quinta-feira, 3 de setembro de 2026

NO CARMO81 EM VISEU

 













𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 | 𝗚𝗟𝗢𝗖𝗞𝗘𝗡𝗪𝗜𝗦𝗘 | 𝟮𝟬 𝗦𝗲𝘁𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼 (𝗱𝗼𝗺)| 𝟭𝟵𝗵𝟬𝟬

𝘎𝘭𝘰𝘤𝘬𝘦𝘯𝘸𝘪𝘴𝘦 𝘦𝘮 𝘳𝘦𝘴𝘪𝘥ê𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘯𝘰 𝘊𝘢𝘳𝘮𝘰81

O sexto disco de originais dos Glockenwise, Vale tudo para chegar a algum lado, chega às lojas e plataformas digitais a 23 de setembro.

No fim de semana que antecede o lançamento, a banda estará em residência no Carmo81, em Viseu, a preparar o novo espetáculo. No domingo, dia 20 de setembro, às 19h00, abre as portas ao público para uma apresentação especial, onde será possível ouvir, em primeira mão, as canções do novo disco e conhecer o resultado do trabalho desenvolvido durante a residência.

BILHETES

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PROGRAMA DE 02/09/26

1 - Santa Clara Blues - Hearts and souls
2 - Kakerlakk - Every time I die
3 - Victor Torpedo And The Pop Kids - Emotional
4 - Them Flying Monkeys - Great song
5 - The Twist Connection - Crime
6 - The Pages - Teenage rebels
7 - Ode Filipica - Saco vazio
8 - Micro Audio Waves - Al Pacino
9 - Paul Oak - Sunny afternoon
10 - António Olaio e Manuel Guimarães - Foggy days in old Manhattan
11 - Ray - Only light
12 - Bloom - Walking on waters
13 - Bruno Pernadas - Steady grace
14 - Birds Are Indie - I could laugh
15 - Tracy Vandal & John  Mercy - To remember who you were (feat Alex Kapreanos)
16 - Calcutá - Run come rally 

 

NOVO SINGLE E VÍDEO DE MEU GENERAL COM JOÃO CABELEIRA





















Depois do primeiro single "Quero e não quero”, Meu General revela "Se Esperas", outra das canções do novo álbum da banda.

Assente numa sonoridade de rock clássico, o tema conta com a participação especial de João Cabeleira, histórico guitarrista dos Xutos & Pontapés, numa colaboração que surge de forma natural e reforça a identidade musical da canção.

Meu General mantém-se fiel à sua identidade, cruzando a força dos riffs, a intensidade da secção rítmica e uma escrita directa, onde o rock é entendido como uma linguagem de intervenção, e autenticidade.

A participação de João Cabeleira acrescenta uma dimensão simbólica ao tema, aproximando diferentes gerações de músicos unidos pela mesma paixão: o rock feito em português.

Mais do que um simples avanço para o novo disco, "Se Esperas" representa o espírito de "A Programação Segue Dentro de Momentos": um álbum que procura afirmar uma voz própria, sem concessões a tendências ou fórmulas, privilegiando a honestidade artística e a força das canções.

Com este lançamento, Meu General reforça o seu percurso no panorama do rock nacional, apresentando um tema intenso, frontal e actual, onde a atitude continua a ser o elemento central.

FICHA TÉCNICA

Gravação e Produção: Meu General – Control Room e 90 Space |Guitarra “Se Esperas” Gravado por João Cabeleira na “Casinha”.

Mistura e Masterização – Rodolfo Cardoso.

O MUNDO DOS SENSE MAY





















Continuando uma saga ainda desconhecida por muita gente, os Sense May, um quarteto de rock que surgiu no Porto em 2024, se preparam para editar mais um EP - o segundo de estúdio, o terceiro em três anos. “Mundane Dreams” é o título do lançamento, marcado para 02 de Setembro de 2026, e também uma expressão que resume um pouco do que a banda se propõe a discutir em 5 faixas que vão do punk rock melódico à la Bad Religion ao post hardcore “emotivo” do início dos anos 2000: mais desafios da vida adulta, mais contradições internas, mais distância de casa; agora partindo de um ponto de vista mais coletivo e menos pessoal.

Caso o leitor não esteja a perceber o porquê da “continuidade” nos termos do parágrafo anterior, explicamos: em seu primeiro EP autointitulado, a banda - composta atualmente por três imigrantes brasileiros e um jovem portuense - expôs sentimentos e fragilidades pessoais partindo de um ponto de vista muito definido: o contexto migratório e tudo o que isso trás consigo. Naquele momento, se encaixavam entre o grunge e o rock alternativo, mas já com algumas claras indicações do espírito post hardcore que se destaca agora.

O novo trabalho dos Sense May reforça, mais uma vez, o espírito Do It Yourself que a banda traz consigo desde o início. O EP foi pré produzido e captado quase que inteiramente pelos próprios integrantes, em sua sala de ensaio e em casa; com a bateria sendo o único elemento captado em outro espaço. A produção de conteúdos multimedia também vai ficar a cargo da banda, prometem. Mas, apesar de estarem “versus o Mundo”, mais uma vez chamaram amigos já conhecidos para travar essa batalha. Também assinam pré e pós produção os amigos Marina Salimon (que também é co-autora de uma das faixas) e Leo DaCosta (Memorial State), que captou e produziu os dois outros lançamentos da banda, desta vez ficou com mistura e masterização.

A primeira canção de trabalho do novo EP se chama “Let Go” e, segundo a banda, é uma faixa com grande inspiração em bandas modernas como Title Fight e Basement, em sua letra buscam dar algumas “espetadas” àqueles que por algum motivo acham que são melhores que os outros.

FESTIVAL CUCA MONGA REGRESSA ESTE MÊS A LISBOA





















O Festival Cuca Monga volta ao coração da capital, nos jardins do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, para a sua 4.ª edição. Uma montra da música independente nacional e brasileira, que inicia a atividade cultural outonal de Lisboa.

