia).


PESSOAS NEURODIVERGENTES

- O BONS SONS disponibiliza abafadores de som para utilização durante o evento, a título de aluguer ou compra, de acordo com o interesse de cada um. Disponível no Posto de Informação.

PESSOAS SURDAS

-As conversas Gerador, a conversa Um País Morto Não Pode Fazer Uma Cultura Viva, promovida pela Fundação Saramago e a conversa entre o artista Luca Argel e a sexóloga Tânia Graça têm interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

OUTRAS INFORMAÇÕES
PULSEIRA CASHLESS

O BONS SONS continua a ser um festival cashless, ou seja, não é feito nenhum pagamento com dinheiro vivo ou cartões de multibanco dentro do recinto do festival. Tudo acontece através de uma pulseira.

Ao chegar ao festival, os bilhetes são apresentados e trocados por uma pulseira RFID cashless. As pulseiras são carregadas com o montante que desejam e, depois disso, é só comer, beber e dançar sem preocupações. Mais seguro e prático.

Este ano, a devolução do saldo passa a ser feita exclusivamente online, através da plataforma cashless disponível em www.bonssons.pt, entre 10 de agosto (11:00) e 17 de agosto (11h00). O processo foi simplificado para evitar filas no final do festival e tem um custo de 1,50€, correspondente aos custos operacionais da plataforma.

Outra novidade é a possibilidade de carregar a pulseira antecipadamente, a partir de 3 de agosto, através da plataforma cashless. Após o registo e a introdução do número do passe geral ou bilhete diário, o saldo fica disponível na pulseira no momento do levantamento. Mantém-se ainda a opção de doar o saldo remanescente para apoiar iniciativas sociais e culturais da aldeia de Cem Soldos.

EXTRAZEN LANÇA NOVO SINGLE "THEY KNOW MY NAME"















Acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais "They Know My Name", o novo single de Extrazen e o segundo lançamento do artista português em apenas um mês, depois de "Demon" ter marcado o seu regresso em nome próprio. O tema já está disponível em streaming e cruza produção eletrónica, ambient e influências da EDM dos anos 2010, um território sonoro que acompanha Extrazen desde sempre e que hoje assume como uma das maiores referências no seu percurso enquanto produtor e artista.

"É, sem dúvida, a minha faixa preferida até hoje", partilha Extrazen sobre "They Know My Name". A canção fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos. "Fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos, optando por encará-los e reconhecer essa presença como forma de lhes retirar o controlo", explica o artista.

A faixa estabelece leves analogias com "Prometheus Unbound" de Percy Bysshe Shelley. O primeiro verso da música nasce, aliás, de uma adaptação de uma das passagens iniciais da obra, um gesto que revela a ambição literária por detrás de um som que continua, ainda assim, profundamente pessoal.

Chegado apenas um mês depois de "Demon", "They Know My Name" confirma um grande ritmo de lançamentos em Extrazen e sugere que o artista se prepara para algo de maior escala, um próximo grande capítulo que se soma agora ao percurso já traçado por "What To Do With Your Hands". O álbum de 2025 continua a ser amplamente destacado como um dos trabalhos mais relevantes da nova música alternativa feita em Portugal, com elogios que atravessam fronteiras, e é nesse território de reconhecimento crescente que Extrazen constrói o que vem a seguir, sem sinais de abrandamento e sempre a apontar para lá de Portugal.

M1KE E ZÉ MARIA HOMENAGEIAM ALCÁCER DO SAL


M1KE (D.A.M.A) e Zé Maria apresentam "Sal", uma canção profundamente inspirada pelas cheias que atingiram Alcácer do Sal e que deixaram uma marca profunda na vida da cidade e de quem nela vive.

Depois da apresentação ao vivo, no passado dia 30 de julho, numa ação especial que reuniu as gentes e os testemunhos reais no Mercado Municipal de Alcácer do Sal, em colaboração com a Câmara Municipal, chega agora às plataformas digitais "Sal", o tema que presta homenagem aos acontecimentos que marcaram os últimos meses.

Mais do que um novo single, "Sal" nasce como um gesto de homenagem. À terra, às pessoas, à resiliência de uma comunidade que viu a água transformar ruas, casas e vidas, mas que encontrou igualmente força para se reerguer. É precisamente dessa memória que nasce esta composição, uma obra que cruza música, imagem e emoção, procurando eternizar um momento que jamais será esquecido por quem o viveu.

Sem nunca cair na descrição literal dos acontecimentos, "Sal" escolhe o caminho da metáfora. O sal representa aquilo que permanece depois da tempestade: a marca invisível que fica na pele, nas paredes, na memória e no coração de uma comunidade. É um símbolo da perda, mas também da permanência, da resistência e da capacidade humana de continuar.

A inspiração para "Sal" nasce do contacto direto com Alcácer do Sal após as cheias e da proximidade criada com a população local, uma ligação ainda mais forte pelo facto de Zé Maria ser natural da cidade. Esse envolvimento permitiu aos artistas transformar em música as histórias, os afetos e a memória de quem viveu aquele momento. O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental, recorrendo a imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como a registos cedidos por entidades locais, numa homenagem visual que perpetua um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental. O filme integra imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como registos cedidos por entidades locais, estabelecendo uma ponte entre a ficção artística e a memória coletiva da cidade. O resultado é uma peça visual de forte impacto emocional que prolonga a mensagem da canção e perpetua o testemunho de um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

A colaboração entre M1KE, músico, compositor e membro dos D.A.M.A, e Zé Maria, fundador da banda A Mansão, compositor e multi-instrumentista, nasce de uma amizade e de uma visão artística comum: a convicção de que a música pode ser muito mais do que entretenimento. Pode ser memória. Pode ser identidade. Pode ser um lugar de encontro.

