Todos os dias às 19h, o mais antigo programa de rádio pela música portuguesa está na RUC em 107.9FM ou em emissao.ruc.pt material para audição/divulgação, donativos, reclamações e outros para:
Fausto Barros da Silva - Apartado 4053 - 3031-901 COIMBRA
As melhores salas de espectáculo do Japão recebem Carla Pires. A fadista apresenta o seu novo disco AQUI de 28 de Outubro e 14 de Novembro de 2017 numa digressão com 13 concertos neste país, a convite da Fundação Min-On.
Carla Pires tem tido um percurso único no Fado, pautado sobretudo por grandes digressões internacionais e tem actuado nos mais prestigiados teatros do mundo e nas salas mais cobiçadas como Ópera de Graz-Áustria, Ópera de Gent, Cirque d’ Hiver-Paris, Théâtre de la Ville-Paris, Södra Theatern - Estocolmo, Teatro Solis-Montevideu e também nos festivais mais singulares como Gent Festival van Vlaanderen, Festival d’Ille de France, Festival d’Ambronay, Festival Mozaïque, Festival des Musiques Sacrèes de Silvanès sempre acompanhada de críticas fabulosas e pelas ovações do público.
A digressão pelo Japão não será certamente excepção onde Carla Pires será acompanhada por Bruno Mira na guitarra portuguesa, André Santos na guitarra clássica, Paulo Neves no contrabaixo, Nuno Tavares no piano e Raquel Merrelho no violoncelo.
Cristiano de Sousa, fadista residente do Café Luso e vencedor da Grande Noite do Fado em 2007, é convidado de Carla Pires para participar nestes concertos, onde serão recriados alguns momentos especiais de fado tradicional.
O Porto terá duas datas, uma praticamente esgotada, e Lisboa será palco para a estreia a solo. Conheça quem se vai juntar aos grandes espetáculos que Miguel Araújo prepara para o Porto e Lisboa.
Os concertos do Porto e de Lisboa de Miguel Araújo vão ter festa e nela participarão mais de uma dezena de convidados especiais, que tornarão estes espetáculos únicos. Ana Moura e Rui Veloso são os nomes mais recentes confirmados para dois destes concertos, juntando-se assim a um elenco de luxo que conta com Os Azeitonas, grupo do qual Miguel Araújo foi membro fundador, Ana Bacalhau, João Só, os Kappas, Catarina Salinas, André Tentugal, entre outros.
Rui Veloso, um das maiores referências para Miguel Araújo, e que teve um papel preponderante no lançamento de Os Azeitonas, participará nos dois concertos no Coliseu do Porto enquanto Ana Moura será um dos nomes a atuar no espetáculo de Lisboa.
Os concertos dos Coliseus serão o momento alto da maior digressão de sempre do músico do Porto. Aos êxitos que fazem parte já do grande espólio de canções portuguesas da última década - alguma das quais escritas para outros músicos portugueses - Miguel Araújo irá igualmente levar para o palco as canções do seu último trabalho a solo, Giesta, lançado em abril, de onde saíram até à data os singles "1987" e "Axl Rose".
Miguel Araújo é considerado unanimemente pela critica como um dos mais importante e completo artistas da nova geração e um dos grandes nomes da música em Portugal. Compositor, letrista, músico e cantor, reúne um talento genuíno, incomparável entre os artistas da sua geração. Em menos de uma década conseguiu escrever mais de uma dezena de grandes êxitos que fazem já parte das grandes canções populares portuguesas deste século: "Anda Comigo Ver os Aviões", "Os Maridos das Outras", "Reader's Digest", "Recantiga", "Balada Astral", "Será Amor", entre tantas outras.
Os espetáculos dos coliseus serão pois uma boa oportunidade para ver e ouvir algumas dessas canções cantadas pelo seu autor mas também por artistas para quem escreveu, ou que o inspiraram. A genialidade e o talento de Miguel Araújo e dos músicos que o acompanham nestes espetáculos serão motivo de sobra para celebrar a curta mas bem sucedida carreira.
