quinta-feira, 17 de setembro de 2026

SÓNIA TRÓPICO & SARA NEGRA LANÇAM "HOMEM LAGARTO"



“Homem Lagarto” nasce do encontro entre duas criadoras que convocam raiva, inteligência e organização femininas para falar de desejo, propriedade, manipulação, julgamento e poder.

O tema surge como metáfora do patriarca que confunde desejo com posse, amor com controlo e silêncio com submissão. Entre a produção densa e sinuosa de Sónia Trópicos e a escrita provocadora e assertiva de Sarah Negra, a faixa habita a fronteira entre atração e perigo, sedução e resistência.

Ouvir “Homem Lagarto”
https://distrokid.com/hyperfollow/sarahnegra/homem-lagarto-feat-snia-trpicos


Sarah Negra é poeta, cantora e actriz, com um percurso que cruza música, artes visuais e performance. Depois do EP Deus Só (2025), lançou em junho de 2026 “AMOR E MAGIA”, com apoio da GDA e da SPA.

Sónia Trópicos é produtora e DJ, com um trabalho centrado no espectro electrónico lusófono. Desde 2022, tem assinado a produção integral de vários EPs, remixes e colaborações, tendo passado por palcos como NOS Alive, Ageas Cooljazz, Sónar Barcelona e Coala Festival. É ainda co-produtora recorrente de Pedro Mafama.


HÉLDER BRUNO EM PALCO


FOTOGRAFIA: FILIPE FURTADO/BLUE HOUSE

O compositor e pianista Hélder Bruno apresenta Ether Sculptures em duas novas datas, numa viagem por Ovar e Óbidos que cruza música, imagem e diferentes linguagens sonoras.

Depois da estreia absoluta no Teatro Académico de Gil Vicente, em junho de 2025 e do concerto na Estação Nova, em Coimbra, no âmbito do Epicentro/Verão a 2 Tempos, Ether Sculptures regressa aos palcos para duas novas apresentações: 20 de setembro, às 18h00, no Centro de Arte de Ovar, integrado no Festival Literário FLO e 16 de outubro, em Óbidos. O concerto de Ovar têm entrada livre.

O projeto de Hélder Bruno propõe uma experiência imersiva em que a música se transforma em matéria invisível, capaz de evocar imagens, paisagens e narrativas. Inspirado pelo poder da música enquanto experiência sensorial e emocional, Ether Sculptures parte da ideia de que cada composição pode ser entendida como uma escultura moldada no éter — invisível, mas audível e sensível.

Neste espetáculo, Hélder Bruno explora conceitos como identidade narrativa, musicalidade e musicking, construindo uma linguagem em que o som se relaciona diretamente com o imaginário de quem escuta. A música torna-se, assim, um espaço de criação e interpretação, onde cada ouvinte é convidado a construir as suas próprias imagens a partir dos sons que o atravessam.

Ether Sculptures inscreve-se na tradição da música programática, através de composições com títulos evocativos que sugerem imagens e histórias sonoras. O piano assume-se como elemento central de uma experiência que se expande através do diálogo com o violoncelo, outras vozes e instrumentos, criando diferentes paisagens sonoras e ampliando a experiência da escuta.

O espetáculo conta com as participações especiais de Surma, Iuri Oliveira e Jorri (a Jigsaw), a que se junta Maria Redes Martins, no violoncelo, num encontro entre diferentes universos e linguagens musicais. A conceção do imaginário visual do concerto está a cargo de Ângela Bismarck, acrescentando uma dimensão visual à experiência sonora.

quem é helder bruno

Hélder Bruno (Coimbra, 1976) compositor, pianista e etnomusicólogo. 

A sua música respira entre a delicadeza e a intensidade, entre a quietude e a ondulação de emoções profundas. Inspirado pela música erudita ocidental, pelo jazz e pelas linguagens contemporâneas, traça um percurso singular onde cada composição é um espaço de encontro entre o passado e o porvir.

