Depois de “Já perdeu” e “Homem das notícias”, Tipo apresenta “Mesmo sem querer” e “Ninguém o vai parar”, segundo duplo single de avanço de Mira, o novo álbum do projecto a solo de Salvador Menezes, com lançamento previsto para 13 novembro.
Duas canções, duas personagens, duas formas de lidar com a ideia de controlo. Em “Mesmo sem querer”, a ambição transforma-se numa espécie de movimento permanente: a necessidade de fazer mais, avançar mais, ocupar o tempo, num quotidiano em que parar parece cada vez mais difícil. “Ninguém o vai parar” acompanha outra inquietação — a de uma personagem determinada a manter a vida sob controlo, como se tudo pudesse ser previsto, organizado e conduzido até ao lugar certo.
Os novos temas contam com arranjos de Martim Sousa Tavares, depois de Tomás Marques ter trabalhado os de “Já perdeu” e “Homem das notícias”. Partindo da mesma formação de ensemble, os dois arranjadores aproximam-se das canções a partir de universos distintos — o jazz, no caso de Tomás Marques, e a música clássica, no de Martim Sousa Tavares — contribuindo para diferentes leituras de um mesmo território musical. Pedro Branco, no baixo, e Tomás Sousa, na bateria e percussões, mantêm-se no núcleo duro da formação que acompanha Tipo.
O percurso até ao novo longa-duração Mira começou também com Licença, EP lançado no princípio deste ano, e prolonga-se agora através de novas canções que vão revelando, pouco a pouco, o universo do álbum. Aqui, a canção de autor cruza-se com diferentes linguagens da pop e encontra nas personagens, nas histórias e nas pequenas inquietações do quotidiano matéria para olhar para o mundo à nossa volta
“Mesmo sem querer” e “Ninguém o vai parar” são mais dois fragmentos desse universo. O próximo capítulo chega a 13 de novembro, com Mira.
Sobre Tipo:
Tipo é o projeto a solo de Salvador Menezes, compositor e membro co-fundador dos You Can't Win, Charlie Brown. Através de uma escrita que oscila entre o íntimo e a observação social, tem construído um percurso muito próprio na canção portuguesa contemporânea. Em 2025 foi distinguido com o Prémio INATEL Frequência 440, um reconhecimento que reforçou a consistência do seu percurso enquanto autor e compositor.
Depois de Novas Ocupações (2018) e Vigia (2024), editou em Abril de 2026 o EP Licença, um conjunto de cinco canções escritas durante a licença parental e gravadas em casa. O disco privilegia interpretações cruas, gravações imperfeitas e uma abordagem livre de convenções técnicas, procurando preservar a verdade emocional de cada canção.
Apresenta agora os singles Já perdeu e Homem das notícias, que antecipam o seu terceiro longa-duração. Embora partam de universos distintos, ambos exploram as fragilidades humanas, as ambiguidades morais e a dificuldade de encontrar certezas.
Musicalmente, Tipo cruza a tradição da canção de autor com influências que atravessam o folk, a pop e o indie. As canções vivem tanto do silêncio como do detalhe dos arranjos, procurando sempre que a música amplifique o significado das palavras sem se lhes sobrepor.
O novo álbum será editado em novembro e reúne novamente alguns dos seus colaboradores habituais, entre eles Pedro Branco (baixo) e Tomás Sousa (bateria e percussões), amigos e companheiros de longa data nos You Can't Win, Charlie Brown, para além de vários convidados de peso que serão anunciados em breve.
Mais do que procurar respostas, as canções de Tipo habitam o território da dúvida. Entre histórias pessoais e personagens ficcionadas, o seu universo constrói-se a partir de pequenas inquietações que, lentamente, revelam algo de maior sobre o tempo em que vivemos.

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