Depois de na 3.ª edição o Festival Cuca Monga se ter estreado com sucesso nos jardins do Museu de Lisboa - um oásis verde no meio da azáfama citadina ,um esconderijo sonoro coberto de relva, vagar e tranquilidade -, o evento volta a este espaço para celebrar a música ao vivo, com um cartaz que volta a apostar em talento estabelecido e emergente da música independente nacional e ligações internacionais, principalmente criando uma ponte cada vez mais sólida com o Brasil.

Novamente com dois dias cheios de música ao vivo, as confirmações são: Capitão Fausto, Manel Cruz, Sérgio Godinho & ZARCO, Marquise, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Vaiapraia, Rapaz Ego, Rita Cortezão, Bruno Berle, Beatriz Pessoa, Leonor Arnaut, Manu Julian, IBSXJAUR e Miguel Marôco.

A encabeçar o primeiro dia de festival há Capitão Fausto, no regresso da banda à sempre saudosa Alvalade que os viu crescer. Esta é a primeira data do grupo em Lisboa depois de uma mítica atuação no Meo Arena em janeiro deste ano. Ainda no dia 25 de setembro há Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, banda de São Paulo que tem uma digressão nacional a começar após este primeiro espetáculo no Festival Cuca Monga.

Já a 26 de setembro o destaque do dia vai, claro, para um concerto especial e irrepetível de Sérgio Godinho e ZARCO, no qual serão tocados e cantados temas de ambos. A este acontecimento juntar-se-á Leonor Godinho, filha de Sérgio e companheira de sempre de ZARCO, que cantará no espetáculo. Manel Cruz também atua neste dia, nome do rock português que dispensa apresentações e que promete trazer na bagagem o álbum Vida Nova (2019) e canções como “O Navio Dela” e “Ainda Não Acabei”.

O Festival Cuca Monga foca-se em promover música alternativa e independente. Uma celebração sonora da amizade entre artistas e profissionais da área, feita por músicos experientes que sabem o que é preciso para montar um bom espetáculo. Nas palavras da organização “Sejam artistas consagrados, artistas emergentes, ou artistas da Cuca Monga com música nova, a ideia é que todos partilhem palco e tenham lugar. O ponto em comum é adorarmos toda a música que recebemos.”

O espetáculo será montado nos dias 25 e 26 de setembro nos jardins do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, um recinto fechado, com 2 palcos, várias bancas de comes&bebes, merchandise e, claro, contará com música a partir da tarde até madrugada fora. O alinhamento diário de concertos já está definido e pode ser consultado nas imagens abaixo. Os horários dos espetáculo serão confirmados em breve.

Os bilhetes diários estão à venda por 30€, já os passes gerais com acesso aos dois dias de Festival Cuca Monga estão a ficar cada vez mais perto de esgotar.

Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline aqui.

FESTIVAL F REVELA HORÁRIOS, APP E TODA A INFORMAÇÃO ÚTIL PARA VIVER A 11.ª EDIÇÃO

 



















A dois dias do arranque, o Festival F revela os horários completos e reúne toda a informação útil para viver a sua 11.ª edição. O último grande festival do verão regressa à Vila Adentro, em Faro, entre 03 e 05 de setembro, com três dias de música e cultura, dezenas de concertos e uma programação que ocupa palcos, ruas, praças, museus e outros espaços do centro histórico.

São agora também revelados os participantes das tertúlias moderadas por Rui Miguel Abreu: Bárbara Tinoco, Lana Gasparøtti, Femme Falafel e Irina Barros conversam sobre o lugar das mulheres na música; Manuela Azevedo, Fernando Ribeiro, Martim Sousa Tavares e Nuno Gonçalves debatem o impacto da inteligência artificial na criação; Herlander e Real Punch e Danni Gato colocam o hip-hop no centro da conversa.

A programação inclui ainda exposições, artes performativas, videomapping, mercado de criadores independentes, atividades para crianças, street food e Silent Party by Citroën. A aplicação oficial permite consultar os horários, criar um cartaz personalizado e explorar o mapa do recinto, enquanto os bilhetes diários, a partir de 22 euros, e os passes gerais, por 54 euros, encontram-se disponíveis na Ticketline, no Teatro das Figuras e nos restantes postos de venda habituais.

APP FESTIVAL F

A aplicação oficial do Festival F reúne num só lugar a informação necessária para os três dias. O público poderá consultar a programação completa, criar o seu próprio cartaz e orientar-se pelo recinto através do mapa, além de participar em diferentes jogos e desafios.

Disponível em app.festivalf.pt.

BILHETES

Os bilhetes encontram-se disponíveis na Ticketline, na bilheteira do Teatro das Figuras e nos restantes postos de venda habituais.

Bilhete diário — 22 €

Passe geral (3 dias) — 54 €


* Crianças dos 3 aos 12 anos (inclusive) têm entrada gratuita desde que acompanhadas por um adulto.

RECINTO E BILHETEIRA

O recinto abre diariamente às 18h00 e fecha às 05h00. A bilheteira, localizada no Largo de São Francisco, funciona entre as 17h00 e as 03h30.

Todos os passes gerais, físicos ou digitais, deverão ser trocados por pulseira nos balcões disponíveis no Arco da Vila e no Largo de São Francisco. Existe entrada prioritária para pessoas com mobilidade condicionada e grávidas.

CASHLESS E COPO REUTILIZÁVEL

Os pagamentos no recinto são feitos através da pulseira cashless, cuja ativação tem o custo de 1 euro.

Mantém-se também a utilização de copos reutilizáveis. Cada copo tem o custo de 1 euro e pode ser utilizado ao longo do festival, contribuindo para a redução de resíduos dentro do recinto.

PROGRAMAÇÃO POR DIA

03 DE SETEMBRO

Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, D.A.M.A, HMB, Chico da Tina, ÁTOA, PAUS, Rafael Toral, Jasmim, Irina Barros, Afonso Rodrigues, Ana Tereza, João Tiago Neto, Lana Gasparøtti, Femme Falafel, Mães Solteiras, ALCOOL CLUB, SOTTO, Curadoria Real Punch com Billy Fresh, Reverse e Vil & ZH, Gijoe + Gaiatos Capote, Bica e Vasco Trindade Trio.

