quinta-feira, 29 de outubro de 2026

ANTÓNIO ZAMBUJO COM NOVAS DATAS





















António Zambujo
junta três novos concertos internacionais à digressão Oração ao Tempo, que continua a percorrer Portugal e o mundo: atua dia 8 de março, no Victoria Hall, em Genebra, no Casino 2000, em Mondorf-les-Bains, no Luxemburgo, a 17 de abril, e no Le Trianon, em Paris, a 18 de abril. A digressão tem ainda previstas apresentações em Vigo, a 16 de janeiro, e Londres, a 18 de fevereiro, entre outras datas internacionais a anunciar em breve.

Esta noite, António Zambujo junta-se a César Mourão e Miguel Araújo numa data única de Mais À Larga, no Cinema São Jorge, em Lisboa. Nascido de umas férias dos três amigos no Algarve, entre conversas e canções partilhadas, Mais À Larga leva para o palco a cumplicidade que os une. Sem guião nem alinhamento, os três prometem uma noite de música, improviso, humor e boa disposição, num encontro descontraído em que tudo pode acontecer.

Este concerto especial soma-se, em janeiro e fevereiro de 2027, a outro reencontro muito aguardado de António Zambujo com Miguel Araújo, nos Coliseus do Porto e de Lisboa, para dez espetáculos, sete dos quais já esgotados. Contando com os três concertos de apresentação de Oração ao Tempo, realizados em abril, António Zambujo atuará nos Coliseus um total de 13 vezes neste ciclo, prolongando uma relação com estas salas que tem marcado alguns dos momentos mais emblemáticos do seu percurso ao vivo.

Em Portugal, a digressão prossegue também com novas apresentações, passando por Vila Real, a 20 de novembro, Santa Maria da Feira, a 28 de novembro, Faro, a 1 de dezembro, em duas sessões, Santarém, a 4 de dezembro, Viana do Castelo, a 5 de dezembro, Coimbra, a 11 e 12 de dezembro, e Alcobaça, a 19 de dezembro. Já em 2027, António Zambujo sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, a 23 de janeiro, e do Teatro Aveirense, em Aveiro, a 27 de fevereiro.

Editado a 19 de março, Oração ao Tempo é o décimo primeiro álbum de estúdio de António Zambujo e resulta de um processo criativo iniciado durante a pandemia, marcado por uma reflexão sobre o tempo e sobre a forma como este transforma a vida, os afetos e a memória.

O tema-título, originalmente composto por Caetano Veloso, surge neste álbum em dueto com o próprio autor. Ao longo dos quinze temas que compõem o alinhamento, António Zambujo volta a reunir autores e compositores fundamentais no seu percurso, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge e Pedro da Silva Martins, ao mesmo tempo que abre espaço a novas colaborações, entre elas Carolina Deslandes, Mimi Froes e Rita Dias.

Com arranjos e produção de André Santos, Oração ao Tempo foi integralmente gravado com os músicos que acompanham António Zambujo em palco: João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e o próprio André Santos (guitarra).

Próximos concertos 2026 - 2027

20 nov. Vila Real 
28 nov. Europarque, Santa Maria da Feira 
01 dez. Teatro das Figuras, Faro — SESSÃO EXTRA 18h00 
01 dez. Teatro das Figuras, Faro 
04 dez. CNEMA, Santarém 
05 dez. Centro Cultural, Viana do Castelo 
11 dez. Convento São Francisco, Coimbra — DATA EXTRA 
12 dez. Convento São Francisco, Coimbra 
19 dez. Panorama, Alcobaça 
16 jan. Auditorio Paso de Congresos, Vigo, Espanha 
23 jan. Theatro Circo, Braga 
18 fev. Earth Theatre, Londres, Reino Unido 
27 fev. Teatro Aveirense, Aveiro 
08 mar. Victoria Hall, Genebra, Suíça 
17 abr. Casino 2000, Mondorf-les-Bains, Luxemburgo 
18 abr. Le Trianon, Paris, França

Mais datas a anunciar em breve.

SAMUEL ÚRIA NO CENTRO DE ARTES DE ÁGUEDA

  












SAMUEL ÚRIA
2000 A.D.
sex 6 nov, 21h30
Auditório | M/6 | 10€ e 15€

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole. continuar a ler...

CONCERTO DE CARA DE ESPELHO NO TEATRO AVEIRENSE EXIBIDO NA RTP2















Joana Magalhães

Na noite de 1 de novembro, os Cara de Espelho chegam à RTP2 com a transmissão do concerto gravado em abril no Teatro Aveirense, levando a sua sonoridade a todos os que queiram descobrir ou revisitar este projeto diferenciador da música portuguesa contemporânea. Entre a tradição e a experimentação, os Cara de Espelho cruzam sonoridades e referências da música popular portuguesa numa abordagem atual, criando uma identidade única no panorama musical nacional. Não consegue ver em direto? O concerto ficará posteriormente disponível na RTP Palco, para que possa assistir ou rever a atuação a qualquer momento.

Entre a tradição e a experimentação, os Cara de Espelho cruzam sonoridades e referências da música popular portuguesa numa abordagem atual, criando uma identidade única no panorama musical nacional.

Não consegue ver em direto?

O concerto ficará posteriormente disponível na RTP Palco, para que possa assistir ou rever a atuação a qualquer momento.

ANDRÉ SERAVAT CANTA AS CONTRADIÇÕES DO AMOR NO NOVO SINGLE 'FUGIR A MIL'





















Editado em antecipação ao primeiro álbum de originais, o mais recente tema do cantor e compositor português reforça a sua evolução artística, com música, letra e produção do próprio

André Seravat apresenta o novo single 'FUGIR A MIL', já disponível nas plataformas digitais. Com uma escrita direta, emocional e próxima da realidade, a canção mergulha nas contradições das relações intensas, nos ciclos difíceis de quebrar e na vulnerabilidade de quem sabe que precisa de partir, mas acaba sempre por ficar. Escrito, composto e produzido pelo próprio André Seravat, num processo criativo que reforça a sua versatilidade artística, 'FUGIR A MIL' antecipa o primeiro álbum de originais e dá seguimento a uma identidade musical assente na pop contemporânea, agora com influências de dark pop e música urbana e uma abordagem narrativa que privilegia histórias e emoções reais.

O artista confessa que "quis explorar uma sonoridade mais noturna, na qual as texturas eletrónicas e as melodias contribuem para uma atmosfera que mistura tensão, desejo e movimento. Interessa-me, cada vez mais, explorar este lado do pop, com uma identidade rítmica forte e espaço para brincar com diferentes dinâmicas vocais". André Seravat conta que 'FUGIR A MIL' é "sobre relações que vivem num ciclo de despedidas e reencontros, onde a atração acaba por falar mais alto do que a razão. Há uma certa adrenalina nestes relacionamentos, numa mistura de desejo, impulsividade e a ilusão de que, desta vez, tudo pode ser diferente".

'FUGIR A MIL' retrata, precisamente, essa relação marcada por encontros fora de horas, promessas de mudança e despedidas que nunca chegam a ser definitivas. André Seravat constrói uma narrativa em torno dessa dualidade e explora a dificuldade de abandonar alguém que continua a despertar emoções, mesmo quando o desfecho parece previsível. O refrão reforça essa intensidade emocional de uma experiência comum a tantas pessoas.

