quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

RAPAZ EGO LANÇA NOVO SINGLE “FILHO D’UM FILHO”

 



















Rapaz Ego continua a lançar novas canções em antecipação do seu próximo longa-duração, que é lançado logo nas primeiras semanas de 2026 com o selo Cuca Monga. Desta vez conhecemos “Filho d’um Filho”.

Depois da edição de “Bater de Frente”, single que serviu também de anúncio da digressão “Fazer as Pazes”, chega a vez de “Filho d’um Filho”, uma canção que mergulha na jornada íntima de quebrar padrões antigos e reescrever a própria história.

Entre humor mordaz e vulnerabilidade crua, a letra fala de quem cresceu demasiado cedo para sobreviver. É o confronto com o trauma geracional, a confusão entre dor e amor, e a coragem de seguir o próprio caminho. Uma faixa que fala de libertação, legado e do gesto mais generoso que alguém pode deixar a quem vier depois: quebrar o ciclo de trauma.

As três amostras que já temos de “Fazer as Pazes” dão já para prometer o disco mais pop de Rapaz Ego, mas também o mais experimental da sua carreira sendo “Filho d’um Filho” uma boa canção de introdução a essa dimensão.

Com uma super banda a seu lado — integrando João Borsch na bateria, Miguel Marôco nas teclas, Gonçalo Bicudo no baixo e Rodrigo Sousa nas percussões e teclas — o rastilho está aceso para um início de ano que será, sem dúvida, de emancipação. A 16 de janeiro de 2026 conheceremos o disco completo.

A acompanhar e para celebrar mais um álbum de Rapaz Ego, está a ser agendada uma digressão nacional que conta já com várias datas de apresentação de norte a sul do país (incluindo ilhas), passando em localidades como Funchal, Leiria, Faro, Lisboa, Porto, entre outras. Agora são confirmadas também datas para Braga e Coimbra.

Os concertos em Lisboa e no Porto - cidade natal do artista -, acontecem respectivamente nos dias 31 de janeiro na Casa Capitão e a 6 de fevereiro no Plano B.

Digressão “Fazer as Pazes” completa aqui:

2025
06 de Dezembro: Barreirinha, Funchal (formato pré-apresentação)
07 de Dezembro: FEN, Fafe (formato pré-apresentação)

2026
16 de Janeiro: Cru, Famalicão
17 de Janeiro: Texas Bar, Leiria
31 de Janeiro: Casa Capitão, Lisboa
06 de Fevereiro: Plano B, Porto
20 de Fevereiro: Sala 6, Barreiro
21 de Fevereiro: Lustre, Braga
28 de Fevereiro: Salão Brazil, Coimbra
09 de Setembro: Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

Mais datas a anunciar em breve…

JAY MEZO ABRE PORTAS DO DISCO DE ESTREIA





















Há discos que não começam numa canção… começam num longo silêncio. “Só, Tão”, o primeiro álbum de Jay Mezo, nasce exatamente aí: num intervalo de vida onde tudo parecia mover-se menos o próprio artista. Um período suspenso, de pensamento acumulado e de uma solidão quase física, onde o mundo avançava à frente dos seus olhos enquanto ele permanecia parado, preso entre a vontade de ir e a incapacidade de sair do mesmo lugar.

Filho de duas pátrias — Brasil no coração, Portugal no corpo — Jay Mezo cresceu entre MPB, Sertanejo, Hip-Hop e guitarras de Pop-Rock. Essa dualidade é hoje a sua força motora: a música que faz nasce entre dois mundos, duas casas, dois crescimentos. Um artista de margem e estrada, com um estúdio cheio de canções e de memórias que cruzam continentes.

“SÓ, TÃO” chega depois dos temas já revelados: Tudo O Que Lá Vai Um Dia Volta, FUNK TRISTE, VINHO e 27 CLUB, e assume-se como a porta de entrada definitiva no universo de Jay Mezo. Um disco com 11 faixas onde convivem vulnerabilidade e ritmo, luz e sombra, Brasil e Portugal, introspeção e pulsação.

O que começou como um “sótão emocional”, um espaço fechado onde a visão se limitava ao imediato, transformou-se numa viagem de libertação. O álbum percorre essa curva lenta e honesta: parte de um lugar interior, denso, quase imóvel, e abre-se progressivamente até encontrar ar, movimento e uma espécie de clareza. Cada demora, cada silêncio e cada desvio tornam-se parte do processo.

