segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

MR. SAMSA LANÇA SINGLE

DISGRACE é o primeiro single e videoclip de Mr. Samsa, disponível no Soundcloud e Youtube.

Gravado em nossa casa, espelhando uma certa atitude DIY que Mr. Samsa extrai da filosofia punk, foi depois misturado e masterizado por Pedro Janela na Mastermix, conhecido por projectos musicais como os The Casino Royal ou bandas sonoras para filmes, como Jacinta, Soldado Milhões ou Quinze Pontos na Alma.

Nesta primeira apresentação, Mr. Samsa despe a música até aos ossos. Uma guitarra acústica. A voz. Nada mais. Mr. Samsa acredita que as melhores canções são as que conseguem demonstrar o seu poder sem recurso a elementos acessórios e desnecessários.

A sonoridade é rock. Não arriscamos adjectivar mais do que isto. Mr. Samsa é apreciador de uma vasta diversidade de estilos musicais, com particular foco no rock dos anos 90, sendo Jeff Buckley e Pearl Jam duas das suas maiores influências. Ele pretende ser eclético, ousado e sofisticado, sem deixar de ser acessível. Mr. Samsa ambiciona criar uma sonoridade unicamente sua. Acima de tudo, Mr. Samsa pretende soar a novo. Mr. Samsa acredita que é preciso um novo rock para uma nova era. Nós acreditamos em Mr. Samsa.

Prova da incansável criactividade de Mr. Samsa é a campanha de lançamento de Disgrace. Uma série de 12 teasers, lançados no Facebook, revelam diferentes facetas deste homem-insecto. Encontramos suspense, terror, alegria, melancolia, sentido de humor, pequenas criações de um artista que aspira a ser muito mais do que um mero tocador de canções.

Assim, orgulhamo-nos em acreditar, e afirmamos sem qualquer receio, que temos em mãos um dos artistas emergentes mais promissores, criativos e inovadores de toda a indústria musical portuguesa actual.


PROGRAMA DE 04/02/19

1 - Flak - Verão
2 - Palas - Esperança
3 - Xave - Se foi amor
4 - Cati Freitas - Meu amor
5 - Indignu - Clausura dos que sentem
6 - Galo Cant'às Duas - Guia do fazer
7 - Quadra - Cacau
8 - Filipe Miranda - NiNi
9 - Homem em Catarse - Covilhã (em maio)
10 - Old Jerusalem - Black pool of water and sky
11 - Mr. Samsa - Disgrace
12 - Raquel Ralha & Pedro Renato - People are strange
13 - Misfit Trauma Queen - Cannibal Horse
14 - The Legendary Tigerman - Child of lust
15 - Trauma Lips - Empty bottle

MISFIT TRAUMA QUEEN LANÇA EP
















BIOGRAFIA:
Como baterista e produtor auto-didacta, David Taylor exprime-se em Misfit Trauma Queen para consolidar uma mistura de géneros pouco ortodoxa em instrumentais clinicamente afiados sobre melodias extraídas de outras dimensões.

GENERO:
Electronico/Instrumental/Experimental

INFLUÊNCIAS:
Misfit inspira materializar o estranho absurdo de Lynch no industrial agressivo de Death Grips. Um duelo entre a esquizofrenia rítmica de Flying Lotus com texturas míticas ao estilo de Forest Swords, resultam em dinâmicas estatísticas e extravagantes fazendo lembrar as composições de The Dillinger Escape Plan.

NOVIDADES:
Misfit Trauma Queen celebra o lançamento do Ep EXTERNAL no dia 1 de Fevereiro. O EP reune 5 faixas que evidenciam a vastidão do campo sonoro que Misfit pretende explorar. EXTERNAL é um um carrossel de dinâmica instrumental que atravessa o Electro, o Hip-Hop, Jazz e Heavy Metal através de estranhas paisagens sonoras. O resultado é uma viagem inquietante que sujeita o ouvinte a forças imprevisíveis. De velocidades estonteantes a travagens vertiginosas, EXTERNAL revela-se um misterioso híbrido de elementos digitais e acústicos que nos transportam para um sonho de David Lynch.

LINKS:
https://open.spotify.com/album/21UODTYsdpJz9QhJbw5ndO
https://misfittraumaqueen.bandcamp.com/album/external-ep
www.facebook.com/misfittraumaqueen
www.instagram.com/misfittraumaqueen
 

FREDERICO BC AO VIVO

O IMPULSO ESTA DE VOLTA












23 —25 de Maio | Caldas da Rainha

Bruno Pernadas, Allen Halloween, HHY & The Macumbas, Lavoisier, Whales e Riding Pânico são alguns dos primeiros nomes confirmados para o Impulso 2019, que promete mais de 40 concertos, exposições, ciclos de cinema e conferências em torno do universo das artes e do espectáculo. Apostando na criação de momentos musicais únicos e inéditos, o Impulso 2019 apresenta ainda uma das novidades da sua 2ª edição: as residências artísticas, que nascem e florescem nas Caldas da Rainha chegando ao público materializadas sob a forma de um concerto único. A primeira residência anunciada reúne Filho da Mãe, Miguel Nicolau, EGBO e LAmA.

