Fotografia: Ana Viotti
Com direção artística própria e parcerias com António Zambujo, Sérgio Godinho, Tito Paris, Rolando Semedo e Roda de Percussão Ibérica, "Entretela" é o segundo disco de Cristina Clara que é editado hoje e que será apresentado ao vivo a 3 de novembro, na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz, em Lisboa.
"Entretela" é o novo álbum de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. O título refere-se à camada que se coloca entre tecidos para lhes dar corpo e estrutura, embora invisível. É precisamente essa imagem que dá nome ao novo disco de Cristina Clara: uma trama invisível que aproxima texturas que pareceriam distantes entre si.
"O fado, o batuku, a morna e outras canções de tradição oral surgem naturalmente incluídos neste trabalho como parte do meu percurso e pesquisa nos últimos anos. Não procuro resolver as diferenças ou torná-las uniformes. Pelo contrário, gosto de as celebrar, deixá-las conversar e por vezes surpreender-se umas às outras" - Cristina Clara
Depois de "Lua Adversa", editado em 2019, o novo álbum inaugura um novo momento, revelando uma artista num lugar de maior maturidade e liberdade apresentando uma linguagem própria, construída a partir da própria vivência e escuta curiosa do mundo. Amélia Muge, uma das autoras convidadas do álbum, lê o seu título: “Entretela não é apenas algo que designa um substantivo. É qualquer coisa que vai sustentando, claramente dando forma a qualquer tipo de tecido musical. Não se pense que ouvindo um tema se ouve o disco todo. O passo seguinte é sempre novo e surpreendente”.
Ao longo das 15 faixas, Cristina Clara partilha canções com António Zambujo, Sérgio Godinho, Tito Paris, Rolando Semedo e Roda de Percussão Ibérica. "Escolhi cada um dos convidados deste disco pela inspiração que me trazem enquanto artista, pela identidade e liberdade com que fazem a sua música. Acredito profundamente na força da criação coletiva e quis trazer essa partilha, que faz parte da minha vivência, para estúdio, como forma de a eternizar" - Cristina Clara.
O carácter autoral deste trabalho não se esgota nos créditos das canções, vai desde a construção dos arranjos e do imaginário visual à escrita de notas poéticas que acompanham as canções:
"Foi ela que me deixou esta saia. Ela nunca usava calças. Dizia que as saias eram uma espécie de canivete suíço para as mulheres. Cobriam e descobriam com a mesma facilidade, enchiam os salões de nenúfares coloridos nos bailes e guardavam segredos de estado nos forros de ENTRETELA. Esta saia é tua e será depois da mulher a quem contares a tua história. É uma espécie de amuleto que te deixo. Esta saia é uma oração" - Cristina Clara
Essa dimensão literária atravessa também as colaborações do disco. Entre as palavras e músicas que chegam de outros autores estão nomes como Maria do Rosário Pedreira, Sérgio Godinho, Edu Mundo, Daniel Pereira Cristo, Ana Sofia Paiva e Rolando Semedo, num trabalho em que a autoria se constrói tanto pelo gesto individual como pela relação com outros. Maria do Rosário Pedreira, outra das autoras do disco, encontra justamente na imagem de "Entretela" uma forma de falar desta voz e deste disco, dizendo-se feliz por fazer parte da “indumentária que veste a voz ecléctica de Cristina Clara. E que alegria - dos alinhavos aos pespontos - ouvi-la!”
Mais de vinte anos depois de ter chegado a Lisboa e sete anos depois do primeiro álbum, Cristina Clara apresenta um trabalho em que assume com maior nitidez a autoria do seu próprio universo artístico, sem necessidade de apagar as muitas vozes que o constituem. Talvez seja isso, afinal, a entretela: aquilo que não precisa de estar à vista para sustentar o que somos. "Entretela" será apresentado ao vivo por Cristina Clara a 3 de novembro pelas 20h00, na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz, em Lisboa. O disco e o concerto de apresentação contam com o apoio da RTP Antena 1.