O videoclipe de 'FUGIR A MIL' acompanha as texturas mais urbanas e a energia noturna da música. André Seravat diz que a ideia era "criar algo simples e nada literal, mas com uma identidade própria, inspirada numa estética pop com referências visuais aos anos 2000 e imagens bastante cruas, quase como se estivéssemos a acompanhar um momento espontâneo que não foi planeado, mas que acabou por ficar registado. A cidade, à noite, torna-se o cenário principal, entre estruturas metálicas, luzes, e ruas praticamente vazias, aliada a uma atitude mais confiante, que contrasta com a vulnerabilidade daquilo que estou a cantar".

Com 'FUGIR A MIL', André Seravat dá continuidade a esta evolução artística, apresentando uma canção sobre aquilo que tantas vezes tentamos controlar, mas nem sempre conseguimos: o coração. Porque, por vezes, sabemos exatamente de quem devemos fugir - o mais difícil é conseguir não voltar.

André Seravat tem vindo a consolidar o seu lugar entre os novos nomes da Pop portuguesa. Reúne mais de 75 mil seguidores nas redes sociais e ultrapassa os 11 milhões de visualizaçõese soma 1,2 milhões de gostos no TikTok. Após o lançamento do EP de estreia, “Pontos Finais”, que apresentou canções como 'Alguém' e 'Sala de Espera', o cantor e compositor deu início a uma nova etapa do seu percurso, com os temas 'Meio Verso', 'Quero Partir' e 'DIZ-ME'. O novo single 'FUGIR A MIL' vem reforçar uma identidade artística cada vez mais sólida e singular de André Seravat e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Cantor, compositor e ator, André Seravat é natural de Vila Nova de Gaia e conta com mais de 75 mil seguidores nas redes sociais e acima de 11 milhões de visualizações e 1,2 milhões de likes no TikTok.

A música está presente na vida do artista desde muito jovem por influência do pai. Estudou na Academia de Música de Espinho e, posteriormente, na Academia de Música de Vilar do Paraíso, onde se formou em Teatro Musical. Fez cursos de verão em Londres e licenciou-se em Artes Performativas em Lisboa. Além disso, integrou o elenco de vários musicais, o que lhe permitiu desenvolver mais ainda as capacidades vocais e performativas.

Influenciado por artistas como António Variações, Harry Styles e Miley Cyrus, André Seravat encara a música como forma de se expressar. Os temas do cantor e compositor refletem diferentes fases da vida, abordando desgostos de amor, auto descoberta e cura. Por esse motivo, pretende transmitir mensagens de empoderamento, amor próprio e resiliência, inspirando as pessoas que o ouvem a abraçar a sua individualidade e a quebrar estereótipos.

André Seravat lançou o single 'Karma' em 2021 e no ano seguinte participou no The Voice Portugal com o grupo Good Habits, que integrou a equipa de Diogo Piçarra. Em 2023 editou 'Alguém', canção que apresenta uma mistura de sonoridades Pop e R&B, composta com Tyoz - cantor e compositor português que já trabalhou com nomes como Bárbara Bandeira, Blaya, SYRO, Anitta e Madonna. Seguiu-se 'Fora Da Lei', uma viragem para a sonoridade Dance Pop, acompanhada por um videoclipe com a participação da influencer digital portuguesa Mariana Bossy. A balada 'Sala de Espera' e o tema Pop e R&B 'Conflito', um dueto com Blacci, completam o leque de singles do EP de estreia “Pontos Finais”.

No final de 2024, André Seravat dá início a uma nova fase da carreira, com o lançamento do single 'Meio Verso', coescrito com ADois e Gonçalo Malafaya e composto com Riic Wolf, Pedro Joaninho e Diogo Costa - o produtor do tema. Seguiu-se, em 2025, 'Quero Partir', escrito e composto pelo próprio artista e produzido por NED FLANGER, conhecido pelos trabalhos com artistas como JÜRA e INÊS APENAS. Já em 2026, André Seravat estreia-se na produção com o lançamento do single 'DIZ-ME', coproduzido por Zé Diogo Novais, músico e produtor que já trabalhou com artistas como Papillon ou João Borsch, entre outros. O novo tema 'FUGIR A MIL' vem confirmar uma identidade artística cada vez mais sólida e singular.

IOLANDA CONVIDA CAROLINA DESLANDES, KARETUS, VITORINO E XTINTO PARA O COLISEU DOS RECREIOS





















A 07 de dezembro, IOLANDA apresenta o álbum de estreia “Quebranto” ao vivo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e não estará sozinha em palco. Carolina Deslandes, Karetus, Vitorino e xtinto são os convidados especiais da noite, nomes que fazem parte do percurso da artista, e na construção deste disco. Na sua estreia em nome próprio nesta sala, IOLANDA atua num palco em formato 360º, montado ao centro e rodeado pelo público, no maior concerto da sua carreira até hoje.

Editado a 08 de outubro, “Quebranto” tem sido muito bem recebido pela crítica e pelo público, que o apelida de Pop tradicional. É um disco que nasce de onde IOLANDA vem. Cresceu na zona centro do país, entre aldeias onde as rezas e as mézinhas continuam presentes, e foi a essas raízes que regressou quando começou a escrever. Aberto pela voz da Avó Lena, o disco não se limita a preservar a tradição, escreve com ela. A viola braguesa atravessa quase todas as faixas e encontra cavaquinhos, cordas, acordeão e sintetizadores, entre a música de raiz, o fado e a pop. Nas palavras da artista, “Quebranto” é “uma ode à bucolidade portuguesa, ao quebrar padrões, às vozes que me criaram e à mulher que me tornei”.

A 07 de dezembro, estas canções chegam ao Coliseu dos Recreios. Para um disco que tanto fala do olhar dos outros, o palco em formato 360º ganha um significado especial, IOLANDA estará à vista de todos os lados, num palco sem frente nem costas, onde a proximidade passa a ser o centro do espectáculo. Os bilhetes encontram-se disponíveis nos pontos de venda oficiais.

GAMA WNTD EDITA SINGLE

 



















Gama WNTD lança “Sozinha”, o primeiro single do seu álbum de estreia, A’deus. Entre o hip-hop e o R&B, o artista explora a solidão e os conflitos interiores através de uma narrativa marcada pela vulnerabilidade e pela honestidade emocional.

Em “Sozinha”, Gama WNTD dá voz à história de uma rapariga que se refugia na solidão por não se sentir bem consigo própria nem com o mundo à sua volta. Incapaz de encontrar o seu lugar, a personagem fecha-se sobre si mesma, guardando os conflitos e as inseguranças que não consegue partilhar com os outros.

ANAS MOURA NOS FESTIVAIS DE OUTONO














A cantora apresenta “Casa Guilhermina” no dia 31 de outubro, na Nave Multiusos Caixa UA, num concerto integrado na 22.ª edição dos Festivais de Outono, promovidos pela Universidade de Aveiro. A programação prossegue a 3 de novembro com “António Acorda António”, um recital-conferência protagonizado pelo guitarrista Tiago Matias e pelo luthier Orlando Trindade.

Ana Moura é um dos próximos destaques dos Festivais de Outono 2026, com um concerto marcado para 31 de outubro, às 21h30, na Nave Multiusos Caixa UA, em Aveiro. A artista apresenta “Casa Guilhermina”, o seu sétimo álbum de estúdio, editado em 2022, num espetáculo integrado na programação promovida pela Universidade de Aveiro, que decorre até 27 de novembro sob o tema “Música+”.