Participações especiais:
Coliseu do Porto - Dia 3 de novembro Convidados especiais: Rui Veloso, Kappas, André Tentugal, Catarina Salinas
Coliseu do Porto - Dia 4 de novembro Convidados especiais: Rui Veloso, Kappas, Os Azeitonas, Ana Bacalhau
Coliseu de Lisboa - Dia 11 de Novembro Convidados especiais: João Só, Kappas, Ana Moura, Ana Bacalhau
Rodrigo Serrão, músico, compositor e poeta português. Lançou no início de 2017 o seu album de estreia "Stick to the Music" revelando-se então ao grande público, em particular com o poema "Hei-de Amar-te a Vida Inteira", um stickista virtuoso, dotado de particular sensibilidade e de musicalidade refinada.
Natural contador de Histórias, é a imagem do trovador moderno: através das canções, histórias e peças instrumentais com as quais rendilha os seus espectáculos, navega constante e de forma imperceptível entre a tradição e a modernidade.
Apresenta-se regularmente ao vivo em Portugal e festivais internacionais e, sendo o único músico a representar a Cultura Portuguesa em concerto com o Chapman Stick®, é por isso mesmo reconhecido como um dos seus grandes embaixadores a nível internacional.
NOVO ÁLBUM | DO AMOR E OUTRAS HISTÓRIAS
Com edição prevista para a Primavera 2018, "Do Amor e outras Histórias" é um disco em que tudo se estrutura e unifica em torno de relatos concretos, onde Rodrigo Serrão acompanhado pelo seu Chapman Stick® mergulha definitivamente na música das palavras e se revela por completo como Contador de Histórias, trovador no Séc. XXI, assumindo influências tão marcantes como José Afonso, Chico Buarque ou Tom Waits.
PRÓXIMAS DATAS
05 Outubro | 22H00 | Zona Livre AC - Vila Real
07 Outubro | 21H30 | Teatro Ribeiro Conceição - Lamego
'O Homem da Câmara de Filmar' CASA DAS ARTES VN FAMALICÃO : 14.OUTUBRO
Depois de um verão intenso com muitos concertos, em Portugal, Madeira, Açores, Reino Unido, Barcelona, Valência, Madrid e Santiago de Compostela. Os Sensible Soccers são desafiados pelo Close-Up, Observatório de Cinema da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, a musicar o filme "O Homem da Câmara de Filmar", do realizador russo Dziga Vertov.
Assim, no dia 14 de Outubro, às 21:30, os Sensible Soccers irão apresentar ao vivo uma proposta para a banda sonora do filme lançado em 1929. Durante 65 minutos poderemos ver "O Homem da Câmara de Filmar", acompanhado pela música dos Sensible Soccers, boa parte dela original e inédita.
Sobre o filme: O Homem da Câmara de Filmar é um autêntico manifesto de Dziga Vertov, o realizador mais radical e futurista da vanguarda soviética dos anos 20. Cinema de montagem, que recusa a trama narrativa, o actor e os intertítulos, cinema da "câmara-olho" (kino-glaz), mais perfeita do que o olho humano. De ressaltar as contribuições de Mikhail Kaufman na fotografia e de Elizaveta Svilova, mulher de Vertov, na montagem. Um "filme ‘ao contrário', com uma expressão fabulosamente ritmada", na opinião de Jean Rouch, para quem Dziga Vertov "era antes de mais nada um poeta, o documentarista das festas revolucionárias", que acabou por ser "rejeitado pela sua sociedade." [Cinemateca Portuguesa]
Jorge Palma & Orquestra Clássica do Centro nos Coliseus de Lisboa e Porto esta semana
Direcção artística de Rui Massena
5 Outubro :: Coliseu de Lisboa :: 21h30
7 Outubro :: Coliseu do Porto :: 21h30
Para comemorar 45 anos de carreira, Jorge Palma preparou dois espectáculos especiais com a Orquestra Clássica do Centro, sob direcção artística e de orquestra do maestro Rui Massena. Na próxima quinta-feira e sábado, dias 5 e 7 de Outubro, os Coliseus de Lisboa e Porto, respectivamente, vão ser palco destes concertos que vão revisitar os temas mais emblemáticos do músico e compositor, através de um alinhamento composto pelos clássicos intemporais e outros mais recentes, apresentados com arranjos inéditos.
