quinta-feira, 22 de outubro de 2026

MIO APRESENTA CLIO DE "A CRU"

 













mio apresenta o videoclipe de “a cru”, faixa retirada do seu EP de estreia, “não há ninho, há céu”. Com conceito desenvolvido pela própria artista e realização de Carolina Cananão e Diro, o vídeo acompanha uma canção dedicada às pessoas que se cruzaram no seu percurso e que passaram a fazer parte dele. Entre a intimidade da composição e a dimensão coletiva das vozes que a acompanham, “a cru” prolonga uma das ideias centrais do primeiro trabalho discográfico de mio: a descoberta de um caminho próprio através das experiências e relações que se constroem ao longo desse processo.

Considerada pela artista a faixa mais calma de “não há ninho, há céu”, “a cru” nasceu a partir de uma guitarra de Miguel Nogueira e desenvolveu-se como uma reflexão sobre os encontros proporcionados pela criação artística. O título estabelece um jogo de palavras entre a expressão portuguesa “a cru”, associada à exposição sem filtros, e o termo inglês “crew”, utilizado para designar um grupo de pessoas que partilha um percurso ou projeto. A partir dessa aproximação, mio constrói uma canção que reconhece a importância daqueles que a acompanharam e que contribuíram para a sua relação com a música.

Essa dimensão coletiva encontra expressão na própria gravação, que reúne as vozes de Joana Eitner, João Rodrigues, João Garcia, Lúcia Marques e Francisco Mascarenhas nos coros, a par da voz principal de mio. A presença de diferentes vozes acompanha o significado da composição, estabelecendo uma relação entre aquilo que a artista procura transmitir e a forma como a música foi construída. A guitarra elétrica de Miguel Nogueira ocupa também um lugar importante na identidade do tema, cuja música é assinada por mio e Luzingo, responsável pela produção.

O lançamento do videoclipe acrescenta uma nova dimensão visual a esta reflexão sobre pertença, partilha e proximidade. Com direção de arte de Carolina Cananão e mio, o projeto resulta de uma colaboração que envolve diferentes profissionais nas áreas da realização, imagem, styling e pós-produção. Diro, responsável também pela captação de imagem, assumiu a edição de vídeo, a edição de som e a correção de cor, enquanto a direção de fotografia foi partilhada com Carolina Cananão e Tomás Prata.

O vídeo conta ainda com a participação de Valete, Daniel Santos, Beatriz Antunes, Hugo Miguel Pereira, Soraia Brazão, Carolina Cananão, Nádia Almeida e Tomás Prata. A reunião destas diferentes pessoas no projeto audiovisual estabelece uma continuidade com o carácter colaborativo de “a cru”, canção que encontra precisamente nas relações construídas através da arte o seu principal ponto de partida.

A componente visual contou também com o trabalho de Carolina Cananão, Manuela Cardoso e mio no styling, ficando a maquilhagem a cargo de Carolina Cananão. Tomás Prata foi responsável pela fotografia e pelo vídeo de bastidores, enquanto a produção do videoclipe foi assegurada por mio e Diro.

“A cru” integra “não há ninho, há céu”, o primeiro EP de mio, um trabalho construído a partir do ciclo de vida das andorinhas enquanto metáfora para um percurso de descoberta, crescimento e liberdade. Ao longo das diferentes composições, a artista acompanha as etapas que antecedem e sucedem a saída do ninho, relacionando-as com o seu próprio processo de regresso à criação musical e de afirmação enquanto autora.

Depois de se ter apresentado ao público com “26º dia”, canção associada ao momento em que as crias das andorinhas abandonam o ninho pela primeira vez, mio desenvolveu no EP uma narrativa que atravessa o despertar, a tomada de consciência, a coragem de arriscar e a importância das origens. Nesse percurso, “a cru” introduz uma perspetiva particularmente ligada à experiência coletiva, dirigindo a atenção para as pessoas que surgem durante a viagem e para a forma como esses encontros podem transformar o caminho inicialmente imaginado.

O projeto discográfico nasceu também de uma história pessoal marcada pela relação da artista com a família e pela decisão de recuperar um sonho presente desde a infância. Depois de vários anos dividida entre o trabalho, os estudos e a vontade de se dedicar à música, mio encontrou na criação artística uma possibilidade de construir um percurso próprio, sem perder a ligação às pessoas e experiências que estiveram na sua origem.

Nesse processo, a aproximação ao teatro e à Horizontal 360, assim como o contacto com Valete e o encontro com Luzingo, assumiram particular importância. A colaboração com este último esteve na base da construção musical de “não há ninho, há céu”, cuja sonoridade acompanha as diferentes dimensões emocionais e narrativas do trabalho. Em “a cru”, a gravação foi realizada pela New Wave Prod, com mistura e masterização de Lopezzi.

Com o lançamento do videoclipe de “a cru”, mio regressa a uma das dimensões fundamentais do seu EP de estreia: a ideia de que crescer e encontrar uma identidade própria não é um processo exclusivamente individual. Depois de explorar a coragem necessária para abandonar o ninho e enfrentar o desconhecido, a artista dedica agora a atenção às relações que se constroem durante esse percurso, reconhecendo na partilha e nos encontros proporcionados pela música uma parte essencial da sua descoberta artística.

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