Com "Sal", os dois artistas oferecem a Alcácer do Sal uma homenagem sentida e intemporal. Uma canção que não procura explicar uma tragédia, mas preservar aquilo que nenhuma inundação conseguiu levar: a força das suas gentes e a identidade de uma terra.

"Sal" encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

SANDRINO ABRE NOVO CAPITULO DEPOIS DO FESTIVAL DA CANÇÃO













Depois de conquistar o público como um dos finalistas do Festival da Canção 2026 com "Disposto a Tudo", Sandrino regressa com "Se Me Quiseres Contigo", um novo single que prolonga os ritmos quentes e a identidade sonora que apresentou em palco, mas que aprofunda agora uma escrita ainda mais íntima e vulnerável.

Produzida por Francesco Meoli e escrita pelo próprio artista, "Se Me Quiseres Contigo" marca o início de um novo ciclo de lançamentos e abre caminho para uma nova fase criativa de Sandrino, onde a honestidade emocional se torna o centro das canções.

Neste novo tema, o cantor reflete sobre a forma como a infância e as experiências que nos moldam permanecem presentes nas relações que construímos em adultos. Mesmo quando reconhecemos a irracionalidade de muitos dos nossos medos e reações, há partes de nós que insistem em surgir sem aviso, lembrando-nos que o passado nunca desaparece verdadeiramente. A canção fala precisamente dessa necessidade de reconhecer essas feridas, de lhes dar nome e de as partilhar com quem escolhemos amar.

Mais do que uma canção sobre o amor, "Se Me Quiseres Contigo" é um convite à vulnerabilidade. É sobre ter a coragem de dizer "é daqui que eu venho" não como uma desculpa, mas como um gesto de confiança. Sobre mostrar ao outro as partes menos luminosas de nós próprios, na esperança de sermos vistos e aceites por inteiro. E é também sobre encontrar alguém que se transforma em abrigo, não por ser perfeito, mas por ser um lugar seguro onde as tempestades podem existir sem medo.

"Depois do Festival da Canção senti necessidade de parar, recarregar baterias e definir o que vinha a seguir. Estes novos singles nasceram daí, são vontades cantadas sem grandes filtros, sem pressa de encaixar em nada além do que sinto naquele momento."

"Se Me Quiseres Contigo" é o primeiro de dois lançamentos que antecipam a próxima etapa do artista.

O artista já conta com um EP de estreia cá fora "Ser" e, com este novo single, Sandrino continua a afirmar uma identidade artística onde a pop, as influências brasileiras e uma escrita profundamente humana se encontram, confirmando-se como uma das vozes mais sensíveis e singulares da nova geração da música portuguesa.

DINIS MOTA FAZ A FESTA COM O NOVO SINGLE 'SE ESTA VIDA'





















Fotografia: Bruno Gomes

Após a edição do álbum de estreia "By Your Eyes" e a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026, o músico regressa com uma canção que dá início a um novo capítulo do seu percurso artístico.

'Se Esta Vida' é o novo single de Dinis Mota, já disponível em todas as plataformas digitais. Cruzando a emoção da Pop contemporânea e da música popular portuguesa com ritmos latinos, influências da MPB e uma percussão de inspiração cubana, o tema transforma a saudade num espaço de encontro, celebração e esperança, onde a introspeção convive com a vontade de dançar.

Nas palavras de Dinis Mota, ‘Se Esta Vida’ "nasceu da vontade de voltar a celebrar e desprender cada um de nós de cada obstáculo que nos é imposto. Depois do Festival da Canção, percebi que há uma necessidade em mim de criar conexão, através de uma energia de encontro, dança e partilha que contagie".

Escrita, composta e produzida pelo multi-instrumentista, 'Se Esta Vida' celebra a beleza das marcas que o tempo deixa e a capacidade de encontrar luz, mesmo em tempos difíceis. Com o propósito de "criar um lugar onde o passado pudesse ser celebrado, ao invés de lamentado", o tema acompanhado por um vídeo realizado por Rafaela Lopes é "esperançoso e surge da saudade, mas não da tristeza, que olha para as memórias com gratidão e que convida as pessoas a dançarem com tudo aquilo que viveram. A dança surge como metáfora: um movimento no presente que simboliza o amor pelo passado e o sonho de um futuro", acrescenta Dinis Mota.

Após a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026 com o tema 'Jurei' e o lançamento do álbum de estreia, "By Your Eyes", Dinis Mota inicia agora um novo capítulo criativo, no qual mantém a identidade emocional que tem marcado o seu percurso, mas explora uma abordagem mais luminosa, celebratória e aberta à comunhão entre palco e público.

"Este tema marca o início de uma nova fase, porque é exatamente o ritmo que traduz a forma como eu me sinto enquanto artista. Encaro esta fase da minha carreira com uma responsabilidade acrescida. Quero continuar a fazer da música um espaço no qual as pessoas possam sentir e encontrar esperança. Mais do que contar histórias, pretendo criar momentos que aproximem quem ouve daquilo que realmente importa", diz o músico.

Já disponível em todas as plataformas, 'Se Esta Vida' assinala o arranque desta nova etapa artística de Dinis Mota. O novo single e o álbum "By Your Eyes" estarão em destaque no concerto do cantor, compositor e produtor Aveirense nas "Noites de Verão" da Pampilhosa da Serra, já no dia 4 de agosto.

Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor, Dinis Mota é um artista singular, que tem vindo a destacar-se pela união de instrumentos orgânicos e texturas digitais. O resultado dessa experimentação é uma mistura sonora improvável que não se limita a um género e une Pop, Rock, R&B, Bossa Nova, Samba, AfroSwing, Blues e até Hip Hop. Esta riqueza sonora, aliada a uma identidade artística bem definida, tornam o reportório de Dinis Mota uma proposta diferenciadora no panorama musical nacional.