A formação clássica de Jorge Palma - atestada no curso superior de Piano do Conservatório de Lisboa -, assim como a forte influência de outros estilos como o rock, ragtime, blues ou bluegrass, reflecte-se nas suas composições e está presente em todo o seu percurso. Nos coliseus, o músico e compositor estará acompanhado pela sua banda e pela Orquestra Clássica do Centro, formada em 2001. A Rui Massena - a quem é reconhecida uma irreverência clássica, mas rigorosa -, cabe a responsabilidade de dirigir todo este ensemble em duas noites que se esperam representativas da diversidade de influências e percursos de todos os envolvidos.
Recorde-se que Jorge Palma se estreou em nome próprio em 1972 com o single "The Nine Billion Names of God", título retirado de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado no livro "O Despertar dos Mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. "Com Uma Viagem na Palma da Mão", editado em 1975, foi o primeiro de 13 álbuns de originais bem sucedidos, com destaque para a dupla platina de "Voo Nocturno" (2007). Da discografia fazem ainda parte dois CDs e um DVD ao vivo, e várias colectâneas, entre elas "Só" que completou recentemente 25 anos. Mas há mais: uma história de colaborações, que vão dos arranjos para Amália Rodrigues até à direção musical de peças de Bertolt Brecht. A par da carreira a solo, Jorge Palma integrou outros projectos como Palma's Gang, Rio Grande, Cabeças no Ar e Juntos, ao lado de Sérgio Godinho. Entre as distinções, destaque para o prémio José Afonso, que recebeu em 2002; os Globos de Ouro, atribuído em 2008 e 2012; e o prémio Pedro Osório da SPA, em 2012.
O que se segue na vida de Jorge Palma é indissociável da história da música portuguesa nos últimos 45 anos. São muitos os momentos para celebrar!
Ainda há bilhetes à venda, nos locais habituais e online: Coliseu de Lisboa, entre os 20€ e os 45€; Coliseu do Porto, entre 25€ e 35€.
A 3 de Abril de 1987 Amália faz o seu segundo concerto a solo em Lisboa. O primeiro tinha sido apenas dois anos antes, também no Coliseu dos Recreios, e mais de três décadas (pasme-se!) após ter começado a fazê-los por todo o mundo – também nessa dimensão concertística que acrescentou ao Fado, o percurso de Amália foi pioneiro e irrepetível.
Desde o seu início em 1939, a carreira nacional de Amália e o público lisboeta não podiam deixar de sofrer com a mentalidade tacanha vigente, que não reconhecia num fadista a dignidade artística suficiente para o recital, reservando ao fado e aos fadistas o “castiço” da verbena ou da casa de fados, a atracção de revista ou a festa de homenagem (onde, ao lado de artistas de outros géneros até poderia estar envolvido num concerto). A seguir ao 25 de Abril, também alguma cegueira política, que desprezava o fado e, muito em particular, a grandeza de Amália, tentou colá-la de forma indelével ao regime anterior, justificando-se apenas nalguma simpatia que a cantora por ele tivesse tido e, acima de tudo, fazendo tábua rasa do seu ímpar protagonismo na história da música popular no mundo. Se pensarmos nessa pouca noção que, ainda hoje, se tem por cá de Amália ter sido uma das maiores cantoras universais, foram escassas as homenagens que Portugal lhe ofereceu, destacando-se pela sua importância a que o Presidente da República Mário Soares lhe prestou, distinguindo-a com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, com o especial simbolismo de ter sido conferida em cena aberta, neste mesmo Coliseu, em 1990. O preço dessa demora de quarenta anos foi Amália só ter dado concertos em Lisboa numa fase já distante do seu apogeu vocal. Amália já tinha ultrapassado os 60 anos e ninguém esperava que tivesse conservado a voz dos anos sessenta, mas dominava ainda tudo o resto que tinha feito a sua arte, sendo esse timbre já desvanecido, apenas uma das faces (talvez a mais brilhante) do todo que era o seu génio.
