segunda-feira, 22 de agosto de 2022

MANUEL LINHARES APRESENTA NOVO DISCO

26 de Outubro/ 22h30m e 00h00m/ Hot Club, Lisboa
28 de Outubro/ 22h30m/ Casa da Música, Porto
29 de Outubro/ 21h30m/ Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima
6 de Novembro/ 20h30m/ Sala Clamores, Madrid

Em suspenso: o mundo, o tempo, a respiração.
Resistir como acto de criação.
Criar como acto de resistência.

Suspenso é a forma que a música toma nesse silêncio, a forma que a música toma nesse isolamento, escapando dos seus limites físicos, procurando um outro mundo, um outro tempo, uma outra respiração.

Depois de Traces of Cities (2013) e Boundaries (2019), o cantor Manuel Linhares lança este novo álbum Suspenso. Um trabalho apoiado pela DGARTES, lançado pelo carimbo Porta-Jazz e que conta com um extraordinário elenco de músicos nacionais e internacionais que trabalharam parcialmente à distância, procurando desafiar os limites físicos impostos por esta pandemia. Suspenso conta com a produção e participação do músico e multi-instrumentista brasileiro António Loureiro, que compôs e escreveu a letra de “Oxigénio”, que juntou à banda de Manuel Linhares - Paulo Barros no piano e José Carlos Barbosa no contrabaixo - a participação especial do Coreto Porta-Jazz, do saxofonista americano David Binney ou dos brasileiros Frederico Heliodoro, Rubinho Antunes e ainda Alexandre Andrés. Um elenco internacional que contou ainda com um arranjo do conceituado pianista argentino Guillermo Klein e com a letra “Dança Macabra” da rapper e letrista Capicua.

Com este seu terceiro álbum, Manuel Linhares reforça os seus argumentos dentro do panorama do jazz português, onde para além de se salientar como uma das poucas vozes masculinas da atualidade, apresenta também um trabalho inteiramente composto por repertório original e de enorme criatividade.

Suspenso está a ser distribuído no Japão, onde inclusivamente, esgotou a primeira edição. Em abril, a revista All About Jazz escolheu o tema “Dança Macabra” como Song of the day.

Manuel Linhares traz para esta tour a sua banda de sempre – Paulo Barros no piano, José Carlos Barbosa no contrabaixo e João Cunha na bateria. O saxofonista americano David Binney é o músico convidado que diferencia e eleva esta tour de Suspenso das apresentações anteriores. A este elenco de luxo, juntam-se ainda os portugueses Paulo Perfeito no trombone e Gonçalo Marques no trompete.

Manuel Linhares tem-se dedicado à performance, à composição, à improvisação e também ao ensino. Tem-se apresentado com o músico brasileiro Pedro Iaco em palcos pela Europa, Estados-Unidos ou Brasil e estudou com grandes referências da música e da improvisação dos quais se salientam Theo Bleckmann, Judy Niemack, Gretchen Parlato e ainda o incontornável Bobby Mcferrin e a extraordinária Meredith Monk. Manuel Linhares tem uma vasta experiência como facilitador de workshops e retiros musicais, dos quais destacamos o workshop O Círculo da Voz de Improvisação Vocal com sessões por todo o país. Salientamos ainda o seu papel de assistente no workshop da artista Meredith Monk em Dezembro de 2018 em Nova Iorque. Em 2019 cria em conjunto com a cantora Sofia Ribeiro e o beatboxer Rizumik um retiro de improvisação bianual em Portugal com o nome Vocal Being Retreat. E em Agosto de 2019 é convidado para ser professor auxiliar no workshop Circlesongs do cantor Bobby McFerrin em Nova Iorque.

Ficha artística

Manuel Linhares - voz e composição
David Binney - saxofone 
Paulo Barros - piano
José Carlos Barbosa - contrabaixo
João Cunha - bateria

Convidados especiais

Gonçalo Marques - trompete
Paulo Perfeito - trombone

VEM AÍ NOVO DISCO DE DOUTOR ASSÉRIO
















Os Doutor Assério acabam de lançar, esta segunda-feira, nas plataformas digitais o single "Rosa (Bonita e Perigosa). É o primeiro avanço do novo disco "Bacantes Inebriantes", que sai no dia 02 de setembro.

O punk romântico dos Doutor Assério está mais libertino do que nunca. Despiu-se definitivamente de pudores e de melancolia para abraçar a má vida (que afinal é tão boa).

O novo disco “Bacantes Inebriantes” desenrola narrativas ostensivamente obscenas, chocantes e caricaturais preparadas para ofender os bons costumes.

É uma ode a todas as mulheres do mundo em formato de pequenos contos depravados contados ao longo de dez canções mordazes que são um exercício de liberdade arrebatador.

Este disco bem que poderia ser um manifesto pela libertinagem, um apelo à fruição livre dos corpos e gritar bem alto: “Libertinos de todo o mundo, uni-vos!”. Mas não, é só rock’n’roll.

Este é o terceiro disco dos Doutor Assério, banda formada em 2016 no turbilhão musical de Barcelos por ex-membros de bandas como Loops, Fucklore e Azia, e que agora passou de trio a quarteto. A Leonel Miranda (baixo), Tó Meira (bateria) e Pedro Silva (guitarra e voz) junta-se Davide Gaião (guitarra).

O grupo editou, em 2017, o álbum de estreia “Homónimo” e, em 2020, voltou à carga com “Onde o sol não brilha”. Um trajeto repleto de canções que convidam ao deboche e à provocação e que, ao vivo, são o combustível para festas com muita boa disposição.

O novíssimo álbum “Bacantes Inebriantes” foi gravado por Filipe Adubeiro, responsável por discos de bandas como Gator, The Alligator e Stone Dead, entre outras.

O lançamento está marcado para 2 de setembro, no Plátano Koberto, em Roriz, Barcelos, numa noite que conta com a mítica banda neozelandesa The Cavemen.

FATELA SÓNICA NO FUNDÃO






















A Fatela Sónica é um evento sem paralelo na Beira Baixa e mesmo em Portugal. Um evento de música e arte mais alternativas de cariz fortemente urbano realizado na pequena aldeia rural de Fatela a 1 de Outubro e organizado pela associação cultural sem fins lucrativos Vozes do Côa. Nesta edição de 2022 a França é o país convidado. Em palco estarão 4 bandas francesas e seis portuguesas. Haverá 2 exposiçõesde arte, uma a decorrer na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade no Fundão e a outra no local do evento, o pavilhão do Anjo da Guarda na Fatela. O evento distingue-se em promover: a participação de mulheres quer na organização, palco e e público; atividades lúdicas destinadas às diversas faixas etárias; o dialogo entre a música de cariz tradicional e a contemporânea; a localidade Fatela e toda a região da Cova da Beira contrariando ideais habitualmente ligadas ao interior como o isolamento e marasmo
cultural.