Reconhecida pelo seu percurso no fado contemporâneo, Ana Moura tem vindo a desenvolver uma identidade artística que cruza diferentes tradições e linguagens musicais. Em “Casa Guilhermina”, a cantora aprofundou essa procura, aproximando as referências que marcaram a sua formação de novas possibilidades de composição e produção. O disco assinalou também um momento importante no seu percurso, por ter sido o primeiro em que assumiu responsabilidades de escrita, dando voz a palavras da sua própria autoria.

Entre os temas que se destacaram neste trabalho encontram-se “Andorinhas”, “Jacarandá”, “Agarra em Mim”, em colaboração com Pedro Mafama, e “Arraial Triste”, canções que contribuíram para a projeção do álbum nas rádios e plataformas digitais. Em 2021, Ana Moura tinha sido a artista feminina mais ouvida no Spotify em Portugal e, no ano seguinte, “Casa Guilhermina” alcançou o primeiro lugar da tabela nacional de vendas e a certificação de Ouro.

O reconhecimento estendeu-se também aos prémios nacionais de música. “Andorinhas” venceu o prémio de Melhor Música nos Globos de Ouro de 2022, enquanto Ana Moura conquistou, nos PLAY desse ano, as distinções de Melhor Videoclipe e Melhor Artista Feminina.

A presença da cantora nos Festivais de Outono enquadra-se no conceito “Música+”, que orienta a edição deste ano e propõe o encontro entre diferentes formas de expressão musical e outras disciplinas artísticas. Ao longo da programação, o festival procura estabelecer ligações entre tradições, linguagens e práticas criativas, apresentando projetos que exploram diferentes possibilidades de relação com a música.

Concerto de Ana Moura contará com recursos de acessibilidade

O espetáculo de 31 de outubro contará com um conjunto de recursos destinados a pessoas com deficiência auditiva e visual, numa iniciativa alinhada com os princípios de sustentabilidade adotados pela Universidade de Aveiro e com a norma ISO 20121.

Para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, estarão disponíveis coletes hápticos, que permitem sentir as vibrações da música, um sistema Ring Loop de transmissão de áudio por Bluetooth compatível com aparelhos auditivos, ecrãs com legendagem automática e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

Para pessoas cegas ou com deficiência visual, será disponibilizado um serviço de audiodescrição, através de equipamento individual com transmissão para auscultadores. Este recurso permitirá acompanhar verbalmente elementos visuais relevantes do espetáculo, incluindo a movimentação dos artistas, os cenários, a iluminação e outros componentes cénicos.

Os equipamentos estarão disponíveis em número limitado e deverão ser levantados no dia do concerto, por ordem de chegada.

Tiago Matias e Orlando Trindade apresentam “António Acorda António” a 3 de novembro

A programação dos Festivais de Outono prossegue no dia 3 de novembro, às 18h30, na Igreja de São João Evangelista (Carmelitas), em Aveiro, com “António Acorda António”, um recital-conferência protagonizado pelo guitarrista Tiago Matias e pelo luthier Orlando Trindade, construtor, reparador e restaurador de instrumentos de cordas do Museu Nacional da Música.

O espetáculo é dedicado à obra do compositor português António Abreu (c. 1750–c. 1820), conhecido como El Portugués, que desenvolveu parte da sua atividade em Madrid. O programa recupera um repertório associado à guitarra de cinco e seis ordens, instrumento característico de Portugal e Espanha durante a segunda metade do século XVIII.

Inspirados por uma guitarra construída por António dos Santos Vieyra, atualmente conservada no Ashmolean Museum, em Oxford, Tiago Matias e Orlando Trindade desenvolveram uma réplica do instrumento original. O recital-conferência apresenta o resultado desse trabalho, permitindo recuperar a sonoridade de um repertório singular da tradição musical portuguesa setecentista.

O programa reúne a obra completa conhecida de António Abreu para guitarra solo de cinco e seis ordens, incluindo sonatas em Dó Maior, Mi Maior e Sol Maior, bem como dois minuetos. As transcrições são da responsabilidade de Tiago Matias, que assina também o arranjo dos minuetos.

A entrada é gratuita, estando sujeita à lotação do espaço.

Promovidos pela Universidade de Aveiro, os Festivais de Outono 2026 decorrem entre 25 de outubro e 27 de novembro, reunindo propostas que exploram a diversidade da criação musical e o diálogo entre diferentes práticas artísticas.

Informações dos espetáculos

Ana Moura — “Casa Guilhermina”
31 de outubro de 2026 | 21h30
Nave Multiusos Caixa UA — Aveiro
Bilhetes disponíveis através da programação oficial.

“António Acorda António” — Tiago Matias e Orlando Trindade
3 de novembro de 2026 | 18h30
Igreja de São João Evangelista (Carmelitas) — Aveiro
Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço.

Mais informações: https://www.ua.pt/pt/festivaisdeoutono/

ANARCHICKS ANUNCIAM CONVIDADOS PARA A CASA CAPITÃO





















A celebração dos 15 anos de Anarchicks, marcada para 13 de novembro, às 21h, na Casa Capitão, em Lisboa, contará com quatro convidados especiais que, de diferentes formas, fazem parte da história da banda. Priscila Devesa, Marta Lefay, Carolina Torres e Alex d’Alva Teixeira juntam-se ao grupo numa noite dedicada à música, às amizades e às memórias construídas ao longo de década e meia de percurso.

Anarchicks acabam de anunciar os convidados especiais para o concerto de celebração dos seus 15 anos de carreira, que terá lugar no próximo dia 13 de novembro, às 21h, na Casa Capitão, em Lisboa. Priscila Devesa, Marta Lefay, Carolina Torres e Alex d’Alva Teixeira vão juntar-se à banda em palco, num encontro que recupera diferentes momentos e ligações que marcaram a sua história desde a formação, em 2011.

Entre os convidados encontram-se duas vozes fundamentais dos primeiros anos de Anarchicks. Priscila Devesa, vocalista original e uma das fundadoras do projeto, integrou a banda entre 2011 e 2013, dando voz ao EP de estreia “Look What You Made Me Do” (2012) e ao primeiro álbum, “Really?!” (2013). A sua participação neste concerto representa um regresso ao palco para revisitar os primeiros capítulos de um percurso iniciado há quinze anos.

Também Marta Lefay regressa para esta celebração. Vocalista de Anarchicks entre 2013 e 2017, assumiu a voz numa nova fase da banda, da qual nasceram o álbum “We Claim The Right to Rebel and Resist” (2016) e o EP “Vive La Ressonance” (2017). O reencontro com Priscila Devesa e Marta Lefay permite, assim, recuperar duas etapas distintas da identidade musical e da evolução do projeto.

A celebração contará igualmente com Carolina Torres, cuja ligação a Anarchicks se estende ao longo de vários anos. Entre entrevistas, encontros em palco e diferentes momentos partilhados, destaca-se a sua participação no vídeo-manifesto de “We Claim The Right”, em 2016. A sua presença neste concerto prolonga uma relação construída em diferentes contextos ao longo do percurso da banda.

A completar o conjunto de convidados estará Alex d’Alva Teixeira, amigo de Anarchicks, com quem já cruzou caminhos em palco e partilhou experiências musicais. A sua participação nasce dessa ligação de amizade e da vontade comum de fazer música e barulho, juntando-se a uma celebração que procura reunir algumas das pessoas que fizeram parte da história do projeto.