04 DE SETEMBRO

The Gift, Moonspell, Clã, Nelson Freitas, Tz da Coronel, Ricardo Ribeiro e Orquestra de Jazz do Algarve, Bizarra Locomotiva, ARAGÃO, Pelados, INHUMAN, Lucas Ortet, Joana Almeirante, Diana Vilarinho, Rita Cortezão, Daniel Kemish, Mirage People, MUST BE BLUE, SB03, L.A.R, João Melgueira, Algarve Jazz Collective e DANZ, em DJ set.

05 DE SETEMBRO

Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Branko, Papillon, Mind da Gap, Maninho, Danni Gato, Camaleão Azul, Elisa, Peculiar, TRAVO, Peixe, King Bigs, Herlander, Micáh, Latte, Gonçalo Mendes, Espama Trincana, IBSXJAUR, akur, Puntzchick, Sofia Rodrigues e Untitled.

Silent Party by Citroën

Nos três dias, no Palco Castelo, o público escolhe entre dois DJ através dos auscultadores disponibilizados pelo festival. Uma pista onde cada pessoa dança ao seu próprio som e onde, para quem está de fora, o silêncio também faz parte da experiência.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Tertúlias — Durante os três dias, às 19h00, os Claustros da Sé recebem as tertúlias do Festival F, moderadas por Rui Miguel Abreu. A 3 de setembro, “Agora é que são elas” reúne Bárbara Tinoco, Lana Gasparotti, Femme Falafel e Irina Barros. No dia 4, “IA cabe no verbo crIAr?” junta Manuela Azevedo, Fernando Ribeiro, Martim Sousa Tavares e Nuno Gonçalves. A 5 de setembro, “Rimar contra a maré” coloca o hip-hop no centro da conversa, com Herlander, Real Punch e Danni Gato.

Artists & Fleas — Na Rua Galp, o Artists & Fleas reúne criadores, artistas e pequenos produtores independentes. Artesanato, design, ilustração, moda, joalharia, cosmética natural e outros projetos autorais encontram aqui um espaço de encontro com o público, numa plataforma que procura criar comunidade em torno da criatividade e dar visibilidade a projetos independentes, muitos deles ligados ao Algarve.

Fagar Kids F — No Largo de São Francisco, junto ao Palco Ria, é o espaço dedicado às crianças entre os 6 e os 10 anos. Entre as 20h00 e as 24h00, os mais novos participam em diferentes atividades e experiências lúdico-pedagógicas, reforçando uma programação pensada para ser vivida por várias gerações ao mesmo tempo.

Exposições — O Museu Municipal de Faro, antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, recebe "Olhar a Paisagem: A partir das coleções do MNAA" e "Arte Portuguesa Século XIX-XX: Coleção Miguel Duarte". Na Galeria Municipal Trem "Manuel Baptista" pode ver-se "Manuel Baptista: Arquivos (in)visíveis".

Fotografia — A ALFA, Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, apresenta uma exposição de fotografia e promove, na Galeria Arco, junto ao Palco Arco, uma mostra da fotógrafa norte-americana Kathryn Barnard.

Videomapping — No Palco Fábrica, a Fuse - design lab apresenta projeções que cruzam imagem, luz e som, levando a criação visual para o espaço público e acrescentando uma nova dimensão ao percurso pelo centro histórico.

Artes performativas — Entre concertos, a programação continua pelas ruas. O Grupo Coral Ossónoba, a dança da Urban Expression, a Poesia e Companhia e as arruadas de Al Fanfare e Funkarmonica levam diferentes linguagens à Vila Adentro e fazem do caminho entre palcos parte do programa.

Street food — No Largo Afonso III, a zona de street food tem música ao longo dos três dias, com um DJ a acompanhar o espaço e a criar mais um ponto de encontro dentro do recinto.

BILHETES

terça-feira, 1 de setembro de 2026

PROGRAMA DE 01/09/26

1 - Luca Argel - Homem triste
2 - António Zambujo - Regresso à infância
3 - Ezequiel - Portugalidade
4 - A. P. Braga - Lira
5 - Carlos Peninha - Chão ardente
6 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
7 - Mico Audio Waves - Serge au sushi
8 - Ode Filipica - Saco vazio

9 - Peter Strange - Fim de vida
10 - os Salva Terra - Caminho bom
11 - Orange 3 - Sonhos lançados
12 - Fipos - Minha guerra minha paz
13 - Tédio Fc - Recibos verdes
14 - RimaRussa - Espiral
15 - Passos Pesados - Copo de vinho 

RITA NABAIS EDITA LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DO ROCK PORTUGUÊS

 



















Após o sucesso internacional de A História do Rock (para pais fanáticos e filhos com punkada) — traduzido e publicado no Brasil, Estados Unidos, México, Canadá, Reino Unido, Austrália, Suécia e Bulgária, Rita Nabais regressa aos livros pioneiros com A História do Rock Português (para pais fanáticos e filhos com punkada), uma obra que atravessa mais de seis décadas de música portuguesa e junta pais e filhos à volta da paixão pela música.

Escrito por Rita Nabais, ilustrado por Tiago Albuquerque e prefaciado por Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta, o novo livro propõe uma viagem vibrante pelo Rock feito em Portugal: das primeiras guitarradas dos anos 60 aos sons mais recentes, passando pelos artistas e bandas que ajudaram a construir a identidade da música portuguesa e pelos géneros que nasceram, cresceram e se cruzaram com o Rock.


Como começou o Rock em Portugal? Quem foram os pioneiros? Que bandas fizeram gerações inteiras cantar, saltar e dançar? E que canções ajudaram a mudar mentalidades?

Entre guitarras elétricas, vozes inesquecíveis, refrões, concertos, discos, cassetes e histórias que atravessaram gerações, A História do Rock Português percorre nomes e momentos incontornáveis da música portuguesa.

Do Quarteto 1111 aos Xutos & Pontapés, de Rui Veloso aos GNR, de Lena d’Água aos Silence 4, o livro recupera artistas e bandas fundamentais para compreender a evolução do Rock em Portugal, sem esquecer aqueles que continuam hoje a reinventá-lo e a abrir caminho para novas sonoridades.

Mais do que uma história da música, este é um livro para ouvir, descobrir e partilhar entre gerações. Para os pais que viveram a música deste e de outros tempos e para os filhos que estão agora a descobrir novas bandas, canções e referências. Uma viagem ao passado feita de memórias, mas também uma porta aberta ao presente e ao futuro do Rock em Portugal.