Sonoramente, “Só, Tão” é a fusão que define Jay Mezo: hip hop e pop que respiram indie rock e batem no peito com o peso doce da influência brasileira. MPB, funk brasileiro, pop-rock e uma escrita marcada pela vida vivida entre dois continentes. Um álbum onde tudo é híbrido e tudo é verdadeiro: a saudade, a introspeção, o impulso, a ferida, a luz.

Mais do que um primeiro disco, “Só, Tão” é um recomeço. O instante em que Jay Mezo escolhe finalmente mexer-se, depois de anos a sentir que estava preso no mesmo tempo. É a abertura de uma porta que foi difícil destrancar mas que, agora que se abriu, não volta a fechar.

A canção “Só, Tão” inaugura o álbum com uma declaração íntima, condensando o percurso emocional que antecedeu o projeto. Dirigindo-se aos pais e revelando que a música lhe colou as fissuras do coração, a faixa expõe a solidão persistente que atravessa mesmo os momentos partilhados. Enquanto a letra mergulha num silêncio interior denso e imóvel, o instrumental cresce em energia, refletindo o ritmo frenético da vida que o rodeia. Nesse contraste, “Só, Tão” afirma-se como a porta de entrada perfeita para o universo do álbum, um território onde vulnerabilidade, movimento e verdade se encontram.

Este álbum é construído de dentro para fora e produzido inteiramente por b-mywingz, que assina também a engenharia de som e a mistura, garantindo a espinha dorsal emocional e a textura que percorre todo o álbum. As faixas “Só, Tão” e “Funk Triste” ganham nova profundidade com a co-produção de Syd -V-, enquanto todas as letras e melodias foram escritas por Jay Mezo, num registo íntimo e vivido. A masterização ficou nas mãos de Michael “Mic” Ferreira, responsável por dar o brilho final a este primeiro capítulo.

O disco de estreia de Jay Mezo “Só, Tão” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

BÁRBARA BANDEIRA REVELA CAPA DO NOVO DISCO A SAIR EM JANEIRO DE 2026





















Fotografia: Francisco Narciso
Jóias: Portugal Jewels

Bárbara Bandeira revelou nas suas redes sociais a capa de “Lusa: ato II”, o novo capítulo do seu projecto que aposta na fusão musical entre Portugal e Brasil. Depois de ter inaugurado “Lusa” com o ato I lançado em Março deste ano, a artista prepara agora o segundo momento desta viagem. “Lusa: ato II” será lançado no início de 2026 e é dedicado à cultura e identidade nacional.

Na imagem da capa, uma das mais fortes e simbólicas da sua carreira, a artista surge representada como uma santa contemporânea, envolta num véu negro de renda que evoca a iconografia religiosa portuguesa, num imaginário profundamente marcado pela devoção, pela introspecção e pela tradição. Aqui, a santidade não é divina mas humana, falível e emocional. As lágrimas que escorrem pelo rosto são mais do que um símbolo de dor: são a manifestação da saudade, da memória do que já se foi e da liberdade que ainda se procura. A expressão contida, o corpo entregue ao silêncio e a luz que contorna a pele criam um estado de suspensão emocional em que o sagrado e o vulnerável coexistem.

Tal como nas tradições portuguesas em que o luto se veste como identidade, Bárbara Bandeira assume aqui a figura de alguém que carrega o passado com dignidade e beleza, enquanto se prepara para se libertar dele. Na capa, surge como o ícone da sua própria jornada: uma santa profana que se despede do que dói e que, no meio do caos, encontra coragem para continuar. O resultado é um retrato da alma portuguesa: intensa, devota, melancólica e teimosamente viva.

Ainda em 2025, Bárbara Bandeira dará a conhecer mais elementos de “Lusa: ato II”.

NOVA ARCADA BRAGA BLUES SESSIONS APRESENTA TERRA SUL





















TERRA SUL 
com Vítor Bacalhau e Ricardo Martins

7/ Dez. - Domingo - 21h30 - Mercado de Natal de Braga - Av Central .
BRAGA
ENTRADA LIVRE


Os Terra Sul irão se apresentar no último concerto do Festival Nova Arcada Braga Blues do ano.

