Fotografia por Alessandra Peviani
A 23 e 24 de outubro, os Bandua levam à Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, o segundo álbum da dupla, BANDUA II. Entre o cancioneiro popular português e a música eletrónica, Bernardo D’Addario e Edgar Valente exploram novas geografias, memórias e identidades, num espetáculo que cruza música, cenografia e vídeo-arte.
Depois da edição de BANDUA II, a 2 de outubro, em CD, vinil e no Bandcamp, pela editora berlinense Ajabu! Records, e a 9 de outubro nas restantes plataformas digitais, os Bandua apresentam o novo álbum ao vivo em dois concertos, a 23 e 24 de outubro, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa. As atuações dão início à tRAVEssia, a digressão de lançamento do segundo trabalho da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente.
Em BANDUA II, os Bandua partem da relação entre memória, território e futuro para alargar o universo musical apresentado no primeiro álbum. Se Bandua I construía um mito de origem entre Berlim e a Beira Baixa, o novo disco desloca o foco para o encontro entre diferentes identidades, tradições e geografias. Como explica Edgar Valente, “o eixo deixa de ser a identidade e passa a ser a alteridade”, numa reflexão sobre a pluralidade e a transformação que resultam do contacto entre culturas.
O cancioneiro popular português continua a ser uma das bases do projeto, agora alargado a referências de outras regiões, como o Alentejo, e a diferentes heranças culturais, do Egito Antigo ao Norte de África e às tradições célticas. A estas referências juntam-se canções originais e uma abordagem renovada à música eletrónica. O downtempo perde a predominância do primeiro álbum, dando lugar a ritmos mais acelerados, momentos progressivos e incursões pelo drum and bass.
A ideia de circulação atravessa também o imaginário do disco. Portugal surge como um porto de passagem, onde memórias, pessoas e legados se encontram e transformam. A metáfora da polinização traduz esta dinâmica de troca, enquanto o barco, central no tema “Barquinho”, representa a necessidade de navegar em conjunto. É a partir desta imagem de ligação e interdependência que os Bandua constroem uma nova etapa do projeto.
Nos concertos de Lisboa, este universo ganha uma dimensão cénica própria. A cenografia, concebida por Pedro Conceição em parceria com o Centro Cultural de Lagos, amplia para o palco o barco de papel presente na capa do álbum. A estrutura será acompanhada por lasers e conteúdos de vídeo-arte da Paleta Itinerante, desenvolvidos a partir de imagens captadas por João Alkmim. O espetáculo integra ainda o universo visual associado ao disco, cuja capa foi concebida por Carolina Mandrágora e cujos novos figurinos são da autoria de Nuno Gama.
quem são Bandua
Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. A sua prática assenta na articulação entre a memória e a cultura portuguesa e as tendências musicais contemporâneas globais, construindo uma linguagem de música eletrónica enraizada no território. O resultado cruza elementos digitais e orgânicos, tecnologia e tradição, esbatendo fronteiras entre campo e cidade, passado e futuro, local e global.
D’Addario e Valente inscrevem-se, neste contexto, como parte de uma geração que convoca e cruza heranças culturais diversas, refletindo simultaneamente uma ancestralidade plural e uma prática artística aberta à absorção e transformação das linguagens musicais contemporâneas.
Se em BANDUA o discurso incidia sobre dimensões identitárias e interpretativas de uma narrativa que se iniciava com “Era Assim”, em BANDUA II o enfoque desloca-se para a afirmação do presente e das suas possibilidades, assumindo uma abordagem menos centrada na construção de mito e mais orientada para a realidade, sintetizada na formulação “É Assim”.
Trata-se de um disco que coloca no centro a aceitação da alteridade, em articulação com a revisão crítica das noções de identidade. Um movimento de reaproximação ao passado com o objetivo de produzir música no presente, orientada por uma escuta projetada para o futuro.
Depois da edição de BANDUA II, a 2 de outubro, em CD, vinil e no Bandcamp, pela editora berlinense Ajabu! Records, e a 9 de outubro nas restantes plataformas digitais, os Bandua apresentam o novo álbum ao vivo em dois concertos, a 23 e 24 de outubro, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa. As atuações dão início à tRAVEssia, a digressão de lançamento do segundo trabalho da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente.
Em BANDUA II, os Bandua partem da relação entre memória, território e futuro para alargar o universo musical apresentado no primeiro álbum. Se Bandua I construía um mito de origem entre Berlim e a Beira Baixa, o novo disco desloca o foco para o encontro entre diferentes identidades, tradições e geografias. Como explica Edgar Valente, “o eixo deixa de ser a identidade e passa a ser a alteridade”, numa reflexão sobre a pluralidade e a transformação que resultam do contacto entre culturas.
O cancioneiro popular português continua a ser uma das bases do projeto, agora alargado a referências de outras regiões, como o Alentejo, e a diferentes heranças culturais, do Egito Antigo ao Norte de África e às tradições célticas. A estas referências juntam-se canções originais e uma abordagem renovada à música eletrónica. O downtempo perde a predominância do primeiro álbum, dando lugar a ritmos mais acelerados, momentos progressivos e incursões pelo drum and bass.
A ideia de circulação atravessa também o imaginário do disco. Portugal surge como um porto de passagem, onde memórias, pessoas e legados se encontram e transformam. A metáfora da polinização traduz esta dinâmica de troca, enquanto o barco, central no tema “Barquinho”, representa a necessidade de navegar em conjunto. É a partir desta imagem de ligação e interdependência que os Bandua constroem uma nova etapa do projeto.
Nos concertos de Lisboa, este universo ganha uma dimensão cénica própria. A cenografia, concebida por Pedro Conceição em parceria com o Centro Cultural de Lagos, amplia para o palco o barco de papel presente na capa do álbum. A estrutura será acompanhada por lasers e conteúdos de vídeo-arte da Paleta Itinerante, desenvolvidos a partir de imagens captadas por João Alkmim. O espetáculo integra ainda o universo visual associado ao disco, cuja capa foi concebida por Carolina Mandrágora e cujos novos figurinos são da autoria de Nuno Gama.
quem são Bandua
Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. A sua prática assenta na articulação entre a memória e a cultura portuguesa e as tendências musicais contemporâneas globais, construindo uma linguagem de música eletrónica enraizada no território. O resultado cruza elementos digitais e orgânicos, tecnologia e tradição, esbatendo fronteiras entre campo e cidade, passado e futuro, local e global.
D’Addario e Valente inscrevem-se, neste contexto, como parte de uma geração que convoca e cruza heranças culturais diversas, refletindo simultaneamente uma ancestralidade plural e uma prática artística aberta à absorção e transformação das linguagens musicais contemporâneas.
Se em BANDUA o discurso incidia sobre dimensões identitárias e interpretativas de uma narrativa que se iniciava com “Era Assim”, em BANDUA II o enfoque desloca-se para a afirmação do presente e das suas possibilidades, assumindo uma abordagem menos centrada na construção de mito e mais orientada para a realidade, sintetizada na formulação “É Assim”.
Trata-se de um disco que coloca no centro a aceitação da alteridade, em articulação com a revisão crítica das noções de identidade. Um movimento de reaproximação ao passado com o objetivo de produzir música no presente, orientada por uma escuta projetada para o futuro.

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