Editou dois álbuns de originais: A Presença, Serena e Terna(2018) e Under a Water Sky (2022). O primeiro, uma suite de doze peças para piano, voz e quarteto de cordas, revela um universo de sensibilidade e contemplação. O segundo, apresentado, entre outros locais, no Teatro Académico de Gil Vicente, expande esta identidade sonora, contando com a colaboração de artistas como Maria João, Sérgio Carolino, O Gajo e Marito Marques. Em 2023, Under a Water Sky foi distinguido nos International Portuguese Music Awards (IPMA 2023, EUA), onde venceu na categoria Best World Music Performance com o tema Island.

Hélder Bruno iniciou os seus estudos no Conservatório de Música de Coimbra e aprofundou o seu percurso na Escola de Jazz do Porto, cruzando fronteiras entre a música clássica, o jazz e a improvisação. Ao longo da sua carreira, colaborou com diversos projetos, através da orquestração de peças e da criação de bandas sonoras para dança, teatro e cinema. Foi pianista em múltiplas formações, além de ter participado em registos discográficos de outros artistas. Alguns dos nomes que ao longo do tempo, no qual houve trabalho desenvolvido: Jorge Palma, Né Ladeiras, Nuno Guerreiro, Rodrigo Amado e Cool Train Trio.
Nos palcos, seja a solo ou acompanhado por formações de câmara, os seus concertos desenham atmosferas imersivas, onde a música se expande para além do som e se torna experiência.
Para além da sua atividade artística, é professor adjunto convidado da ESEC/IPC e docente na STATUS - escola profissional da Lousã. 

É consultor e investigador com trabalhos publicados, dos quais se destacam os livros Jazz em Portugal (1920-1956) (Almedina, 2006) e “É jazz quando me chegam lágrimas aos olhos” José Duarte (1938-2023) (edições Cordel D’Prata, 2024).

TERCEIRO SINGLE DE RITAREDSHOES





















©Lilit Danielyan

Rita Redshoes lançou esta quinta-feira, 17 de setembro, o terceiro single de avanço do novo álbum – disco que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. O tema “Fala Bem” foi escrito por A garota não e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Rita Redshoes regressa às edições discográficas para apresentar, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras nacionais. O novo longa duração irá chamar-se FALA e será lançado a 25 de setembro.

Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspectivas do que é ser-se mulher no mundo atual.

Para este trabalho, contribuíram com temas originais:

A garota não, Amélia Muge, Ana Bacalhau, Cláudia Pascoal, Marília Miranda Lopes (Mãe de Emmy Curl), Francisca Cortesão (aka Minta), Joana Espadinha, Mafalda Veiga, Márcia e Margarida Campelo com Ana Cláudia.

Deste novo álbum já conhecemos “A Tua Trança”, o single de estreia escrito por Márcia e “Não É Normal”, o segundo tema de avanço da autoria de Cláudia Pascoal. É agora altura de revelar o terceiro single Fala Bem, que conta com música e letra d’ A garota não.

Nas palavras de Cátia Mazari Oliveira (A garota não):

“Ainda hoje as mães não falam. As raparigas chegam à vida íntima sem que as mães tivessem tido a clarividência de conversar um pouco sobre sexo, intimidade e prazer. Sobre assédio, sobre o direito e o dever de dizer não quando não queremos. E de ir se temos vontade, sem que isso nos meta um rótulo só por sermos mulheres. Sem saberem, as mães perpetuam mais umas quantas décadas de obscurantismo íntimo, ignorando os danos físicos e emocionais que resultam de uma profunda ignorância mascarada pela infinita informação veiculada pela internet.

E os pais, já falaram disto às suas filhas? Aos seus filhos?”

Para Rita Redshoes:

"Quando recebi a canção da Cátia fui de imediato conduzida para uma memória antiga, de mim enquanto menina criança que fui, e para uma inquietação enquanto mãe de uma menina em crescimento. O processo de nos tornarmos mulheres e homens adultos não é fácil, nunca foi. O diálogo é essencial para que temas tão sensíveis, e muitas vezes perpetuados como tabus, não representem riscos reais. Para que as meninas possam crescer em liberdade, com respeito e protegidas. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Acredito que seremos seres humanos mais saudáveis, harmoniosos e felizes quanto mais despertos e sensíveis estivermos às questões que se atravessam no processo de amadurecimento físico e emocional da vida.”