O público de 1987 aplaudiu à loucura não apenas a imagem que tinha de Amália, mas a própria cantora, ainda perfeita na percepção do ritmo de um espectáculo e atingindo, pela avassaladora comunhão que conseguia com esse mesmo público, alguns dos momentos mais emotivos da sua carreira. Aplaudiu também a voz dos anos oitenta, capaz de tantos prodígios, e cujo timbre lhes dava uma dimensão ainda mais trágica da finitude. Também o gosto pelos desafios se mantinha em Amália. No Coliseu, a 3 de Abril de 1987, perto dos 67 anos, faz duas estreias absolutas: “Soledad”, um fado de Alain Oulman e “Arraial de Santo António”, uma marcha acompanhada por um agrupamento inédito num concerto seu, o cavalinho. E canta dois fados que não tinham sido ainda publicados em disco: “Prece” e “Obsessão”. Passados trinta anos sobre essa noite, ei-la de novo, pela primeira vez na integralidade e com o som original, captado por Hugo Ribeiro e preservado em bobines multipista no arquivo da Valentim de Carvalho.
Quem nunca assistiu ao vivo a um concerto da Amália (e eu nunca assisti a nenhum), só pode ter uma vaga ideia das emoções que neles eram vividas, ou delas ter um vislumbre, através das gravações. Estes registos dão-nos a prova física da capacidade do seu génio e a matéria para podermos continuar certos do impacto que teve nos seus contemporâneos. Mas é também possível conseguir viver isso ainda, de forma real, apenas através do som gravado.
1 - Mazgani - The poet's death entrevista Shahryar Mazgani
2 - Mazgani - The faintest light 3 - Janeiro - Canção para ti 4 - JP Simões - Rio-me de Janeiro
5 - Ace - Só vives uma X
6 - Valete - Rap consciente
7 - Beatbombers - Puristas (feat Slow J)
8 - Miss Cat eo Rapaz Cão - Do you wanna jazz?
9 - Mano a Mano - Super Mário
10 - Luís Severo - Planície (tudo igual)
11 - Lavoisier - Opinião
Após o sucesso de um espectáculo único no Festival Jazz de Ravello, Itália, que conquistou o público e a imprensa internacional, Maria João e Egberto Gismonti apresentam uma digressão europeia em conjunto.
O encontro entre Maria João (voz) e Egberto Gismonti (piano e guitarra de 10 cordas) une, ao vivo, duas das maiores forças e representações do não conformismo e da experimentação da cultura lusófona. A digressão, que começa em Portugal, tem ainda passagem assegurada por países como Alemanha, Áustria ou Hungria.
Maria João é hoje uma artista de referência no campo da música improvisada. Reconhecida mundialmente, cedo o seu talento ultrapassou fronteiras e já pisou os palcos dos principais festivais de jazz na Europa e no mundo, colaborando com artistas como Joe Zawinul , Bobby Mcferrin, Lenine, André Mehmari , Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Aki Takase, Bobo Stenson, Gilberto Gil ou Manu Katché, entre muitos outros.
Próximo de completar cinco décadas de carreira, Egberto Gismonti construiu a sua obra com base na experimentação. O multi-instrumentista trabalha sonoridades e universos distintos, criando novas pontes e dinâmicas musicais. Tem uma vasta discografia editada mundialmente e tornou-se uma referência para a nova geração de músicos brasileiros, que começam agora a regravar as suas composições.
Maria João - voz
Egberto Gismonti - piano / guitarra 10 cordas
04 Out - Budda Power Blues@ Vila Real
05 Out - Budda Power Blues@ Bragança
Maria João & Egberto Gismonti (TOUR)
*09 Out @ CCB - 21h00
*11 Out @ Casa da Música - 21h30
12 Out @ Luxemburgo
13 Out @ Murnau am Staffelsee - Alemanha
15 Out @ Schloss Neuhardenber - Alemanha
16 Out @ Vienna
17 Out @ Budapest
18 Out @ Heidelberg- Alemanha
19 Out @ Lugano
20 Out @ Leipzig – - Alemanha
Os :Papercutz regressam em 2017 aos discos com "King Ruiner". O grupo encontra-se a apresentar o álbum em lugares seleccionados pelo país fora e quem se dirigir ao Plano B no dia 6 Outubro vai poder assistir a alguns dos novos temas em primeira mão.
A banda tem vindo a desvendar a sua nova sonoridade em festivais entre Ásia e Estados Unidos. A nova vocalista, Catarina Miranda conhecida pelo seu trabalho como Emmy Curl, é um dos elementos responsáveis por essa nova abordagem sonora, evocando harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais.