A paixão pela música e arte em geral surgem desde cedo na vida do jovem natural de Aveiro, através dos discos dos pais que ouvia em criança e, posteriormente, pelas primeiras audições autónomas. Foi contactando com vários instrumentos, como a guitarra e o piano, e logo demonstrou um instinto e uma uma sensibilidade raros.

A estreia discográfica de Dinis Mota acontece em 2022, com o single 'Longe'. No ano seguinte lança os EPs "TRIAGEM", uma viagem vibrante à mente e às experiências de vida do criador, que explora R&B, Hip Hop, Rock, Samba e Afroswing, e "REFLEXO", que representa uma fragmentação do seu espírito, pintada por um ambiente ligado à vertente psicadélica do Trap, Hip-Hop e House.

Em 2024, o artista dá início à mais importante fase da sua carreira, com o single 'NO STRESS'. Seguiram-se, em 2025, 'DIAMONDS', 'MÃE', 'I'M ON IT' e 'LMLY', lançados em antecipação ao primeiro álbum, e a estreia ao vivo com um concerto no Teatro Aveirense. No mesmo ano, Dinis Mota completa o Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE, no Porto.

No início de 2026, participa no Festival da Canção, alcançando um honroso segundo lugar na competição da RTP, com o tema 'Jurei', e edita o disco de estreia, "By Your Eyes". O longa duração é composto por 17 faixas, interpretadas numa dança fluída entre o português e o inglês, com uma sonoridade contemporânea coesa que cruza R&B com influências de AfroSwing, House, Hip Hop, Bossa Nova, Rock e elementos de Jazz e Disco Funk. A narrativa que atravessa as canções é sobre os vários caminhos da vida, da paixão à reflexão, da confusão à aceitação. Escrito, composto e produzido por Dinis Mota, o álbum conta com as colaborações de Pedro Rafael - presença regular na evolução sonora do músico -, que assina a mistura e masterização, bem como de artistas como Sizzy G, Mei Rose e manwill, que participam nos temas 'I’M ON IT', 'STAY AWAY' e 'LOVE, AS A LIE', respetivamente.

SAIA LANÇAM CLIP

 



















Os SAIA apresentam o videoclipe oficial de “Tempo”. O lançamento recupera uma canção particularmente significativa no percurso do grupo, por ter assinalado o início da criação de temas originais e um momento determinante na definição da sua identidade musical.

Editado originalmente em 2021, “Tempo” parte das marcas deixadas pelo fim de uma relação para acompanhar um processo gradual de superação. A canção desenvolve-se entre a dor da perda, a reconstrução emocional e a possibilidade de recomeçar, transformando a passagem do tempo numa força capaz de alterar a forma como se olha para aquilo que terminou.

“O tempo passa, o tempo não pára por ninguém e cura as minhas feridas” resume a ideia central do tema, no qual a ausência e o sofrimento dão progressivamente lugar à libertação e à vontade de continuar. A interpretação cresce em intensidade ao longo da canção, acompanhando esse movimento interior e convertendo a fragilidade inicial numa afirmação de resistência.

Enquanto primeiro tema original apresentado pelos SAIA, “Tempo” representou também uma mudança decisiva para uma banda que, desde a sua formação, procurava construir um projeto centrado na música portuguesa. O single permitiu estabelecer algumas das características que continuariam a atravessar o seu repertório: letras próximas da experiência quotidiana, melodias marcantes e uma linguagem sonora onde se encontram influências do pop, do funk, do rock e da soul.

A edição do videoclipe acontece depois dos lançamentos de “Voltar a Ter” e “Glória”, temas apresentados ao longo de 2026 e que revelaram diferentes dimensões do grupo. Enquanto “Voltar a Ter” cruzou nostalgia, liberdade e vontade de recomeçar, “Glória” assumiu uma vertente mais pessoal e introspectiva, construída como homenagem às mães. O regresso a “Tempo” permite agora revisitar o ponto de partida desse percurso e enquadrá-lo na fase criativa que a banda atravessa atualmente.

Formados em 2019 por Luís Gaio e Luís Barros, os SAIA nasceram do desejo de criar um projeto orientado para a canção em português. Depois da estreia com “Tempo”, em 2021, editaram no ano seguinte o EP “Manual do Amor” e realizaram três digressões nacionais, consolidando a sua presença em palco com atuações em eventos como o Marés Vivas, a Feira de São Mateus e o AgitÁgueda.

Ao vivo, a banda apresenta-se num formato alargado, com Luís Gaio na voz, Luís Barros no keytar, David Fialho na bateria, Pedro Vieira nos teclados, João Martins na guitarra, João Rato no baixo, Fábio Matos no trombone e Pedro Costa no trompete. A formação de oito elementos reforça a dimensão rítmica e coletiva do projeto, prolongando em concerto a energia presente nas gravações.

Com a estreia do videoclipe de “Tempo”, os SAIA recuperam a canção que deu início ao seu percurso autoral e dão continuidade aos lançamentos de 2026, reafirmando a aposta na música original em português e na aproximação das suas canções a novos públicos.

PECULIAR APRESENTA "MOSS MOÇA", UM NOVO SINGLE ONDE O POP ENCONTRA A IDENTIDADE DO ALGARVE.





















Depois dos primeiros avanços do seu álbum de estreia, Os Camelos Também Sabem Nadar, Peculiar apresenta "MOSS MOÇA", um novo single que transforma uma história de desilusão amorosa num tema quente, dançável e marcado pela identidade algarvia. 