Entre os primeiros quinze nomes anunciados destacam-se ainda: a música livre de Jasmim, que acaba de lançar o disco Culto da Brisa, e cruza influências que tocam no psicadelismo, na folk americana e na música popular portuguesa; MONDAY o projecto a solo de Cat Falcão, uma das metades das Golden Slumbers; os agitadores culturais e co-fundadores da rave queer, trans, feminista e sex positive mina, Violet b2b Marum; Iguana Garcia que já nos habituou às suas sonoridades de fusão psico-electro-pop explosiva com loops de guitarra, sintetizadores e beats electrónicos; Sallim também com um disco acabado de sair pela família da Cafetra Records, A Ver o que Acontece, uma lufada de ar fresco no cancioneiro pop português sem descurar influências destes e de outros tempos; a batida abrasiva dos COLÓNIA CALÚNIA; o rock experimental dos Melquiades e por fim, a banda lisboeta que vai trilhando o seu percurso cósmico e já desenvolveu colaborações com Helena Espvall, Vashti Bunyan e Bert Jansch: Beautify Junkyards.

O Impulso renasce assim entre 23 e 25 de Maio nas Caldas da Rainha privilegiando a relação com o município e renovando o seu envolvimento com a cidade, a partir de uma organização colaborativa entre alunos e professores da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (Instituto Politécnico de Leiria) com a co-produção da Licenciatura em Som e Imagem e a Associação da Juventude da cidade (ADJ CR).

Os bilhetes para os três dias já podem ser adquiridos a preço especial early-bird (30€) na Bilheteira Online, FNAC, Worten, CTT e restantes pontos aderentes.

FLAK LANÇA NOVO SINGLE “VERÃO”

"Verão” é o mais recente single retirado de Cidade Fantástica, 3º disco a solo de Flak, produzido por Benjamim e lançado em Outubro de 2018.

"O Verão é uma canção sobre o mundo fantástico em que vivemos. Não há nenhum que se assemelhe no sistema solar. Temos montanhas mares cores pássaros que cantam nas árvores, um céu estrelado. Provavelmente não existirá nenhum igual no Universo a não ser que existam Universos paralelos.

A realidade não existe. A realidade é aquilo que nós queremos ver. Nós é que fazemos a nossa realidade. Quem reflectir um pouco sobre a beleza das coisas e a nossa pequenez, há de lhe sobrar menos tempo e vontade de odiar o vizinho ou aqueles que não são como ele.
Obrigado ao Benjamim por ter compreendido tão bem a canção e à Mariana Norton que fez um arranjo vocal lindíssimo. Paz e Amor".

Flak

Depois de passagens pelo Teatro Cine de Torres Vedras e de duas noites no Teatro Ibérico em Lisboa, no próximo dia 23 de Fevereiro, Flak actuará, com a sua banda, no Teatro de Vila Real, no âmbito do Festival Boreal, com várias datas na primavera e no verão a serem divulgadas em breve.

FLAK é um músico e produtor que fundou bandas como Rádio Macau e Micro Audio Waves e que conta com uma carreira de mais de 35 anos. Está de volta com um novo disco a solo chamado Cidade Fantástica - o último disco a ser gravado no agora extinto Estúdio do Olival onde ao longo de 30 anos FLAK gravou e produziu largas dezenas de discos, entre eles de Rádio Macau, Jorge Palma (incluindo o disco de platina "Voo Noturno"), Entre Aspas, GNR, Micro Audio Waves (incluindo “No Waves”, considerado um dos discos mais excitantes do ano pelo lendário John Peel da BBC Radio One), entre muitos outros.

https://www.facebook.com/flakoficial/
https://www.instagram.com/surreal_flak/
https://www.youtube.com/channel/UCgcj_xLwGtOj5l0PuVoFnjg     

domingo, 3 de fevereiro de 2019

13 fados 05/2019 (03FEV)


Dois temas novos, um regresso e na frente da tabela sem alterações

Sairam:
HALF BLIND - The Lemon Lovers
SOBRE UM TANTO MEDO - Galo Cant'às Duas
HEAVY - First Breath After Coma

Aproximam-se:
NIGHTFALLS - Best Youth
HONEY BUN - Sequin
NOVA LISBOA - Dino D'Santiago


13 (--) 01 LITTLE OF YOUR TIME - MEERA 
12 (07) 12 TEMPESTADE - Márcia 
11 (08) 12 FAÇO AS VONTADES - Capitão Fausto
10 (06) 03 ZÉ DO TELHADO - O Gajo 
09 (09) 09 TEORIAS - Salto
08 (12) 03 SOLIDÃO - Janeiro
07 (05) 04 JARDIM ILÓGICO - PI
06 (04) 03 PART OF THE NOISE - Best Youth com Moullinex
05 (RE) 07 WHAT DO YOU WANNA KNOW - Lince
04 (03) 08 SWEET LITTLE DIAMOND - The Twist Connection
03 (--) 01 O ESTRANGEIRO - Um Corpo Estranho
02 (02) 02 I'M LEAVING - Miramar
01 (01) 08 FUSÃO - Samuel Úria


Segunda semana na liderança para Samuel Úria

Entre todos os votantes temos dois premiados
MARIA RODRIGUES
DIOGO GOMES
que serão contactados pela mesma forma como enviaram as votações

Votem, enviando 5 temas de bandas/artistas diferentes
para santosdacasa(a)ruc.pt
ou então por mensagem privada
para o facebook do santos da casa
e podem ganhar prémios

Nova tabela (06/2019) a 10FEV

THE MIK APRESENTA DISCO














7 fev - Má Língua, Lisboa
8 fev - FNAC Alfragide
17 fev - FNAC Colombo
27 fev - Tokyo, Lisboa
9 mar - FNAC Cascais
10 mar - FNAC Oeiras
6 abr - Ler Devagar, Lisboa
 
Mik é um músico natural, sentindo cada nota como deveria ser sentida.