Polirritmia e melodias interpretadas por sintetizadores analógicos, batidas urbanas, texturas ambientais e percussões de raiz tribal são outros dos elementos que se dispersam pela estética renovada do projecto portuense.
CONCERTO: SURMA, JONNY ABBEY
12 outubro, 22h
Em dois anos e meio, Débora Umbelino levou o seu projecto solitário de exploração de sons, Surma, até sete países em mais de 150 concertos. Tinha apenas o single “Maasai” quando começou a gravar o disco de estreia e todo o caminho traçado até aquela altura lhe parecia um período zero que a tinha deixado apenas com vontade de avançar ainda mais numa demanda cada vez mais sua. Enquanto one woman band que domina teclas, voz, cordas, pedais e botões, e não se deixa ficar num ou noutro género musical, Surma preparou o seu registo de estreia “Antwerpen” como se estivesse num laboratório, observando cada reacção sonora de cada nota e de cada instrumento, criando a partir daí. Em colaboração com a Casota Collective, que integra elementos dos First Breath After Coma, construiu uma renovada identidade sonora e visual, da qual “Hemma” foi o primeiro cartão de visita.
João Abrantes em palco é Jonny Abbey, um projecto electro-indie-pop tomou de assalto a cena musical no nosso país, vai realizar a primeira do concerto de Surma. A electrónica crepuscular faz-se ouvir através dos sintetizadores analógicos que entre cabos emaranhados tropeçam em notas provocadoras de uma guitarra eléctrica. A voz sussurrada de João mantém um hipnotismo no ar até sentirmos os pés a moverem-se ao ritmo de batidas a meio termo que nos fazem balançar o corpo involuntariamente
Para assinalar a edição do seu novo álbum – “Camané Canta Marceneiro” – Camané realizará no dia de lançamento (6 de Outubro) um concerto de apresentação pelas 19:00 na porta dos Armazéns do Chiado. A apresentação será seguida de uma sessão de autógrafos. Este mini-concerto de rua marca ainda um regresso, dado que Camané foi o primeiro a estrear este “palco” em 2015.
Para Camané, a edição de “Camané Canta Marceneiro” concretiza uma vontade antiga em realizar uma homenagem a uma das suas maiores referências. “Queria entrar naqueles fados de forma verdadeira, sem imitar o Marceneiro. Mas tive primeiro de fazer o meu caminho. De criar o meu reportório. Só agora chegou o momento em que me consigo identificar tanto com os sentimentos vividos, como com os acontecimentos passados.”
Recorde-se que o disco conta com a participação especial de Carlos do Carmo e capa desenhada por Siza, o mais prestigiado dos arquitectos portugueses.
A participação especial de Carlos do Carmo no espantoso dueto com Camané em “A Lucinda Camareira”, está registada tanto na gravação de estúdio quanto no DVD gravado ao vivo no palco da Culturgest (perante uma assistência de 100 pessoas), incluído na edição especial. Assinale-se ainda que este é o primeiro dueto que Camané regista num dos seus discos.
Peregrinar é percorrer um caminho para encontrar algo. Foi o que Dulce Pontes, cantora, instrumentista, compositora, arranjadora, produtora, fez nos últimos 5 anos. Álbum duplo, Peregrinação é o resultado deste caminho, uma viagem interior e emocional sobre a vida em momentos difíceis e menos difíceis. Cantado em português, castelhano, galaico-português e com um tema em inglês, Peregrinação reflecte a vivência da artista, conciliando harmoniosamente diferentes autores e estilos musicais. M/6
Mary" é uma canção sobre uma rapariga que sofre de depressão. Mary está sempre a fazer planos para ser feliz mas acaba por nunca conseguir escapar - trabalha para guardar dinheiro para viajar e acaba por sempre ficar no mesmo sítio "All the money you said you saved, Working those hours on the minimum wage, You saved your coins like nuts in the winter but, You never turned from a squirrel to a sparrow when Spring came." A música versa também sobre um pequeno paradoxo no que diz respeito ao nome fonético da Mary pois na língua inglesa, Mary pode ser lido como "Merry" que significa alegre: "merry" e "sad" na mesma frase cria este paradoxo.