Os Terra Sul surgem de uma mistura inusitada de música identitária que evoca o lamento da alma e que tem raízes profundas no povo - uma fusão aparentemente impossível!

Para Ricardo J. Martins e Vítor Bacalhau, o Fado e a Música Tradicional Portuguesa, tal como o Blues, o Rock e o Country, apesar de supostamente muito distintos, são estilos

com muito em comum. A procura dessas similaridades e linhas de contacto é o combustível que move este projeto.

As linguagens únicas dos dois músicos fundem-se perfeitamente, sem desvirtuar a raiz de cada um dos instrumentos. O gemido da guitarra portuguesa e o choro da guitarra elétrica unidos em plena consonância nos trás um concerto único!

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

PROGRAMA DE 02/12/25

1 - Decline And Fall - Rome
2 - Wolf X - Abyss
3 - Phantom Vision - Global warning
4 - IAMTHESHADOW - This vertigo
5 - When The Roses Die - Spirit
6 - Mekong - Danse danse
7 - Riding Pânico - Louva a Deus
8 - PAUS - Ficamos por aqui
9 - Ray - Only light
10 - Barry White Gone Wrong - Deep house
11 - Noiserv- 20 . 27 . A long journey in a little train to Poland
12 - Lisa Sereno Mystery
13 - Miranda - A new beginning
14 - Beautify Junkyards - Black cape
15 - Minta & The Brook Trout - Cantaloupe

ATR APRESENTA BORIS DOS BOSQUES





















3 de Dezembro | quarta-feira | 19h
Boris dos Bosques
(pt)
XS Micro Concertos

Galeria Anita Guerreiro


Sede da Junta de Freguesia de Arroios
Largo do Intendente Pina Manique, 40-42 - Lisboa
entrada livre por ordem de chegada
lotação da sala: 30 pessoas

Boris dos Bosques vive em Lagares da Beira, onde desenvolve grande parte do seu trabalho artístico no estúdio caseiro “SalaLareira”.

Procurando desconstruir os paralelepípedos que atravessam os céus nocturnos... ilhas de fogo, melodias vulcânicas que cospem histórias de fantasmas e noites perdidas.

As suas canções, simples, tecem um manto sonoro feito de repetições e sobreposições. Pequenos instrumentos, osciladores e vozes entrelaçam-se, formando um universo musical de pop tumultuoso. É uma música construída sobre a textura e a persistência dos sons, capaz de evocar tanto a solidão de um deserto quanto as águas serenas de um rio, o cair da chuva ou a fúria de uma trovoada.

DE OLIVEIRA COM NOVO SINGLE A 12 DE DEZEMBRO

 



















O cantor e compositor De Oliveira anuncia o lançamento do seu segundo single, “Guardião do Amor”, disponível a partir de 12 de dezembro de 2025 em todas as plataformas digitais.

Após o sucesso do seu primeiro tema “Tens Razão”, De Oliveira regressa com uma balada épica que une emoção, intensidade e espiritualidade. “Guardião do Amor” destaca-se pelos arranjos grandiosos e pela presença marcante de um coro gospel, criando uma atmosfera de elevação e entrega.

A letra, escrita pelo próprio artista e a música composta por António Mão de Ferro, mergulha numa narrativa de proteção e superação no amor, evocando sentimentos universais de fé, esperança e força interior. É uma homenagem àqueles que se tornam verdadeiros guardiões do coração, enfrentando desafios com coragem e devoção.

Com produção refinada e uma interpretação poderosa, “Guardião do Amor” promete tocar profundamente os ouvintes e consolidar De Oliveira como uma voz singular na música contemporânea portuguesa.

ESQUERDA COM NOVIDADES





















Realizada por João Duarte, a sessão ganha vida dentro do atelier de pintura de Leonardo Rito, no Espaço Cultural Serra, em Leiria.

“A raiva contida não foi esquecida.”

Nesta live session, ESQUERDA mostra-nos três temas, dois dos quais já lançados e um de estreia.

A par de “Sangue Menstrual” e “Corpos na Revolta”, “Raiva Contida” revela o pulso firme com que ESQUERDA aborda a dualidade do mundo atual, entre o dizer e o não dizer, entre o lutar e o aceitar e dá nome a esse sentimento que nos atravessa.