Mais do que participações especiais, estes quatro convidados representam diferentes relações pessoais e artísticas que acompanharam Anarchicks ao longo dos últimos quinze anos. O concerto assume-se, por isso, também como um reencontro com pessoas que contribuíram para a construção de memórias, amizades e experiências musicais que permanecem ligadas à identidade da banda.

Formadas em Lisboa, no final do verão de 2011, Anarchicks construíram um percurso marcado pelo rock, pela experimentação e por uma forte dimensão interventiva. Entre mudanças de formação, diferentes abordagens musicais e atuações em Portugal e no estrangeiro, o projeto manteve uma identidade associada à liberdade de expressão, à resistência e à recusa de convenções.

Atualmente, Anarchicks são Rita Sedas na voz, Inóspita e Adam d'Armada Moreira nas guitarras, Synthetique no baixo e Katari na bateria. Depois do regresso ao palco principal da Festa do Avante! em 2026, a banda prepara agora uma noite especial na cidade onde tudo começou, assinalando quinze anos de história e antecipando também uma nova etapa discográfica.

Com a presença de Priscila Devesa, Marta Lefay, Carolina Torres e Alex d’Alva Teixeira, o concerto de 13 de novembro será uma oportunidade para revisitar diferentes capítulos do percurso de Anarchicks e celebrar as pessoas que fizeram parte dele. Uma festa construída em torno da música e das ligações que permaneceram ao longo dos anos.

Anarchicks — Festa de 15 Anos
13 de novembro de 2026 | 21h
Casa Capitão — Rés do Chão, Lisboa
Convidados: Priscila Devesa, Marta Lefay, Carolina Torres e Alex d’Alva Teixeira
Bilhetes disponíveis na DICE

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 28/10/26

1 - John Mercy - Strong sex
2 - Victor Torpedo e António Olaio - If my heart had a brain
2 - Noiserv - 20.27 a long journey in a little train to Poland
4 - Bloom - Walkin on waters
5 - Ray - Only light
6 - Paul Oak - Sunny afternoon
7 - Escárnio - Sempre sempre
8 - Linda Martini - O amor é não haver policia

9 - Cara de Espelho - D de denúncia  
10 - Lavoisier - Portugal não me respeita
11 - Miguel Calhaz - Cantar de emigração
12 - A . P. Braga - Erguer a voz e cantar
13 - Luta Livre - Estufas & alojamento local
14 - Carlos Peninha - Guerra e paz
 15 - Jorge Rivotti  - Mantenha as armas fora do alcance dos adultos

GAEREA LANÇAM HOJE O BUNDLE DO NOVO TEMA “SHALLOW”





















Mesmo antes de embarcarem na próxima digressão norte-americana ao lado dos Imminence e Dying Wish, os portugueses GAEREA revelam o novo tema, "Shallow". Atmosférica, introspectiva e profundamente emotiva, a canção chega precisamente quando os dias se tornam mais curtos, captando na perfeição a melancolia da época.

A banda comenta: "'Shallow' foi escrita no limite onde a depressão e a clareza se encontram brevemente numa dança sem fim. É uma canção sobre esperar por um dia melhor enquanto se afunda cada vez mais nas sombras do auto-ódio. Uma das faixas mais experimentais que os GAEREA alguma vez criaram, deu origem a uma extensa experimentação vocal e orquestral e serve como reflexo do que os GAEREA se tornaram ao longo de dez anos de criatividade incansável, digressões e compromisso total com o nosso verdadeiro eu."

Mas os GAEREA não queriam ficar por aí. Inspirados pela profundidade emocional e atmosfera expansiva da canção, a banda convidou vários artistas de origens criativas muito diferentes para reinterpretar "Shallow" através da sua própria lente artística:

O vídeo que acompanha a versão acústica apresenta a violoncelista e compositora londrina Jo Quail, cuja atuação assombrosa acrescenta uma dimensão ainda mais sombria e cinematográfica à faixa.

Entretanto, o renomado artista eletrónico Paranormal Attack desconstrói a composição original e reconstrói-a como um remix volátil que desafia géneros, enquanto Juan L. Otaiza destila a essência da canção numa interpretação sombria e profundamente evocativa ao piano.

Com estas colaborações, os GAEREA procuram também dar destaque à rica comunidade criativa de Portugal. Apesar da presença frequentemente negligenciada do país no mapa musical, a banda queria celebrar e apoiar alguns dos talentos notáveis do seu país natal e arredores.

Nos últimos 18 meses, os GAEREA mantiveram-se incansavelmente ativos. Para além de lançarem o seu mais recente álbum aclamado pela crítica, "Loss", a banda fez extensas digressões ao lado dos Orbit Culture, atuou em inúmeros festivais europeus, completou uma digressão pela Austrália e atuou no Japão pela primeira vez. Agora, estão a preparar-se para apresentar o seu aclamado concerto ao vivo e as músicas de "Coma" ao público norte-americano como parte da sua próxima temporada com Imminence e Dying Wish.

A banda anunciou também hoje um grande espetáculo em Lisboa para o próximo verão – dia 4 de julho de 2027 na MEO Arena em Lisboa (com Motionless in White, Beartooth, Wage War, Current Novelists).

MARISA LIZ E CLÁUDIA PASCOAL CONVIDADAS DO NOVO ÁLBUM DE DAVID FONSECA





















Marisa Liz e Cláudia Pascoal são as convidadas do novo álbum de David Fonseca. O artista acaba de revelar que as duas cantoras participam em colaborações inéditas no seu décimo disco de originais em nome próprio, inteiramente cantado em português. Essas canções vão também subir ao palco nos concertos de apresentação do álbum, a 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, com ambas as artistas como convidadas especiais.

A um mês do espetáculo na capital, David Fonseca desvenda assim mais uma novidade do disco: o encontro das suas canções com duas vozes e identidades singulares da música portuguesa. Marisa Liz e Cláudia Pascoal fazem parte deste novo capítulo em estúdio e vão partilhá-lo ao vivo com o público, cantando com David Fonseca os temas em que participam.

Antecipado pelos singles “Nada a Perder” e “Amor Sem Pressa”, o novo álbum abre uma nova etapa na carreira do músico. A escolha de um disco inteiramente em português e as colaborações agora reveladas dão a conhecer um pouco mais deste trabalho, que estará no centro das duas noites de novembro.

Nos concertos do Porto e de Lisboa, as novas canções juntam-se aos grandes temas de um percurso que inclui “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” e “Someone That Cannot Love”. Serão duas noites de apresentação do novo disco e de reencontro com o repertório que tem acompanhado o público ao longo da carreira de David Fonseca.

Depois do sucesso da digressão “Still’25”, que celebrou 25 anos de carreira com salas esgotadas de norte a sul do país, David Fonseca prepara o regresso a duas das maiores salas nacionais. Com Marisa Liz e Cláudia Pascoal, as colaborações do novo álbum ganham também o palco, numa celebração das novas canções e da ligação ao público.

Os bilhetes encontram-se disponíveis nos pontos de venda oficiais.

AGENDA 2027

16 de janeiro - A anunciar
13 de fevereiro - A anunciar
4 de março - A anunciar
5 de março - Theatro Circo, Braga
14 de março - A anunciar
9 de abril - Participação no concerto de Nena, Multiusos de Guimarães, Guimarães
26 de maio - A anunciar
6 de agosto - A anunciar

VAMOS CONHECER O SOLPOSTO DE COIMBRA

















Solpostoé o alter ego de João Santos, um baterista de Coimbra.