Com uma linguagem acessível e uma forte componente visual, Rita Nabais e Tiago Albuquerque transformam mais de seis décadas de história musical numa experiência capaz de despertar memórias nos mais velhos, curiosidade nos mais novos e vontade de voltar a ouvir algumas das canções que fizeram história. 

APRESENTAÇÃO OFICIAL - ARMAZÉM DAS ARTES - ALCOBAÇA

O lançamento oficial do livro "A História do Rock Português" acontece no dia 26 de setembro, às 17h00, no Armazém das Artes, em Alcobaça.

Rita Nabais estará acompanhada por Fernando Ribeiro, a voz e figura central dos Moonspell, pelo editor Nuno Matos Valente e pelo ilustrador Tiago Albuquerque

A apresentação será também uma celebração musical, com um DJ set de António Manzarra, aka El Mariachi, líder da mítica banda de Alcobaça Us Forretas Ocultos, exclusivamente em vinil e dedicado à música portuguesa.

Mais tarde, Fernando Ribeiro, junta-se à banda sonora da tarde numa sessão de DJing que promete prolongar a celebração com outras geografias e sonoridades.

Edição apoiada pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores.

FESTIVAL EMERGENTE LANÇA CAMPANHA DE CROWDFUNDING PARA REALIZAR EDIÇÃO 2026















Edição 2025 do Festival Emergente. Créditos de Rui Gato.

A 8.ª edição do Festival Emergente - programada para 18 a 20 dezembro - pode não chegar a acontecer. Este ano o Festival encontra-se sem apoios financeiros e abre agora uma campanha de angariação de fundos junto do público.

Num comunicado publicado nas redes sociais oficiais do festival e segundo a organização:

"Depois da esgotada edição de 2025, contraditoriamente, este ano deparamo-nos com a falta de apoio financeiro em resultado de candidaturas que não foram bem sucedidas.

Queremos, no entanto, dar continuidade à nossa missão de promover o melhor da música portuguesa emergente e super emergente, mas para isso precisamos de todos vós e da comunidade alargada da música nacional - artistas, managers, bookers, programadores, espaços e amigos do festival

Após 7 edições a crescermos organicamente em conjunto com os artistas e com a comunidade da música independente portuguesa, este ano não queremos fazer por menos. Por isso apostamos no tudo ou nada desta campanha. Se o objetivo não for alcançado, todas as doações serão devolvidas.

Para já contamos com o apoio da BOTA, que acolheu o Emergente nos últimos dois anos, e de todos os nossos media partners: Antena 3, Música Sem Capa, Altamont, Headliner e Vox Pop Music Zine.

As contas são fáceis de fazer: se cada um de vós apoiar com 5€, ultrapassaremos largamente o montante mínimo que precisamos para montar esta 8ª edição. E se forem ao festival, basta darem o vosso nome à porta para receberem um vale de bebida. Mas há outras recompensas: passes gerais, bilhetes diários e passes vitalícios!

Link da campanha de crowdfunding aqui: ppl.pt/FestivalEmergente2026"

A programação da 8.ª edição, para além dos 8 artistas a selecionar por Open Call, inclui 8 artistas convidados já confirmados: Calcutá, Kalashnicoles, Ana de Llor, Rossana, Acid Acid, Them Flying Monkeys, Cat Soup e Travo. 

HISTÓRICO FESTIVAL EMERGENTE

Pelo Open Call do Emergente já passaram mais de 300 bandas da novíssima música portuguesa (sendo que só o ano passado o festival contou com 92 candidaturas) e dessas, 42 subiram aos diversos palcos do Emergente desde 2020, uma vez que na primeira edição, em 2019, não houve Open Call. 

Cartazes (em negrito – bandas selecionadas por Open Call):

2019 – Cosmic Mass / Sun Blossoms / Time for T / Tourjets / Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo / Pedro Mafama / Venga Venga / Môrus / Elephante Maze / Palmers / Ossos D’Ouvido / Cave Story / Sunflowers / Dji Jays;

2020 – Dream People / Meta_/ Hause Plants / Fugue. / Rui Rosa / Cíntia / Vila Martel / Lana Gasparøtti;

2021 - Chinaskee / Sreya / Gator The Alligator / Mike Vhiles / Caio / Eva Cigana / Los Chapos / Mikee Shite / Conjunto Júlio / Too Many Suns / Solar Corona / Humana Taranja / Biloba / April Marmara / Bia Maria / Falso Nove / Quase Nicolau / Madalena Palmeirim;

2022 – Moma T / Black Lavender / Javisol / O Marta / BANDUA / Themanus / Ana de Llor / A Sul / Siwo / Sfistikated / Unsafe Space Garden / James Flower;

2023 (todos os premiados nos anos anteriores como convidados): Meta / Lana Gasparøtti / Falso Nove / Humana Taranja /Javisol / O Marta / Ricardo Crávidá / Royal Bermuda / Human Natures / Marquise / Marianne 7Redoma / Malva / Evaya / X IT.

2024 – Agressive Girls / Líquen / IBSXJAUR / Surma / Bea Bandeirinha / Pato Bernardo / Maria Reis / Francisco Fontes / Catarina Carvalho Gomes / Hal Still Echoes / Ya Sin / Baleia Baleia Baleia

2025 - ADORO PROTOCOLO / bbb hairdryer / Beatriz Madruga / Chat GRP / canalzero / DIVÃ / Falcona / INÓSPITA / PARQUE IMPÉRIO / MÃO CABEÇA / MALVA / MANGUALDE / MAQUINA. / MARKZS / mokina / LESMA / roadkill / RT-FACT

Bandas e Projetos Premiados:
Melhor Concerto ( MC - por votação do público)
Melhor Projeto Musical ( MPM - por votação do Júri)
Mencões Honrosas (MH – por menção do festival)