Cantora e autora com um percurso centrado na criação, interpretação e reconfiguração de repertórios ligados às canções de tradição oral e urbana de Portugal, do Brasil e de Cabo Verde, Cristina Clara tem vindo a afirmar uma linguagem artística própria, assente nesse diálogo entre as origens e a contemporaneidade. Desenvolveu a formação em voz, canto e interpretação teatral no espaço Evoé, em Lisboa. A ligação ao Teatro, com a interpretação do papel de uma fadista em contexto cénico, esteve na origem de um convite para cantar no Café Luso, que marcou o inicio da sua atividade profissional como intérprete.
Em 2021, lançou o primeiro álbum, "Lua Adversa", que articula Fado e Choro. O disco, distinguido pela Antena 1, contou com o apoio do Museu do Fado e teve distribuição digital pela Sony Music. Em 2024, foi uma das autoras convidadas do Festival da Canção, da RTP, onde chegou à final com a canção 'Primavera', cuja letra é da sua autoria e a música do compositor cabo-verdiano Jon Luz. No mesmo ano, foi selecionada para showcase oficial na WOMEX, em Manchester e, em 2025, nomeada para o Upbeat New Talent Award.
Desde então, tem apresentado o seu trabalho em palcos nacionais e internacionais, entre os quais Teatro da Trindade, Centro Cultural de Belém (no ciclo Há Fado no Cais), Festival Santa Casa Alfama, Festival Jardins do Marquês, Centre des Arts Pluriels (Luxemburgo), Casa de Portugal (São Paulo, Brasil), AME (Cabo Verde), Festival MED (Portugal), Festival Glatt & Verkehr (Áustria) ou Antwerp Spring Festival (Bélgica).
É uma das artistas fundadoras da Roda de Percussão Ibérica, um coletivo de vozes e percussão tradicional, criado por músicos de 6 nacionalidades que se encontram em Lisboa.
Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve ações de mediação sob a forma de masterclasses e workshops dedicados às canções tradicionais portuguesas, relacionando-as com práticas de percussão de mão, historicamente associadas ao universo feminino.
"Entretela" é o novo álbum de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. O título refere-se à camada que se coloca entre tecidos para lhes dar corpo e estrutura, embora invisível. É precisamente essa imagem que dá nome ao novo disco de Cristina Clara: uma trama invisível que aproxima texturas que pareceriam distantes entre si.
"O fado, o batuku, a morna e outras canções de tradição oral surgem naturalmente incluídos neste trabalho como parte do meu percurso e pesquisa nos últimos anos. Não procuro resolver as diferenças ou torná-las uniformes. Pelo contrário, gosto de as celebrar, deixá-las conversar e por vezes surpreender-se umas às outras" - Cristina Clara
Depois de "Lua Adversa", editado em 2019, o novo álbum inaugura um novo momento, revelando uma artista num lugar de maior maturidade e liberdade apresentando uma linguagem própria, construída a partir da própria vivência e escuta curiosa do mundo. Amélia Muge, uma das autoras convidadas do álbum, lê o seu título: “Entretela não é apenas algo que designa um substantivo. É qualquer coisa que vai sustentando, claramente dando forma a qualquer tipo de tecido musical. Não se pense que ouvindo um tema se ouve o disco todo. O passo seguinte é sempre novo e surpreendente”.
Ao longo das 15 faixas, Cristina Clara partilha canções com António Zambujo, Sérgio Godinho, Tito Paris, Rolando Semedo e Roda de Percussão Ibérica. "Escolhi cada um dos convidados deste disco pela inspiração que me trazem enquanto artista, pela identidade e liberdade com que fazem a sua música. Acredito profundamente na força da criação coletiva e quis trazer essa partilha, que faz parte da minha vivência, para estúdio, como forma de a eternizar" - Cristina Clara.