Assombrado por memórias de relações complicadas, como um poeta, ele é capaz de transformar a tristeza e a agonia no êxtase melódico. The Mik é capaz de criar músicas emocionalmente poderosas como Falling, bem como obras-primas musicais mais enérgicas, como Supposedly In Love.

Ele canta sobre suas memórias românticas, sobre erros do passado, sobre a ignorância ingênua da juventude e vai ainda mais longe, cruzando a fronteira para a sátira e crítica social.

facebook | bandcamp | spotify

Fenómeno "Supposedly In Love"... Este tema foi escolhido pelo canal alona chemerys e já conta mais de 66 500 visualizações


PROGRAMA DE 02/02/19

1 – Anaquim – Corta a barba
2 – Suave – Perdido
3 – Sérgio Godinho – Artesanato
4 – Henrique Amoroso - Olhos fechados
5 – Caio – Benedita
6 – João de Sousa - Sonho
7 - Um Corpo Estranho – O estrangeiro
8 – João Pires - Lisbonasndo (c/ Pedro Moutinho)

9 - Homem ao Mar - Adeus até mais ver
10 - Flak - Os tempos estão a mudar
11 - Medeiros /Lucas - Podre poder
12 - José Mário Branco - Cantar da viúva de emigrante
13 - Môrus - Borba
14 - Camaleão - A tasca

LAURA FLEONT LANÇA SINGLE














“Come now” é o single de estreia da banda sediada em Almada “Laura Fleont”.

O videoclipe saiu a 31 de Janeiro de 2019 e em breve a música estará disponível nas plataformas online, como o Spotify, iTunes, etc.

Laura Fleont é um projecto de rock/punk alternativo, encabeçado por Laura e composto por Duarte Dias na bateria, Argant na guitarra e Jorge Miguel no baixo.
Tudo começou quando Laura começou a compor e decidiu levar as músicas para o estúdio Music Forge para as desenvolver. No processo juntou-se o Duarte Dias à bateria, e mais tarde Argant à guitarra, um amigo de longa data. Jorge Miguel foi o último membro a ingressar na banda mas com uma presença tão familiar que fez todo o sentido.

“Acreditamos nos nossos sonhos, e acreditamos que todos temos o direito de recriar a realidade de forma destemida, focada e presente. Este é o nosso corpo, as nossas emoções. As nossas energias transformadas. A nossa voz.” Laura

O concerto de estreia de Laura Fleont está marcado para o festival Snow Black X no Crew Hassan dia 9 de Fevereiro de 2019.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

MISHLAWI REVELA ALINHAMENTO DE NOVO ÁLBUM “SOLITAIRE”



PRÉ-VENDA DE “SOLITAIRE” JÁ DISPONÍVEL:
https://MishlawiSolitaire.lnk.to/ap7X0PR
A 8 DE FEVEREIRO EM TODAS AS PLATAFORMAS DIGITAIS

CONCERTOS:

22 Fevereiro – Hard Club Porto – ESGOTADO
DATA EXTRA: 23 Fevereiro – Hard Club Porto
9 Março – Coliseu de Lisboa

Já está disponível a pré-venda do álbum de estreia de Mishlawi. “Solitaire” estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de dia 8 de Fevereiro.

O luso-americano juntou-se ao produtor sensação Prodlem para construir 12 novas músicas que caminham pelos registos HipHop e RnB que Mishlawi tem explorado nos últimos lançamentos. São exemplo disso os dois singles já conhecidos e a passar em várias radios nacionais: “Bad Intentions” e “Uber Driver”.

O álbum “Solitaire” é o projeto mais pessoal e íntimo de Mishlawi. Reflete o crescimento individual e autónomo do artista, e a forma como aprendeu a “jogar” contra as dificuldades inerentes ao momento em que se encontrava na sua composição. Como o jogo, “Solitaire” indica um desafio de superação do indivíduo para a conquista dos objetivos do artista.

Com colaborações com o sul-africano Nasty C e o norte-americano Trace Nova, com o qual já tinha colaborado no tema “Afterthought", o álbum “Solitaire” será editado pela Bridgetown Records e distribuído pela Sony Music para Portugal; pela histórica Island Records no Reino Unido e Estados Unidos America – editora responsável pelo catálogo de artistas como Drake, Ariana Grande, Kid Cudi, entre outros; e pela Universal Music na Alemanha.
“Solitaire” – alinhamento:

Sony Music Entertainment Portugal (2019)
 