O videoclipe, realizado pelo olhar e sensibilidade do Aurélio Vasques, procura transmitir aquilo que nos apela a mensagem da letra. A ideia de uma consciência de que mães, pais, adultos, cuidadores, devem ter sobre as fragilidades no crescimento de uma menina. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Por isso, a presença destemida do elenco (meninas e meninos) impõe ainda mais força às palavras e torna mais presente e urgente este cuidado.

Rita Redshoes prepara, entretanto, os dois espetáculos especiais de apresentação do novo álbum Fala, agendados para outubro: dia 24 na Casa da Música, Porto; e dia 28 no Teatro Maria Matos, Lisboa.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Rita Redshoes destaca-se pelo seu estilo intimista e elegante, que combina pop, rock e elementos eletrónicos. Nos últimos 16 anos, tem evoluído continuamente como artista, explorando temáticas pessoais e sociais através de letras profundas e produções sofisticadas. É também reconhecida pela sua versatilidade como instrumentista, tocando piano, guitarra e bateria em várias das suas músicas. Ao longo da carreira, lançou álbuns aclamados pela crítica, incluindo Golden Era (2008) e Lights & Darks (2010), sendo conhecida tanto pelo trabalho a solo como pelas colaborações que realiza — participou em bandas sonoras de teatro e cinema e colaborou com nomes de destaque da música nacional, como Fernando Tordo, GNR, David Fonseca e Noiserv, entre outros.

Rita Redshoes tem também trabalhado em projectos de cariz didático e pedagógico, dos quais se destaca “Chinfrim”, actualmente disponível para digressão. Neste seu novo espetáculo infantil, Rita apresenta uma abordagem criativa e interativa à música, pensada para os mais novos, mas com capacidade de cativar todas as idades.

MOUNTAIN VALEY COM LANÇAMENTO NOVO





















Os Mountain Valley lançaram hoje o seu novo single ‘Obra do Cupido’, dando continuidade à nova fase da banda, marcada por uma abordagem cada vez mais pop e emocional, sem perder a identidade que tem acompanhado o projeto desde a sua origem.

Com uma sonoridade pop contagiante e um refrão catchy, “Porque é que tu olhaste assim p’ra mim?”, torna-se o centro de uma narrativa sobre paixão incessante. Entre a vontade de fugir e a impossibilidade de deixar de pensar em alguém, a música retrata aquela atração inesperada que nos ocupa o pensamento e nos faz perder o controlo sobre aquilo que sentimos.

‘Obra do Cupido’ desbloqueia o mais recente capítulo na trajetória dos Mountain Valley, com a banda conimbricense a integrar-se, cada vez mais, no universo pop da música portuguesa.

Fundada entre pequenas aldeias assimétricas, a banda Mountain Valley iniciou a sua jornada musical, apontando para uma realidade de “garagem” sem ambições desmedidas, muito pelo contrário, bem conscientes da principal intenção: cimentar a amizade através da música.

 

JOÃO SÓ E TIAGO NOGUEIRA ANUNCIAM MIGUEL ARAÚJO E NENA COMO CONVIDADOS NA ESTREIA DA DUPLA NO COLISEU DOS RECREIOS





















João Só e Tiago Nogueira acabam de anunciar Miguel Araújo e Nena como convidados especiais do concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, marcado para 11 de dezembro. A primeira parte da noite fica a cargo de João Castilho, antes de a dupla subir ao palco para apresentar o seu maior espetáculo até à data. O concerto contará ainda com convidados surpresa.

"Maldita a Hora”, “Quem Não Sabe Amar” e “Lenço” abriram também um novo capítulo no projeto, com a dupla a apresentar os primeiros originais de um mini álbum de oito faixas com edição em novembro. No Coliseu dos Recreios, estas canções juntam-se ao repertório que tem acompanhado a digressão e ganham uma nova dimensão ao lado dos convidados agora anunciados.