O título recupera uma das expressões mais características do Algarve. "Moss", uma interjeição popular do falar algarvio, dá nome à canção e reforça a ligação de Peculiar às suas origens e ao universo que inspira todo o projeto.

Através de metáforas ligadas ao mar e à pesca, "MOSS MOÇA" fala sobre a importância de reconhecer relações que já provaram não ser saudáveis e de encontrar a força para não voltar a cair nas promessas de alguém do passado.

Musicalmente, o tema cruza o pop com elementos da música tradicional algarvia e a energia do funk brasileiro, criando uma sonoridade luminosa que evoca o verão, o calor e as paisagens do sul de Portugal.

Com "MOSS MOÇA", Peculiar afirma uma linguagem própria onde tradição e modernidade se encontram.

MARIPOOL ANUNCIA NOVO SINGLE



Rotten Luck será lançado em 28 de agosto de 2026 pelas editoras Smoking Room / Lost Wisdom.

Nascida em Lisboa e residente em Londres, a compositora Maripool (nome artístico de Natacha Simões) anunciou no mês passado o lançamento do seu álbum de estreia, Rotten Luck, um trabalho introspectivo que explora a complexidade da identidade, da memória e da ideia de regresso. Entre o shoegaze e o indie alternativo, o disco marca um novo capítulo na trajetória de Simões, expandindo o universo sonoro dos seus EPs anteriores para um registo mais amplo, colaborativo e emocionalmente direto. Hoje, Maripool revela 'Favourite', o segundo tema retirado de Rotten Luck.

O single retrata o lento e silencioso desfazer de uma relação e a forma como a mente começa a procurar ,refúgio noutros lugares antes mesmo de tudo terminar. Sobre a canção, Simões explica que fala de "encontrar distrações como forma de escapismo e de suavizar o inevitável", numa reflexão delicada sobre a distância emocional, a negação e as pequenas formas de nos prepararmos para o fim de algo.

Rotten Luck foi escrito durante uma residência artística de um mês em Lisboa, em janeiro de 2025, e foi moldado tanto pelo isolamento como pela reconexão. Instalado num antigo edifício de pescadores, do outro lado do rio, o ambiente impôs uma quietude que definiu o processo de escrita de Simões. Os dias eram muitas vezes passados em silêncio, observando o rio ou escrevendo de forma intensa e intermitente, enquanto as noites traziam o regresso à cidade e a reconexão com uma vida passada.

Esta dualidade está no centro do álbum. Ao longo do disco, Maripool explora temas como deslocação, migração e a tensão entre passado e presente. Tendo deixado Lisboa ainda adolescente, regressar à cidade tornou-se uma confrontação com a sua identidade. Não apenas com quem se tornou, mas também com quem um dia tentou deixar para trás. Como a própria descreve, o álbum reflete “o processo de descobrir com uma parte de mim que nunca desapareceu por completo... confrontando quem sou quando tudo o que é externo desmorona”.

O título do álbum, retirado de uma das canções escritas durante a residência, encapsula esta paisagem emocional: um acerto de contas silencioso com erros do passado e a busca pela identidade que se seguiu. Em termos sonoros, Rotten Luck marca um novo capítulo, afastando-se do processo solitário que caracterizou os lançamentos anteriores de Maripool e aproximando-se de uma forma mais colaborativa de criar música. Gravado no sul de Londres com Joseph Futak (Tapir!, Piglet), o álbum conta pela primeira vez com a participação da sua banda ao vivo, permitindo que as canções ganhassem forma organicamente em estúdio. Muitas delas chegaram apenas esboçadas, evoluindo através da experimentação em vez de uma intenção rígida. Um processo que confere ao disco uma sensação de imediatismo e imprevisibilidade.
Ao longo de Rotten Luck, fragmentos do passado - gravações em VHS, memórias de infância e relações meio esquecidas - não são apenas mencionados, masincorporados na própria música, reforçando a tensão central do álbum entre quem fomos e quem nos tornamos.

As influências de artistas como Alex G, Feeble Little Horse e Wednesday fazem-se sentir ao longo do disco, juntamente com ecos de Duster e Sonic Youth. Ainda assim, o álbum estabelece-se num território sonoro muito próprio, equilibrando texturas nebulosas e distorcidas com um núcleo emocional cru e sem filtros.

Para além da música, Rotten Luck é um universo artístico plenamente concretizado. Simões criou toda a arte visual do álbum e trabalhou de perto com a sua irmã, Carina Simões, e com amigos nos elementos visuais, mantendo o espírito DIY (faça você mesmo) que define Maripool desde o início.

Desde o lançamento do single de estreia “Blindness”, em 2021, que recebeu apoio inicial de publicações como DIY e So Young, Maripool tem vindo a construir um espaço próprio marcado pela introspeção e pela atmosfera. Os EPs It All Comes At Once (2022) e a day that feels like nothing at all (2024) lançaram as bases para um álbum de estreia que soa simultaneamente como uma culminação e um ponto de
viragem. Depois de já ter partilhado palco em Londres com bandas como Feeble Little Horse, Squirrel Flower e They Are Gutting a Body of Water, Rotten Luck encontra Maripool a assumir plenamente a sua voz artística — abraçando a imperfeição, a colaboração e o desconhecido.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

PROGRAMA DE 30/07/26

1 - Vitoria Vermelho - Para o Jack
2 - John Mercy - Lights out (com Raquel Ralha)
3 - Birds Are Indie - Useless effort
4 - Soundscapism Inc - Thunderstorms of my youth (2026 vocal version)
5 - A Trouxa Mouxa - Cantamanhanas
6 - Sosmuca - João
7 - Brisa ft Magnus Wise - Chama
8 - Coldfinger - Shapeless
9 - Líquen - Perfil do ocidente
10 - Fidju Kitxora - Nadaver
11 - Romeu Bairos - Revaliza o vale das furnas
12 - Luca Argel - O homem triste
13 - Rita Redshoes - A tua trança
14 - Calcutá - Eterno retorno
15 - Marquise - Fauno

PEDRO MOUTINHO ANUNCIA NOVAS DATAS





















Fotografia: Joana Linda

Pedro Moutinho continua em digressão, levando o seu Fado a vários palcos em Portugal e também também na Polónia.