01 – Win Some Lose Some (Prod. Prodlem)
02 – New Thamg (Prod. Prodlem & PdubCookin)
03 – Uber Driver (Prod. Beargothiys, Yung Tago, Prodlem)
04 – Audemars (feat. Nasty C) (Prod. Sensay Beats & Prodlem)
05 – Honor Roll (Prod. EC3 e Prodlem)
06 – Bad Intentions (Prod. Prodlem)
07 – Need a Hug (Interlude) (Prod. Prodlem & Ric&Thadeus)
08 – Selfish (Prod. Prodlem)
09 – Too Basic (feat Trace Nova) (Prod. Prodlem)
10 – Figure It Out (Prod. Prodlem)
11 – I Could (Prod. Kyriefx & Prodlem)
12 – Something (Prod. Prodlem & Ric&Thadeus)
Mais info:

Mishlawi começou a sua carreira em 2016 com o single “All Night”, que já superou a marca dos 10 milhões de visualizações. Influenciado sobretudo pelo rap, RnB e trap-soul, Mishlawi lançou em 2017 “Always on My Mind”, “Boohoo” ft Richie Campbell e “Limbo” e no último ano “FMR” e “Rain” com Richie Campbell e Plutonio, todos integrantes da Bridgetown, que atingiu o galardão de Ouro.

Desde 2016, atuou nos maiores festivais portugueses e fez digressões internacionais em países como a Russia e o Reino Unido. Conta também com a presença no programa icónico “Tim WestwoodTV” e “All Night” foi música da semana no Nick Grimshaw show na BBC Radio 1.

Estreia-se no dia 22 de Fevereiro no Hard Club, no Porto, concerto já esgotado e com data extra anunciada a 23 de Fevereiro. Dia 9 de Março é a vez do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para apresentar ao vivo o novo álbum “Solitaire”.

Bilhetes disponíveis em:
Hard Club, Porto: https://ticketline.sapo.pt/evento/mishlawi-38146
Coliseu de Lisboa: https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/68129-mishlawi-coliseu_de_lisboa/

Redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/mishlawimusic/
Instagram: https://www.instagram.com/mishlawi/
Twitter: https://twitter.com/itsmishlawi
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZr4tYzHEAx6cBxdkpfx7-A

PROGRAMA DE 01/02/19

1 - Vaarwell - Money
2 - Pedro Janela - We remember moments
3 - Too Many Suns - Holy grass
4 - Ricardo Gordo - Ingratidão (feat Valéria Carvalho)
5 - Lupanar - Trilogia
6 - Filipe Miranda - Nini
7 - Tiago Nacarato - A dança
8 - João Pires - Voltas (feat Cristiana Águas)
9 - Um Corpo Estranho - O estrangeiro
10 - Her Name Was Fire - Wrong
11 - Dead Club - Victim of this song
12 - Sebenta - Tempo de quem
13 - Xutos & Pontapés - Espanta-espíritos
14 - Onze - Qualquer coisa no ar

DAR LETRA À MUSICA




















Rita Redshoes e Frankie Chavez também se juntam às noites de canções, conversa e humor no Museu FC Porto. Os Best Youth sã os próximos a subir ao palco, mas já há bilhetes à venda para todas as sessões anunciadas até maio.

Sérgio Godinho é mais um grande nome da cultura portuguesa a subir ao palco do ‘Dar Letra à Música’ (DLAM). Nascido no Porto em 1945 e a gravar originais há quase 50 anos, o músico, letrista, escritor, ator de cinema, televisão e teatro estreia-se a 9 de maio nos serões de entretenimento puro do Museu. Entre estórias, curiosidades e boa disposição a sessão vai percorrer, naturalmente, vários sucessos intemporais de uma carreira com genuína assinatura de génio.
 
‘O Primeiro Dia’, ‘A Noite Passada’, ‘É Terça-Feira’, ‘Com um Brilhozinho nos Olhos’, ‘Espectáculo’, ‘Cuidado com as Imitações’ são clássicos de Sérgio Godinho transversais a várias gerações. Mas outras canções saídas de ‘Nação Valente’, o mais recente álbum (2018) da longa coleção de criações do autor, também prometem conquistar a plateia.
 
No calendário do DLAM, há outras datas e confirmações em destaque. Já anunciados para 21 de fevereiro, os Best Youth, banda referência do novo Indie Pop portuense, formada por Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves, são os próximos convidados do evento. A história da dupla já tem 8 anos de afirmação galopante e consolidada em estúdio. O último álbum, ‘Cherry Domino’ (2018)
é um senhor LP que mantém este duo no topo do bolo!

As sessões seguintes também fazem jus à tradição do evento, garantindo mais estreias no palco do Museu. A 14 de março, a convidada é uma das mais versáteis artistas emergentes em Portugal na década de 1990, precisamente a cantautora e escritora Rita Redshoes, protagonista de um trajeto já consagrado nas artes, onde também cabem o teatro e o cinema. Depois, o serão de 18 de abril terá vistas para os caminhos de Frankie Chavez, um explorador do rock indie e folk, incontornável a solo, desejado em projetos colectivos e compositor de ‘Mundo a Mudar’, tema interpretado este ano pelos Madrepaz no Festival da Canção da RTP. Na box, Chavez trará, de certeza, os efeitos sonoros do último disco ”Double or Nothing” e o impacto desejado da “I Dont Belong” tour.
 