O evento tem inicio às 15 horas e pelo palco da Fatela Sónica vão passar as bandas francesas Fracture (Paris), Kapo Blod (Bordeaux), The Dead Ritons (Pontarlier ) e 1984 (Metz); e as bandas portuguesas Fatelas (Fatela), (do)Fundo do Poço (Oliveira do Hospital), Crab Monsters (Castelo Branco e Sabugal), Jerónimo &; Instantâneos (Valverde e Albufeira), Falcata (Lisboa) e Pink Pussycats From Hell (Lisboa). O evento contará ainda com a atuação do grupo de bombos ‘Os Fatelas’ (Fatela).

No próprio dia e local do evento decorre uma exposição comemorativa dos 40 anos da mais antiga banda punk portuguesa em atividade, os Mata-Ratos; entre os dias 30 de Setembro e 15 de Outubro, na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade no Fundão, estará patente uma exposição conjunta de artes gráficas do artista francês Alteau e da artista portuense Ana Louro.

No dia do evento decorrerão na Fatela diversas atividades destinadas aos mais novos como, por exemplo, projeção de filmes de desenhos animados, jogos recreativos e concurso de desenho. A Fatela  Sónica conta com serviço de bar com comida e bebida e a cerveja artesanal ‘Sónica’ feita exclusivamente para a ‘festivala’. Muitas outras surpresas poderão encontrar todos os que visitarem a Fatela Sónica 2022. Os bilhetes podem ser adquiridos no próprio dia no local, ou antecipadamente contactando o endereço de mail fatelasonica@gmail.com ou presencialmente no café Bombar na Fatela ou no Espanhol Bar em Carvalhal, Valverde. A entrada é gratuita para crianças até aos 7 anos e para quem tenha 70 anos ou idade superior.

A Fatela Sónica é organizada pela Associação Cultural sem fins lucrativos Vozes do Côa, constituída sobretudo por músicos e com sede no Sabugal, organizadora de eventos como o Rock In Raia e Hard Raia, e conta com o apoio do Município do Fundão e da Freguesia de Fatela.

domingo, 21 de agosto de 2022

(RE)VIVER A ALDEIA AO SABOR DA MÚSICA PORTUGUESA

















Foi com redobrado prazer que  fomos de novo viver a aldeia depois de dois anos de paragem forçada. Ao pisar Cem Soldos o coração começou a bater mais acelerado. A nossa aldeia estava pronta para  durante quatro dias receber os bons sons da música portuguesa.

E foram quatro dias em grande que nos encheram a alma. O difícil foi dizer adeus a Cem Soldos, porque este é um festival muito particular. Por aqui passam artistas com mais nome, lado a lado com outros que estão a marcar a nova vida da música portuguesa. Por aqui, ouve-se uma amálgama de estilos, o que torna os Bons Sons mais peculiares. Temos pop, temos rock, temos hip hop, temos tradicional, temos fado e muito mais. Temos a música portuguesa toda dentro de uma aldeia.

E depois, temos muito que fazer, porque o Bons Sons não é só musica. É pensado para toda a familía. Para quem acaba de nascer e para aqueles a quem a vida já deu muito.

Depois de dois anos fora de nós, o festival fez pequenos ajustes. Uns mais certeiros que outros. Mas nada que tire a beleza de quem por ali passa. Este ano, menos palcos, e mais aldeia, com concertos pelas ruas. De louvar. O palco da música Portuguesa a Gostar Dela Própria a transitar de lugar, e nos dois primeiros dias num beco muito apertado. A rever.

Mas certo, certo é que não há festival como este, que cative quem lá vai a repetir a experiência. E o povo embrulha-se pacificamente com os habitantes locais, que os recebem tão bem.

Por tudo isto a música portuguesa agradece, por ser assim tão bem tratada...

1ª Dia

Este ano, o dia de concertos voltou a começar sempre na igreja às 14h30, no palco Carlos Paredes. O pontapé de saída da 11ª edição foi dado por Manel Ferreira que, nos encantou com sua guitarra acústica, repleta de influências flamencas.

Já na rua, e debaixo de um sol abrasador, descemos até ao palco Giacometti, para escutar Niki Moss, um moço que conhecemos dos Savana, que nos brindou com o seu pop, num concerto morno.

No palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, as Peixinhos da Horta, a primeira boa surpresa do festival. Duas meninas, a trabalharem as suas vozes, com muitos pedais de loops. Reinventam o tradicional, juntando aqui e ali, mais alguns instrumentos, caso das percussões, tocadas por Francisco Frutuoso. "Maresia", o primeiro single do duo é viciante. 

Já instalados no anfiteatro do festival, junto ao palco Zeca Afonso, assistimos à prestação de André Henriques, aqui sem os seus Linda Martini, a apresentar o seu primeiro disco a solo. Foi um concerto certeiro, que veio mostrar todo o talento do André para a escrita de canções que ficam a meio caminho entre o pop e o rock.

De volta ao Giacometti e sem esperar levamos um valente murro no estômago. Os Cancro brindam todos, com o primeiro grande concerto do festival. Foi bruto. Foi brutal. Tiago, o homem da voz, partiu tudo, claro está no bom sentido. E ninguém ficou indiferente ao rock do trio, onde a electrónica marca também forte presença.




















Viagem até à eira, ao palco António Variações, para ver Motherflutters. A jogarem em casa, o projecto que tem a sua inspiração no disco dos anos 70,  conseguiu agarrar o público, que não se fez rogado e bateu o pé, levantando poeira.

A seguir, um pouco mais ao lado, no Lopes Graça, os Acácia Maior levam-nos numa viagem até Cabo Verde, num concerto que nos aquece o coração e por onde vão passando algumas vozes convidadas, caso de Cachupa Psicadélica.

Ao cair da noite Omiri, ilumina a frontaria da igreja, com imagens filmadas, muitas delas com gente da terra, as quais vai entrelaçando com o tradicional que vai tocando. Um concerto que tem muito de singular, onde a tradição se reinventa, sem deixar de ser o que era.

Logo de seguida, no palco Lopes Graça, um furacão de nome Marta Ren. Esta menina não deixa nada por mãos alheias, e ladeada por um naipe de excelentes músicos, brinda todos os presentes com o seu funk e soul. Dona de uma voz gigante, Marta Ren deu um enorme concerto, que dificilmente vamos esquecer.




















A seguir uma caminhada até ao palco Zeca Afonso, que apenas com Rita Vian e o seu companheiro em cima das tábuas se encontra muito despido, andando a Rita um pouco perdida por ali. Com origens em Cem Soldos, Rita Vian, vem a casa mostrar as suas raízes eletrónicas, às quais dá um toque de fado, muitas vezes pela forma de cantar. Apesar de tudo, foi um concerto que conseguiu prender a atenção de muitos e passar aqui e ali muito rente à nossa pele.