TESTEMUNHOS SOBRE O FESTIVAL EMERGENTE
CONTRIBUIR CROWDFUNDING AQUI

2020 MC – Lana Gasparøtti
2020 MPM – Meta_
2021 MC – Los Chapos
2021 MPM – Falso Nove
2021 MH – Humana Taranja
2022 MC – Javisol
2022 MPM – O Marta
2023 MC – Marquise
2023 MPM – Malva
2023 MH – Marianne
2024 MC – Catarina Carvalho Gomes
2024 MPM – Líquen
2025 MC - ADORO PROTOCOLO
2025 MPM - ADORO PROTOCOLO

ALGA COM NOVIDADES

 



















Alga anuncia o lançamento da edição física do meu primeiro mini-álbum em vinil+dvd, limitada a 104 cópias. A partir de hoje, 1 de setembro de 2026, dois anos após o lançamento digital. E cinco anos após. 
« Deslocamo-nos com a música de alga, em MATERDOLOROSA, uma homenagem às mulheres da sua família. Gestos documentais de gravações de campo e explorações sonoras compõem relações de proximidade e também de distância, entre aquilo que nos é íntimo e aquilo que se mantém opaco nas sombras. A luz recorta o negativo das formas e as sombras tornam-se lugares férteis, onde melhor se cresce e onde as melodias florescem.

MATERDOLOROSA, disco de alga lançado em Setembro de 2024, surgiu anunciado como um "mini álbum", apesar dos 55 minutos de duração. Detenho-me nesta prefixação, diante de um disco que nunca parece condensado ou reduzido. Talvez que este "mini" seja o atravessamento dos mistérios que permanecem indizíveis e que não reclamam decifração. Não uma medida ou redução, mas sim uma abertura para um espaço que transborda e que nos excede.

Voltamos à bolsa uterina e escutamos o mundo lá de dentro, encasulados pelos véus maternos. O corpo no som e o som dos corpos, as brisas que se esfregam nas caras e mãos, as marés, a névoa, matérias instáveis que tornam incerta a experiência do real. E o sonho!

Voltamos à bolsa uterina e escutamos o mundo lá de dentro, encasulados pelos véus maternos. O corpo no som e o som dos corpos, as brisas que se esfregam nas caras e mãos, as marés, a névoa, matérias instáveis que tornam incerta a experiência do real. E o sonho! »
Joana Guerra

LUCA ARGEL NO CORAÇÃO DO ALENTEJO





















No mês de setembro, Luca Argel apresenta-se em duas localidades alentejanas, levando consigo as canções do novo álbum, "O Homem Triste", mas também outros marcos da sua carreira. A 25 de setembro, o músico viaja até Beja, para protagonizar um concerto a solo no Clube UNESCO. No dia seguinte, o cantor e compositor segue para o Alentejo Heritage Festival, em Cabrela, num concerto com a participação especial do coletivo Era Uma Vez o Cante.

SARA CRUZ EM COIMBRA





















15 SET | CONVENTO SÃO FRANCISCO
Café Concerto | 19h30

No dia 15, o ciclo "Café Curto" leva a Coimbra a voz única de Sara Cruz. Pelas 19h30, o Café Concerto do Convento São Francisco transforma-se no palco perfeito para a fusão intimista de folk, pop e blues acústico que a jovem cantora e compositora dos Açores revelou no álbum "Fourteen Forty-Five" e no EP "Live & Acoustic". Entrada gratuita.

CRISTINA BRANCO LEVA O FADO À CHINA





















A convite do Festival Fado, em setembro, Cristina Branco leva a sua música a dois grandes palcos na China, naquela que é a sua estreia neste território em quase 30 anos de carreira. A digressão começa a 5 de setembro, em Shangai, no Oriental Art Center. No dia seguinte, a cantora ruma a Beijing, para um concerto no mítico Forbidden City Concert Hall, afirmando-se como uma das mais incansáveis embaixadoras da cultura portuguesa em todo o mundo.

CARA DE ESPELHO REGRESSAM À FESTA DO AVANTE!

 


















05 SET | FESTA DO AVANTE!
Auditório 1.º de Maio | 21h15

No dia 5, os Cara de Espelho regressam à Festa do Avante!, para um concerto no Auditório 1.º de Maio, às 21h15. Nesta 50.ª edição da festa, a banda leva ao palco a sua música entre a tradição popular portuguesa e uma abordagem contemporânea, crítica e irreverente. Tempo para ouvir os novos temas de "B" e também sucessos do álbum de estreia homónimo.

DINIS MOTA FAZ A FESTA COM O NOVO SINGLE 'SE ESTA VIDA'





















Fotografia: Bruno Gomes

Após a edição do álbum de estreia "By Your Eyes" e a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026, o músico regressa com uma canção que dá início a um novo capítulo do seu percurso artístico.

'Se Esta Vida' é o novo single de Dinis Mota, já disponível em todas as plataformas digitais. Cruzando a emoção da Pop contemporânea e da música popular portuguesa com ritmos latinos, influências da MPB e uma percussão de inspiração cubana, o tema transforma a saudade num espaço de encontro, celebração e esperança, onde a introspeção convive com a vontade de dançar.

Nas palavras de Dinis Mota, ‘Se Esta Vida’ "nasceu da vontade de voltar a celebrar e desprender cada um de nós de cada obstáculo que nos é imposto. Depois do Festival da Canção, percebi que há uma necessidade em mim de criar conexão, através de uma energia de encontro, dança e partilha que contagie".

Escrita, composta e produzida pelo multi-instrumentista, 'Se Esta Vida' celebra a beleza das marcas que o tempo deixa e a capacidade de encontrar luz, mesmo em tempos difíceis. Com o propósito de "criar um lugar onde o passado pudesse ser celebrado, ao invés de lamentado", o tema acompanhado por um vídeo realizado por Rafaela Lopes é "esperançoso e surge da saudade, mas não da tristeza, que olha para as memórias com gratidão e que convida as pessoas a dançarem com tudo aquilo que viveram. A dança surge como metáfora: um movimento no presente que simboliza o amor pelo passado e o sonho de um futuro", acrescenta Dinis Mota.

Após a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026 com o tema 'Jurei' e o lançamento do álbum de estreia, "By Your Eyes", Dinis Mota inicia agora um novo capítulo criativo, no qual mantém a identidade emocional que tem marcado o seu percurso, mas explora uma abordagem mais luminosa, celebratória e aberta à comunhão entre palco e público.