A atravessar a quarta temporada desde a primeira sessão em outubro da época de 2015/16, DLAM é um dos eventos mais procurados nas noites de animação cultural e entretenimento da cidade do Porto. A organização pertence ao Museu FC Porto, em parceria com a Associação Sótão Paralelo (“Conta-me Histórias”), e a participação do público está sujeita à lotação da sala (Auditório Fernando Sardoeira Pinto).
Os bilhetes para cada uma das próximas sessões anunciadas já se encontram à venda nos pontos habituais: receção do Museu FC Porto e www.ticketline.pt. Consulte ainda www.museufcporto.pt e conheça toda programação do Museu onde bate o Coração do
Porto!

DAR LETRA À MÚSICA – TEMPORADA 2018/19
Próximas sessões: 21FEV – Best Youth |14 MAR – Rita Redshoes | 18 ABR – Frankie Chavez | 09 MAI – Sérgio Godinho
Idades: M/6 anos
Horário: 21H30
Preço: Sócios – 5€; Público Geral – 7,50€
Local: Auditório Fernando Sardoeira Pinto (Museu FC Porto)

NOVO CLIP DE SOPA DE PEDRA













Concerto no Cineteatro Capitólio dia 16 de Fevereiro
Convidados especiais: Amélia Muge, Cramol, Daniel Pereira Cristo,
José Manuel David, José Salgueiro e Lula Pena
Reedição do álbum de estreia “Ao longe já se ouvia”

A propósito da reedição do álbum de estreia, "Ao longe já se ouvia", que esgotou em apenas um ano, as Sopa de Pedra estreiam o videoclip de "Os Bravos". Um tema da música popular açoriana, captado ao vivo por Quico Serrano na Casa da Música, arranjos das Sopa de Pedra e produção da Moonway Films.

Recorde-se que as Sopa de Pedra actuam no Cineteatro Capitólio dia 16 de Fevereiro, às 22h00 Um concerto especial, que conta com a participação de convidados especiais, como Amélia Muge, Cramol, Daniel Pereira Cristo, José Manuel David, José Salgueiro e Lula Pena.

As Sopa de Pedra nasceram em 2012, no Porto, e são um grupo de 10 mulheres que criam e interpretam à capella arranjos originais da música popular portuguesa. Habituadas a cantar desde pequenas, este grupo de amigas tem em comum o gosto pela música de raiz tradicional. Atraídas pela riqueza melódica e harmónica da música tradicional portuguesa, mas também pela forma como traduzem o modo de viver de um povo, falando dos seus ofícios e costumes, as Sopa de Pedra revisitam a história com rigor artístico, trazendo frescura com novas harmonizações e arranjos polifónicos. Em disco e ao vivo, o grupo explora a complexidade, riqueza e profundidade da música tradicional remetendo-a para o contexto da música actual.

O repertório das Sopa de Pedra inclui, sobretudo, música de tradição oral das várias regiões portuguesas, dos cânticos mirandeses de Trás-os-Montes às baladas açorianas, das cantigas de adufeiras da Beira Baixa ao Cante Alentejano, passando também pelo repertório de cantautores como Zeca Afonso, Amélia Muge, João Lóio ou grupos como Almanaque e GAC. Tal como no conto popular da Sopa de Pedra, a criação musical começa com uma base simples - uma pedra, uma tradição, uma melodia, um cantar – à qual se juntam novas vozes e ideas entrançadas. Certo é que cada vez que se canta, ou cada vez que se junta um amigo, a tradição se reinventa.

Depois da passagem por vários festivais, como o Bons Sons, Andanças, Noite Branca de Braga, Primavera Sound, Festival de Músicas do Mundo, Small is Beautiful, entre muitos outros concertos, as Sopa de Pedra voltam aos auditórios com "Ao longe já se ouvia".
Os bilhetes para o Cineteatro Capitólio, dia 16 de Fevereiro, custam 15€ e já estão em venda em blueticket.pt e nos locais habituais.
 

THE GIFT EM TOUR












Os Gift anunciam a Tour Primavera / Verão com as primeiras 16 datas confirmadas por todo o país. Esta é uma digressão que passa por alguns dos mais emblemáticos teatros de todo o país, marca a apresentação ao vivo do novo disco "Verão" mas também se recordará o "Primavera".

A Tour Primavera / Verão é exclusiva de Teatros e Auditórios, começa a 15 de março nos Açores (em Angra do Heroísmo), passando um pouco por todo o país em salas como Cine Teatro de Alcobaça, Casa da Música no Porto, Aula Magna em Lisboa (num regresso a uma das salas míticas e mais importantes na carreira dos Gift ) Teatro Gil Vicente em Coimbra, Theatro Circo em Braga, Teatro Garcia de Resende em Évora entre muitas outras datas, terminando no Teatro Aveirense a 4 de Maio.

Este Verão é ou não a continuidade óbvia da Primavera. Neste verão o preto e branco dá lugar ao azul escuro.. Neste verão o preto e branco da ausência de cor dá lugar ao vazio de uma sala de estar com luz do sol, ameno, sossegado, impulsivo... Dá lugar ao calor visto desde dentro.

Este Verão não é das praias e da pele salgada. Não é dos olhos que parecem ser verde esmeralda. Não é das paixões que acabam por carta. Não é das viagens com vidros abertos. Não é do mar. Não é o verão das cores vivas ao sol.

Neste Verão corre apenas uma brisa. Uma suave brisa.

Este é o mote para o novo disco e que traz ecos de uma "Primavera" bem vivida e de uma passagem inspiradora por um "Altar" emblemático.

