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otografia por Joana Guerra
Depois de “Diz-me”, Merai apresenta “Indecente”, o segundo e último single de avanço de Linhas Imaginárias, álbum com edição marcada para 24 de novembro. A nova canção entra no universo do álbum por uma via distinta, colocando a sensualidade, a astúcia e o desejo no centro de uma narrativa onde as aparências rapidamente deixam de corresponder à realidade.
“Indecente” parte de um jogo de sedução e manipulação: um homem acredita conseguir enganar uma mulher e antecipar os seus movimentos, subestimando aquilo de que ela é capaz. Mas a leitura que faz da situação está errada. Por detrás de uma aparente ingenuidade, ela observa e percebe muito mais do que deixa transparecer. O jogo acaba por se inverter, sem que seja necessário anunciá-lo.
Musicalmente, a canção assume uma abordagem minimalista. Instrumentos de matriz clássica introduzem uma dimensão elegante e quase cinematográfica, enquanto várias vozes criam camadas num ambiente de intimidade e tensão. A esta construção junta-se uma cadência lírica com influências no hip hop, dando à narrativa uma dimensão particularmente rítmica.
A história prolonga-se no videoclipe realizado por Daniel Bueno e Bárbara Dias, a partir de uma imagem central: a mulher canta e dança dentro de uma flor, enquanto o homem, lá em baixo, na terra, tenta chamar a sua atenção, sem sucesso. A distância entre os dois traduz visualmente a dinâmica da canção — o desejo de um lado, a inacessibilidade do outro.
Embora “Diz-me” e “Indecente” partam de lugares diferentes, ambos encontram em Linhas Imaginárias uma atenção particular ao olhar do outro e à distância entre aquilo que parece ser e aquilo que realmente se revela. Se o primeiro single abordava identidade, perceção e expectativas exteriores, “Indecente” leva essa relação para o território da sedução, da performance e do desejo.
Merai, nome artístico de Mariana Frangioia Portela, é uma artista luso-angolana de 25 anos, compositora e produtora musical. O seu trabalho cruza pop, folk e música de câmara, articulando voz, corpo e palavra, e estendendo-se também à performance, teatro, dança e artes visuais. Em 2025, lançou o seu primeiro livro Contos e Mitos de Plorema.
Com “Indecente”, Merai encerra o ciclo de antecipação de Linhas Imaginárias, revelando uma nova dimensão da sua escrita antes da edição do álbum, a 24 de novembro.
“Indecente” parte de um jogo de sedução e manipulação: um homem acredita conseguir enganar uma mulher e antecipar os seus movimentos, subestimando aquilo de que ela é capaz. Mas a leitura que faz da situação está errada. Por detrás de uma aparente ingenuidade, ela observa e percebe muito mais do que deixa transparecer. O jogo acaba por se inverter, sem que seja necessário anunciá-lo.
Musicalmente, a canção assume uma abordagem minimalista. Instrumentos de matriz clássica introduzem uma dimensão elegante e quase cinematográfica, enquanto várias vozes criam camadas num ambiente de intimidade e tensão. A esta construção junta-se uma cadência lírica com influências no hip hop, dando à narrativa uma dimensão particularmente rítmica.
A história prolonga-se no videoclipe realizado por Daniel Bueno e Bárbara Dias, a partir de uma imagem central: a mulher canta e dança dentro de uma flor, enquanto o homem, lá em baixo, na terra, tenta chamar a sua atenção, sem sucesso. A distância entre os dois traduz visualmente a dinâmica da canção — o desejo de um lado, a inacessibilidade do outro.
Embora “Diz-me” e “Indecente” partam de lugares diferentes, ambos encontram em Linhas Imaginárias uma atenção particular ao olhar do outro e à distância entre aquilo que parece ser e aquilo que realmente se revela. Se o primeiro single abordava identidade, perceção e expectativas exteriores, “Indecente” leva essa relação para o território da sedução, da performance e do desejo.
Merai, nome artístico de Mariana Frangioia Portela, é uma artista luso-angolana de 25 anos, compositora e produtora musical. O seu trabalho cruza pop, folk e música de câmara, articulando voz, corpo e palavra, e estendendo-se também à performance, teatro, dança e artes visuais. Em 2025, lançou o seu primeiro livro Contos e Mitos de Plorema.
Com “Indecente”, Merai encerra o ciclo de antecipação de Linhas Imaginárias, revelando uma nova dimensão da sua escrita antes da edição do álbum, a 24 de novembro.

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