"Este tema marca o início de uma nova fase, porque é exatamente o ritmo que traduz a forma como eu me sinto enquanto artista. Encaro esta fase da minha carreira com uma responsabilidade acrescida. Quero continuar a fazer da música um espaço no qual as pessoas possam sentir e encontrar esperança. Mais do que contar histórias, pretendo criar momentos que aproximem quem ouve daquilo que realmente importa", diz o músico.

Já disponível em todas as plataformas, 'Se Esta Vida' assinala o arranque desta nova etapa artística de Dinis Mota. O novo single e o álbum "By Your Eyes" estarão em destaque no concerto do cantor, compositor e produtor Aveirense nas "Noites de Verão" da Pampilhosa da Serra, já no dia 4 de agosto.

Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor, Dinis Mota é um artista singular, que tem vindo a destacar-se pela união de instrumentos orgânicos e texturas digitais. O resultado dessa experimentação é uma mistura sonora improvável que não se limita a um género e une Pop, Rock, R&B, Bossa Nova, Samba, AfroSwing, Blues e até Hip Hop. Esta riqueza sonora, aliada a uma identidade artística bem definida, tornam o reportório de Dinis Mota uma proposta diferenciadora no panorama musical nacional. 

A paixão pela música e arte em geral surgem desde cedo na vida do jovem natural de Aveiro, através dos discos dos pais que ouvia em criança e, posteriormente, pelas primeiras audições autónomas. Foi contactando com vários instrumentos, como a guitarra e o piano, e logo demonstrou um instinto e uma uma sensibilidade raros.

A estreia discográfica de Dinis Mota acontece em 2022, com o single 'Longe'. No ano seguinte lança os EPs "TRIAGEM", uma viagem vibrante à mente e às experiências de vida do criador, que explora R&B, Hip Hop, Rock, Samba e Afroswing, e "REFLEXO", que representa uma fragmentação do seu espírito, pintada por um ambiente ligado à vertente psicadélica do Trap, Hip-Hop e House.

Em 2024, o artista dá início à mais importante fase da sua carreira, com o single 'NO STRESS'. Seguiram-se, em 2025, 'DIAMONDS', 'MÃE', 'I'M ON IT' e 'LMLY', lançados em antecipação ao primeiro álbum, e a estreia ao vivo com um concerto no Teatro Aveirense. No mesmo ano, Dinis Mota completa o Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE, no Porto.

No início de 2026, participa no Festival da Canção, alcançando um honroso segundo lugar na competição da RTP, com o tema 'Jurei', e edita o disco de estreia, "By Your Eyes". O longa duração é composto por 17 faixas, interpretadas numa dança fluída entre o português e o inglês, com uma sonoridade contemporânea coesa que cruza R&B com influências de AfroSwing, House, Hip Hop, Bossa Nova, Rock e elementos de Jazz e Disco Funk. A narrativa que atravessa as canções é sobre os vários caminhos da vida, da paixão à reflexão, da confusão à aceitação. Escrito, composto e produzido por Dinis Mota, o álbum conta com as colaborações de Pedro Rafael - presença regular na evolução sonora do músico -, que assina a mistura e masterização, bem como de artistas como Sizzy G, Mei Rose e manwill, que participam nos temas 'I’M ON IT', 'STAY AWAY' e 'LOVE, AS A LIE', respetivamente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 31/08/26

1 - Sérgio Godinho - Com um brilhozinho nos olhos (ao vivo)
2 - Sérgio Godinho - O novo normal
3 - Clã e Sérgio Godinho - Espalhem a notícia (ao vivo)
4 - Joana Alegre + Sérgio Godinho - Geni e o zepelim
5 - Capicua - Que força é essa amiga
6 - Pacman & Sérgio Godinho - Apenas um irmão
7 - Dino d'Santiago, Rita Vian - A noite passada
8 - Ode Filípica - Saco vazio
9 - Micro Audio Waves - Fully connected
10 - Inês Santos - Romaria
11 - Sarah Negra - Legalizem o amor
12 - Ricardo Ribeiro feat Ana Moura - Maré
13 - Viviane - Alfama 

MÁRIO PACHECO CELEBRA A OBRA DE UMA VIDA COM UM CONCERTO ÚNICO NO CCB A 17 DE DEZEMBRO COM ORQUESTRA E CONVIDADOS DE EXCEPÇÃO





















Há compositores que escrevem canções e há compositores que acabam por escrever a memória de um país. Mário Pacheco pertence ao segundo grupo. A 17 de dezembro, o Centro Cultural de Belém recebe "A Música de Mário Pacheco", um concerto irrepetível em que décadas de guitarra portuguesa e de composição fadista ganham a dimensão de uma orquestra, dirigida pelo maestro João Defesa, com direcção musical de Diogo Clemente. Mário Pacheco, à guitarra portuguesa, será acompanhado por Jaques Morelenbaum, em participação muito especial, e os convidados João Barradas, Ricardo Toscano e Fernando Dalcin.

Poucos percursos atravessam de forma tão completa a história recente do fado. Filho do guitarrista António Pacheco, Mário Pacheco cresceu dentro da tradição e cedo fez da guitarra portuguesa, o instrumento que, nas suas palavras, "mais expressivamente define o fado", a sua principal forma de expressão. Estudou afincadamente os grandes mestres, Armandinho, Carlos Paredes e Fontes Rocha, e construiu a partir daí um estilo inconfundível, que o levou a acompanhar Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Max, Fernando Maurício, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Vicente da Câmara, Paulo de Carvalho, Mísia, Camané, Cuca Roseta, Mariza e Carlos do Carmo.

Depois veio a composição, e com ela a certeza de que aquelas melodias iriam sobreviver a quem as escreveu. Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Sara Correia, Cuca Roseta, Mísia, Ana Sofia Varela, Rodrigo Costa Félix, Joana Amendoeira, Jorge Fernando, Paulo Bragança ou Paulo de Carvalho cantaram músicas suas. Atravessaram gerações, palcos e fronteiras e tornaram-se parte do património afectivo de quem escuta a música portuguesa no mundo.

