sexta-feira, 25 de setembro de 2026

SQUARE ANUNCIA PRIMEIROS NOMES









Depois da estreia em 2025, o SQUARE regressa para a sua segunda edição, entre 27 e 30 de janeiro de 2027, com uma programação que ocupará diversos espaços das cidades de Braga, Famalicão, Guimarães e Viana do Castelo. Mantendo o formato de festival-convenção dedicado à música nascida nas margens do Atlântico, o SQUARE volta a reunir artistas, profissionais e agentes culturais de diferentes geografias, cruzando concertos, showcases, conferências, conversas e momentos de networking.

A segunda edição apresenta hoje os primeiros nomes da programação: Anna Vis (Brasil), Carme López (Espanha), Chisara (Reino Unido), Crizin da Z.O. (Brasil), Gisela Mabel (Portugal), Helviofox (Portugal), I’A’V (Portugal), IBSXJAUR (Portugal), iD-sus (Senegal), Land Whales (Cuba), Letus (Angola), Miguel Pedro & Serge Fritz (Portugal), Nico Espinoza (Chile), Sgo (Reino Unido) e TRAVO (Portugal).

Anna Vis aproxima a canção tradicional brasileira da spoken word, do noise e da música experimental, colocando a voz no centro de uma linguagem que incorpora guitarra, electrónica e técnicas vocais expandidas. A partir da Galiza, Carme López dedica-se às sonoridades da tradição oral, com especial atenção aos repertórios vocais, à percussão de mão e às possibilidades contemporâneas da música popular galega. Chisara habita um território entre música, performance e artes visuais, onde ritmos fortes, voz intensa e poesia dão forma a uma linguagem “afro-art-pop” de atitude punk. Do Brasil, os Crizin da Z.O. propõem uma electrónica rápida e física, nascida do encontro entre funk carioca, drum ’n’ bass, punk e gabba. A linguagem de Gisela Mabel parte do piano e aproxima jazz, música clássica e composição contemporânea de tradições rítmicas africanas e brasileiras. Movendo-se agilmente entre garage, afrohouse, kuduro e R&B, Helviofox afirma-se como uma das vozes mais promissoras da batida, com uma abordagem marcada por ritmos incisivos, edits inesperados e pulsação sensual. As I’A’V constroem paisagens sonoras mutáveis a partir de electrónica, voz, silêncio, texturas e instrumentos acústicos, numa música onde o delicado e o abstracto convivem. No universo de IBSXJAUR, a pop melódica e crua de JAUR encontra as produções electrónicas de IBS, entre techno, drum’n’bass e hyperpop, dando origem a uma música intensa e orientada para o corpo. A dupla iD-sus trabalha na intersecção entre matéria e som, desenvolvendo uma prática experimental que parte da eletrónica e da exploração física do som. Formados em Havana em 2021, os Land Whales exploram as zonas de contacto entre noise rock, post-punk, shoegaze e sludge. No SQUARE, Martín Schellekens apresenta-se a solo, levando esta linguagem para um formato mais experimental. No trabalho de Letus, o semba encontra o gospel, o jazz, o R&B, a salsa e o reggae, numa sonoridade enraizada na riqueza da música angolana e atravessada por temas como a esperança, a fé e a identidade. Com percursos a solo ligados ao rock, à electrónica e à música experimental, Miguel Pedro & Serge Fritz encontram-se numa criação conjunta que cruza as suas experiências e abre espaço à composição e à exploração sonora. A música de Nico Espinoza coloca a escuta no centro da experiência, combinando electrónica ao vivo, áudio espacial e elementos site-specific que propõem uma relação próxima entre corpo, espaço e ambiente. A partir de harpa, acordeão e voz, as escocesas Sgo dão uma nova forma à tradição musical da Ilha de Skye, combinando repertório e instrumentos tradicionais com composição própria. Vindos de Braga e Porto, os TRAVO levam ao palco uma mistura de psicadelismo, garage rock, prog-rock e thrash metal, construída sobre distorção, riffs, solos de guitarra, vozes guturais e uma forte dimensão física.

A decorrer em Braga entre 27 e 29 de janeiro, a conferência SQUARE propõe um programa feito de conversas, assembleias, espetáculos, visitas guiadas, filmes e programas de rádio, reunindo diferentes perspetivas em torno da ideia de Continuidade. Nesta edição, o evento dá espaço aos projetos que subsistem, aos atos de reparação e cuidado e às pessoas que constroem as redes de sustentação do ecossistema musical mais alternativo, explorando tanto as práticas que atravessam gerações como os pequenos gestos de transformação que persistem para lá das tendências da indústria e da aceleração tecnológica. Entre a utopia das rádios comunitárias, a colaboração artística transgeracional, os relatos de artistas e estruturas que atravessaram momentos de descontinuidade e a história de instrumentos centenários preservados por vontade e esforço popular, o programa questiona como se constrói a continuidade, que variáveis a sustentam e que futuros podem revelar aquilo que permanece.

Mais novidades sobre a programação musical e as pessoas e projetos convidados para a conferência serão anunciados em outubro. Os bilhetes para o SQUARE podem ser adquiridos em bol.pt , estando os preços entre os 25 e os 75 euros. Mais informações em https://www.squarefestival.pt/

O SQUARE é um legado da Braga 25 - Capital Portuguesa da Cultura, sendo promovido pela Faz Cultura - Empresa Municipal de Cultura de Braga, com organização da Lovers & Lollypops.

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