No palco António Variações, os GROGnation vêm provar que o hip pop tem também lugar neste festival. E prova disso são as pessoas que nas primeiras filas sabiam a letras todas de cor. Foi uma prestação intensa, onde o coletivo se entregou até à última pinga de suor.

O primeiro dia fechou no palco João Aguardela com os José Pinhal Post-Morten Experience, a homenagearem o artista que dá nome ao projeto, que é hoje mais conhecido por culpa destes senhores. Música de baile, que comandou a dança dos corpos que abanavam e cantavam as canções.

2º Dia

O sábado, dia com lotação esgotada, abriu com Violeta Azevedo a inundar a igreja de Cem Soldos com a sua flauta mágica. Sons entre o ambiental e o experimental, a sossegar os corpos para mais um dia de concertos. Começo de dia sereno... e apaziguador...

Lá embaixo no palco Giacometti, Bia Maria tenta fintar o calor, com o seu som, que passeia entre a pop e o tradicional. Fim de concerto, com Bia Maria a viajar até ao palco A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, tocando a primeira música que gravou para esta plataforma, comandada por Tiago Pereira.

Chegados ao beco, somos confrontados com a música cigana de Emanuel & Toy Matos. E a festa foi bonita, com toda a gente a levantar-se e a dançar. Assim se provou que a cultura cigana tem espaço e merece ser mais descoberta.

Nas ruas de Cem Soldos ouvem-se os batuques dos Porbatuka, que não se limitam a descer a rua e a rufar, mas travam a espaços para pequenas performances. É emocionante ver que gente tão nova tem já tanto amor por esta arte.

Logo de seguida, à torreira do sol, no palco Giacometti, levamos com uma valente cuspidela de garage rock, trazida pelo trio Sunflowers. São sempre arrasadores, numa entrega mais uma vez total à causa do rock. Um grupo que nos dá sempre gozo ver, como se fosse a primeira vez
.
Para acalmar um pouco, subimos até à eira para cumprimentar David Bruno e companheiros. Mais uma vez, um concerto, que doseia de forma brilhante, o hip hop, o kitsch e até o pimba, com letras super divertidas. António Bandeiras, David Bruno e Marco Duarte, agarram a plateia, que vibrou do princípio ao fim, mostrando-se conhecedor da obra de David Bruno.

No Lopes Graça, os Cassete Pirata, mostram que são cada vez maiores conseguindo por todo o recinto a trautear as suas canções. Este foi mais um dos grandes concertos deste festival a mostrar uma banda em ascensão, que nos tem brindado com algumas das melhores canções pop do cancioneiro nacional.

Já instalados junto ao palco Zeca Afonso, recebemos de braços abertos uma das maiores vozes do fado, Aldina Duarte. Foi arrepiante de bom, a prestação desta grande senhora, que nos brindou com a sua simplicidade. A voz de Aldina passou bem perto de nós e fez as emoções não terem medo de se exprimir. Um concerto que vamos recordar por muito tempo.














Para cima que se faz tarde, e Cabrita já espera por nós no Lopes Graça. João Cabrita é sem dúvida um dos grandes saxofonistas que temos por cá. Veio ao Bons Sons mostrar o seu primeiro disco em nome próprio, rodeado de mais alguns sopros e bateria, e acompanhado pelo seu filho nas teclas. Grande concerto, que mesmo não tendo uma voz, nem temas para cantar, conseguiu prender a atenção de todos.

No palco António Variações, tempo de reencontro com os Pluto e com algumas canções que nos deixam mais vontade de as ouvirmos novamente em casa. Pelo meio alguns temas que não figuram no disco. Foi bom ver que o som praticado por Manel Cruz e companheiros, tem ainda um lugar muito seu na música portuguesa. Por isso podem voltar, pois temos fome de vos ver assim.














No palco João Aguardela, a noite encerrou com a electrónica, mais pop dos Neon Soho, num concerto que não chamou muito a atenção dos presentes.

3º Dia

No terceiro dia ao entrarmos na igreja deparamos que quase junto ao altar cresceu uma árvore, que é também uma arpa e que tem campainhas nos ramos. Quem faz dela sair "música" é Fernando Mota. E assim se prova que o estranho e inesperado, pode causar em nós boas sensações. Um som que não é música, sem deixar de o ser, pois claro.

Ao chegarmos ao palco Giacometti, encontramos A Garota Não, que traz na bagagem o recente "2 de Abril", mas que a ele junta temas do primeiro disco. Foi um concerto super bonito, crivado de canções inteligentes e de um extremo bom gosto. Pop assim faz bem aos nossos dias. Mais um grande concerto em Cem Soldos.

Agora em frente ao Auditório de Cem Soldos, A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria brinda-nos com um concerto de João Francisco. O artista passeia por vários estilos, e munido da sua guitarra elétrica não consegue cativar o público, que não percebe qual o rumo que o artista quer seguir.  

Ao subir para o centro da vila, cruzamo-nos com o Grupo de Gaitas da Golegã, que inundam a aldeia com o seu tradicional, onde as gaitas de foles e as percussões se cruzam na perfeição.

Ao descerem até junto ao Palco Giacometti, O Grupo de Gaitas da Golegã quase se via impedido de passar, pois já eram muitos os que marcavam lugar para ver os Fado Bicha. O concerto dos Fado Bicha, é mais um que marca pela positiva o Bons Sons deste ano. Reinventam o fado, pegando até em alguns clássicos, lutando por causas que vão do racismo, à defesa dos direitos LGBT e às touradas. Foi uma prestação que começou no palco, logo o largou, inundado toda a multidão que assistia. Um concerto que foi também visualmente impactante.














Lá embaixo, no palco Zeca Afonso, os Siricaia, dão um bonito concerto, onde o rock e algum tradicional se casam da melhor maneira. Um som vibrante, com algumas letras muito bem humoradas.

Mais acima no Lopes Graça é a vez do reggae dos Terra Livre. Muitas vibes pelo ar, a fazerem o povo gingar a anca. Um belo coletivo de instrumentistas, ofereceu a todos um belíssimo concerto, que deixou vontade de os voltar a ouvir.

De regresso ao palco Zeca Afonso, temos dificuldade em chegar ao fundo. Muita gente à espera de ver Rui Reininho, mas sem saber o que as aguardava. Reininho trazia com ele o recente "2000 Éguas Submarinas", um registo mais experimental. E em palco tudo ganhou uma dimensão maior, ao ponto de o artista fazer uma piada com quem abandonava o recinto ao fim da primeira música. Foi um concerto para ouvidos experimentados, muito longe daquilo que vimos Rui Reininho fazer nos GNR e em nome próprio. Mas foi, temos de o dizer, um concerto enorme, servido por quatro músicos de excelência. E terminou com uma versão de Sete Naves, que mesmo para quem conhece o original só se chega lá por causa da letra.

