segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PEDRO JÓIA CONVIDA NEY MATOGROSSO PARA CONCERTO INÉDITO





















Augusto Brázio

A 5 de setembro, num dos momentos mais aguardados da 50.ª edição da Festa do Avante!, o guitarrista e compositor português Pedro Jóia apresenta no Palco 25 de Abril, na Quinta da Atalaia, no Seixal, um espetáculo inédito tendo como convidado especial Ney Matogrosso.

A partir das 21h45, os dois artistas partilham esta ocasião única, que resulta de uma relação artística construída ao longo de vários anos, e cruza linguagens e universos musicais. Um momento raro que junta, em palco, dois nomes incontornáveis da música portuguesa e brasileira.

A relação artística entre Pedro Jóia e Ney Matogrosso remonta a 2003, quando o guitarrista português convidou o cantor brasileiro a participar no álbum "Jacarandá". O encontro revelou desde cedo uma forte afinidade musical e deu origem a uma colaboração que se prolongaria ao longo dos anos.

Pouco depois, Ney Matogrosso convidou Pedro Jóia para integrar a sua banda, com quem o guitarrista trabalhou durante cerca de quatro anos, acompanhando-o também em digressões pelo Brasil. Nesse período, participou nos álbuns "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005). Em 2017, os dois artistas voltaram a partilhar o palco, num concerto especial no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Mais de duas décadas depois do primeiro encontro, Pedro Jóia e Ney Matogrosso voltam a reunir-se para um concerto que recupera esta história de cumplicidade artística acrescentando-lhe dá um novo capítulo. No dia 5 de setembro, no Palco 25 de Abril, os dois serão acompanhados por José Salgueiro (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados), Norton Daiello (baixo), João Frade (acordeão) e Luanda Cozzetti (backing vocals).

Pedro Jóia é um dos mais prestigiados guitarristas e compositores portugueses das últimas décadas. A estreia em disco deu-se há precisamente 30 anos, com “Gaudiano”, seguindo-se “Sueste” (1999), “Variações Sobre Carlos Paredes” (2000) e “Jacarandá” (2003). Em 2008, recebeu o Prémio Carlos Paredes com o álbum “À Espera de Armandinho”. Em 2020, volta a receber o mesmo galardão, desta feita com o disco “Zeca”. “Mosaico” (2024) é o seu mais recente trabalho discográfico, pilar da sua presente digressão a solo por Portugal e pelo mundo.

Ao longo da carreira, Pedro Jóia apresentou-se diversas vezes como solista, em dueto ou trio, com várias orquestras e formações de câmara, e colaborou com destacados nomes da música internacional, nomeadamente no Brasil. Em Portugal, acompanhou grandes intérpretes, explorando novas abordagens ao fado tradicional. Desde 2010, faz parte do coletivo Resistência

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