João começou a tocar bateria aos 7 anos e essa viagem tornou-se mais séria aos 15, quando começou a estudar bateria na Escola de Jazz do Porto com Koen Van Esch e, posteriormente, com Chico Cardoso em aulas particulares. Tocou em bares com algumas bandas e é o baterista do Senhor Doutor.

Agora, João decidiu explorar outros instrumentos e compor suas próprias músicas. Depois de dois anos a pensar nisso, lançou a 4 de Outubro de 2024 o seu primeiro single para partilhar “o seu mundo com o mundo”.

Durante este período, teve a oportunidade de conhecer novas pessoas, com um passado e uma sonoridade musical totalmente diferente do que estava habituado. Assim, já colaborou com pessoas da Argentina, Canadá, Alemanha, Espanha, Tailândia e, obviamente, Portugal.

O objetivo é divertir-se e desafiar-se a produzir e compor o que lhe apetece, explorando uma nova mentalidade criativa, num estilo mais chill, mais eletrónica mas com uma base acústica e orgânica que caracterizou toda a educação e o seu passado musical.

TSUNAMIZ COM NOVIDADES

 













O músico e produtor português apresenta o quarto single de antecipação de Apocalypsing, o seu nono álbum de estúdio, com lançamento marcado para o dia 2 de Dezembro.

“Soft Skills” cruza a energia crua do post-punk com as melodias contagiantes e os ritmos dançáveis da new wave.
Irónica, irreverente e provocadora, “Soft Skills” é uma reflexão mordaz sobre o mundo do trabalho, as convenções sociais e a pressão para corresponder às expectativas dos outros. Com uma boa dose de sarcasmo e humor negro, Tsunamiz questiona uma sociedade que frequentemente valoriza a obediência e a capacidade de adaptação em detrimento da autenticidade.

O próprio título encerra uma provocação: num mundo cada vez mais obcecado com as chamadas soft skills — competências interpessoais e comportamentais consideradas essenciais para o sucesso profissional —, o artista responde com uma declaração de independência e insubmissão. Mas a rebeldia não surge sem contradições: entre referências à procrastinação, momentos de autodepreciação e declarações de liberdade individual, a canção revela também um sentido de humor corrosivo, sintetizado no refrão: “I ain't your goddamn bellboy”.

Assente em batidas electrónicas, guitarras rock e melodias vocais marcantes, “Soft Skills” alia intensidade rítmica a uma forte componente melódica. A canção reflete a filosofia criativa de Tsunamiz: explorar livremente diferentes sonoridades e influências, colocando sempre a composição e a força das melodias acima das convenções de género.

O single é acompanhado por um videoclipe que reúne imagens de uma atuação de Tsunamiz no Village Underground, em Lisboa, captadas por Bruno Bernardino (UNHOLY-OMEGA), e da performance do Trash Circus. A montagem aproxima os dois universos performativos, privilegiando a intensidade das atuações ao vivo e a sua ligação à energia irreverente da canção.

“Soft Skills” está disponível nas principais plataformas digitais.

Tsunamiz é o nome artístico do compositor, produtor e multi-instrumentista português Bruno Sobral, artista independente e difícil de catalogar. A sua música cruza rock alternativo e música electrónica, combinando sintetizadores, guitarra, beats e voz num universo sonoro energético, melódico e imprevisível.

Natural da margem sul do Tejo, cresceu numa família humilde, num ambiente urbano onde diferentes culturas e sonoridades coexistiam no quotidiano. Na infância começou a escrever as suas primeiras canções antes mesmo de saber tocar um instrumento, depois de descobrir o rock de bandas como Nirvana e Guns N’ Roses, um momento que despertou a vontade de criar a sua própria música. Mais tarde, o seu universo expandiu-se para o punk hardcore, nu-metal, hip hop e para as influências africanas e ciganas presentes nas ruas onde cresceu. Apaixonou-se também pela música eletrônica — do electroclash ao synthpop — e pelo rock psicadélico, desenvolvendo uma curiosidade musical aberta a tudo o que, para si, é sinónimo de boa música, independentemente do estilo.

Inspirado pela filosofia “Be water” de Bruce Lee, Bruno Sobral desenvolveu uma abordagem artística livre de fronteiras estilísticas. Tal como em projetos autorais de artistas como Beck, The Prodigy ou Gorillaz, a música de Tsunamiz desafia classificações fáceis e explora diferentes linguagens sonoras, mantendo sempre um objectivo central: criar grandes canções sem preconceitos de género. Trabalhando de forma totalmente independente, Bruno compõe, grava e produz a sua própria música construindo, ao longo dos anos, um catálogo consistente de oito álbuns de estúdio. O mais recente, Love Is Never Enough, lançado em Dezembro de 2025, confirma Tsunamiz como um artista em constante evolução, explorando territórios entre post-punk e synthpunk, mantendo intacta a força melódica e emocional das suas canções.

A música de Tsunamiz tem recebido airplay em rádios nacionais como Antena 3 e Rádio Radar, e algumas das suas composições foram também utilizadas em séries de televisão, ampliando o alcance do projeto para além do circuito independente.
Em palco, Tsunamiz apresenta-se com uma performance intensa e física, marcada pela energia do punk e pela atitude inspirada no hip-hop. Frequentemente vestido com fato de treino para privilegiar conforto e liberdade de movimento, Bruno Sobral transforma os concertos em momentos de entrega total onde sintetizadores, guitarra e voz se fundem numa experiência direta e visceral.

Com uma ética DIY e uma produção constante de nova música, Tsunamiz continua a expandir o seu universo criativo — lançando singles com regularidade, atuando ao vivo e construindo um percurso independente que aponta cada vez mais para palcos e audiências internacionais.

AMOR MEDO LANÇA SINGLE





















Rui David Luís, Ex-vocalista dos Hands on Approach está de volta com um projeto muito pessoal: AMOR MEDO. 

"Na cauda do tempo" é o novo single, que antecipa o álbum de estreia, com lançamento para dia 11 de novembro.

“Na Cauda do Tempo”, revisita a infância e a felicidade que tantas vezes encontramos nas memórias de um tempo em que a liberdade parecia não ter limites e as coisas mais simples eram suficientes para nos fazer felizes.

O novo single de AMOR MEDO, parte de uma reflexão sobre a passagem do tempo e sobre a forma como a vida adulta nos afasta, por vezes, da espontaneidade e da leveza com que vivemos os primeiros anos. Através de uma viagem pela memória, a canção recupera a essência de uma infância feita de descobertas, brincadeiras e pequenos momentos de felicidade, sem se prender à nostalgia, mas procurando reencontrar a liberdade de quem ainda não conhece os limites que o tempo e a vida acabam por impor.

“Neste tema procuro mergulhar na infância com a mesma liberdade da criança que nela habitou, sem complicar, sem avaliar, apenas observar, sentir e partilhar o que vejo nessa viagem mental no tempo”, explica Rui David Luís sobre a inspiração para a canção.

O processo de criação nasceu, também ele, de uma vontade de recuperar essa espontaneidade. “Sempre gostei de iniciar o processo de criação de uma canção da mesma forma que uma criança pega num lápis e de forma livre e espontânea começa a fazer rabiscos numa folha em branco. Penso que foi daí que surgiu a ideia de falar sobre a infância”, revela o músico.