O vídeo foi realizado pela Bony Ska, uma amiga francesa talentosa que, nos últimos anos, tem viajado pelo mundo a captar a energia dos locais e das pessoas que lá residem. Neste caso, "Mary" foi filmado no Algarve com a amiga Marie Brines (o nome dela é mais uma bela coincidência). O processo de rodagem foi bastante natural pois as duas conhecem-se muito bem e existe cumplicidade entre as duas. A história começa a perceber-se a meio do tema com o aparecimento do frango. Penso que a essência letárgica da música foi conseguida com a Marie a interpretar Mary.
O novo 'Hoping Something Anything' foi gravado ao longo do ano de 2016 nos Spitfire Audio Studios em Londres, produzido pela própria banda e masterizado por JJ Golden (Rodrigo Amarante, Devendra Banhart, Vetiver) em Ventura, California. Editado dia 15 de Setembro pela Last Train Records, editora que Time For T tem em parceria com a banda amiga de Brighton, Common Tongues.
Devido à produção própria, conseguiram explorar, sem limitações, as sonoridades que tinham imaginado para este novo trabalho e o som está mais desafiante que nunca, com momentos orquestrais e canções menos pop que o que têm vindo a compor até hoje. De canções calmas folk a rock psicadélico e batidas tropicais, o álbum une-se pelo paladar de sons que atravessam os géneros musicais e oferece uma familiaridade de canção a canção mesmo quando as canções mudam drasticamente de estilo. Em termos da composição, metade das canções foram compostas ao longo de alguns anos desde o último lançamento (Homónimo) e a outra metade foram inspiradas pela viagem de Tiago Saga à India no início de 2016. O processo de composição deste novo registo começa com Tiago e uma guitarra, o qual leva o esqueleto da canção (estrutura, melodia e letras) ou então uma ideia (rabiscos de melodias e letras) à restante banda que depois começam a juntar os músculos e os pormenores com bateria, baixo, pianos e outros instrumentos.
Time For T foram fundados em Brighton por Tiago Saga, um jovem de herança britânica, libanesa e espanhola que cresceu na Califórnia portuguesa - como o próprio apelida o Algarve. Enquanto estudava Composição Contemporânea na Universidade de Sussex, Inglaterra, Tiago Saga foi criando a sua própria sonoridade assente na world music e folk rock anglo-saxónica com outros músicos que foi conhecendo e com quem foi partilhando as mesmas inspirações: desde Bob Dylan a Ali Farka Toure. Tiago Saga (voz e guitarra), Joshua Taylor (baixo), Martyn Lillyman (bateria), Oliver Weder (teclas) - e outros membros honorários como Andrew Stuart-Buttle (violino), Harry Haynes (guitarra eléctrica) e Louis Pavlo (teclas) - formam os TIME FOR T.
De murmúrios a gritos melódicos, de voz rasgada e de guitarradas dedilhadas por ritmos tropicais, Time For T apresentam uma sonoridade única e bem definida capaz de produzir diferentes emoções. Ao vivo, transmitem uma energia invulgar, sendo responsáveis por um espectáculo contagiante que não deixa ninguém indiferente e convida à dança.
A banda conta com três EPs bem sucedidos, concertos desde Los Angeles a Paris e de Nova Iorque a Beirute, passagens por grandes festivais em Portugal como o NOS Alive, MEO Sudoeste, Super Bock Super Rock e por Inglaterra no Secret Garden Party, Green Man, The Great Escape e Shambala. Time For T foram nomeados na categoria de 'Melhor Artista Revelação' nos Portugal Festival Awards e alcançaram a vitória nos concursos 'Ano Novo, Banda Nova' (promovido pela Antena 3), 'Concurso Nacional de Bandas', 'Live Act'. Integraram ainda a colectânea Novos Talentos FNAC. A BBC Radio 1 e 6 tem tocado os novos singles do álbum de estreia. Um desses temas - "Rescue Plane" - conseguiu o feito de atingir o primeiro lugar no 'Spotify UK Viral Charts' durante dois dias e com mais de 130.000 plays no espaço de uma semana.