A chegada ao Coliseu marca uma nova etapa no percurso conjunto de João Só e Tiago Nogueira. Depois de levarem o seu karaoke imersivo a várias cidades do país, os dois artistas preparam agora uma noite especial, onde as canções, a amizade, o humor e o improviso voltam a partilhar o mesmo palco.

Miguel Araújo junta-se à dupla depois dos concertos “Só 3 em 1”, que reuniram os três artistas em palco num formato marcado pela proximidade e pela liberdade de trocarem canções, guitarras e histórias. No Coliseu, essa cumplicidade regressa para mais um encontro entre amigos e músicos.

Nena completa o grupo de convidados de uma noite pensada como uma celebração da música portuguesa. A cantora e compositora junta-se a João Só e Tiago Nogueira num concerto onde diferentes gerações, repertórios e formas de escrever canções se cruzam.

O projeto nasceu da vontade de João Só e Tiago Nogueira celebrarem as músicas que marcaram os seus percursos enquanto artistas e, sobretudo, enquanto amantes de canções. Com um alinhamento que atravessa géneros e décadas, cada espetáculo transforma-se numa viagem entre clássicos intemporais, guilty pleasures e temas originais, sempre conduzida pela cumplicidade entre os dois.

A 11 de dezembro, João Só e Tiago Nogueira chegam ao Coliseu dos Recreios com Miguel Araújo, Nena e João Castilho para uma noite onde o alinhamento pode mudar, as conversas fazem parte do espetáculo e nenhuma canção está verdadeiramente fora de hipótese. Os bilhetes encontram-se disponíveis nos pontos de venda oficiais.

7 de novembro — Auditório do Conservatório de Coimbra, Coimbra
11 de dezembro - Coliseu dos Recreios, Lisboa

CARA DE ESPELHO AO VIVO EM 2027





















1 abril 2027 — CCB, Grande Auditório, Lisboa 
3 abril 2027 — Casa da Música, Sala 2, Porto

O espelho é um objeto inofensivo. Até começar a acertar.

Desde o princípio, os Cara de Espelho usam-no para aquilo que ele faz melhor: pôr à vista o pequeno poder e a grande esperteza, a fé conveniente e a indignação seletiva, o negócio disfarçado de progresso, a mentira repetida até parecer verdade, a opinião que dispensa os factos e as muitas formas, antigas e novas, de sacudir a lama do próprio capote.

Em abril de 2027, esse universo chega a dois concertos especiais: a 1 de abril, no Grande Auditório do CCB, em Lisboa, e a 3 de abril, na Sala 2 da Casa da Música, no Porto.

Duas noites construídas em torno daquilo que sempre esteve no centro dos Cara de Espelho: observar comportamentos, desmontar discursos, reconhecer contradições e transformar tudo isso em canções.

Os dois discos da banda fornecem a matéria-prima para um espetáculo que reúne o universo dos Cara de Espelho e o repertório que tem vindo a definir a sua identidade.

Em palco estarão as histórias, as personagens e as figuras que habitam esse universo. E estarão também outras caras. Algumas aparecerão onde talvez não fossem esperadas. Outras entrarão nas canções como quem entra numa conversa que já vai longa. Por enquanto, ficam do lado de lá do espelho.

Lisboa e Porto recebem, assim, dois concertos singulares na trajetória da banda: um reencontro com as suas canções, com aquilo que continuam a dizer e com a realidade que insiste em fornecer-lhes assunto.

O espelho, aqui, não serve para ornamentar. Serve para expor. E aquilo que aparece nele fica à vista.
 

NOVO SINGLE DE BISPO

 



















Bispo ft. AD
Mais Vida

O novo single do rapper de Algueirão-Mem Martins, que conta com a participação do artista guineense AD, marca o primeiro lançamento em nome próprio desde a estreia do seu último álbum a solo.

"Mais Vida" argumenta a favor das escolhas certeiras em prol de uma vida norteada pelo que realmente importa. E, em boa verdade, essa tem sido a tónica superlativa na consolidada discografia de Bispo.