15 Março - Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira
16 Março - Teatro Micaelense - Ponta Delgada, Ilha de São Miguel
20 Março - Casa da Música, Porto
22 Março - Teatro Gil Vicente, Coimbra
23 Março - Aula Magna, Lisboa
29 Março - CAE, Portalegre
30 Março - Teatro Avenida, Castelo Branco
3 de Abril - Teatro Garcia Resende, Évora
4 Abril - Theatro Circo, Braga
5 de Abril - Casa da Criatividade, São João da Madeira
6 Abril - Centro Cultural de Caldas da Rainha
27 Abril - Teatro Municipal, Vila do Conde
30 Abril - Teatro Virginia, Torres Novas
2 de Maio - Cine Teatro, Alcobaça
3 de Maio - Cine Teatro, Alcobaça
4 de Maio - Teatro Aveirense, Aveiro

Toda a informação das bilheteiras aqui.

O EP DE ESTREIA DOS TOO MANY SUNS




















No início de 2018 nasceu em Lisboa, pela mão de dois amigos, a banda Too Many Suns. A semente foi lançada num estúdio no Intendente e em parcas semanas criaram um punhado de canções as que formam o EP que vê finamente a luz do dia. As cinco primeiras músicas que os Too Many Suns decidiram mostrar ao mundo foram produzidas, em parceria com Gonçalo Formiga, na ruralidade do seu estúdio caseiro em pleno Oeste litoral. Gravadas em dois faustosos dias de Maio, foram deixadas a amadurecer nos estivais meses seguintes. É agora em Novembro que por fim apresentam GARDEN, o primeiro EP da banda.
Este é um trabalho imprevisível e que espelha as influências ecléticas da banda, que algures entre o pop e o fuzz se sente confortável.

Os refrões orelhudos, presentes em Mr. Fibbles ou Garden não excluem as divagações barulhentas de Trainwreck. GARDEN vive também do contraste entre os sentimentos arrebatadores que a natureza proporciona e a condição humana na sua prisão urbana.

Entram nesse contexto as metafóricas atmosferas bucólicas de Holy Grass, uma ode psicadélica aos verdes campos, e de South, um tema soalheiro e que nos leva para o Sul, pelas areias costeiras, ventos quentes e mares rasgados.

O artwork de GARDEN ficou a cargo de Beatriz Bagulho, que realizou a capa do álbum, que já está disponível na página de bandcamp: www.toomanysuns.bandcamp.com.

NOVO SOM DE REFLECT




















«Há memórias que se entranham no nosso corpo até nos escorrerem pela alma.

 Esta voltou a mim um dia, para me lembrar que a vida continua a ser como um castelo de cartas... No equilíbrio que fazemos chão para nos erguermos, na perseverança que nos pauta o crescimento, na fragilidade do nosso tempo, nas decisões que nos pausam a respiração e nos recomeços a que a vida nos obriga até um dia sermos castelo.

 Antes de serem de areia, os meus foram de cartas.

 E sem ainda poder saber, tudo aquilo que é a vida, estava ali. Nas minhas mãos e à minha frente.

 Esta música é a próxima carta deste castelo que tenho vindo a construir desde que recomecei na "Eu fico bem". É a continuação da viagem feita naquele "Barco de Papel" que me trouxe até aqui.

 E esta viagem continuará, carta a carta, até se transformar no meu terceiro álbum. Castelo de Cartas.»
 
Reflect.
 

NOVO SINGLE PARA THROES + THE SHINE












"Balança", o primeiro single do sucessor de "Wanga" sai já na próxima sexta-feira, 8 de Fevereiro e antecipa "Enza", novo álbum que sairá no primeiro semestre deste ano.

Depois de em 2016 terem sido aclamados pela critica com um dos melhores álbuns do ano com "Wanga", os Throes + The Shine, estão a preparar o seu regresso para a Primavera de 2019. "Balança" é o primeiro single do novo trabalho que já tem nome, "Enza", e sairá já esta sexta-feira, dia 8 de Fevereiro.

O video de "Balança", que estará disponível também na próxima sexta-feira, foi gravado ao vivo, sendo uma colaboração entre o realizador André Carrilho que filmou toda a prestação live da banda e do ilustrador Mantraste que criou layers de ilustração em cima das imagens originais, com um resultado final bastante criativo e arrojado.

Nesta nova etapa dos Throes + The Shine, o trio decidiu arriscar, procurando abraçar mundos sonoros completamente novos sem nunca deixar de parte as características que fizeram deles uma das bandas mais apreciadas do panorama musical português. Com a ajuda na produção de Jori Collington, a banda do Porto fez também questão de se juntar aos melhores com colaborações dos mexicanos Sotomayor, Mike El Nite, Selma Uamusse e Cachupa Psicadélica. "Enza", que no dialecto angolano Kimbundo, significa "mundo", terá distribuição da Sony Music.

A primeira amostra deste novo projecto pode ser vista e ouvida, integralmente, já na próxima sexta-feira mas para abrir o apetite o teaser pode ser visto já, aqui.

NOVIDADES DE DIOGO DIVAGAÇÕES




















Depois do EP “Filigrana”, Diogo Divagações traz-nos “O BEM. O MAL. A RAZÃO.”