Com um videoclip de abordagem orgânica, construído a partir de materiais caseiros, “Na Cauda do Tempo” prolonga a simplicidade e a proximidade que atravessam a canção, acompanhando uma viagem pessoal às memórias de infância.

“Na Cauda do Tempo” integra o universo de AMOR MEDO, projeto a solo de Rui David Luís, conhecido do grande público enquanto mentor e vocalista dos Hands on Approach, no qual o artista explora novos territórios musicais e assume a língua portuguesa como ponto de partida para a escrita das suas canções. Num registo intimista e introspetivo, o projeto dá voz a emoções e experiências universais, cruzando a sensibilidade do cantautor com uma abordagem musical própria. Rui Sequeira, na guitarra, e Miguel Amorim, nas teclas, colaboram neste percurso.

O novo single antecipa “LILA”, o álbum de estreia de AMOR MEDO, que já se encontra disponível para Pré-venda, em formato físico, em CD e PEN, e que chega às plataformas digitais a 11 de novembro.

SOBRE RUI DAVID LUÍS A.K.A. AMOR MEDO

Rui David Luís nasceu em Setúbal (1977) e só aos 15 anos de idade estabeleceu uma ligação mais concreta e assídua com a música. Começando pelo canto e pela guitarra acústica, e mais tarde pela bateria e percursão, sempre numa abordagem autodidata.

Em inícios de 1996, e após o seu ingresso na Universidade do Algarve, onde frequentou o primeiro ano do curso de Engenharia do Ambiente, é encontrado a tocar na praia por um locutor de rádio (Rui Santos, Antena 3) que o convida para uma atuação ao vivo no seu programa. Com alguns temas originais em carteira decide formar uma banda para o acompanhar no dito programa de rádio. Nascem assim os Hands On Approach, cuja carreira se estenderá por mais de 20 anos.

Em 2004 é convidado por Shahryar Mazgani a integrar um projeto que mais tarde ficaria conhecido por “Mazgani” , onde assume o papel de baterista. Em 2007, juntamente com Mazgani, grava e produz o álbum de estreia "Song of the New Heart".

Como produtor tem trabalhado com inúmeros nomes reconhecidos da música nacional portuguesa tais como: Mazgani "Song of the New Heart" (2007); Arsha "Será" (2008); Hands on Approach "High&Above" (2010); Santos & Pecadores "Energia" (2010); Darko “Borderline Personality Disorder” (2011); October Flight "The Closing Doors" (2012); Um Corpo Estranho "De Não Ter Tempo" (2014) e "Pulso" (2016); Claraboia "Letters" (2019); Cidadela "Fora de Escala" (2024), entre outras participações em variados projectos como músico e também como misturador e masterizador.

LINDA MARTINI CELEBRAM 20 ANOS DE "OLHOS DE MONGOL"















“Olhos de Mongol xx” constitui o título do álbum que junta vários artistas do panorama nacional como Tó Trips, MAQUINA., Glockenwise, A Garota Não, Scúru Fitchádu, Surma, Clã, Calcutá e ainda do outro lado do Atlântico (Brasil), como é o caso dos Boogarins. O mote para o disco é cada artista apresentar uma versão de uma das músicas do álbum original “Olhos de Mongol”, editado pelos Linda Martini em 2006. O disco de versões tem edição marcada para 4 de dezembro, tanto em formato vinil como em digital.

“Foi há 20. Éramos outras cabeças. Uns putos que vinham do punk e do hardcore e que queriam tocar coisas que não sabiam. O uniforme despe-se, o chapéu e os sapatos hão de servir a quem queira dobrar estas canções. Convidámos quem admiramos à distância, quem partilhou o palco connosco e amigos de longa data. Faltam muitos, impossível caberem todos. Mais do que um disco de covers para o mercado da saudade, isto é um acervo de olhares, uma galeria de retinas e nervos ópticos que encontrou novas esquinas nas canções que tão toscamente metemos de pé há 20 anos. Foi há 20, XX.” - Linda Martini

Numa demonstração de senso de comunidade e partilha, o grupo convidou artistas que de várias formas sempre estiveram e estão na carreira da banda, quer seja por afinidade artística, a dividir palcos, a comungar momentos de estrada ou outros momentos nas carreiras artísticas.

Foi em 2006 que os Linda Martini se aventuraram no primeiro disco. Após o EP homónimo de 2004, o grupo arrancou para uma aventura de estúdio com um alinhamento de 9 músicas que ainda hoje constam no imaginário dos seguidores do grupo e que persistem nos alinhamentos dos concertos da banda.

Os álbuns de estúdio, EP’s lançados e fundamentalmente uma comunhão muito forte com um público que segue a banda durante toda a sua história, congregam fatores que apontam os Linda Martini como um nome fundamental na história da música portuguesa.

As celebrações contemplam ainda dois concertos especiais dos Linda Martini na edição de 2026 do festival Super Bock em Stock, que decorre em Lisboa (Coliseu dos Recreios), no próximo dia 6 de novembro. Alguns dias depois (11 de novembro) é a vez do Porto receber os Linda Martini no Coliseu Box (Coliseu Porto Ageas), num concerto englobado na série SON Estrella Galícia. A banda toca na íntegra todo o álbum que conta agora com duas décadas de vida.

“Olhos de Mongol xx” | Edição: 4 de dezembro 2026

Alinhamento

1. SINTO A CABEÇA A CAIR - TÓ TRIPS

2. CRONÓFAGO - MAQUINA.

3. DÁ-ME A TUA MELHOR FACA – GLOCKENWISE

4. PARTIR PARA FICAR – A GAROTA NÃO

5. ESTUQUE – BOOGARINS

6. AMOR É NÃO HAVER POLÍCIA - SCÚRU FITCHÁDU

7. QUARTO 210 – SURMA

8. AMOR COMBATE - CLÃ

9. A SEVERA - CALCUTÁ

MONTES EDITAM HOJE NOVO DISCO





















OVO ESTRELADO
e EDIÇÕES DA RUÍNA revelam hoje o segundo trabalho de Montes, da dupla Arianna Casellas e Kauê Gindri.

Esta noite há concerto de lançamento do disco no RCA Agramonte no Porto.

A capa do vinil, assinada por Catarina Real e Gonçalo Duarte das Edições da Ruína, é uma produção artesanal em serigrafia, tornando cada exemplar único.

"Parelha na vida e na criação, tanto no seu duo em nome próprio como na presença em Sereias, Arianna Casellas e Kauê Gindri regressam ao imaginário de Montes com Luz Lejana, Cálida Neblina numa parceria entre a Ovo Estrelado e as Edições da Ruína. 

Sucessor do diarístico Vozes Antenas Fragas de 2021, Luz Lejana, Cálida Neblina acusa de forma benigna a passagem destes cinco anos numa música que, sem perder o seu cariz intuitivo, se assume mais auto-determinada e consciente das suas direcções.

Com origens na Venezuela e no Brasil, transmutadas para o centro do Porto, com passagem por Trás-os-Montes, Arianna e Kauê invocam para Montes essa cartografia vasta sem a deterem num lugar específico, com vista para um horizonte fabulado a partir da terra, das histórias e dos mitos. O seu próprio folclore. Inventado a partir de guitarras acústicas e eléctricas, violoncelo, sopros e vozes que se enredam por entre melodias assombradas, paisagens bucólicas, passagens hipnóticas de tensão harmónica e descargas de ruído que fluem ao seu próprio tempo.