Live at Lenny’s Studio já disponível no Youtube.

CÍCERO EM DIGRESSÃO NACIONAL





















O cantor e compositor brasileiro Cícero regressa a Portugal para três apresentações do espetáculo “Concerto 1”. No dia 12, atua no Centro de Artes e Espetáculos de Vale de Cambra. No dia 13, é a vez do Amarante Cine-Teatro receber o artista. A digressão termina no dia 15, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Num formato intimista de voz e violão, o músico estará em diálogo com uma orquestra virtual projetada em tempo real. Uma experiência imersiva que cruza música, teatro e cinema.

LUCA ARGEL NO PRÉMIO OCEANOS





















A 17 de dezembro, na Fundação Gulbenkian, Luca Argel revisita em formato pocketshow intimista o universo do seu aclamado álbum "Samba de Guerrilha". Combinando narrativa, poesia e música, o artista luso-brasileiro transforma o palco num espaço de escuta e reflexão, onde o samba se afirma como crónica viva de um país em constante transformação. Antes disso, a 9 de dezembro, é convidado de honra na gala de anúncio do Prémio Oceanos de literatura que decorre em São Paulo.

PEDRO JÓIA NO URUGUAI E NA ÁSIA





















A 6 de dezembro, Pedro Jóia ruma ao Uruguai para atuar no Teatro Solis, no âmbito da 18.ª edição do reputado Festival de Jazz de Montevideo. A convite da Embaixada de Portugal, por lá apresentará o espetáculo "Pedro Jóia & 100 Paredes”. Alguns dias depois, o guitarrista volta a entrar em "flight mode" para levar a sua arte a outro continente, em dois concertos em Singapura: dia 11, apresenta-se no Asian Civilisations Museum, e no dia 12 toca na National Library.

CARA DE ESPELHO JUNTOS POR GAZA

 



















O coletivo Cara de Espelho — que acaba de lançar o novo single "Bem-Vindo" em antecipação ao seu segundo álbum — participa no concerto solidário "Juntos por Gaza". A 4 de dezembro, alguns dos maiores nomes da música portuguesa e uma voz palestiniana sobem ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Belém neste concerto de angariação de fundos a favor da UNRWA – Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina.

SINGLE DE ESTREIA DE PUTO BACOCO


O projeto musical português puto bacoco, liderado pelo músico e compositor portuense Gil da Costa, acaba de lançar o seu primeiro single: "Deus Passou".

Num registo de Indie Rock intenso e confessional, o tema transforma frustração em catarse. A letra, escrita por Gil da Costa, parte de uma reflexão profunda sobre fé, desilusão e ausência, dando voz a um sentimento de abandono e de busca por sentido num mundo marcado pela dualidade entre céu e inferno. Musicalmente, transporta essa energia crua para uma narrativa emocional que expõe fragilidade e revolta em igual medida.

Este primeiro single funciona como cartão de visita para o álbum de estreia "Uma Noite Muito Estranha", com edição prevista para março de 2026.

Nascida no Porto com edição e distribuição pela Indiemusic a banda puto bacoco move-se entre a tradição e a vanguarda, prometendo uma fusão sonora que reflete o caos e a beleza da vida urbana contemporânea.

puto bacoco

Gil da Costa |Voz, guitarra acústica
Nuno Mendes |Guitarra elétrica, sintetizadores, percussões e Banjo
Edu Silva |Baixo
Ruca Lacerda |Bateria

"Deus Passou" já está disponível em todas as plataformas digitais.

MÃES SOLTEIRAS EDITAM SINGLE DUPLO

















"NÃO PEÇAM HORAS EXTRA A UMA MÃE SOLTEIRA” e “SALA DE ESPERA” são as primeiras canções do primeiro disco das Mães Solteiras “VAMOS SER BREVES”, prometido para Janeiro de 2026!

Banda punk com um pezinho no hardcore, que junta Quim Albergaria, André Henriques, Ricardo Martins e Pedro Cobrado.

São canções breves que falam do agora. Da economia do cuidado à economia da saúde. É Black Flag e Fugazi, Carlos Paião e X-acto.