Num ano marcado pela apresentação de “Os Poetas Convidados”, espectáculo que junta Pedro Moutinho e Hélder Moutinho em palco, o fadista prossegue uma agenda preenchida, com concertos em salas, festivais e eventos de referência.

Depois das apresentações já realizadas na Casa da Música, no Porto, e no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, “Os Poetas Convidados”, projecto em que divide o palco com Hélder Moutinho, apresenta-se hoje, dia 30 de Julho, em São Domingos de Rana. Os irmãos levam depois o espectáculo à Festa do Avante, no dia 6 de Setembro, e ao Cineteatro Louletano, em Loulé, no dia 13 do mesmo mês.

Em nome próprio, Pedro Moutinho anuncia também novas datas, entre as quais o concerto no Festival Amália Rodrigues, a 2 de Outubro, no Fundão, e três concertos na Polónia, no âmbito do Energa Siesta Festival, em Novembro.

Com uma carreira marcada por uma relação profunda com a tradição fadista, Pedro Moutinho continua a afirmar um percurso próprio, onde a palavra, a interpretação e a escolha criteriosa de repertório ocupam um lugar central.

ZURRAPA COM NOVO SINGLE





















Camaradas, aqui segue o primeiro single de avanço para o nosso novo disco "MAI$ UMA MO€DINHA... MAI$ UMA VOLTINHA!" a ser editado em Setembro deste ano!

"Vampiro Português" foi a musica escolhida para apresentar o disco e conta com a participação especial na voz de Hugo "Mosgo" Rebelo, primeiro vocalista dos Simbiose.

facebook.com/Zurrapaa/
instagram.com/zurrapa_oficial/

zurrapa.bandcamp.com/releases

FRANCISCA BORGES LANÇA CLIP





















O novo vídeo transmite a energia, a irreverência e a liberdade da artista em palco, encerrando o ciclo do EP de estreia “Monomania”.

Francisca Borges acaba de surpreender os fãs com o lançamento do videoclip de “Na Na Na”, tema incluído no seu EP de estreia, “Monomania”.

Nesta surpresa especial da artista para este Verão, o novo vídeo encerra o ciclo de “Monomania” da forma mais fiel à identidade de Francisca Borges: totalmente entregue à música. Dinâmico, espontâneo e carregado de energia, o videoclip apresenta uma performance de “Na Na Na” que transporta para o ecrã o ambiente vibrante da sua presença ao vivo.

Entre movimentos de câmara rápidos, diferentes perspectivas da performance e momentos de intensidade, o vídeo acompanha uma Francisca Borges livre e irreverente. É precisamente quando actua ao vivo que a artista revela uma das suas facetas mais marcantes: a capacidade de tomar conta do palco e transformar cada tema numa experiência partilhada com o público, sempre com a atitude pop-rock e o humor que têm marcado o seu percurso.

O lançamento surge depois de meses particularmente importantes para a artista. Francisca Borges participou recentemente na edição deste ano do Rock in Rio Lisboa, levando a sua música a um dos maiores eventos do país, e celebrou o percurso de “Monomania” num showcase especial realizado no final de Junho, na Warner Music Portugal, onde esteve junto dos fãs que a têm acompanhado.

Ao longo dos últimos tempos, as canções do projecto têm alcançado resultados expressivos. “Que Pena” chegou ao 2.º lugar do Top Viral do Spotify e o respectivo vídeo ultrapassou 1,1 milhões de visualizações. “Coitada” alcançou o 12.º lugar no Top Viral do Spotify, aproximando-se de meio milhão de visualizações, enquanto “E Se Eu Contasse” ultrapassou as 750 mil visualizações.

Também “Altar”, o single mais recente retirado de “Monomania”, continua a destacar-se, contando já com mais de 400 mil streams e ocupando actualmente o 61.º lugar do Top 200 do Shazam e o 15.º no Top Viral do Shazam.

Desde o início deste ciclo, Francisca Borges tem reforçado uma relação próxima e genuína com os seus fãs, transformando as suas canções em espaços onde é possível “dançar, gritar, rir e partilhar emoções”. O lançamento surpresa do videoclip de “Na Na Na” prolonga essa ligação e oferece ao público a oportunidade de sentir a energia que define os seus concertos.

Com “Na Na Na”, Francisca Borges começa a encerrar o ciclo de “Monomania”. Mas a história está longe de terminar. Em breve, haverá mais novidades de Francisca Borges.

MARLON EDITA NOVO SINGLE





















Novo single "Mudar", com participação de Presto, marca o início da carreira a solo do vocalista d'Os Azeitonas.

Depois de mais de 20 anos como vocalista, compositor e produtor d’Os Azeitonas, Marlon edita hoje “Mudar”, com a participação de Presto, o primeiro single do álbum que será a sua estreia a solo.

«Foi a primeira música gravada e curiosamente será a primeira a sair. Fala sobre o início do processo de mudança interna que me propus fazer neste último ano e meio, logo depois de um final de relação que me “impôs” uma óbvia mudança nas coisas mais práticas da vida.

Só uma certeza - a mudança. “Como é que eu faço?” já é mais difícil saber, “mas vou tentando”.

O Presto já é amigo de longa data desde os tempos da faculdade e para além da amizade sou fã do trabalho dele nos Mind da Gap e por isso quando pensei num rap para esta música a escolha foi fácil.» partilha Marlon.