As vozes de Casellas a conjurar os espíritos de María Lionza e das Mulheres de Saber de Trás-os-Montes num corpo múltiplo que levita sobre dedilhados de guitarra respigados à poeira dos dias, mantras e melodias lancinantes de violoncelo e êxtase electrificado. A indagar para fora destes e de outros lugares e tempos, como quem se deixa levar pelos mistérios para fazer disso obra. O que se oculta naqueles Montes?" - Bruno Silva (Ondness)

05 Novembro - Cosmos, Lisboa 
08 Novembro - Space Festival, Centro Cultural de Verdoejo, Valença 
20 Novembro - Cooperativa Mula, Barreiro 
07 Dezembro - CAAA, Guimarães

terça-feira, 27 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 27/10/26

1 - Ptolemea - Gaivota
2 - Universos Dissonantes - Alerto-te
3 - Ressonant - Os ventos mudaram
4 - Ordem Crucial - Cais 2024
5 - O Castelo - Parece setembro
6 - Rodrigo Leão - Andava eu... (c/ Francisco Palma)
7 - Linda Martini - Amor combate
8 - Escárnio - Sempre sempre

9 - José Carrapato - Brinquedos
10 - Primata - I have a dream (orador Martin Luther King)
11 - Astronauta Desaparecido - Comme ça (c/ a voz de Antonin Artaud)
12 - Herr G meats Fuel2fight - Às vezes lá no meu monte
13 - Sci Fi Industries - Bad at parties
14 - João Lucas - Chaos paradise
15 - Orquestra Popular de Paio Pires - Arroz doce

NA ZDB EM NOVEMBRO

 



















SEXTA 6 / 22H
Coelho Radioactivo apresenta ANTI-ONTEM ← Nuno Loureiro

Canções acústicas assombradas por sons que existem entre o nevoeiro e um desespero solitário, numa temperatura amena que impossibilita ouvir-se estes sons como sons de desespero. Coelho Radioactivo procurou algo absoluto no prolongamento da existência, da sua, das suas ideias, das suas canções. E conseguiu isso e algo mais neste Anti-Ontem.

Nuno Loureiro é um produtor, multi-instrumentista e artista sonoro do Porto. A sua insistência na experimentação com abordagens processuais faz com que o seu som esteja em constante evolução. Editou Lua Onus pela Superpang em 2023.

SEGUNDA 9 / 21H
Mondo Negro x ZDB: Powerplant ← Thee Seizures

Delírio nascido em Londres da mente do ucraniano Theo Zhykharyev que foi amealhando culto virtual ao longo dos anos e é hoje uma banda de pleno de direito. Recolhendo inspiração no Garage Punk dos Misfits, na facção gótica do post-punk, nas atmosferas húmidas da Dungeon Synth e, claro está, no Black Metal, Powerplant encarnam com uma boa onda e sem sobranceira as tropes de género, exultando no seu último álbum – Bridge of Sacrifice – as suas valências em malhas absolutamente memoráveis no corropio caleidoscópico.

Formados em 2023, os Thee Seizures surgiram como resposta ao panorama musical previsível dos dias de hoje. Com um pé firmemente assente no punk e o outro a explorar territórios psicadélicos, a dupla constrói um som explosivo, cru e experimental.

TERÇA 10 / 21H
keiyaA apresenta hooke’s law ← oseias.

Quando o sucesso finalmente chega e aumenta o número de possibilidades, quantos aguentam a pressão desse esticão? hooke’s law, o segundo álbum de keiyaA, é um conjunto de respostas e reflexões sobre essa questão, pensando de que formas a vida se altera e mantém a mesma quando se conquista a crítica, os seus pares e o mundo.

oseias. é produtor e DJ com base em Lisboa. Com uma ligação à música desde a infância, cresceu num ambiente artístico e começou a produzir as primeiras faixas desde muito cedo.

SEXTA 20 / 22H
Horse Jumper of Love ← Digital Device

Matéria de sonhos. A primeira coisa que vem à cabeça quando se ouve Horse Jumper Of Love pela primeira vez passa por aí. Foi assim com a estreia, álbum homónimo que este ano celebrou dez anos. Olha-se para o céu querendo que por lá exista uma ideia de não limite, fornecendo a única resposta satisfatória para o hoje. Dimitri deixa ideias em suspenso, tanto na escrita, como na forma como conduz a voz, libertando-a, por vezes, no ar, como se aquela ideia não tivesse fim, aquele sonho não pudesse acabar ou que o fim não tem de ser determinado pela ideia de fim.

Movendo-se entre momentos de intensidade crua, passagens atmosféricas e estruturas pouco convencionais, os Digital Device procuram equilibrar experimentação e acessibilidade, criando músicas que tanto podem explodir em distorção como revelar uma sensibilidade melódica imediata.

SÁBADO 21 / 22H
Cloud Nothings ← VEENHO

São as canções. Por mais paleio que se gaste a descortinar a progressão do grupo de Cleveland e as valências poéticas, harmónicas, formais açambarcadas e/ou perdidas ao longo de nove álbuns, é no rasto memorável da canção que perdura a sua essência. Antémicas, vividas com o coração na garganta e a urgência das palavras que daí se libertam, sem nunca cair na esparrela populista, mas talhadas para coro a plenos pulmões e lugar fixo num consciente colectivo indie.

VEENHO é uma banda de noise-pop que constrói colagens de baixa fidelidade marcadas pela tensão entre caos e melodia, barulho e harmonia. Entre guitarras distorcidas, solos intensos e letras emocionais e salvíficas, exploram novas abordagens ao indie rock enquanto honram o legado alternativo dos anos 90.

QUARTA 25 / 21H
Maria BC apresenta Marathon ← Tomé Capa

Ao terceiro álbum, Maria BC conseguiu reunir um sentimento de fragilidade com uma certeza dura, quase intransigente. As suas canções tanto são frágeis como assertivas. Sem que exista realmente um sentido de equilíbrio de forças, não é bem isso. É algo que surge por necessidade de olhar para o mundo, seja de uma forma micro, concentrada em si, ou macro, deslocada para uma ideia de controlo das máquinas, pouco ligada à ficção científica.

A prática criativa de Tomé Capa abrange várias disciplinas artísticas: instalação, design, cenografia, performance, ilustração e desenho, edição e escrita, fotografia, vídeo e música. Uma característica recorrente no seu trabalho artístico é a interatividade com o público.

QUINTA 26 / 21H
TRAVO apresentam Wasteland

Os Travo apresentam aqui o novíssimo Wasteland, disco que amplifica as projecções estelares de Astromorph Gods a um ponto de fusão onde os leads de guitarra expansivos, ritmos galopantes, cascatas de fuzz, passagens espectrais de sintetizador, delírios de wah wah, ecos e melodias vocais entre o berro e a memorabilia 70s se cristalizam num baque tão físico na sua musculatura sónica quanto aberto para devaneios mentais.

ASTRA VAGA ESTREIA FIMME AO VIVO

 




 

 

 

 








 

Astra Vaga apresenta no próximo dia 5 de novembro, na Circus Network, no Porto, o filme ao vivo gravado no Centro Comercial Cedofeita. Realizado por Irish Faverio e filmado integralmente em câmaras analógicas Video8 e VHS-C, o registo reúne interpretações de “Lamento”, “Noite a Cair” e “Nada a Meu Favor”, três temas do álbum de estreia “Unção Honrosa”, editado em janeiro.