Sobre a banda:

Ricardo Martins perguntou a André Henriques se queria fazer uma banda punk. Estava com saudades de fazer barulho. André Henriques riu-se e perguntou a Ricardo Martins se este não tinha já bandas suficientes na sua vida. Ricardo Martins riu de volta e acrescentou que gostava de convidar Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - para tocar baixo. André Henriques gosta muito de Gaza - alcunha de Pedro Cobrado, embora nunca tenha percebido se é recíproco. Aceitou, com a condição de não ser o vocalista e de as músicas não passarem a marca dos dois minutos e trinta. Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - respondeu à mensagem com o seguinte texto: “Baza”.

Ricardo Martins, André Henriques e Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - fizeram dois ou três ensaios e as canções não paravam de aparecer. Depois de namorarem algumas opções para vocalista, lembraram-se que a escolha óbvia sempre esteve ali ao lado. Eis que André Henriques envia uma mensagem a Joaquim Albergaria (doravante designado por Quim) questionando se o seu amigo estaria oficialmente reformado do punk rock, no sentido em que nunca mais, em hipótese alguma, consideraria ser o homem aos gritos defronte de uma banda. Quim retorquiu por mensagem em letras capitais: “TENHO PENSADO EM VOLTAR A BERRAR, TODAS AS SEMANAS.”

Num par de meses fizeram um disco com 13 canções, gravaram num dia e meio e chamaram-lhe “VAMOS SER BREVES”.

Fazer uma banda punk depois dos 40 não é coisa pouca. Voltar onde começaram, como se isto fosse 1998.

Decorem as letras e avisem as amizades, os primeiros concertos de apresentação já estão marcados, bilheterias online em breve:

16 Jan - Porto, Mouco
17 Jan - Lisboa, Casa Capitão



NOVO SINGLE DE HOUDINI BLUES





















Já se pode ouvir, a partir de hoje, o mais recente single dos Houdini Blues. Chama-se “Os Demais” e é uma canção marcada por uma energia tecno-pop contagiante e uma subtil dose de ironia, reflectindo sobre a cultura do “opinanço”, cada vez mais dominante no universo das redes sociais.

A gravação, produção e masterização do tema ficaram a cargo de João Cordeiro. O videoclipe, concebido e realizado por Rui Telmo Romão, recorre a tecnologia de IA para construir um imaginário visual lúdico e perfeitamente alinhado com a mensagem crítica da música.

O single está disponível em formato digital, a partir das 15h00, nas principais plataformas de streaming. Em simultâneo, o videoclipe será lançado no canal de YouTube e restantes redes sociais da banda.

"Os Demais" é o terceiro single lançado pelos Houdini Blues após a edição do seu quinto álbum, Crisântemo Azul Transgénico (2020), e sucede a "Suivre" (2023) e "Modo Animal" (2024).

Formados em Évora em 1996, os Houdini Blues contam com uma discografia que inclui cinco álbuns de originais (True Life Is Elsewhere, Extravaganza, F de Falso, Suão e Crisântemo Azul Transgénico), várias participações em colectâneas, actuações nalguns dos mais importantes palcos da cena independente nacional e colaborações com Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Maria Antónia Mendes (A Naifa, Señoritas, Cara de Espelho) e Armando Teixeira (Balla, Bulllet, Decline and Fall), consolidando um percurso singular na música portuguesa.

RETIMBRAR AO VIVO





















Os Retimbrar apresentam, nos dias 20 e 21 de dezembro na Casa Capitão (Lisboa) e a 28 de dezembro no M.Ou.Co. (Porto), uma série de concertos dedicados à quadra natalícia e ao universo do seu novo single, “a maior prenda”, lançado no passado dia 28 de novembro. Os bilhetes já se encontram disponíveis nas plataformas habituais e têm o preço de 15€. Para o concerto de 21 de dezembro (sessão da manhã) e para a apresentação no Porto, existem ainda bilhetes a 10€ destinados a menores de 12 anos.

“A maior prenda”, canção que marca o regresso do coletivo aos lançamentos, surge ancorada no imaginário do inverno e numa leitura contemporânea da tradição, evocando valores de partilha, justiça social e reconexão com a natureza. O tema integra ainda uma campanha de reflorestação em parceria com a associação ambientalista ZERO, convidando o público a adquirir um postal solidário cujo valor reverte parcialmente para a recuperação de uma área da Mata Nacional de Leiria.

