quarta-feira, 4 de novembro de 2026

ARTISTA VISUAL RICARDO ROMERO ETERNIZA EM LISBOA A CAPA DO NOVO ÁLBUM DE DAVID FONSECA QUE SERÁ EDITADO JÁ AMANHÃ

 



















“Radiante Estrela Decadente” chega a todas as plataformas digitais já amanhã, 05 de novembro, às 00h00. Com as participações de Cláudia Pascoal e Marisa Liz, o décimo álbum de originais de David Fonseca foi apresentado através de um mural de Ricardo Romero em Alcântara e de uma sessão de serigrafia com fãs.

Uma imagem para habitar a cidade e levar para casa. A capa de “Radiante Estrela Decadente”, o novo álbum de originais de David Fonseca, ganhou uma parede em Lisboa pelas mãos do artista visual Ricardo Romero. Inteiramente cantado em português, o disco fica disponível em todas as plataformas digitais já amanhã, 05 de novembro, às 00h00, na passagem desta quarta para quinta-feira.

Criado a partir da imagem inteiramente concebida por David Fonseca, o mural foi executado na segunda-feira, 02 de novembro, no parque de estacionamento da Rua 1.º de Maio, em Alcântara, em frente à Carris. Ao longo do dia, quem passou pelo local pôde acompanhar a composição a ganhar forma, até à revelação da obra completa (ver AQUI).

Concebida como uma oferta à cidade de Lisboa, a intervenção prolonga a vida da imagem para além do disco. A capa encontra na interpretação de Ricardo Romero uma nova escala e passa a integrar a paisagem de Alcântara, numa fusão entre a criação dos dois artistas e o quotidiano de quem atravessa a cidade.

O artista visual Ricardo Romero, conta que "este trabalho resulta do encontro entre duas linguagens visuais. O David traz a imagem e eu parto dela para construir uma interpretação própria, através da minha linguagem plástica e da relação que estabeleço com a parede enquanto suporte. Ao passar para a parede, a imagem ganha outra escala e integra-se num contexto diferente daquele para que foi inicialmente pensada. É neste diálogo entre as duas abordagens que o trabalho se desenvolve, levando para a rua o universo visual e musical que o David criou para este álbum e dando ao público a oportunidade de o encontrar e experienciar de outra forma."

Já David revela que "admiro muito o trabalho do Ricardo e quis convidá-lo a recriar na parede a imagem que fiz para a capa deste disco. É um artista visual incrível e foi muito especial acompanhar a transformação daquela imagem num mural desta dimensão. Uma coisa que nasceu no meu espaço de trabalho fica agora na cidade, onde qualquer pessoa se pode cruzar com ela. Obrigado, Ricardo, pelo talento e pelo cuidado com que abraçaste esta ideia."

Este projeto é apoiado pela Junta de Freguesia de Alcântara e pela Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa. Desde a sua fundação em 2008, a GAU tem como missão gerir, regulamentar e valorizar o graffiti e a arte urbana na capital, conciliando a liberdade de criação com a preservação do património, incentivando simultaneamente o respeito pelo espaço público.

Enquanto Ricardo Romero trabalhava na parede, a mesma imagem passava pelas mãos de fãs na FICA, o estúdio de serigrafia que David Fonseca frequenta, em Lisboa. Foi aí que o músico recebeu os participantes para uma apresentação do álbum que começou pelo papel e pela tinta.

Ao lado do David, os fãs fizeram serigrafias da capa e conheceram a história da imagem que acompanha as novas canções. Cada participante levou consigo a sua peça e um QR code com acesso à escuta antecipada do disco.

"Foi muito bom passar a tarde com as pessoas na FICA, fazer serigrafias juntos e conversar. Gostei muito de ver cada um sair com a sua capa, depois de a ter feito comigo. Estava cheio de vontade de partilhar este disco e pareceu-me uma boa maneira de começar. A música foi com eles para casa, para a ouvirem depois, no seu sossego.", reforça David Fonseca.

A descoberta da música ficou reservada para depois, no tempo e no espaço de cada um. Uma alternativa às listening parties tradicionais, que permitiu partilhar o processo de criação e dar aos fãs a oportunidade de conhecer o álbum antes da edição.

A capa nasceu de fotografias tiradas por David Fonseca com uma máquina fotográfica infantil de impressão térmica. As imagens foram depois montadas como um puzzle, de modo a recriar um rosto de forma imprecisa. Um recurso fotográfico elementar deu assim origem a uma composição mais complexa, construída através da combinação dos fragmentos.

A máquina imprime apenas a preto, num processo semelhante ao dos recibos de multibanco, e produz imagens em halftone, uma trama de pontos utilizada também na reprodução de fotografias em serigrafia. A partir dessa base, David Fonseca concebeu e montou a capa como uma serigrafia de seis cores sobre papel branco, com a imagem a assumir diferentes formas à medida que cada cor é acrescentada.

Da obra original à parede, do estúdio às serigrafias, estes encontros deram a conhecer a dimensão visual de “Radiante Estrela Decadente”. A capa é inteiramente assinada por David Fonseca, cujo trabalho artístico atravessa também a fotografia, o desenho e a realização.

Os concertos de apresentação estão marcados para 21 de novembro na Super Bock Arena, no Porto, e 28 de novembro no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

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