O álbum de estreia de Marlon, com edição no primeiro trimestre do próximo ano, dá o mote para o início da da carreira a solo do artista, numa altura de transição pessoal e profissional. São, por isso, canções autobiográficas onde Marlon explora a intimidade e a sua consequente fragilidade, explorando situações vividas e outras que pretende viver.

O disco viaja das alegrias às tristezas, passando por tudo o que existe neste intervalo, explorando uma sonoridade distinta da da banda que lidera há mais de 20 anos.

“Mudar” já pode ser ouvida em todas as plataformas digitais.

"FALHO" DOS DUQUES DO PRECARIADO NOMEADO PARA OS GLOBOS DE OURO


Fotografia de Teresa Costa.

Single que antecipou o álbum Encarnação está nomeado na categoria de Música - Melhor Canção na cerimónia que acontece a 26 de setembro.

Os Duques do Precariado estão nomeados para os Globos de Ouro 2026 com “Falho”, primeiro avanço de Encarnação, o segundo álbum da banda. A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para o dia 26 de setembro.

“Falho” é uma canção de um só acorde, tocada em Dó Maior e gravada sem metrónomo e num único take. Entre o ukulele, a voz, as guitarras, o baixo, as flautas, as gaitas e os tambores, o tema reúne Pedro Mendonça, João Neves, João Fragoso, Teresa Costa, Hugo Oliveira e Zé Stark, numa construção musical que recusa a procura da perfeição e encontra precisamente nessa imperfeição a sua força.

A canção pertence a Encarnação, álbum que nasceu da vontade dos Duques do Precariado de fazer um disco à medida da própria banda. O que começou por ser pensado como um trabalho mais sofisticado, assente em loops, camadas e produção complexa, transformou-se num disco visceral, anti-Máquina e pró-Carne, centrado na presença coletiva e no compromisso entre músicos.

“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, explicam os Duques do Precariado.

Com “Falho”, a banda reconta uma história antiga em forma de adivinha e transforma uma estrutura aparentemente simples num retrato do seu próprio percurso. Uma canção sem artifícios, que agora chega aos Globos de Ouro 2026, dando novo destaque ao trabalho de uma banda que, desde 2014, tem construído caminho na música portuguesa.

15 de agosto - Coimbra - Verão a dois Tempos

BRISA LANÇA NOVO SINGLE





















Depois da tempestade de “Trovoada” e do vazio de “Deserto”, BRISA acende uma nova etapa da sua narrativa emocional com “Chama”, um tema pop fresco e intenso que junta a artista a Magnus Wise numa celebração da identidade, da liberdade e da força de recomeçar.

“Chama” é o terceiro portal de uma narrativa emocional que BRISA tem vindo a construir através da sua música, depois de “Trovoada” e “Deserto”. Se o primeiro tema representava a tempestade necessária para libertar sentimentos reprimidos e o segundo explorava o vazio deixado depois da destruição, “Chama” surge como o momento em que a transformação ganha luz e movimento. É a energia de quem se reconhece, aceita todas as suas versões e avança sem esconder nenhuma parte de si.

Como é habitual no universo de BRISA, os fenómenos naturais funcionam como metáforas para estados humanos e interiores, dando forma, luz e cor a sentimentos que nem sempre são fáceis de explicar. Em “Chama”, essa imagem transforma-se numa força que ilumina e aquece, mas que também representa a intensidade de quem encontrou dentro de si a vontade de seguir em frente.

A sonoridade do novo tema, construída em parceria com o produtor Guerra, inspira-se também no imaginário de séries e filmes que os dois partilham, com a série de animação Arcane a assumir-se como principal referência. O resultado parte da ideia de que as emoções e experiências de cada pessoa, mesmo as mais quotidianas e íntimas, são também dignas de uma banda sonora épica.

Interpretada por BRISA e Magnus Wise, “Chama” combina português e inglês e acrescenta à sua matriz pop um toque de K-pop, criando uma fusão entre dois universos aparentemente distantes. A voz doce, mas poderosa, de BRISA explora novos caminhos e encontra-se com a energia e a atitude contagiantes de Magnus Wise, numa colaboração que transforma o tema num hino de libertação e de recomeço.

Escrita por BRISA Magnus Wise e Diogo Guerra, e produzida por Guerra, que assume também as funções de Recording Engineer, Mix Engineer e Master Engineer, “Chama” afirma-se como um novo momento de expansão no percurso artístico da cantora. Sem instrumentistas adicionais, o tema é construído em torno das vozes dos dois intérpretes e de uma produção que reforça a sua dimensão pop, cinematográfica e emocional.

Depois de “Trovoada”, lançada em 2025 e posteriormente reinventada numa versão acústica após a escolha do tema para a banda sonora da novela da SIC Páginas da Vida, e de “Deserto”, BRISA dá agora mais um passo numa narrativa que cruza música, emoção e natureza. Em “Chama”, a artista encontra a força para deixar para trás o que já não a define e abraçar, sem reservas, tudo aquilo que é.

DREIA EDITA NOVO SINGLE 'MORRER DEVAGARINHO' E ANUNCIA SEGUNDO EP





















Fotografia: Maria Bicker

O tema Pop antecipa o curta duração “Pele e Carne”, com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano.

Dreia apresenta 'Morrer devagarinho', o novo single que simboliza o fim de um ciclo e o renascimento de uma nova identidade. Escrita pela cantora e compositora com Rita Onofre e produzida por Choro, (Inês Marques Lucas, Alex D'Alva), a canção Pop, já disponível nas plataformas digitais, mergulha numa narrativa íntima de transformação e libertação emocional. 'Morrer devagarinho' é editada propositadamente a 13 de maio, dia em que Dreia completa 30 anos e enterra os seus "loucos anos 20".