O reconhecimento acompanhou o percurso. Mário Pacheco recebeu o Prémio Amália Rodrigues de Melhor Compositor, o Prémio Songlines "Top of the World Album", a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa e foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Participou no filme "Fados", de Carlos Saura, editou três álbuns, "Um Outro Olhar" (1992), "A Música e a Guitarra" e "Livre" (2020), e criou em Alfama, junto à Sé, o Clube de Fado, casa de referência do género durante 25 anos.

No CCB, essa obra regressa às mãos de quem a escreveu, agora vestida pela força e pela delicadeza de uma orquestra e rodeada por músicos que fazem parte do seu universo mais próximo.

Jaques Morelenbaum é uma das figuras maiores da música brasileira das últimas décadas. Violoncelista, arranjador, maestro e produtor, integrou a Nova Banda que acompanhou Antonio Carlos Jobim ao vivo e em gravações que valeram um Grammy, dirigiu musicalmente Caetano Veloso e trabalhou com Gal Costa, Marisa Monte e Ryuichi Sakamoto, com quem gravou "Casa", homenagem a Jobim registada na casa do próprio compositor. Foi também convidado do álbum "Livre".

João Barradas é hoje considerado um dos mais importantes acordeonistas do mundo. Começou a estudar acordeão aos seis anos e, aos nove, entrou directamente para o segundo ano do Curso Oficial do Conservatório Nacional, que concluiu com a nota máxima. Move-se com igual naturalidade entre a música erudita e o jazz, e leva o instrumento a contextos onde raramente se ouve. Já tinha gravado com Mário Pacheco em "Livre".

Ricardo Toscano é uma das vozes mais reconhecidas do jazz português da nova geração. O saxofone alto é o seu instrumento e o seu quarteto tem sido um dos projectos mais consistentes da cena nacional. Tal como João Barradas, cruzou caminho com Mário Pacheco em "Livre".

Fernando Dalcin é bandolinista brasileiro radicado em Portugal e um dos maiores conhecedores da tradição do choro. Nascido em São Paulo, cresceu nas rodas de choro da cidade e ficou conhecido pelo projecto "Jacob do Bandolim, Outras Composições", em que apresentou obras inéditas do mestre do bandolim, tocadas numa réplica do instrumento que Jacob usou durante quase toda a carreira.

"A minha vida é o Fado, o meu mundo é a Música e o meu desejo é ser Livre", escreveu Mário Pacheco. A 17 de dezembro, no CCB, essas três coisas acontecem ao mesmo tempo. Mais do que um concerto, será um encontro com a música que já faz parte da vida de todos nós.

PEDRO JÓIA CONVIDA NEY MATOGROSSO PARA CONCERTO INÉDITO





















Augusto Brázio

A 5 de setembro, num dos momentos mais aguardados da 50.ª edição da Festa do Avante!, o guitarrista e compositor português Pedro Jóia apresenta no Palco 25 de Abril, na Quinta da Atalaia, no Seixal, um espetáculo inédito tendo como convidado especial Ney Matogrosso.

A partir das 21h45, os dois artistas partilham esta ocasião única, que resulta de uma relação artística construída ao longo de vários anos, e cruza linguagens e universos musicais. Um momento raro que junta, em palco, dois nomes incontornáveis da música portuguesa e brasileira.

A relação artística entre Pedro Jóia e Ney Matogrosso remonta a 2003, quando o guitarrista português convidou o cantor brasileiro a participar no álbum "Jacarandá". O encontro revelou desde cedo uma forte afinidade musical e deu origem a uma colaboração que se prolongaria ao longo dos anos.

Pouco depois, Ney Matogrosso convidou Pedro Jóia para integrar a sua banda, com quem o guitarrista trabalhou durante cerca de quatro anos, acompanhando-o também em digressões pelo Brasil. Nesse período, participou nos álbuns "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005). Em 2017, os dois artistas voltaram a partilhar o palco, num concerto especial no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Mais de duas décadas depois do primeiro encontro, Pedro Jóia e Ney Matogrosso voltam a reunir-se para um concerto que recupera esta história de cumplicidade artística acrescentando-lhe dá um novo capítulo. No dia 5 de setembro, no Palco 25 de Abril, os dois serão acompanhados por José Salgueiro (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados), Norton Daiello (baixo), João Frade (acordeão) e Luanda Cozzetti (backing vocals).

Pedro Jóia é um dos mais prestigiados guitarristas e compositores portugueses das últimas décadas. A estreia em disco deu-se há precisamente 30 anos, com “Gaudiano”, seguindo-se “Sueste” (1999), “Variações Sobre Carlos Paredes” (2000) e “Jacarandá” (2003). Em 2008, recebeu o Prémio Carlos Paredes com o álbum “À Espera de Armandinho”. Em 2020, volta a receber o mesmo galardão, desta feita com o disco “Zeca”. “Mosaico” (2024) é o seu mais recente trabalho discográfico, pilar da sua presente digressão a solo por Portugal e pelo mundo.

Ao longo da carreira, Pedro Jóia apresentou-se diversas vezes como solista, em dueto ou trio, com várias orquestras e formações de câmara, e colaborou com destacados nomes da música internacional, nomeadamente no Brasil. Em Portugal, acompanhou grandes intérpretes, explorando novas abordagens ao fado tradicional. Desde 2010, faz parte do coletivo Resistência

DE SETEMBRO A NOVEMBRO HÁ DIAS DE JAZZ NAS CALDAS DA RAINHA





















Em pleno outono, o Centro Cultural das Caldas da Rainha (CCC) volta a receber os Dias de Jazz. De 26 de setembro a 7 de novembro, o CCC contará com seis concertos de algumas das mais estimulantes propostas do jazz nacional e internacional que vão do ecletismo do trio TGB, à voz elástica de Maria João, passando pelo experimentalismo inventivo de Pedro Melo Alves, à memória de Coltrane, do blues elétrico de Big Daddy Wilson ao lirismo do contrabaixo de Henri Texier. Fora de portas, o Festival continua a ter ligação com a comunidade educativa, com sessões e atuações pedagógicas em escolas, em estruturas da comunidade e ainda num estabelecimento prisional. Fora de portas há jazz sessões e atuações pedagógicas em algumas escolas do concelho, estabelecimento prisional e outras estruturas da comunidade e ainda acontecerá a ABô Vinil Jazz Sessions, apresentação ao público de parte do espólio/coleção de discos do Dr. Vicente de Sousa, numa viagem sonora pelo universo do jazz através da sua extraordinária coleção de vinil.