Nove temas. Desabafos e conceitos aplicados. Devaneios e sapiência. Alienação e pés assentes.

Todo o conjunto de imagens sonoras apresenta-se com base no empírico viver. Apresenta-se com base na sobriedade ocular de um ser pérfido. Apresenta-se ele mesmo, o autor, como se de um mago se tratasse quando na verdade é um ser carente de atenção, um pedinte de amor e um sorridente expânsivo com o coração colado a fita-cola.

O Bem: a tragédia, a perda, a calamidade, a desorientação.

O Mal: a estabilidade, a zona de conforto, a segurança, a sobriedade.

A Razão: o balanço, o equilíbrio entre as forças, a disruptura de sentidos.


A jornada apresentada e sugerida trata de explorar as facetas da liberdade do sentir aquando da liberdade do pensar e sobretudo aquando das consequências do viver.

“O BEM. O MAL. A RAZÃO.”é uma epopeia disfarçada, uma tríade sangrenta ornamentada com arco-íris e razões do acreditar.

“Sempre Mais Fora” é o single de apresentação.
 

DISCO DE STEREOSSAURO À VENDA




















BAIRRO DA PONTE à venda em CD, download e streaming
Concerto de apresentação a 28 de Fevereiro (Lux, Lisboa)

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Fado. Hip hop. Mundos distintos, distantes e díspares ou, pelo contrário, dois corpos culturais que se atraem exactamente porque partilham tanto em comum?

Em Para Uma História do Fado, o reputado musicólogo Rui Vieira Nery fala de uma música nascida nos círculos “boémios e marginais” de Lisboa e, na sua investigação de documentos históricos, cita os diários de um oficial alemão que passou pelo Brasil no primeiro quartel do século XIX e que descreveu o fado como “dança de negros tão imoral e no entanto tão encantadora”.

É certo que o hip hop tem uma origem distinta, fruto de uma experiência cultural muito precisa e específica, no Bronx, bairro de Nova Iorque, nos alvores da década de 70. Mas, talvez mais do que qualquer outra expressão musical da idade da pop, o hip hop teve o condão de se disseminar globalmente assumindo, em cada lugar, as marcas concretas de cada realidade que o acolheu. Se a cadência do ritmo, as ferramentas de produção ou o domínio da rima e a sua entrega com flows característicos permitem traçar marcas de universalidade neste género – quer estejamos a falar de hip hop produzido na América, em Portugal, em Angola, na Rússia ou no Japão... –, a verdade é que a língua, o calão, as histórias que se contam, as realidades que reportam e até – e isto é muito importante – os samples que adornam a música reforçam as diferentes identidades locais.

Como o fado, portanto, também o hip hop português – ou tuga... – tem na sua origem marcas de boémia e de marginalidade e uma inequívoca negritude que o liga à geração nascida dos que vieram para Portugal arrastados pelos processos de descolonização após o 25 de Abril.

O hip hop e o fado têm muito mais em comum do que se poderia pensar. E só alguém que amasse tanto as duas culturas poderia facilmente ver o que as une em vez de se focar no que as separa. Alguém como Stereossauro.

Stereossauro é um veterano que carrega nos ombros uma carreira que se estende pela melhor parte de duas décadas: experimentação solitária primeiro, no quarto, com discos e gira-discos, com colagens disparatadas, tudo alimentado a uma curiosidade infinita, daquela que ainda não se saciava com uma pesquisa no Google; depois veio a aliança com o seu inseparável companheiro DJ Ride, cabeça de pensamento similar, com quem criou os Beatbombers e ao lado de quem conquistou dois títulos mundiais na exigente arte do scratch; e em cima de tudo isso contabiliza ainda várias mixtapes, produções avulsas, batidas criadas para muitos MCs, exercícios de derrube de barreiras entre o que entendia ser o “seu” hip hop e a música portuguesa que sempre abraçou – os Clã e Mão Morta, o Sérgio Godinho e Zeca Afonso... ou Carlos Paredes e Amália.

Quando remexeu em “Verdes Anos”, assumindo os pads da sua MPC como o mestre assumiu o aço das cordas da sua guitarra, Stereossauro abriu – talvez seja melhor escrever “escancarou” – um universo de possibilidades: o maestro António Vitorino de Almeida, numa cerimónia oficial, viu e ouviu Stereossauro a reinterpretar “Verdes Anos” e aplaudiu o resultado. De repente, ganhámos todos uma música que era nossa, que era moderna e intemporal, que olhava para o passado e para o futuro e por isso definia o presente. Foi a música escolhida pela RTP para anunciar a chegada a Portugal da grande festa da canção: os Beatbombers puderam depois interpretar a sua versão de “Verdes Anos” na cerimónia de encerramento do Festival Eurovisão da Canção perante uma plateia verdadeiramente global.

Stereossauro deu agora o passo seguinte: BAIRRO DA PONTE. O trabalho com que sucede a Bombas em Bombos, o seu primeiro álbum em nome próprio, editado em 2014, é, simplesmente, o mais ambicioso da sua carreira e um disco que tem tudo para assumir uma justa condição de registo histórico.