"Este single representa o enterro de uma versão minha antiga, mas não um enterro triste e pesado. É feliz e em jeito de celebração, como no Día de Los Muertos. Celebro quem fui, mas sei que já não há espaço para o continuar a ser. Há acontecimentos que vivem no passado e nele devem ficar para que possamos evoluir para algo melhor, mais leves", afirma Dreia. "Esta morte levou consigo uma história de desamor que canto ao longo do meu próximo EP, "Pele e Carne", do qual esta canção faz parte, assim como a inocência de querer acreditar por não conseguir aceitar a realidade, que muitas vezes se revela pouco colorida, dolorosa e com relações marcadas por desequilíbrios de poder", completa a artista.

Com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano, "Pele e Carne" é um projeto que explora temas de desamor, identidade e crescimento pessoal. O segundo curta duração de Dreia sucede-se a "Ganhar Voz", de 2025, que deu a conhecer temas como 'Traz o que é meu' - vencedor do Prémio AIP (Associação de Imagem Portuguesa) para "Melhor Direção de Fotografia em Videoclipe" -, 'Para de lutar' - galardoado com o "Prémio de Melhor Direção de Arte" no Festival MATE 2025, na categoria "Videoclipe" - e com um troféu de "Música" na Mostra Nacional de Jovens Criadores 2025. 

Influenciado por sonoridades Pop alternativas, 'Morrer devagarinho' destaca-se pela crueza emocional e pelo foco na interpretação vocal, que conduzem o ouvinte numa experiência sensorial através da narrativa da letra. Realizado por Daniel Mota e com coreografia de Renato Garcia, (IOLANDA, JÜRA), o videoclipe expande o seu universo onírico e simbólico, ao explorar o conceito de morte e renascimento.

Nas palavras de Dreia, "esta é uma canção que fala sobre a transformação que, por vezes, precisamos para dar lugar a alguém novo. Embora seja um tema pesado, termina num lugar luminoso. Para o videoclipe trouxe várias referências como o quadro Ofélia e o filme da Disney "Hércules", precisamente pela cena em que vemos as almas percorrer o rio do esquecimento. Ver um altar de flores que me cobria do pescoço aos pés, feito especialmente para mim, foi particularmente emocionante. Foi como assistir ao funeral do meu antigo eu, de uma forma leve e honrosa. Soube ali que vivi a mais bonita representação da minha vida até agora e senti-me profundamente amada".

Com 'Morrer devagarinho', Dreia reforça a sua abordagem honesta e sensorial à música, com cada canção a assumir um espaço de verdade e transformação. O tema integra o segundo EP de Dreia, “Pele e Carne”, que será editado no segundo semestre de 2026.

Ligada emocionalmente à música desde cedo, Dreia sempre acalentou o sonho de ser cantora, no entanto, a timidez fez com que esse desejo ficasse em segundo plano. Teve aulas de guitarra e de piano e, posteriormente de piano jazz. Ao trabalhar como jornalista, entrevistou vários músicos e essas conversas despertaram o desejo de concretizar o seu sonho maior. Decidiu, então, frequentar a escola de jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, onde estudou piano e voz.

Entre as suas maiores referências musicais estão Billie Holiday, Chet Baker, MARO, Sarah Vaughan, Nina Simone, Billie Eilish, Lana Del Rey, iolanda, Rita Onofre, Jacob Collier, Mimi Froes, Milhanas ou Slow J, entre outros.

Começa a trabalhar com Rita Onofre, com o propósito de melhorar a expressão das suas demos que, até então, sentia que não expressavam, ainda, a mensagem que pretendia. As palavras são profundamente importantes para a artista e um dos seus objetivos é transportar isso mesmo para a composição e para a forma como interpreta as canções, dando, a cada palavra, o seu peso.

Das sessões na Great Dane Studios nasceu o primeiro single, ‘Traz o que é meu’. Realizado por Diana Mendes, cujo videoclipe foi distinguido com o Prémio AIP* de Melhor Direção de Fotografia em Videoclipe, atribuído pela Associação de Imagem Portuguesa. Seguiu-se o tema 'Podes perguntar', composto e produzido pela mesma equipa, e o mais recente 'Para de lutar'. Estas faixas antecederam o EP de estreia da artista, "Ganhar Voz".

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

PROGRAMA DE 29/07/26

1 - Moonspell - Far from god
2 - DRKNSS - Looking for mercy
3 - Atomic Vandals - Pretty in pink
4 - So Dead - Roadkill
5 - Mekong - Danse danse
6 - Tsunamiz - Slide
7 - Líquen - Perfil do ocidente
8 - Coldfinger - Lucky star

9 - Turning Point - Em louvor do poeta anónimo
10 - mARCIANO - Bissectriz 
11 - La Chanson Noire - O bordel de Lúcifer
12 - Lisboa Negra - Morremos sós
13 - Spreader - Quarto 5.22
14 - Mão Morta - Viva la muerte

OBSIDIUN APRESENTAM EP


Projeto de Coimbra cruza influências de death metal e black metal numa abordagem independente e de forte identidade pessoal

Nascido em Coimbra, Obsidiun é um projeto one-man band que surge da vontade de transformar em música uma série de ideias e composições que, durante anos, permaneceram por concretizar. Assumindo de forma integral o processo criativo e de produção, o projeto encontrou na autonomia uma forma de construir uma sonoridade própria, marcada pelo peso, pela escuridão e por uma forte componente atmosférica.

A génese de Obsidiun remonta ao final de 2024, quando começaram a ser gravados de forma caseira alguns riffs e ideias musicais. Inicialmente sem a intenção de constituir um trabalho discográfico, esse processo acabaria por ganhar uma nova dimensão e conduzir, já em 2026, ao primeiro lançamento do projeto.