Tempo agora para regressar ao Palco Lopes Graça, onde somos brindados com o folk rock de Sebastião Antunes & Quadrilha. Foi um concerto quente e cativante onde Sebastião Antunes misturou velhos clássicos, com temas do seu novo disco.

A fechar a noite na eira, Criatura e o Coro dos Anjos dão o melhor concerto deste festival, e provavelmente um dos melhores a que assistimos este ano. Pegam no tradicional, reinventando tudo de tal maneira, que quase deixa de o ser. Compostos por excelentes músicos, são esta noite acompanhados pelo Coro dos Anjos, o que dá outro colorido ao concerto. Na frente de palco Gil Dionísio, dá um show monumental, e quando a ele se junta o Edgar Valente a coisa ganha ainda maiores proporções. O homem da gaita, é uma outra mola desta engrenagem, e quando tem o seu momento, brilha mais que todas as luzes montadas no palco. Os Criatura são únicos. Gente de muito bom gosto, que transpira arte por todos os poros. 














4º Dia

O último dia abriu com Phole no palco Carlos Paredes. João Gigante presenteou todos com a sua arte de tocar concertina, mostrando até novas formas de encarar o instrumento. No último tema teve a companhia das Cantadeiras do Vale do Neiva, grupo que voltaríamos a ver mais tarde fora da igreja.

No palco Giacometti, Tyroliro, tenta agarrar o povo à sua frente, sem muito sucesso. Concerto com músicas tocadas quase sempre ao piano, e que só a metade teve a companhia de um baterista. A coisa aqueceu no último tema com a presença de uma bailarina que veio provar que não existe medo em ser diferente e assumir a sua opção sexual.

Descemos até ao Palco A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, para ouvir o duo MaZela, onde duas guitarras comandam a voz de Maria Roque. Som calmo, por vezes etéreo, a embrulhar-se com o calor da tarde, e por isso a dificultar a absorção das canções. No ar ficaram algumas boas ideias, e a vontade de os ver num outro espaço.

Frente à igreja de Cem Soldos lugar para as Cantadeiras do Vale do Neiva, que trazem na sua voz o canto tradicional. Momento tocante, que levou o público a implorar por mais temas.

Maria Reis sobe ao palco Giacometti, munida de uma guitarra acústica. Momentos depois tem a companhia da irmã que toca pandeireta. As duas juntas dão corpo às Pega Monstro. Mas aqui o que interessa são as canções da Maria, que apesar de acústicas não escondem por vezes um lado mais rock. O concerto foi quase sempre no mesmo registo e por isso muito morno.

Mais para baixo no palco Zeca Afonso, o encontro com as belas canções de André Júlio Turquesa. Uma excelente banda serve a voz poderosa de André, que vai soltando palavras, que são poesia.  Canções quase pop, que se absorvem com tanta certeza, o que as torna grandes.  Foi um belo concerto, para o final de tarde de segunda.

Na eira é tempo para receber os 5ª Punkada, banda formada por utentes da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, aqui, e como tem acontecido recentemente, acompanhados, por Surma, Rui Gaspar e Victor Torpedo. Houve ainda lugar para um violino. A noite começou com o documentário que mostra alguns momentos da gravação do disco da banda. Serviu sobretudo para desbloquear as mentes mais conservadoras, a tal ponto que depois tiveram todo o público do seu lado a vibrar. É bonito ver o caminho que os 5ª Punkada estão a desbravar, ao conseguirem tocar em festivais desta envergadura.

Lá bem ao fundo, quase não conseguimos passar, tal é o mar de gente, vimos B Fachada, no Palco Zeca Afonso. Foi a maior enchente dos quatro dias neste palco, desta vez com as pessoas em pé. Apesar de sozinho em palco, B Fachada dá muito bem conta do recado. Super divertido, munido da sua guitarra elétrica, e da sua braguesa, desfila alguns dos seus maiores êxitos. E o público canta a plenos pulmões. Mais um dos grandes concertos desta edição dos Bons Sons.


 

 

 

 

 

 

 

 

 



No Palco Lopes Graça, Lena D'Água dá um enorme concerto, mostrando que ainda está aí para as curvas. Soube de maneira inteligente balancear a sua prestação, misturando os seus clássicos com temas mais recentes. A acompanhar a artista, alguns dos melhores músicos da nova geração da música portuguesa

 

Quase a fechar o Bons Sons o novo baile dos Bateu Matou, comandado por três baterias e duas vozes. Impossível não dançar, mesmo sendo o cansaço maior que nós. E assim se fez a festa, e se gastaram as últimas gotas de suor.

Para já, fica a eterna saudade da aldeia, que se reúne para oferecer esta festa. Foram quatro dias a provar que a música portuguesa está de boa saúde. Quatro dias de bons concertos. Uns melhores que outros, e onde tudo é possível acontecer. E é isto que faz do Bons Sons o melhor festival deste país. Onde entre as duas e meia da tarde e até perto das três da manhã se pode assistir a dezenas de concertos, sem haver atropelos e atuações coincidentes. E onde ainda há tempo para ver exposições, ouvir contos, concertos na garagem, passear de burro, disfrutar dos jogos do Hélder ou ir atá a feira comprar isto ou aquilo.

Resta dizer... até para o ano!! Longa se torna a espera...














Texto e Fotos Nuno Ávila

sábado, 20 de agosto de 2022

PROGRAMA DE 20/08/22

1 - Nihil Aut Mors - Sbrojna
2 - Capela das Almas - Fogo de outra sorte
3 - Trauma - Sangue de cristo
4 - Morte Psíquica - O subconsciente revisitado
5 - General Inverno - Sal ar e os
6 - Desolate Man - Último adeus
7 - Cramol - Milho verde
8 - Peixinhos da Horta - Maresia

9 - José Valente 6 violas - Eu vim de longe, eu vou para longe
10 - Sexteto de Bernardo Moreira -Mudar de vida
11 - Songbird - Cantar de emigração
12 - André Carvalho - Killig
13 - João Freitas - Blue in green (Miles Davis)

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

PROGRAMA DE 19/08/22

1 - Lobo Mau - 3 segundos de nada
2 - Érika Machado - Desvastei o meu jardim por você
3 - Tiago Vilhena - Não posso ter nada
4 - The Twist Connection - Anywere but here
5 - Jesus or a Gun - Crazy
6 - 47 de Fevereiro feat Andreas Lutz - Lá onde mora a coruja
7 - Cinza Fénix - A roda da vida
8 - Peixinhos da Horta - Maresia
9 - Cramol - Vai-te embora papão
10 - Tiago Gomes & Tó Trips - ponzo
11 - Joel Fausto & Illusion Orchestra - Negrume
12 - Mário Mata - A minha Maria
13 - Joana Almeirante - A tua namorada
14 - Xinobi ft Meta - Mujer (Anja remix)
15 - Moullinex & GPU Panic - Pacífico

XINOBI LANÇA REMIXES DE BALSAME


 


















O novo disco de Xinobi, tem agora uma nova roupagem com a estreia da primeira compilação de remixes. Com lançamento a 19 de agosto, Anja Schneider, Moullinex, GPU Panic e Klin Klop são os autores responsáveis por esta nova visão sobre alguns dos temas do mais recente trabalho do produtor.