Partindo dos masters originais de Carlos Paredes e Amália Rodrigues depositados nos arquivos da Valentim de Carvalho, Stereossauro criou um espantoso trabalho de fusão entre tradição e modernidade, carregado de história mas também de sonhos de futuro. Este tipo de acesso tem sido raro na história da música – os US3 ou Madlib a abordarem livremente os arquivos da Blue Note são exemplos possíveis – e é totalmente inédito em Portugal. Nunca um produtor de hip hop no nosso país teve a possibilidade de pesquisar sem restrições neste género de arquivos, de aceder a masters e a bobines de multipistas e ouvir aquilo que muito pouca gente ouviu, para lá dos artistas e dos engenheiros de som envolvidos originalmente nas sessões. No caso de Amália, já nem a diva nem o seu engenheiro de sempre, o mestre Hugo Ribeiro, se encontram vivos, pelo que aquilo que Stereossauro escutou naquelas multipistas – a fadista a falar com os seus músicos entre takes, a dar instruções ao seu engenheiro – equivale, muito literalmente, a viajar no tempo, até às décadas de 60 ou 70 do século passado. E Stereossauro, quando descreve o processo, não esconde o entusiasmo e usa, com frequência, palavras como “arrepio” ou “privilégio”.

O que é este BAIRRO DA PONTE que Stereossauro habita, então?

É o nosso presente, o presente de uma cidade livre, que ostenta com orgulho as marcas identitárias que a distinguem de outras cidades, onde o passado vive no presente e onde o presente continua a ousar projectar o futuro. É um bairro de tascas frequentado por marialvas e fadistas, por MCs e DJs, por gente que pinta o nome nas paredes e nos braços e que nunca esquece Amália ou Carlos Paredes.

Nestes dias actuais, Lisboa está cada vez mais presente no mundo: os milhões de selfies nos seus pontos mais turísticos atiram-na para os labirintos do Instagram e vulgarizam-na numa vertigem de pastéis de nata e latas de sardinha. Mas há outro lado nessa feroz equação do progresso: derrubam-se barreiras que antes tornavam as tradições inacessíveis à transformação nas suas redomas de cristal, derrubam-se muros sociais, misturam-se ideias e práticas. E o que resulta daí é uma nova vibração, a vibração que, precisamente, atravessa este BAIRRO, as suas vielas e varandas, as suas tascas e jardins, as suas gentes.

É com a voz de Amália que o Bairro da Ponte se abre: “eu canto este meu sangue, este meu povo”, revela a diva. E está criado o clima para um disco que ao longo de 19 faixas reúne um número sem precedente de convidados num projecto destes. Por ordem de entrada em cena: Camané, NBC, Slow J, Papillon, Plutónio, Ana Moura e DJ Ride, Dino d’Santiago, Carlos do Carmo, Legendary Tigerman e Ricardo Gordo, Gisela João, Capicua, Ace, Rui Reininho, Nerve, Razat e Paulo de Carvalho, Holly e Sr. Preto.

Gente do Norte e do Sul. Gente do fado e do hip hop. Do rock. Gente de várias gerações, de diferentes posturas, com diferentes sotaques. Gente de todas as cores. Homens e mulheres. Cantores, músicos e produtores. Amigos: como Ride e Holly, claro, e como Razat, companheiro na exploração dos fundos mais graves que tristemente desapareceu em vésperas da edição deste BAIRRO DA PONTE. Ele era um natural habitante deste lugar cheio de futuro.

E há tanto mais aqui dentro: as vozes de Amália ou de Alfredo Marceneiro, as guitarras de Carlos Paredes ou António Chaínho e até o assobio de Vasco Santana. Depois de tantos anos mergulhado em feiras de velharias em busca dos vinis de que também se faz a nossa memória, Stereossauro deu o passo seguinte e foi beber directamente à fonte, aos arquivos, onde repousa a memória de uma cultura que está mais viva do que nunca. Pegar nessa memória e devolver estas vozes, estes dedos, estes sons e estes sopros ao presente é erguer algo de novo. E Stereossauro, DJ e produtor, assume também no disco a condição de músico e até de letrista: criou ele as palavras que Gisela João ou Ana Moura cantam neste disco. Um bairro novo, portanto. Erguido à sombra desta ponte que nos continua a permitir cruzar águas e tempos, vidas e culturas. É assim que se faz história. E esta é a história de Stereossauro.
ALINHAMENTO DE "BAIRRO DA PONTE"

1. Flor de Maracujá feat. Camané [videoclipe]
2. Vontade de Deus feat. NBC & Ricardo Gordo
3. Nunca Pares feat. Slow J, Papillon & Plutónio [videoclipe]
4. Depressa Demais feat. Ana Moura & Dj Ride
5. Duas Casas feat. Capicua
6. Vento feat. Gisela João [streaming]
7. Código da Rua feat. Ace
8. So Sodade feat. Dino d'Santiago
9. Cacilheiro feat. Carlos do Carmo, The Legendary Tigerman & Ricardo Gordo
10. Arleking feat. Rui Reininho
11. Ingrato feat. Nerve & Dj Ride
12. Barco Negro feat. Dj Ride
13. Novo Sal feat. Paulo de Carvalho & Razat
14. Pequenino feat. Holly
15. FFFFF feat. Sr. Preto
16. Entrega
17. Para os Poetas feat. Ricardo Gordo
18. Eu Te Pertenço feat. Dj Ride & Holly
19. Verdes Anos remix part 1 e 2 feat. Dj Ride