Para estes concertos, os Retimbrar preparam uma abordagem especialmente pensada para a quadra: um espetáculo caloroso, celebrativo e intimista, onde as sonoridades de inverno se entrelaçam com a marca Tugabeat que atravessa todo o percurso do coletivo. No alinhamento, a banda propõe a partilha de temas exclusivos e uma viagem pelos tempos passado e presente, com destaque para o trabalho de “Levantar do Chão”, álbum que alcançou projeção nacional e internacional em publicações como a revista Songlines e na World Music Charts Europe.

O lançamento de “a maior prenda” foi acompanhado por um videoclipe realizado por Pedro Santasmarinas, filmado na Vila Natal de Óbidos. O vídeo, de estética quase documental, capta momentos de encontro e gestos de empatia entre o grupo e o público: laranjas, abraços e sorrisos que ecoam o manifesto luminoso do tema - um desejo de comunidade e de novos começos.

Sobre Retimbrar:

Os Retimbrar fecham agora o ano de 2025, depois de um período de circulação nacional e internacional que culminou em novas criações. Numa pesquisa que nunca cessa, o coletivo continua a afinar palavras, timbres e arranjos para um futuro disco, depois de “Levantar do Chão”. Entre revisitações a repertórios de José Afonso e Carlos Paredes, numa incursão por pérolas escondidas da música portuguesa, o grupo continua a afirmar o TugaBeat como movimento vivo, enraizado nas tradições populares e na poesia oral, mas aberto ao diálogo com outras geografias.

Composto por oito músicos, os Retimbrar procuram criar a partir da matriz rítmica portuguesa, cruzando folclore, pulsação urbana e narrativa contemporânea. Com duas edições discográficas – “Voa Pé” (2016) e “Levantar do Chão” (2022) – afirmam-se como uma das formações mais singulares do panorama da música de raíz, tendo passado por festivais como o Womex, FMM Sines, Maré de Agosto, Ulicnih Street Arts Festival (Sérvia), Expo Dubai, Jazz Sous Les Pommiers (França), MUMI (Espanha) e Folk Alliance International (Canadá), entre outros. Receberam distinções como o prémio aRi[t]mar para Melhor Canção Portuguesa com “Maçãzinha” e viram “Maneio” reeditado pela editora de world music Putumayo.


Em palco, o grupo é formado por António Serginho, Afonso Passos, André Nunes, Andres 'Pancho' Tarabbia, Beatriz Rola, Jorge Loura, Miguel Ramos e Sara Yasmine, num ensemble que privilegia a percussão, a oralidade e a vertigem coletiva.

INESH BUENO LANÇA DISCO DE ESTREIA



Inesh Bueno apresenta o seu álbum de estreia,

“My Song By The River” — um trabalho profundamente pessoal composto por sete faixas que atravessam temas como trauma, esperança, pertença e a procura de identidade num mundo em
constante movimento.

O disco mergulha o ouvinte na sensação de estar à deriva na própria vida, equilibrando vulnerabilidade e resiliência numa narrativa emocional que se desenvolve ao longo de toda a obra.

“My Song By The River” nasce de um lugar íntimo: o desejo de transformar fragilidade em arte e de encontrar, na música, um verdadeiro porto seguro.

Com uma sonoridade marcada por sensibilidade, atmosfera introspetiva e uma interpretação vocal carregada de emoção, a artista de origem ibérica, convida o mpúblico a entrar no seu universo — um espaço onde dúvidas, medos e esperança coexistem e se transformam em expressão artística.
O álbum acompanha a viagem interna de quem procura um lugar de pertença enquanto lida com a incerteza sobre quem é e quem quer ser. Fala de existir entre dois mundos, das feridas que moldam a identidade e da coragem necessária para  enfrentar as dores pessoais. Cada faixa funciona como uma etapa dessa caminhada emocional.

“My Song By The River” reafirma Inesh Bueno como uma das vozes emergentes mais sensíveis e expressivas da nova música alternativa, apresentando um trabalho coeso, honesto e esteticamente cuidado.
“Este projeto nasceu do sonho de cantar e partilhar a palavra. Encontrei na música o meu refúgio — um lugar onde a vulnerabilidade pode existir sem medo. ” 

Inesh Bueno

No dia do lançamento, a artista apresentou o álbum num concerto intimista em formato acústico no Limas Bar (Parede).