“Balsame” é o mais recente trabalho de Xinobi e chegou ao público a 8 de abril. Entrelaçando-se e complementando-se, o disco pode ser escutado em partes ou do início ao fim, vivendo paralelamente dentro dos limites da pista de dança da qual Xinobi se tornou sinónimo. Numa incessante busca pela felicidade, “Balsame” promove a proatividade em detrimento da reatividade, ao desafiar-se a olhar para um futuro de mente aberta. Neste novo álbum, Xinobi abordou uma perspectiva coletiva e abrangente da comunidade ao introduzir a ideia de algo que apazigua um desconforto global. O simples processo de cura é considerado como "revolucionário" para Xinobi. É num apelo à coletividade, ao “think local, act global” que Xinobi nos relembra da força da união através deste disco.

A primeira leva de remixes resulta desta força e destinam-se igualmente a qualquer local onde se possa dançar livremente. Conta com uma escolha meticulosa de alguns artistas e amigos do autor, onde o remix de Anja Schneider do tema “Mujer” foi o primeiro tema a ver a luz do dia. Seguiu-se a remistura de Moullinex, com a sua visão pessoal sobre “La Tormenta”. O álbum conta ainda com o remix do tema “Balsame” de GPU Panic e ainda o remix de “Mujer” por Klin Klop.

Com lançamentos pelas editoras Discotexas, Anjunadeep, Frau Blau, Do No Sit, MoBlack, Radiant and Ministry of Sound, Xinobi ganhou nome no mundo da música. Em 2021, Bruno Cardoso convidou-nos a revisitar “On the Quiet”, numa versão expandida cheia de surpresas; voltou a colaborar com Gisela João em “Tábuas do Palco I”; produziu uma extensa lista de remixes para nomes como Luca Musto, Omri Guetta e Omer Tayar; editou o EP de 4 temas “Morangos” pela Frau Blau; e completou o ano com os temas “Helium” e “Imaginary Numbers”, este último juntamente com o seu parceiro de editora, Moullinex. Foi no tempo que restou que foi concebido “Balsame”.

O novo EP de remixes de “Balsame” fica disponível para escuta a partir do dia 19 de agosto em todas as plataformas digitais habituais.

LOBO MAU ANTECIPAM EDIÇÃO DE NOVO DISCO AGARRADO AO MUNDO COM SINGLE “3 SEGUNDOS DE NADA”

SINGLE “3 SEGUNDOS DE NADA”

Os LOBO MAU lançam agora o single de apresentação do seu novo disco AGARRADO AO MUNDO (LP 2022).

“3 segundos de nada” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e vem acompanhado por um videoclipe realizado por Daniel Mota e Marco Oliveira.

DISCO AGARRADO AO MUNDO

AGARRADO AO MUNDO é o 3º álbum de LOBO MAU com lançamento marcado para 14 de Outubro de 2022.

LOBO MAU é a banda de David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves. Depois de colaborarem na mítica banda TvRural, uniram-se na criação do universo sonoro das canções que nascem da sua partilha artística, enquanto músicos, autores, compositores, intérpretes e produtores.

Depois de NA CASA DELE (LP, 2020) e VINHA A CANTAR (EP, 2021), a banda prepara-se para apresentar o seu mais recente trabalho de originais, numa edição de autor apoiada pela República Portuguesa, através do ‘Programa Garantir Cultura’.

São 9 canções que nos transportam para o universo folk/rock português, tão característico da banda, em comunhão com o resultado da experimentação de novas texturas sonoras, como vem sendo habitual na composição do trio lisboeta e na personalidade sonora do lobo. À linguagem melódica e lírica que nasce da comunhão criativa dos 3 autores, compositores e músicos de Lobo Mau, juntam-se nestas canções a ousadia da electrónica, o arrojo dos trompetes e dos kazoos, e a insistência da caminhada no ritmo das peles, das cordas e das teclas que acompanham a génese das canções - a guitarra e as duas vozes.

Agarrado ao mundo, o lobo continua a sua perpétua caminhada e contempla, reflecte, transforma-se e uiva por trilhos sinuosos e desconhecidos, mas aos quais pertence.

Com a contribuição dos músicos João Pinheiro na bateria, David Santos no baixo, Jorge Machado na percussão e electrónica, João Gil nas teclas e Moisés Fernandes no trompete, este álbum é a afirmação poética e musical que se segue no percurso da banda.

www.lobomau.bandcamp.com
www.facebook.com/Lobo.Mau.Musica
 
www.instagram.com/lobomau_musica

www.youtube.com/channel/UCfk2yvg71nqsunI37Bmav1g/featured

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

PROGRAMA DE 18/08/22

1 - Márcia - Força de Fera
2 - A Garota Não - Dilúvio
3 - Rita Dias - E conta-me como foi
4 - Cassete Pirata - Tudo faz parte
5 - Tiroliro & Vladimir - Hoje é o dia
6 - Samuel Úria - A cor do teu batom
7 - Peixinhos da Horta - Maresia
8 - Cramol - Por riba se ceifa o pão

9 - Canto dos Lírios - Bela, doce e descalça
10 - Noves Fora Nada - A toca da cota
11 - You Can't Win, Charli Broyn - Magnólia
12 - The Happy Mess - Espiral (c/ Rui Reininho)
13 - Um Corpo Estranho e Saturnia - Sete de bastões
14 - Baleia Baleia Baleia - Egossistema
15 - Luta Livre - Escravo do patrão



MOTAS E HIP-HOP, JUNTOS NA HORA H DE VLAD, NUM VÍDEO DIFERENTE E VERTIGINOSO

 















Vlad Roussal é natural dos Açores, ilha Terceira, nascido no seio de uma família de músicos ucranianos, de Kiev que, desde 1995, lecionam no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo. Pelas ligações familiares, a música esteve sempre presente, tanto no seu dia-a-dia, como na sua formação escolar. Vlad frequentou o Conservatório Regional desde os 6 (seis) anos, no curso de Piano, e terminou o ensino secundário na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba.

Preparando o próximo álbum após actuações ao vivo que o vão sustentando a nível artístico, Vlad surge com o tema HORA H aliando a lírica vertiginosa a um vídeo onde conta com a participação do grupo de motoqueiros da Ilha Terceira, os Black Boyz! Esta parceria surgiu de uma forma natural e serve para mostrar o que existe nesta Ilha e que por vezes passa despercebido no Continente. Contanto com a produção de NetuH (o seu produtor mais habitual) a música fala exactamente que está na hora de cimentar a sua posição, criando parcerias e abrindo novos caminhos que possam ajudar a desenvolver o trajecto do artista!

