Uma das artistas que mais se tem destacado na música portuguesa nos últimos anos, a pianista e compositora luso-angolana lança hoje o novo tema, antes de partir para uma digressão pelo Brasil.
Editado pela MAR Records, «Transatlântica» cruza o jazz, a música clássica e as influências africanas e brasileiras numa composição inspirada nas histórias que atravessaram o Atlântico.
Depois de um percurso que a levou do Ageas Cooljazz ao Piano City Milano, passando pela colectânea internacional do Piano Day, iniciativa fundada por Nils Frahm, Gisela Mabel prepara-se para um novo capítulo. Hoje, 6 de Novembro, a pianista, compositora e produtora luso-angolana edita “Transatlântica”, primeiro avanço do seu álbum de estreia. O lançamento antecede uma digressão pelo Brasil, entre Novembro e Dezembro, com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Editado pela MAR Records, «Transatlântica» cruza o jazz, a música clássica e as influências africanas e brasileiras numa composição inspirada nas histórias que atravessaram o Atlântico.
Depois de um percurso que a levou do Ageas Cooljazz ao Piano City Milano, passando pela colectânea internacional do Piano Day, iniciativa fundada por Nils Frahm, Gisela Mabel prepara-se para um novo capítulo. Hoje, 6 de Novembro, a pianista, compositora e produtora luso-angolana edita “Transatlântica”, primeiro avanço do seu álbum de estreia. O lançamento antecede uma digressão pelo Brasil, entre Novembro e Dezembro, com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O Atlântico não podia, por isso, ser um cenário mais oportuno. Durante séculos, as suas águas foram atravessadas por milhões de pessoas, umas arrancadas às suas terras, outras à procura de uma vida diferente. É dessa história de partidas, perdas e recomeços que nasce “Transatlântica”, uma composição instrumental que encontra na música uma forma de abordar a memória das travessias e aquilo que permanece depois delas.
O novo tema assenta nessa tensão entre a violência da deslocação e a persistência de quem continua a procurar a outra margem. Sem recorrer às palavras, Gisela Mabel confia ao piano a tarefa de conduzir uma narrativa feita de movimento, emoção e contrastes, na qual os restantes instrumentos acrescentam diferentes perspectivas sonoras.
Ao piano de Gisela Mabel juntam-se João Barradas (acordeão), Bruna Maia de Moura (violoncelo) e Mic Trovoada (percussão e vozes). A composição alterna momentos de maior intimidade com outros em que a intensidade rítmica ganha terreno, deixando que o jazz, a formação clássica e as matrizes africanas e brasileiras se cruzem sem a obrigação de caber num único género. Uma liberdade de linguagem que já atravessava Álbum de Retratos (2024), o primeiro EP da artista, e que agora ganha uma nova expressão.
Nascida no Algarve, de ascendência angolana e radicada em Lisboa, Gisela Mabel iniciou a sua formação no piano clássico, no Conservatório de Música de Olhão. O estudo do jazz veio depois sempre a par com uma aproximação à música brasileira e às suas raízes culturais africanas. Diferentes referências que a sua escrita musical trata como vizinhas, não como compartimentos.
O novo tema assenta nessa tensão entre a violência da deslocação e a persistência de quem continua a procurar a outra margem. Sem recorrer às palavras, Gisela Mabel confia ao piano a tarefa de conduzir uma narrativa feita de movimento, emoção e contrastes, na qual os restantes instrumentos acrescentam diferentes perspectivas sonoras.
Ao piano de Gisela Mabel juntam-se João Barradas (acordeão), Bruna Maia de Moura (violoncelo) e Mic Trovoada (percussão e vozes). A composição alterna momentos de maior intimidade com outros em que a intensidade rítmica ganha terreno, deixando que o jazz, a formação clássica e as matrizes africanas e brasileiras se cruzem sem a obrigação de caber num único género. Uma liberdade de linguagem que já atravessava Álbum de Retratos (2024), o primeiro EP da artista, e que agora ganha uma nova expressão.
Nascida no Algarve, de ascendência angolana e radicada em Lisboa, Gisela Mabel iniciou a sua formação no piano clássico, no Conservatório de Música de Olhão. O estudo do jazz veio depois sempre a par com uma aproximação à música brasileira e às suas raízes culturais africanas. Diferentes referências que a sua escrita musical trata como vizinhas, não como compartimentos.
O primeiro EP, Álbum de Retratos, recebeu a distinção de Melhor Álbum de Jazz do Ano dos SoloPiano Awards. Em 2025, Gisela Mabel tornou-se a primeira artista portuguesa a integrar a colectânea oficial do Piano Day, iniciativa internacional fundada pelo músico alemão Nils Frahm, e integrou a Powerlist Bantumen 100, que distingue personalidades influentes da lusofonia.
Em palco, passou pelo NOS Alive, pelo Convento de São Francisco e pela Casa Capitão. Estreou-se no Ageas Cooljazz em 2024, nas Cascais Jazz Sessions by Smooth FM, e regressou ao festival em 2026 para actuar no palco principal, na mesma noite de Diana Krall.
Fora de Portugal, participou em Londres em Earthworks, projecto de Mónica de Miranda apresentado na feira de arte contemporânea africana 1-54, na Somerset House. Seguiram-se o Piano City Milano, com um concerto na Galleria d'Arte Moderna, e uma apresentação no Espacio Cultural Serrería Belga, em Madrid.
A digressão brasileira, que decorre entre Novembro e Dezembro, inclui passagens pela Casa Natura Musical e pela SIM São Paulo, em São Paulo, pelo Blue Note e pela Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro, e pelo Festival MATE, em Porto Alegre. Com o apoio institucional do Instituto Camões, da Fundação GDA e da representação diplomática de Portugal no Brasil, a digressão dá continuidade à circulação internacional da artista e à preparação do seu próximo trabalho discográfico.
Composto e produzido pela própria Gisela Mabel, “Transatlântica” é um tema sem palavras, feito de histórias que atravessam oceanos e continuam a encontrar novas margens.
Já disponível nas plataformas digitais.
Em palco, passou pelo NOS Alive, pelo Convento de São Francisco e pela Casa Capitão. Estreou-se no Ageas Cooljazz em 2024, nas Cascais Jazz Sessions by Smooth FM, e regressou ao festival em 2026 para actuar no palco principal, na mesma noite de Diana Krall.
Fora de Portugal, participou em Londres em Earthworks, projecto de Mónica de Miranda apresentado na feira de arte contemporânea africana 1-54, na Somerset House. Seguiram-se o Piano City Milano, com um concerto na Galleria d'Arte Moderna, e uma apresentação no Espacio Cultural Serrería Belga, em Madrid.
A digressão brasileira, que decorre entre Novembro e Dezembro, inclui passagens pela Casa Natura Musical e pela SIM São Paulo, em São Paulo, pelo Blue Note e pela Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro, e pelo Festival MATE, em Porto Alegre. Com o apoio institucional do Instituto Camões, da Fundação GDA e da representação diplomática de Portugal no Brasil, a digressão dá continuidade à circulação internacional da artista e à preparação do seu próximo trabalho discográfico.
Composto e produzido pela própria Gisela Mabel, “Transatlântica” é um tema sem palavras, feito de histórias que atravessam oceanos e continuam a encontrar novas margens.
Já disponível nas plataformas digitais.

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