O carácter autoral deste trabalho não se esgota nos créditos das canções, vai desde a construção dos arranjos e do imaginário visual à escrita de notas poéticas que acompanham as canções:
"Foi ela que me deixou esta saia. Ela nunca usava calças. Dizia que as saias eram uma espécie de canivete suíço para as mulheres. Cobriam e descobriam com a mesma facilidade, enchiam os salões de nenúfares coloridos nos bailes e guardavam segredos de estado nos forros de ENTRETELA. Esta saia é tua e será depois da mulher a quem contares a tua história. É uma espécie de amuleto que te deixo. Esta saia é uma oração" - Cristina Clara
Essa dimensão literária atravessa também as colaborações do disco. Entre as palavras e músicas que chegam de outros autores estão nomes como Maria do Rosário Pedreira, Sérgio Godinho, Edu Mundo, Daniel Pereira Cristo, Ana Sofia Paiva e Rolando Semedo, num trabalho em que a autoria se constrói tanto pelo gesto individual como pela relação com outros. Maria do Rosário Pedreira, outra das autoras do disco, encontra justamente na imagem de "Entretela" uma forma de falar desta voz e deste disco, dizendo-se feliz por fazer parte da “indumentária que veste a voz ecléctica de Cristina Clara. E que alegria - dos alinhavos aos pespontos - ouvi-la!”
Mais de vinte anos depois de ter chegado a Lisboa e sete anos depois do primeiro álbum, Cristina Clara apresenta um trabalho em que assume com maior nitidez a autoria do seu próprio universo artístico, sem necessidade de apagar as muitas vozes que o constituem. Talvez seja isso, afinal, a entretela: aquilo que não precisa de estar à vista para sustentar o que somos. "Entretela" será apresentado ao vivo por Cristina Clara a 3 de novembro pelas 20h00, na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz, em Lisboa. O disco e o concerto de apresentação contam com o apoio da RTP Antena 1.
Cantora e autora com um percurso centrado na criação, interpretação e reconfiguração de repertórios ligados às canções de tradição oral e urbana de Portugal, do Brasil e de Cabo Verde, Cristina Clara tem vindo a afirmar uma linguagem artística própria, assente nesse diálogo entre as origens e a contemporaneidade. Desenvolveu a formação em voz, canto e interpretação teatral no espaço Evoé, em Lisboa. A ligação ao Teatro, com a interpretação do papel de uma fadista em contexto cénico, esteve na origem de um convite para cantar no Café Luso, que marcou o inicio da sua atividade profissional como intérprete.
Em 2021, lançou o primeiro álbum, "Lua Adversa", que articula Fado e Choro. O disco, distinguido pela Antena 1, contou com o apoio do Museu do Fado e teve distribuição digital pela Sony Music. Em 2024, foi uma das autoras convidadas do Festival da Canção, da RTP, onde chegou à final com a canção 'Primavera', cuja letra é da sua autoria e a música do compositor cabo-verdiano Jon Luz. No mesmo ano, foi selecionada para showcase oficial na WOMEX, em Manchester e, em 2025, nomeada para o Upbeat New Talent Award.
Desde então, tem apresentado o seu trabalho em palcos nacionais e internacionais, entre os quais Teatro da Trindade, Centro Cultural de Belém (no ciclo Há Fado no Cais), Festival Santa Casa Alfama, Festival Jardins do Marquês, Centre des Arts Pluriels (Luxemburgo), Casa de Portugal (São Paulo, Brasil), AME (Cabo Verde), Festival MED (Portugal), Festival Glatt & Verkehr (Áustria) ou Antwerp Spring Festival (Bélgica).
É uma das artistas fundadoras da Roda de Percussão Ibérica, um coletivo de vozes e percussão tradicional, criado por músicos de 6 nacionalidades que se encontram em Lisboa.
Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve ações de mediação sob a forma de masterclasses e workshops dedicados às canções tradicionais portuguesas, relacionando-as com práticas de percussão de mão, historicamente associadas ao universo feminino.

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