Com o selo Big Bit Música, e distribuição da Universal Music Portugal, o artista já está a preparar o seu próximo álbum!

Links das Redes Sociais:
Spotify: https://sptfy.com/vlad
YouTube: Vlad
Instagram: @vladroussal
Twitter: @vladroussal

O GAJO AO VIVO

 




















O GAJO vai estar esta próxima sexta-feira dia 19 de Agosto na Aldeia de Valezim em Seia a atuar ao vivo no evento "Ocupar a Velga" que é organizado pela PRODUÇÃO D'FUSÃO.

Este evento consiste em ocupar as ruas da aldeia com atividade cultural como Música, Teatro, Novo Circo, workshops etc.

O GAJO toca dia 19 às 21h30 junto à Igreja Velha.

MAIS INFO:

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

BONS SONS: HABITAR A RUA COM AMOR E SEM SOMBRAS DE DÚVIDA

 













Após dois anos de pausa, o BONS SONS voltou a habitar as ruas de Cem Soldos. De 12 a 15 de agosto, no pico do verão, Cem Soldos reencontrou as suas ruas, praças, esquinas e largos em fervor. Viveu-se a aldeia na luz, nas sombras, durante a noite e o dia, sentiu-se o amor e mataram-se saudades neste regresso.

Neste 11.º BONS SONS voltou a habitar-se a rua de uma aldeia em manifesto e foi uma festa. 47 concertos, 50 espetáculos e atividades especiais realizados por cerca de 300 artistas. A este número soma-se a realização de 2 concertos inesperados e 30 concertos espontâneos no Palco Garagem.

Durante quatro dias (dois deles - sábado e domingo - com lotação esgotada), o BONS SONS contou com 33.100 visitantes e com muita música, dança, histórias encenadas, performances, exposições, percursos sonoros e de biodiversidade, conversas, debates, jogos tradicionais, burros de Miranda, percursos artísticos, oficinas de música, rádio ao vivo feita por crianças e um mural. Foi um festival onde as pessoas viveram as ruas aldeia, sem perder a escala humana que o caracteriza, e as reações de artistas e do público não podiam ter sido melhores. O reflexo de um festival organizado por uma aldeia inteira, uma comunidade onde 510 voluntários (400 da aldeia e 110 de fora) tornaram possível o BONS SONS que existe e quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, pelos projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela cultura popular.

47 concertos
50 espetáculos e atividades paralelas
270 artistas
2 concertos inesperados
30 concertos espontâneos no palco Garagem
33. 100 visitantes
520 voluntários (420 da aldeia, 100 externos)

MENOS PALCOS, MAIS ALDEIA

Este ano, o mapa do recinto voltou a ter alterações, tendo sido retirados dois palcos que deram lugar a concertos na rua. Na Rua, atuaram OMIRI e Cantadeiras do Vale do Neiva, no Portal da Igreja, e Porbatuka e Grupo de Gaitas da Golegã, que atuaram em modo arruada. Os concertos da MPAGDP - Música Portuguesa a Gostar Dela Própria — Peixinhos da Horta, Emanuel e Toy Matos, João Francisco e MaZela — realizaram-se em recantos da aldeia, nomeadamente, Largo do Pombal e Pátio do Auditório Agostinho da Silva.

Também o Palco Aguardela teve alterações e passou a ser um palco móvel, onde aconteceram as atuações de José Pinhal Post-Mortem Experience, DJ Boy Named Sue, Neon Soho, António Bandeiras, DJ Kitten e RIVA, que teve a seu cargo a festa de encerramento do BONS SONS.

Outro recanto já conhecido – um campo de oliveiras em anfiteatro, o Palco Zeca Afonso – preparado para receber pessoas em pé ou sentadas neste cenário natural deu lugar aos concertos de André Henriques, Rita Vian, Aldina Duarte, Rui Reininho e B Fachada.

A antiga eira de Cem Soldos voltou em 2022 a ser utilizada como cenário do festival, no Palco António Variações, onde aconteceram os concertos de Motherflutters, GROGnation, David Bruno, Pluto, CRIATURA & Coro dos Anjos e Bateu Matou.

O Palco Giacometti – INATEL recebeu Niki Moss, Cancro, Bia Maria, Sunflowers, A Garota Não, Fado Bicha, Tyroliro e Maria Reis.

No Largo do Rossio, situa-se o Palco Lopes-Graça, que acolheu Acácia Maior, Marta Ren, Cassete Pirata, Cabrita, Terra Livre, Sebastião Antunes & Quadrilha e Lena d’Água.

No Palco Carlos Paredes, situado dentro da Igreja de São Sebastião, atuaram Manel Ferreira, Violeta Azevedo, Fernando Mota e PHOLE.

Fora dos palcos, os concertos inesperados apanharam de surpresa visitantes sombras de árvores, onde participaram Terra Livre e B Fachada.

Surgiu ainda um novo espaço no festival: a Casa Sem Tecto Amália, que acolheu uma exposição do fotógrafo João Gigante.

Em 2022, entre a azáfama dos dias, o BONS SONS voltou à aldeia e trocou a ânsia por abraços, para cumprir os valores deste festival: comunidade, família, liberdade e festa: é urgente tudo isso. Que nunca mais tenham de ser adiados.

OBIGADO

É também altura de agradecer. O BONS SONS agradece a todas as instituições que apoiam e ajudam o festival a receber melhor o público, a todos os públicos que estão em sintonia desde o primeiro momento com a missão do festival, a toda a equipa e restante comunidade de Cem Soldos, a todas as pessoas que cederam casas e terrenos, a toda a equipa de voluntariado externo, que são os verdadeiros embaixadores desta causa, a todas as empresas e serviços parceiros que ajudam o festival a acontecer, a todos os jornalistas e fotógrafos que são fundamentais para a divulgação deste evento e a todas as pessoas que estão por perto para o que der e vier.

Organizado pelo SCOCS e pela Aldeia Cultura, o BONS SONS tem como parceiros institucionais a Câmara Municipal de Tomar, a Fundação INATEL e o Turismo do Centro e contou com as parcerias de programação MPAGDP - A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, Curtas em Flagrante, Materiais Diversos e Gerador. A cerveja oficial é a Super Bock, a seguradora oficial é a Fidelidade, havendo ainda o apoio da Óptica Alípios. Em termos de apoios institucionais, o festival conta com os apoios da União de Freguesias Madalena e Beselga, do IPDJ - Instituto Português do Desporto e Juventude e do IPT - Instituto Politécnico de Tomar. Os parceiros de comunicação são a RTP, Antena 1, Antena 3 e Público e nos apoios à comunicação estão: Infraestruturas de Portugal, Canal 180, Canal Q, Rádio Futura, Rádio Miúdos, Música em DX, Deus Me Livro, Antena Livre, Jornal Torrejano, Jornal de Leiria, mediotejo.net, Rádio Hertz e RUC - Rádio Universidade de Coimbra. Houve ainda os apoios da Artitude (Palco Garagem) e da Médio Tejo (transfer BONS SONS).