O resultado foi Slaves of Belief, EP lançado a 4 de janeiro de 2026 e composto por quatro temas — “Consumed by Fire”, “To the Void”, “Eternal Fate” e “Spiritual Ecsatasy” — num total de cerca de 12 minutos.

Gravado, misturado e masterizado de forma independente por João Palma no SoundStudio.09, o EP representa o primeiro registo de uma identidade musical que procura combinar a agressividade e o peso associados ao death metal com a dimensão atmosférica e sombria do black metal. Mais do que seguir uma fórmula específica, Obsidiun parte dessas referências para construir uma linguagem própria, assente em ambientes densos, riffs pesados e uma abordagem marcada pela intensidade.

A atividade do projeto não ficou, contudo, limitada ao lançamento do EP. Em março de 2026, Obsidiun apresentou “Brotherhood of Man”, um novo single com mais de cinco minutos de duração, dando continuidade ao percurso iniciado com Slaves of Belief e mostrando que o projeto se encontra já numa fase de desenvolvimento para além do seu primeiro trabalho.

A opção por trabalhar como one-man band permite a Obsidiun concentrar num único processo criativo diferentes etapas que habitualmente envolvem vários elementos de uma banda. Composição, gravação e produção tornam-se, assim, partes de uma mesma visão artística, permitindo um controlo particularmente próximo sobre o resultado final.

Num contexto em que a criação independente continua a assumir um papel importante na música pesada, Obsidiun representa também a possibilidade de desenvolver um projeto a partir de Coimbra sem depender, numa primeira fase, das estruturas tradicionais da indústria musical. A disponibilização dos trabalhos nas plataformas digitais permite levar esta sonoridade para além da sua origem geográfica, mantendo, ao mesmo tempo, uma forte ligação ao processo artesanal e independente que esteve na base do projeto.

Com Slaves of Belief como ponto de partida e “Brotherhood of Man” como passo seguinte, Obsidiun encontra-se atualmente a consolidar a sua identidade e a definir os próximos capítulos de um percurso ainda recente, mas que já demonstra uma direção artística clara: música pesada, sombria e visceral, construída de forma independente e sem abdicar da liberdade criativa.

Obsidiun está disponível nas plataformas digitais, incluindo Spotify, onde podem ser ouvidos Slaves of Belief e os restantes lançamentos do projeto.

FESTIVAL VAPOR REVELA PRIMEIROS NOMES










O Festival Vapor revela agora os primeiros oito nomes do cartaz musical da edição de 2026 - que acontece nos dias 3 e 4 de outubro, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento - antecipando uma programação que volta a reunir alguns dos projetos mais estimulantes da música portuguesa contemporânea.

Entre artistas de referência e novas vozes, esta primeira vaga percorre diferentes universos musicais, da canção à eletrónica, do hip-hop ao rock alternativo, refletindo a diversidade que caracteriza a identidade do festival.

Entre estas primeiras confirmações encontra-se Iolanda, artista da nova geração da música portuguesa, cuja escrita e presença em palco a afirmam como uma das vozes mais relevantes da atualidade. Junta-se Rita Vian, que continua a conquistar público e crítica com um universo onde convivem tradição, eletrónica e canção contemporânea, numa catarse simultaneamente intimista e generosa, ideal para um dos memoráveis pores do sol do Festival Vapor.

O coletivo Fogo Fogo leva ao Festival Vapor a energia vibrante das sonoridades cabo-verdianas, enquanto Stereossauro apresenta o seu inconfundível cruzamento entre hip-hop, música tradicional portuguesa e eletrónica. Por sua vez, xtinto, considerado uma das vozes mais distintivas da nova música urbana portuguesa, apresenta o novo álbum - Em sonhos, é sabido, não se morre - onde cruza hip-hop contemporâneo, pop, música alternativa e experimentação.

Integram também o cartaz os Motherflutters, projeto que conquistou destaque na música independente nacional com o álbum TOGETHER e temas como Find Love e Time to Time. Destaque ainda para Mandra, banda do Entroncamento, que cruza post-rock e rock alternativo e apresenta Uma Questão de Tempo, o seu álbum de estreia, lançado em 2025.

Hermanas Sisters, dupla composta pelas radialistas Inês Henriques e Marta Rocha, completa esta primeira vaga de confirmações com um set irreverente, festivo e marcado pela forte ligação ao público, prometendo encerrar o Festival Vapor em ambiente de celebração.

O programa do Festival Vapor 2026 continuará a ser revelado nas próximas semanas, voltando a transformar o Museu Nacional Ferroviário num espaço de encontro entre património, criação contemporânea e comunidade.

Organizado pelo Museu Nacional Ferroviário e Município do Entroncamento, o Festival Vapor estreou-se em 2018 e realiza este ano a sua 6.ª edição.

Até 31 de agosto, estão abertas as inscrições para a equipa de voluntariado, feira e restauração.

Os bilhetes estão à venda, a preço reduzido até 15 de setembro: 12€ (passe de 2 dias) e 8€ (bilhete diário) e a partir de 16 de setembro, custam 15€ (passe de 2 dias) e 10€ (bilhete diário). Bilhetes à venda na Ticketline, na BOL, Worten, Fnac, CTT e no Entroncamento: Museu Nacional Ferroviário, Posto de Turismo, Serviço de Águas da Câmara e Piscinas Municipais. A entrada é gratuita até aos 11 anos de idade (inclusive).

Mais informações no website https://festivalvapor.entroncamento.pt, no Instagram (instagram.com/festivalvapor) e no Facebook (facebook.com/festivalvapor).