sexta-feira, 25 de setembro de 2026

RØVIN APRESENTA LOUCOS





















Depois de “Não Pode Chover” e “Motard”, RØVIN apresenta “Loucos”, o novo single do projeto a solo de Rui Santos. Integralmente composta, interpretada, gravada, misturada e masterizada pelo próprio artista, a canção assume uma abordagem direta ao amor e à relação entre duas pessoas, dando continuidade a um percurso autoral construído a partir de experiências e emoções pessoais.

“Loucos” parte de uma ideia deliberadamente simples. Nas palavras do próprio RØVIN, trata-se de “uma simples canção de amor”, centrada na intimidade, no desejo e na cumplicidade que se estabelecem dentro de uma relação. Depois de abordar a frustração quotidiana em “Não Pode Chover” e a sensação de liberdade associada ao universo das motas em “Motard”, Rui Santos dirige agora a escrita para a experiência amorosa.


Ao longo da canção, pequenos gestos e manifestações de proximidade vão construindo esse retrato. O sorriso, a descoberta do outro, o beijo, o olhar ou a vontade de permanecer junto de alguém aparecem como diferentes expressões de uma mesma ligação, numa letra que encontra na ideia de “lar” uma das imagens para descrever o sentimento de pertença associado à relação.

A vontade de escapar a dois atravessa igualmente “Loucos”. Entre a afirmação de que a pessoa amada é “um mundo à parte” e o desejo de a “levar a Marte”, a canção desloca a relação para um espaço próprio, afastado do exterior. A repetição de “antes que seja tarde” introduz, por sua vez, uma ideia de urgência, contrapondo à simplicidade da declaração amorosa a necessidade de viver e expressar essa ligação no presente.

É na parte final que surge a imagem que dá título ao single. “Tu e eu / somos muito mais que loucos” transforma a loucura numa forma de nomear a cumplicidade entre os dois protagonistas, encerrando a canção a partir de uma celebração assumida da relação e daquilo que a distingue aos olhos de quem a vive.

“Loucos” reforça também a dimensão independente de RØVIN. Desta vez, Rui Santos assume sozinho todo o processo musical, da composição à interpretação vocal e instrumental, ficando igualmente responsável pela mistura e masterização. A concentração das diferentes etapas num único criador prolonga a natureza autodidata que tem marcado o desenvolvimento do projeto desde o início.

Por trás de RØVIN encontra-se um percurso construído a partir de uma relação prolongada com a escuta e a descoberta musical. Rui Santos cresceu rodeado por jazz, blues, big band, rock e pop dos anos 70, referências que começaram por chegar através das sessões de audição proporcionadas pelo pai e que viriam a marcar a sua aproximação à criação.

A aprendizagem instrumental surgiu já na idade adulta, primeiro através da viola e da guitarra e, posteriormente, do piano. Sem formação académica na área, desenvolveu de forma autodidata uma prática assente na experimentação e na utilização de ferramentas digitais de produção, acabando por encontrar na composição um espaço regular de expressão pessoal.

Depois de inaugurar o projeto com “Não Pode Chover” e de lhe dar continuidade através de “Motard”, RØVIN chega a “Loucos” com uma canção que troca a observação do quotidiano e a estrada por uma declaração amorosa sem grandes desvios: a celebração de duas pessoas, da intimidade que partilham e da possibilidade de serem “loucamente loucos” uma pela outra.

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