A apresentação na Circus Network leva assim a público um filme com cerca de 14 minutos que coloca a música de Astra Vaga no interior de um dos espaços comerciais históricos da cidade. Entre corredores, lojas e diferentes zonas do Centro Comercial Cedofeita, a atuação da banda cruza-se com imagens do próprio edifício e com uma breve introdução à sua história.

Aberto em 1978, o Centro Comercial Cedofeita aproxima-se das cinco décadas de existência. Mais do que funcionar apenas como cenário para a atuação, o espaço assume um papel central no filme, colocando lado a lado a presença atual da banda e os vestígios de um lugar que atravessou diferentes épocas da cidade.

Essa relação é reforçada pela própria linguagem visual escolhida para o projeto. Filmado em Video8 e VHS-C, o registo recupera tecnologias analógicas que acentuam a textura e as imperfeições da imagem, aproximando o filme do universo estético que Pedro Ledo tem vindo a desenvolver em Astra Vaga e da relação entre memória, passado e presente que atravessa “Unção Honrosa”.

“Lamento”, “Noite a Cair” e “Nada a Meu Favor” surgem no filme em versões ao vivo interpretadas por Pedro Ledo na guitarra e voz, Pedro Ferreira na guitarra, Pedro Adelino no baixo e Eduardo Carneiro na bateria. A captação, mistura e masterização ficaram a cargo de Pedro Feio.

A realização é assinada por Irish Faverio, que assume também a captação de imagem juntamente com Ricardo Vicente, Fred Stop, Eduardo Ferreira e Manuel Couto.

Editado a 15 de janeiro, “Unção Honrosa” marcou a estreia em longa-duração de Astra Vaga e a primeira vez que Pedro Ledo, anteriormente ligado a projetos como The Miami Flu e Lululemon, assumiu a escrita e composição em português. Desenvolvido em diferentes casas onde o músico viveu no Porto, o disco nasceu num período de rutura com a vida corporativa e da decisão de se dedicar integralmente à criação artística.

Ao longo do álbum, Astra Vaga cruza dream pop e pós-punk através de guitarras densas, baixo de pulsação marcada e sintetizadores, num conjunto de canções onde desilusão romântica, saudade, depressão e fragilidade convivem com uma procura de libertação pessoal. A mistura ficou a cargo de Zé Nando Pimenta, nos Estúdios ARDA, e a edição foi assegurada pela Saliva Diva.

A dimensão visual acompanha o projeto desde a sua génese, através do recurso a vídeo analógico, glitching e texturas de baixa fidelidade. No filme realizado por Irish Faverio, essa linguagem encontra um espaço concreto da cidade e estabelece um diálogo entre as canções de “Unção Honrosa”, a memória visual do formato analógico e as marcas acumuladas no Centro Comercial Cedofeita desde o final da década de 1970.

A apresentação de 5 de novembro na Circus Network será a oportunidade de assistir ao filme no Porto, reunindo num mesmo registo três momentos de “Unção Honrosa” e um espaço da cidade que, tal como as imagens que o documentam, preserva os sinais da passagem do tempo.

TREMOR 2027 REVELA PRIMEIRAS CONFIRMAÇÕES










Acid Mothers Temple, Horse Lords, Dora Morelenbaum, Femme Falafel, Edredon Sensible e Coro das Mulheres da Ilha estão entre os primeiros nomes anunciados para a edição de 2027, que decorre de 16 a 20 de março, na ilha de São Miguel, nos Açores.

Entre 16 e 20 de março de 2027, o Tremor regressa à ilha de São Miguel, nos Açores, para mais uma edição dedicada à descoberta musical e ao encontro entre arte, território e comunidade. As primeiras confirmações do cartaz revelam uma programação que atravessa diferentes geografias e linguagens, da psicadelia japonesa ao jazz, da experimentação electrónica às novas expressões da música brasileira, passando pelo rock, pelas culturas de dança e pela criação comunitária açoriana.

A psicadelia ocupa um lugar de destaque nestas primeiras confirmações com os japoneses Acid Mothers Temple, coletivo fundado por Kawabata Makoto em 1995, cuja extensa discografia se constrói a partir da improvisação e de uma exploração permanente das possibilidades do rock cósmico, do folk experimental e do noise. A esta viagem junta-se o imaginário singular dos Ak’chamel, projeto oriundo do Texas que combina psicadelia desértica, folk ritual e uma estética xamânica pós-apocalíptica.

A repetição e a exploração rítmica encontram outras possibilidades nos norte-americanos Horse Lords, quarteto de Baltimore que cruza rock instrumental, minimalismo, polirritmias e afinações microtonais. Próximos desta ideia de movimento contínuo, mas com uma expressão mais física e explosiva, os franceses Edredon Sensible apresentam uma formação invulgar de dois saxofones e duas baterias. A partir de ritmos inspirados nas batucadas brasileiras, riffs circulares e impulsos minimalistas, o grupo constrói um jazz de transe onde a precisão coletiva e a liberdade da improvisação se encontram. A experimentação eletrónica assume uma expressão particularmente imprevisível com os finlandeses MUOVIPUSSI, trio que combina rap, pop fragmentada, metal e uma atitude punk, numa sucessão de mudanças rítmicas, vozes guturais e momentos de teatralidade surrealista.

No universo da música brasileira confirma-se Dora Morelenbaum, jovem artista que tem aproximando a sofisticação harmónica da canção brasileira de uma pop intimista e contemporânea. Também a partir do diálogo entre diferentes tradições musicais, a pianista e compositora luso-angolana Gisela Mabel desenvolve uma escrita para piano em que a formação clássica e a liberdade do jazz convivem com ritmos africanos e brasileiros.

A irreverência e o confronto entre géneros atravessam outras confirmações nacionais. Femme Falafel, alter ego de Raquel Pimpão, cruza hip-hop, jazz, disco, house e MPB com uma escrita marcada pelo absurdo, pela ironia e por um olhar mordaz sobre os pequenos dramas do quotidiano. Já Escárnio faz da urgência do rock de espírito punk um veículo para expressar a raiva, a vulnerabilidade e as experiências vividas pelas mulheres, com guitarras abrasivas, refrões incisivos e letras sem concessões. A intensidade das guitarras prolonga-se nos TRAVO, quarteto de Braga e do Porto que aproxima o rock psicadélico do garage, do prog e da agressividade do thrash metal.

Nas pistas de dança, O Ghettão reúne DJ Nigga Fox, DJ Danifox e DJ Firmeza numa exploração coletiva das relações entre afro-deep-house polirrítmico, kuduro e minimalismo jazzístico. A partir do México, Rosa Pistola prolonga esta exploração das culturas de dança, reinventando o reggaeton underground através de ligações à guaracha, ao tribal mexicano, à cumbia, ao funk e ao dembow.

A ligação entre música, identidade e comunidade encontra uma expressão particular no Coro das Mulheres da Ilha, projeto artístico criado em São Miguel no âmbito de Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura, sob direção musical e artística de Vânia Couto. Reunindo mulheres de diferentes gerações, o coro aproxima a tradição musical portuguesa da identidade açoriana e das experiências femininas contemporâneas, transformando o canto coletivo num espaço de criação e afirmação comunitária.

Os passes gerais para o Tremor 2027 encontram-se esgotados. O festival colocará à venda os passes semanais no final de 2026 e passes de fim de semana no início de 2027. 

Mais informações em tremor-pdl.com.