Cabrita apresenta “Party Life”, novo single em colaboração com David Pessoa e segundo avanço para “partytime”, terceiro longa-duração do músico. Depois de ter revelado “Good Morning” em junho, Cabrita prossegue agora a apresentação de um disco construído em torno da festa, dos seus excessos e das consequências que permanecem quando a noite termina.
Se “Good Morning” apresentava o fim da narrativa de “partytime”, colocando o ouvinte perante o despertar depois de uma longa noite, “Party Life” entra diretamente no ciclo que conduz até esse momento. A canção acompanha a história de alguém incapaz de resistir ao apelo da festa: todos os dias acorda convencido de que não voltará a repetir os mesmos excessos, até que um novo convite é suficiente para fazer desaparecer a promessa e colocar tudo novamente em movimento.
O tema nasce também da vontade de Cabrita experimentar uma escrita mais próxima do formato tradicional de canção. Apesar de os seus discos anteriores incluírem temas com voz, o músico procura aqui desenvolver uma dimensão mais narrativa da letra. “Queria contar a história de um pobre diabo que não consegue resistir ao apelo da festa. (Quem nunca?)”, explica Cabrita, sintetizando uma personagem presa entre o arrependimento do dia seguinte e a incapacidade de recusar a possibilidade de uma nova noite.
Para dar voz a essa história, Cabrita convidou David Pessoa, músico dos Fogo Fogo e Cais Sodré Funk Connection, com quem escreveu a letra de “Party Life”. A narrativa ganha ainda uma segunda presença através da atriz Teresa Mello Sampayo, responsável pelo spoken word e pela interpretação da figura de “Circe”, num registo que Cabrita aproxima de Isabelle Huppert.
Musicalmente, “Party Life” volta a reunir vários dos músicos que acompanham o universo de “partytime”. Ivo Costa assume a bateria, Renato Chantre o baixo, João Rato a guitarra e João Gomes os teclados, enquanto Cabrita toca teclados, guitarra, percussão e saxofones. David Pessoa assume a voz principal e Teresa Mello Sampayo o spoken word, com os coros entregues a Cabrita, Tamin, Guiomar e Clara.
A produção ficou a cargo de Cabrita e Guilherme Gonçalves. O tema foi gravado por Cabrita no NTP, em 2025, com exceção da bateria de Ivo Costa, registada no Barulho Estúdio por Cabrita e Guilherme Gonçalves. A mistura e a masterização foram realizadas por Guilherme Gonçalves em 2026.
O videoclipe foi realizado por Richard F. Coelho e conta com as participações de Rita Ferraz, Duarte Guerra, Cabrita, David Pessoa e Filipe Rocha. À semelhança de “Good Morning”, single anterior, faz parte de um conjunto de quatro vídeos concebidos para expandir o universo narrativo de “partytime”.
Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita construiu um percurso singular na música portuguesa enquanto músico, compositor e colaborador de diferentes projetos. Ao longo da carreira trabalhou com artistas como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros.
Paralelamente, tem vindo a aprofundar o seu trabalho em nome próprio através de Cabrita (2020), “Umbra” (2023) e do EP “Afterlife”(2026), construindo uma linguagem autoral onde diferentes referências, formações e possibilidades instrumentais coexistem.
Depois de “Good Morning” ter começado por revelar o dia seguinte, “Party Life” recua agora para o momento em que todas as promessas de contenção voltam a ser esquecidas. O segundo avanço de “partytime” acrescenta assim um novo capítulo à narrativa do álbum, desta vez através de uma personagem que sabe como a noite provavelmente acabará, mas que continua incapaz de lhe dizer que não.
Espectáculos de apresentação:
Coliseu Club, Lisboa
3/11
Teatro Académico Gil Vicente
Fest. Coimbra em Blues
5/11

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