quinta-feira, 10 de junho de 2010

Feromona - “Desoliúde” (Amor Fúria)





Confirma-se! Os Feromona voltam a oferecer grandes canções aos nossos ouvidos. Este seu novo registo é a prova de que a banda tem os pés bem assentes na terra, com um caminho muito bem delineado a régua e esquadro.
A formula é simples. Baixo, guitarra e bateria. O clássico power trio. É rock pois claro! Cantado em português. Com letras inspiradas.
Não é preciso inventar muito para se fazer bem. “Desoliúde” comprova por a + b esta teoria. São 12 canções simples, sem nada de muito novo, mas que trazem dentro de si um sabor , que nos arrebata a alma. E a maior verdade de tudo, é que os Feromona sabem escrever as canções certas. Canções de espírito livre, com momentos mais rebeldes de guitarra em fúria contida e outros mais suaves e que nos apaziguam. E tudo isto pode acontecer no espaço de uma música.
Quando temos discos destes perante os olhos, temos a certeza que o rock português está vivo e recomenda-se!
Os Feromona já nos tinham mostrado toda a sua garra. Aqui sem se desviarem do seu percurso continuam a palmilhar um trajecto em que os companheiros de estrada são muitos, mas em que eles sabem qual a melhor maneira de andar, sem atropelar ninguém. Conscientes do seu valor, fazem assim por que sim, sem pretensiosismo nem vaidade.
“Desoliúde” brilha, porque não complica. Tem produção certa e que não maquilha em demasia o som. E como se diz por aí, por vezes as coisas simples são as mais belas.
Mesmo assim, e apesar de ter um conjunto bastante homogéneo de temas, deixem-me realçar, “Isto Não é Hollywood” e "Canção Para Nós”, em que a banda tenta fugir à regra estabelecida do rock, o que só lhes fica bem.
Estamos então perante um disco, em que apesar de toda a água que a capa nos mostra, nos oferece um grupo que não mete água nenhuma!


Nuno Ávila

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