Depois do lançamento do primeiro longa duração “Hoping Something Anything” a 15 de Setembro de 2017 pela Last Train Records, a banda vai fazer uma digressão de apresentação pela Europa em Setembro e Outubro, terminando com algumas datas em casa: Portugal.
Tour 2017:
04 de Outubro - OFF Latina, Madrid
06 Outubro – Freamunde, Espaco A
07 Outubro – Musicbox, Lisboa
Já estreou o videoclip concebido por Ricardo Oliveira para a canção de Samuel Úria “Carga de Ombro” na sua versão em dueto com Manuela Azevedo.
Tema título do último álbum de originais – “Carga de Ombro” - mereceu recentemente uma nova abordagem artística, provavelmente a mais assertiva, com o convite a uma das vozes maiores da música nacional, a cantora Manuela Azevedo, para uma autêntica parceria interpretativa de uma das canções que mais se destacou no disco publicado em 2016.
O flirt artístico com Manuela Azevedo é antigo – Samuel tem duas letras no último álbum dos Clã e teve oportunidade nos últimos anos de subir a palco com a banda nortenha um par de vezes quando de concertos no SBSR e Vodafone Mexefest – mas foi em Maio passado, quando do concerto realizado por Samuel Úria no Teatro Tivoli BBVA e em que a voz de “Sopro do Coração” foi uma das convidadas, que a ideia se concretizou, num dueto “ombro a ombro”, num dos momentos altos daquela noite.
Para dar imagem a este encontro, foi convidado o realizador Ricardo Oliveira, responsável por alguns dos videoclipes musicais mais interessantes dos últimos anos – “O vídeo para “Carga de Ombro” retracta um diálogo de Samuel Úria com ele próprio. Não pretendendo ter uma leitura clara e universal nem fazer uma adaptação visual da letra da música esta narrativa surrealista sugere apenas algumas ideias abstractas sobre o processo criativo, a inspiração, a passagem do tempo e a memória, deixando espaço para o espectador projectar as suas interpretações.”
Acompanhando tendência da interpretação musical estar distante do conceito mais habitual de “dueto”, Ricardo conclui: “É também, de um ponto de vista pessoal enquanto realizador, mais uma tentativa de repensar e até satirizar a linguagem e a forma do videoclip que muitas vezes se torna repetitiva e até estagnada. Os dois intervenientes, Samuel e Manuela, frente a frente, contrariam a expectativa de os ver cantar quer seja por não cantarem ou pela forma como cantam numa encenação sem contexto naturalista”. O resultado é inesperado e com paralelismos com ambientes cinematográficos que vagueiam entre David Lynch e Wes Anderson.
E enquanto este single estreia, Samuel Úria prossegue as suas apresentações ao vivo que têm decorrido em todo o país – no passado fim de semana passou pelo Sardoal e pelas Caldas das Taipas. Já esta semana será dedicada à participação no espectáculo colectivo “As canções de Leonard Cohen” estreado no passado dia 21 no CC Olga Cadaval com apresentações na lotada Casa da Música, no Porto, e no CAE da Figueira da Foz, respectivamente a 27 e 29 de Setembro.
PRÓXIMAS DATAS:
07 OUT / CAE / PORTALEGRE
10 OUT / CINE-TEATRO LOULETANO / LOULÉ (AS CANÇÕES DE LEONARD COHEN)
21 OUT / FESTA D’ ANAIA / CCR DA PENA / CANTANHEDE
PERIGO PÚBLICO X SICKONCE - QUANDO O CÉU CAIR (COM DINO D'SANTIAGO)
Quando o céu cair é a primeira faixa que escutamos quando ouvimos o álbum 1991 de PERIGO PÚBLICO X SICKONCE, e conta com um dos mais ilustres convidados deste projecto, Dino D'Santiago.
CRÉDITOS:
Letra e voz: Perigo Público e Dino D'Santiago
Instrumental: Sickonce
Gravação: Sickonce @ Kimahera
Mistura: Sickonce + Pedro Pinto @ Kimahera
Masterização: Pedro Pinto @ Kimahera
FICHA TÉCNICA:
Realização, edição: Sickonce
Captação: Mariana VS + João Mestre + Sickonce
Produção: Sickonce + Perigo Público + Emma Guerreiro + Camille Leon + Mariana Rodrigues
Agradecimentos: Escola Secundária da Silves - João Gomes
Bailarinos: OMG Family + Urban Xpression
I Lost a Friend” é um tema que se pretendia com um feel Portishead meets James Bond e Led Zeppelin. Versa sobre a perda de um amigo que abdicou dos seus sonhos para se dedicar à banalidade e rotina. Alguém que teve medo de perseguir os seus sonhos e entregou a vida de bandeja.