O próximo concerto acontece no dia 19 de dezembro na Associação Recreativa e Cultural de Músicos (Faro), às 22h00, com bilhetes a 10€ (não sócios) e 8€ (sócios).

Próximas datas:
• 03/01 – Fábrica de Alternativas (Algés)
• 21/02 – Casa do Artista Amador (Famalicão)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

NO SALÃO BRAZIL






















CICLO DE MÚSICA ORPHIKA
Tarina no Salão Brazil 
04 Dezembro • 19:00

Tarina, cantautora açoriana, que transita entre o tradicional e o contemporâneo. Ao mesmo tempo em que incorpora influências do slam, valoriza a palavra falada e a performance intensa. Esta fusão resulta num som único, profundamente português e universal, refletindo a experiência de uma mulher em constante diálogo com a sua história, as suas lutas, os seus amores e desamores. Neste concerto, Tarina será acompanhada pela talentosa pianista Teresa Gentil.

Abertura de portas: 18h30
Entrada Gratuita

JP Simões BLOOM apresenta "Do not disturb"
05 Dezembro • 22:00

’’Do Not Disturb’’ é o título do novíssimo terceiro álbum de Bloom e será o pretexto para mais um concerto de JP Simões no Salão Brazil. A ocasião, porém, traz também uma outra novidade discográfica: uma compilação do trabalho do músico, inventada e produzida em Los Angeles, em forma de duplo vinil, chamada ’’Introducing JP Simões’’. O editor, Robbie Arroyo, estará presente na ocasião e terá a amabilidade de trazer consigo alguns exemplares da obra do outro lado do Atlântico.

Dress code: tranquilo

JP Simões: voz e guitarra
Pedro Pinto: contrabaixo

Abertura de portas: 21h30
Bilhetes: 12 eur
BILHETEIRA ONLINE

FESTIVAL LUX INTERIOR NO SALÃO BRAZIL
So Dead + Cariño Muerto
7 Dezembro • 21:30

O Festival Lux Interior é um projeto da editora Lux Records nascido em 2017. Nas primeiras cinco edições o Festival Lux Interior recebeu nomes como Mão Morta, Belle Chase Hotel, Legendary Tigerman, Clã, Sean Riley & The Slowriders, Club Makumba, Selma Uamusse, Sensible Soccers, Keep Razors Sharp, Samuel Úria, A Jigsaw e os norte-americanos Luna. Num festival umbilicalmente ligado à Lux Records o interior da editora nunca foi esquecido com nomes como The Twist Connection, Birds Are Indie, Victor Torpedo & The Pop Kids, Mancines, John Mercy, Raquel Ralha; Pedro Renato, D3O, António Olaio, RAY, Wipeout Beat, Millions, Duques do Precariado, The Walks, Ghost Hunt, Peter Suede e Paul Oak. A setembro de 2025 a Lux Records celebrou 30 anos de atividade.

No Salão Brazil recebemos So Dead e Cariño Muerto.

Os Cariño Muerto formaram-se após a chegada a Portugal de Lorena Sequeyro, vocalista e artista plástica, que juntamente com o guitarrista e compositor João Delicado iniciou o projeto com recurso a caixas de ritmos antigas, sintetizadores e instrumentos pouco convencionais. A formação completou-se com Eduardo Alves, músico vindo do universo punk e metal, que assumiu o segundo sintetizador. Em 2022 lançaram o EP de estreia La Gran Virtud Del Peligro, que os levou a tocar no circuito underground português e em Espanha, chegando até à playlist do programa “Mechanical Breakdown” da rádio americana KEXP. Com uma sonoridade que cruza dark e cold wave, synths minimais e uma energia pós-punk, a banda prepara agora o lançamento do duplo single Abismo Infernal pela Lux Records, antecipando o primeiro álbum, atualmente em pós-produção nos Hypermonosonic Recordings, em Nottingham.