OBRIGADO

IKOQWE COM NOVO SINGLE



IKOQWE lançam um novo single e vídeo a uma semana das eleições angolanas que acontecem a 24 de Agosto.Pela primeira vez estão a ser feitas sondagens independentes e, na semana passada, um grupo de cidadãos preencheu uma ação popular contra o Presidente de Angola, devido à “falta de isenção e desigualdade de tratamento dos partidos políticos”.

Embora IKOQWE pareçam vir de outra dimensão espaço-temporal (escutar o seu álbum de estreia de 2021 - "The Beginning, the Medium, the End and the Infinite"), muitas das suas músicas estão intimamente ligadas a Angola.

"Kamicasio (The End)" é a versão atualizada de um clássico do Rap Angolano, em que Ikonoklasta se dirigiu ao MPLA, o partido no poder desde a independência do país.

O single está disponível em todas as plataformas digitais aqui.

“Armados de sonhos e quimeras
avançamos
sob a troça de submissos
caminho faz-se caminhando
entre ideais mutilados
e os gritos libertados
rir será sempre o melhor remédio para _inserir nome do opressor”

#vigiar #testemunhar #manifestar #resistir

PROGRAMA DE 17/08/22

1 - Cramol - A candeia
2 - Peixinhos da Horta - Maresia
conversa do Fausto com o Nuno sobre a 
edição 2022 dos Bons Sons
com alguns intervalos musicais
3 - Cancro - Plástico
4 - Pluto - O 2 vem sempre depois
5 - Criatura - Bem bonda
6 - B Fachada - O anti-fado
7 - Lena d'Água - Robot

RUI VELOSO ANUNCIA DATA EXTRA NO COLISEU DO PORTO A 27 DE OUTUBRO

 




















Rui Veloso acaba de revelar mais uma data no Coliseu Porto Ageas, no dia 27 de Outubro, inserida na digressão em formato trio de guitarras. O músico vai subir ao palco do Coliseu nos dias 27 (data extra) e 28 de Outubro. Os bilhetes para ambos os concertos estão à venda nos locais habituais.

Depois de esgotar onze concertos desta digressão em formato intimista, incluindo duas datas no Tivoli BBVA, o grande nome da música portuguesa e um dos mais influentes com uma carreira repleta de sucessos que atravessam gerações, anuncia agora a tão aguardada data no Porto.

Rui Veloso continua a manter-se como a grande referência do cancioneiro português e leva nesta digressão um vasto repertório. Esta vai ser uma oportunidade única para ver e ouvir Rui Veloso num formato único, em concerto intimista, acompanhado por uma dupla de guitarristas, Alexandre Mania e Eduardo Espinho.

ESKILOGRAMA COM NOVO SINGLE A 26 DE AGOSTO






















"Migalhas também é pão, Todas as Migalhas juntas fazem um Pão"

Os Eskilograma estão de volta com um novo single!

Dia 26 de Agosto estará disponível no Spotify e em todas as demais plataformas digitais!

Uma cantiga que fala sobre Pão, sobre Pombos, e sobre todas as complexidades que estas temáticas implicam.

Respeitando o estilo sonoro de Eskilograma, é um tema com fortes tons metafóricos que deixa o ouvinte a pensar!

Num tempo em que tudo está dividido e polarizado, este Single vem relembrar que um pão só está completo se todas as suas Migalhas estiverem unidas.

UM POUCO MAIS SOBRE ESKILOGRAMA

"Eskilograma, de origem desconhecida e com paradeiro habitualmente incerto, é uma entidade enigmática que luta contra as forças do mal empunhando a Verdade."

Juntam instrumentais potentes a narrativas cómicamente absurdas.
O som dos Eskilograma é uma montanha russa de comédia e tragédia.

["...."Eskilograma apresenta poemas cómicos, e não me estou a referir a sátiras elegantes nem nada que se pareça, não, não... Refiro-me a sarcasmo, humor surreal e um tom gozão chegando a ignorar constantemente o "politicamente correto". Origina assim uma forte antítese, uma forte contradição de ideias. Tramas sarcasticamente dramáticas, nas quais o ouvinte acaba por se imergir devido à poderosíssima sonoridade envolvente.

Confesso que, na minha primeira audição, fiquei reticente.
"..."Acabei por pôr em causa o valor deste projeto, com o falacioso preconceito de que a componente lírica da música "a sério" teria de passar obrigatoriamente uma mensagem de um valor sentimental profundo. "..." MAS "..." a comédia e a tragédia são faces da mesma moeda "..."

Apesar de acreditar que o único objetivo dos Eskilograma seria só apresentar uma sonoridade incrível e enredos engraçados, acabaram por me despertar inúmeras questões sobre o que é válido ou não, e quebrar (em mim) um preconceito estúpido e infundado.
E por isso, queria deixar, desde já, o meu agradecimento pessoal.


- Excertos de luzamag.com by Carolina Reis

terça-feira, 16 de agosto de 2022

DJ BURUNTUMA CONVIDADO POR BRANKO PARA RESIDÊNCIA ARTISTICA






















Depois de ter sido um dos escolhidos pela curadoria da Lisboa Criola e de Dino D’Santiago, para participar no festival Jardim de Verão, da Fundação Calouste Gulbenkian, o DJ Buruntuma é o mais recente convidado para a Branko Residency no Jazz Cafe, em Londres, no próximo dia 19 de Agosto. Esta residência de Verão do artista Branko serve para mostrar a diversidade de sons globais, em comemoração do lançamento do seu novo álbum.

Para Buruntuma: “Enchufada na zona é mais do que um evento, é uma plataforma que tem demonstrado ao mundo a diversidade de Lisboa e é um prazer enorme poder fazer parte disso”.

Já em Junho, Buruntuma foi uma das escolhas de Robin Perkins da editora alemã Shika Shika para o projecto The Birdsong Project, participando numa acção de sensibilização sobre as aves em vias de extinção na África Ocidental. Este álbum mistura nomes conhecidos da World Music, da música tradicional e outros nomes conhecidos do público português, mas a música que foi destacada pela imprensa internacional, em especial pelo New York Times, foi a afro-house de Buruntuma Timneh Parrot, a partir de cânticos dos papagaios do seu país natal.

Depois de participar na residência artística, Buruntuma irá actuar no dia 25 de Setembro no Festival Iminente.

Quem é Buruntuma?