O solo da Maria João é soberbo e mostra o porquê de ser considerada uma das grandes vozes do mundo.
THE BLUES EXPERIENCE" em Concertos
04 de Out | Teatro de Vila Real
05 de Out | Teatro de Bragança
02 de Nov | Theatro Circo - Braga
11 de Nov | Casa das Artes de Arcos de Valdevez
25 de Nov | Casa da Criatividade - S. João da Madeira
28 de Nov | Casa da Música - Porto
16 de Dez | Com a Orquestra Filarmónica 12 de Abril | CAA - Águeda
Fizemos uma parceria com a ZigurArtists para editar o single End of Summer, que inclui um rework dos First Breath After Coma e um remix de Mirror People.
Pouco antes, a Digitópia editou a compilação "Old New Electronic Music Sessions", que inclui o trabalho "Around Oraison", inspirado na "Oraison" (1937) de Olivier Messiaen.
ANA:
O primeiro LP de Ana será a nossa edição n.º 8. "Um" será editado no dia 3 de Novembro, aquando da apresentação do disco no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. O primeiro avanço deste disco surge já em Outubro.
Alinhamento:
01 Às Vezes Mudo de Ideias
02 Quadrante
03 Mediterrâneo
04 Leão-Marinho
05 Orla
06 Interlúdio
07 Fenda
DAVIDE LOBÃO:
O Davide Lobão esteve em Guimarães a tocar no Centro Histórico como parte de um conjunto de concertos secretos organizados pela Revolve, enquanto trabalha no próximo disco.
GOBI BEAR:
Tal como o Davide Lobão, também esteve em Guimarães a tocar no Centro Histórico como parte de um conjunto de concertos secretos organizados pela Revolve. O seu segundo LP "Our Homes & Our
Hearts" será editado com o nosso selo também no mês de Novembro.
Para celebrar isto começou o mês de Outubro com a publicação de um vídeo para a Animals, tema de avanço do seu primeiro longa-duração "Inorganic Heartbeats & Bad Decisions".
SALOIO:
Finalmente, juntem-se a nós a dar as boas-vindas ao novo membro da Planalto: Saloio.
Leonardo da Rocha (Porto, 21 de Outubro de 1994) é um cantor, guitarrista e compositor português. Foi membro d'O Abominável, com quem lançou "Que só o Amor me Estrague" (2013) e "Enteléquia"
(2014), que tiveram destaque e transmissão em várias rádios nacionais,
como é o caso da Antena 3. Com O Abominável, pisou palcos de Nortea Sul do país, entre os quais se destacam o Festival Paredes de Coura, o Hard Club, o Plano B ou a Casa Independente. A solo, apresenta-se como Saloio.
Saloio junta a electrónica da cidade ao folk do campo. Encara a música como uma oração e dá o pão nosso de cada dia a quem quiser alimentar a alma. O primeiro EP "$VL010" foi lançado em Novembro de 2016 e deu o mote ao concerto que deu no Rádio, enquanto finalista do FestivalTermómetro. Saloio oferece batida ao ambiente e ambienta-nos às batidas que acompanha eximiamente com a guitarra e a voz. O segundo disco chegará em 2018. O primeiro avanço surge já em Outubro.
7 de Outubro - Gobi Bear > Festival NOVO (Casa do Povo), Ovar
3 de Novembro - Ana > Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
10 de Novembro - Daily Misconceptions > TBA
11 de Novembro - Daily Misconceptions > Mosteiro do Arnoso, VN Famalicão (Festival BINNAR)
12 de Novembro - Daily Misconceptions > FNAC, Coimbra
22 de Novembro - Gobi Bear > Cineteatro António Lamoso, S.M. Feira
5 de Janeiro - Gobi Bear > Casa da Cultura, Setúbal