Os So Dead regressam com A Wet Dream And a Pistol, o seu segundo álbum, um disco que é puro confronto — com o mundo, com os outros e consigo mesmos. Depois dos singles “PUSH” e “Roadkill”, a banda apresenta um som mais denso e incisivo, entre o synth punk, o noise e o no wave, com letras afiadas e sarcasmo corrosivo. Faixas como “Sleep Mode”, “Creeper”, “BDSM” e “They Live” atacam a hipocrisia e o conformismo, transformando a música num espaço de protesto sem panfletos nem moralismos. Misturado e masterizado por João Rui, o álbum saiu a 26 de maio pela Lux Records — um verdadeiro murro no estômago, e ainda bem.​

Abertura de portas: 21H00
Bilhetes: 12 eur
BILHETEIRA ONLINE

PROGRAMA DE 01/12/25

1 - Atomic Vandals - Pretty in pink
2 - John Mercy & Tracy Vandal - Angels don't cry
3 - Três Tristes Tigres - Ninguém é uma ilha
4 - Noiserv - 29 . 29 . Um dia como tantos outros (feat A Garota Não)
5 - Afonso Rodrigues - Um amor qualquer feat Kate
6 - Henrique Tomé - Rope
7 - Too Many Suns - Teenage dreams
8 - Paus - Ficamos por aqui
9 - Riding Panico - Cafe del mar
10 - Alcabala - Encarar o vendaval
11 - Tarkkes - Viagem lunar
12 - O Gajo - Flores silvestres
13 - Lázaro - Sereia
14 - Monstro - My own man

NOVO DISCO DE TSUMANIZ CHEGA EM DEZEMBRO















 Tsunamiz lança no dia 5 de dezembro o seu oitavo álbum de estúdio, Love Is Never Enough — um retrato cru e humano de desilusão, impotência e desencanto social. O disco nasce de um contexto de desafios estruturais e barreiras históricas: Bruno Sobral cresceu numa família humilde no Seixal, sem acesso a recursos ou conexões no meio artístico, e produz música de forma prolífica apesar das limitações. Tsunamiz representa uma geração que não falhou — foi falhada pelo sistema — e que continua a encontrar barreiras invisíveis que mantêm muitos artistas enclausurados numa bolha de precariedade e dependência.

Prolífico e incansável, Tsunamiz tem editado um álbum por ano desde 2022, mantendo um ritmo criativo raro no panorama musical português. O seu catálogo em crescimento constante revela uma voz autoral distinta e fértil, que atravessa géneros e épocas com identidade própria.

As músicas de Tsunamiz têm sido destacadas em rádios e media nacionais, incluindo presenças em playlists e seleções musicais da Antena 3, consolidando o seu percurso na paisagem da música alternativa atual.

“Enquanto humanos, somos falíveis. Desiludimos os outros e a nós próprios. Este álbum fala de sonhos falhados, da passagem do tempo, de relações que se desfazem e da sensação de estar preso num lugar onde nada acontece.”

Com 8 faixas e 28 minutos, Love Is Never Enough é conciso e coeso, guiado por um ambiente melancólico, por vezes dançável, outras vezes agressivo — um pessimismo ativo, que não se rende. Musicalmente, o disco move-se entre o post-punk, o dark wave e o alt-rock, evocando influências como Depeche Mode, Joy Division, The Cure, Nirvana, Suicide, Alphaville e figuras contemporâneas como Sleaford Mods e N8NOFACE.

Todo o processo criativo — composição, gravação, mistura, masterização e artwork — foi feito por Bruno Sobral (Tsunamiz) entre a sua casa e a sala de ensaios, provando que a estética e potência musical podem vencer qualquer limitação técnica ou orçamental.

O álbum inclui duas colaborações especiais:
• Miguel Leonardo em Free and Young
• Priscilla Devesa em Danse Macabre
Singles já revelados:
1. Love Is Never Enough
2. Free and Young
3. Slide
4. We’ll Stand Forever

A faixa-título, Love Is Never Enough, é particularmente íntima e reveladora — refletindo a sensação de isolamento, impotência e asfixia económica que alimentou o disco.

Sobre Tsunamiz

Tsunamiz é o alter ego artístico de Bruno Sobral, músico DIY do Seixal (Portugal), conhecido pela sua fusão livre de estilos — eletrónica, post-punk, rock alternativo, indie dance e pop experimental. A sua filosofia criativa é simples e radical: sem regras, sem fronteiras — apenas música em estado puro.