Nome estabelecido na cena Afro House portuguesa, Buruntuma é considerado por muitos um griô dos tempos modernos – a música tradicional da Guiné Bissau, onde nasceu. Assumiu para si a missão de preservar e transmitir a história, conhecimento, poemas e música do seu povo. É diferenciador e criativo na forma como junta a sons da África Ocidental e dos subúrbios de Lisboa. Com estas sonoridades, tem criado uma enorme reputação um pouco por toda a Europa, passando por clubes em Berlim, Paris, Colónia ou Roterdão. Além de demonstrar as suas sonoridade de aptidões únicas, Buruntuma pretende disseminar uma imagem positiva e inspiradora das suas ricas e diversas raízes culturais. Foi em Dezembro de 2021, passou a figurar na lista das 100 personalidades negras mais influentes da Lusofonia, pela revista Bantumen.

MOONSPELL CANCELAM DIGRESSÂO NORTE -AMERICANA POR MOTIVOS LOGÍSTICOS

 











A banda portuguesa Moonspell cancelou a digressão pelos Estados Unidos e Canadá, que tinha começo previsto para o próximo dia 25, devido a “motivos de transporte e logística irresolúveis”, anunciou o grupo nas redes sociais.

“Devido a motivos de transporte e logística irresolúveis, vemo-nos forçados a cancelar a nossa vindoura digressão norte-americana”, pode ler-se numa publicação da banda no Twitter, que pede desculpa pelo sucedido aos fãs e se despede até 2023.

De acordo com o calendário previsto, a digressão iria começar no dia 25, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, tendo 20 datas marcadas naquele país e duas no Canadá. O calendário terminava no dia 18 de setembro, em Boston.

Na rede social Instagram, os Moonspell explicaram que tentaram, em conjunto com os seus agentes, “todas as opções disponíveis, mas não restou outra solução que não o cancelamento”.

A série de concertos teria, a abrir, os finladeses Swallow The Sun e os norte-americanos Witherfall.

No entanto, a banda que se estreou com o álbum “Wolfheart” realçou que vai manter a data de 03 de setembro no contexto do Candelabrum Metal Fest, em León, no México.

No final de setembro, os Moonspell vão dar início a uma série de concertos pela Europa, com as bandas Insomnium, Borknagar, Wolfheart e Hinayana.

Nos dias 31 de outubro e 01 de novembro, a banda vai assinalar os seus 30 anos nos coliseus do Porto e Lisboa, respetivamente, com alinhamentos que vão remontar ao início do grupo e incluir temas votados pelos fãs.

TDI // MLS

Lusa/Fim

O NÃO-FESTIVAL CAMP'2022















O não-festival numa vinha algarvia que reúne músicos, criadores e pensadores para celebrar a terra, o sentido e a beleza.

O evento, que se realiza em Lagoa, no Algarve, nos dias 7, 8 e 9 de outubro, contará com a presença de Carminho, Bruno Pernadas e Mário Laginha.

É num lugar mágico, entre o campo, o mar e a serra, que decorrerá a primeira edição do CAMP. Um projecto paralelo promovido pelo Morgado do Quintão, o irreverente produtor de vinhos do Algarve, o evento realiza-se entre as vinhas antigas, debaixo de uma oliveira milenar e com a imponente serra de Monchique como pano de fundo. É ali que nascerá um espaço suspenso da realidade e onde, ao longo de três dias, se vão reunir músicos, criadores e pensadores para um não-festival em que a música terá um lugar de destaque, aliada a uma proposta de programação cultural desafiante, numa escala intimista.

Segundo Filipe Caldas de Vasconcellos, fundador do CAMP, “O CAMP é um encontro entre música e cultura que se unem como um guia de campo para cada um de nós se perder, e encontrar. Para expandirmos o nosso pensamento, através da arte, música, alegria e partilha, e celebrarmos a vida. É sobre provocar e fazer pensar, de verdade. Com o CAMP pretendemos que haja partilha, reflexão e valorização, uns com os outros, neste lugar, que começa a ser maior do que a sua fronteira física. A partir daqui, o CAMP será onde a ligação à terra, ao sentido e à beleza das coisas acontece, todos os anos, após as vindimas, em preparação para um novo ciclo que começa.”

A proposta do evento contempla três concertos de artistas que comungam dos valores e do conceito do CAMP: Carminho (7 de outubro), Bruno Pernadas (8 de outubro) e Mário Laginha (9 de outubro). Paralelamente aos concertos, neste fim de semana de Outubro será também possível conhecer a propriedade e participar da agenda cultural irreverente e criativa, e que promete agitar ideias e sentidos daqueles que se juntarem a esta experiência única.

Todas as informações sobre o CAMP estão disponíveis no website dedicado ao evento: https://www.intocamp.pt/.

SOBRE O MORGADO DO QUINTÃO:

O Morgado do Quintão é uma propriedade vitivinícola localizada no concelho de Lagoa. Desde a sua fundação pelo Conde de Silves em 1810 que a propriedade se mantém na família, sobrevivendo resiliente ao longo de mais de dois séculos. Hoje, a propriedade e o projecto querem afirmar-se pelo respeito pela terra, ligação às artes e ao pensamento e à reflexão activa sobre o futuro.

KHIARO USA E ABUSA AO VIVO






















Inspirado pelo calor deste verão cheio de noites longas e bebidas frescas, Khiaro apresenta o tema "Usa e Abusa", gravado numa actuação ao vivo nos Estúdios Valentim de Carvalho. Esta canção com uma batida quente e enérgica que pede que nos levantemos para dançar, acompanhada pela voz sedutora de Khiaro, foi composta pelo cantor, por Mr. Marley e ZackyMan que formam a dupla Supa Squad e por MC Zuka.

«É um dos temas com maior energia, com a maior vibe no nosso espectáculo. Decidimos fazer um vídeo para mostrar um bocadinho da actuação. A energia é super positiva e contagiante. É o que sinto», conta Khiaro sobre este tema que não deixará ninguém sentado no sofá.

“Usa e Abusa” já pode ser ouvida e partilhada!

FICHA TÉCNICA "USA E ABUSA"

Letra: Khiaro; Mr. Marley; ZackyMan; Mc Zuka
Música: Mr. Marley; Khiaro
Mistura: Khiaro e Pedro Vilas Silva
Masterização: Carlos Juvandes (JStudio)
Guitarra: Pedro Pereira, Christian e Tiago Dores
Baixo: Jonatas Samuel
Bateria: Mateus Pargana
Piano: Emanuel Nunes
Arranjo Musical: Christian e khiaro
Back Vocals: Badoxa
Captação Vídeo: Rodrigo Lopes & Bruno Calisto
Edição: Khiaro e Rodrigo Lopes
Correção de Cor: Khiaro
Make Up: Sandra Pepe
Produção: inArtéria & Valentim de Carvalho

Tema gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho e Estúdios Namouche, em Julho de 2022

Os temas de Khiaro estão já disponíveis em todas as plataformas digitais.