O Festival Dias de Jazz volta a firmar-se como um dos espaços de programação mais estimulantes e consistentes da região Oeste, com um cartaz pautado por projetos de criação musical verdadeiramente únicos e que cruzam as fronteiras do jazz nacional.

Entre a criação contemporânea, a eletrónica experimental, o jazz e o blues tradicionais e a liberdade do improviso, a edição deste ano arranca a 26 de setembro com o concerto de Big Daddy Wilson e desenvolve-se em duas momentos, em outubro e novembro. De 8 a 10 de outubro, com três concertos consecutivos, e de 6 a 7 de novembro, com a presença do trio português TGB, convidando João Barradas, e o regresso a Portugal de uma das grandes figuras do jazz europeu, Henri Texier.

No dia 26 de setembro, o cantor e compositor americano de blues elétrico e soul, Big Daddy Wilson apresenta-se no Grande Auditório do CCC. O verdadeiro bluesman com voz barítono inconfundível e presença marcante em palco, promete dar um espetáculo com raízes profundas na história do blues.

A 8 de outubro, o Omniae Large Ensemble, dirigido pelo percussionista e maestro Pedro Carneiro, dá a conhecer no CCC as paisagens sonoras intrincadas, os sons expansivos da música contemporânea misturados com o fluxo da improvisação e a eletrónica experimental.

No dia a seguir, a 9, será a vez de Maria João trazer o aclamado “Abundância”, álbum que assinala 40 anos de um percurso admirável na música. Fazendo eco da sua ascendência, a cantora de voz elástica e performativa volta a voar entre Lisboa e Maputo para mostrar, ao vivo, as músicas deste trabalho, na companhia de João Farinha (aliado do projeto OGRE).

A 10 de outubro seguimos os passos de John Coltrane levados pela Orquestra do Hot Clube. Aproveitando a celebração dos 100 anos de Coltrane, a traz ao Dias do Jazz o espetáculo “Meditations”, com música original inspirada no universo musical de Coltrane com reportório de compositores contemporâneos consagrados. Serão apresentadas cinco obras originais de compositores contemporâneos como Ingrid Laubrock, Anna Webber, Frank Carlberg, Luís Cunha e Carlos Azevedo, inspiradas no legado musical, supremo e prodigioso, de John Coltrane.

No mês a seguir, a 7 de novembro, Henri Texier Quarteto, liderado pelo lendário contrabaixista francês mostrará de que forma é possível brindar a audiência com um cocktail de fusão perfeita entre improvisação jazz, profundo lirismo e diálogo criativo e musical. Uma experiência sonora única servida por um dos nomes fundamentais da história do jazz europeu em plena atividade criativa – Henri Texier.

No último dia do Festival, a 11 de novembro, atua o trio TGB - sigla para Tuba, Guitarra e Bateria —projeto musical português singular que reúne três músicos de referência: Sérgio Carolino na tuba, Mário Delgado na guitarra e Alexandre Frazão na bateria. Oportunidade para testemunhar ao vivo o universo sonoro característico desta formação, onde o jazz se cruza com o rock, o country, o folk e até a música improvisada, resultando numa linguagem musical original, arrojada e inclassificável. De relevar que, para este concerto, o trio convidou o incrível artista superlativo, o acordeonista João Barradas.

Dias de Jazz | Fora de portas do CCC

Os Dias do Jazz têm ainda uma dimensão que ultrapassa os palcos e vive fora das portas do CCC. Mantendo a ligação com a comunidade educativa, o Festival irá desenvolver atividades paralelas e de mediação, através da colaboração com o Conservatório de Música das Caldas da Rainha.

Na semana de 18 a 25 de outubro, o Jazz nas Escolas procura aproximar as novas gerações à arquitetura sonora do jazz, com sessões e atuações pedagógicas em algumas escolas do concelho, estabelecimento prisional e outras estruturas da comunidade.

As Jam Sessions fazem também parte desta abertura do programa dos Dias de Jazz, no palco do Café-Concerto que irá transformar-se no habitual espaço de improviso em torno do jazz.

Ainda neste espaço terá lugar a iniciativa ABô Vinil Jazz Sessions para apresentar ao público parte do espólio/coleção de discos do Dr. Vicente de Sousa, numa viagem sonora pelo universo do jazz através da sua extraordinária coleção de vinil. Esta apresentação será feita pelo seu filho, Paulo Vicente e pelo seu neto, Francisco M. Sousa, mantendo viva uma paixão musical que atravessa gerações. As sessões acontecem a 8 de outubro (jazz contemporâneo e free jazz); a 9 de outubro (“As mulheres no Jazz”) e a 10 de outubro (Big Bands Jazz e John Coltrane).

SÉRGIO GODINHO CELEBRA 81º ANIVERSÁRIO COM VERSÃO AO VIVO DE "O PRIMEIRO DIA"















(foto de Miguel Oliveira)

Sérgio Godinho celebra hoje o seu 81º aniversário - PARABÉNS, SÉRGIO!

Como se de um presente se tratasse, é hoje divulgado um registo vídeo inédito de "O Primeiro Dia" captado ao vivo no passado dia 14 de Agosto no concerto realizado no Vodafone Parede de Coura.

A memória de um espectáculo recente em que Sérgio Godinho na companhia de Os Assessores e dos "amigos" A Garota Não, Ana Lua Caiano, Capicua, Manuela Azevedo, Milhanas, Samuel Úria e público fizeram do momento a celebração de carreira.

O anfiteatro natural contíguo ao palco principal do Vodafone Paredes de Coura revelou naquele início de noite um misto de sentimentos naquela plateia tão diversa etariamente: se a celebração da obra de Sérgio justificava a alegria e o entusiasmo que a vocalização pela massa humana de "Sérgio" comprovava; a emoção, e a espaços a comoção, esteve presente com a percepção de que também ali se assistia a uma passagem de legado ao público e aos artistas envolvidos no espectáculo.