 

 

ANA LUA CAIANO LANÇA NOVO SINGLE “UM MAIS UM”





















Ana Lua Caiano caminha de passo cada vez mais acelerado para o seu próximo longa-duração. Depois de "Uma Vida A Menos" chega-nos "Um Mais Um", canção que reflete sobre a morte através de uma sonoridade carregada de energia, uma dicotomia que se transforma em catarse.

A canção “Um Mais Um” é densa na sua abordagem temática, explora o tema da inevitabilidade da morte — a ideia de que “o pé que anda no chão cava cova”. Mas é também um tema rítmico e energético, profundamente enraizado em sons tradicionais portugueses e em sons eletrónicos. A ideia da canção é de uma certa forma, através do ritmo e da música, exorcizar as partes mais sombrias da vida.

O videoclip que estreia em conjunto com o single, serve para dar imagem e retratar a letra de Ana Lua Caiano. Uma representação muito marcante das fortes (quase sinistras) palavras que vamos ouvindo ao longo da canção: um círculo desenhado em areia que se vai entrincheirando; um dominó humano que não pára de cair até chegar à nossa própria queda. No meio, um interlúdio "Ai, oh meu senhor / Se nos salvasses, meu senhor?" respondido com a inviabilidade do fim.

O video procura assim refletir sobre essa dimensão inevitável de todas as vidas: “Ai, da vida a morte, a morte é noiva. E todos que estão em pé têm véu branco.”

Devagar Que A Vida É Curta chega em novembro de 2026, numa edição internacional Glitterbeat Records, um disco que promete ser de letras mais afiadas e de protesto a um mundo cada vez mais inquietante. Munida de um leque cada vez mais eclético de instrumentos e técnicas, Ana Lua Caiano prepara um álbum de estreias: aos sons já característicos de outros lançamentos, junta-se um maior destaque às teclas, piano, sopros, harmonias vocais e um trabalho de sobreposições cada vez mais inquietante e desenfreado. Uma engrenagem ligada e que continua viva e a aumentar de ritmo.

Devagar Que A Vida É Curta subirá a palco nas duas grandes cidades portuguesas no início do próximo ano. Estes espetáculos que passam no Lux Frágil (21/01) e na Casa da Música (28/01) fazem parte de uma digressão maior a arrancar a partir de novembro de 2026 e que promete muitas mais datas tanto em Portugal como em vários países Europeus, tudo a anunciar em breve.

Estes dois concertos contarão com novo alinhamento e uma nova mise en scene que contará com renovadas abordagens cénicas, de luz e de arranjos. Entre drum machines, gravações de campo e sons do quotidiano, o novo concerto torna-se um espaço de tensão e descoberta, onde a música se abre a temas sociais urgentes e a uma abordagem simultaneamente progressiva e transgressora. A nova música de Ana Lua Caiano é simultaneamente ancestral e futurista, íntima e política, inquietante e viva.

Os bilhetes dos concertos de apresentação de Ana Lua Caiano já estão disponíveis aqui.

Capa de Devagar Que A Vida É Curta, segundo álbum de Ana Lua Caiano e que tem data de lançamento a 6 de novembro de 2026, uma edição Glitterbeat Records. A capa surge de uma fotografia tirada por Joana Caiano.

A partir dessa data o disco estará disponível na sua versão digital em todas as plataformas, como também nas versões físicas em CD e Vinil nas lojas habituais.

MANILA ANTECIPAM "SAUNA"

Os MANILA revelam “Rosa”, uma das suas canções mais despidas e emotivas até à data.

Construída apenas sobre o diálogo entre o piano Rhodes de Gerard Torres e a voz de Carmo Braga da Costa, a faixa foi gravada num único take, preservando toda a sua fragilidade e espontaneidade.

Envolta numa atmosfera de mistério e melancolia, “Rosa” aborda a história de uma mulher que escolhe a própria companhia, explorando a solidão feminina a partir de um olhar de curiosidade e admiração. A canção reforça a identidade da banda, que tem vindo a afirmar-se no universo do alt-pop português através de uma escrita direta e emocional, onde convivem influências de soul, jazz e R&B.

Gravado em live take nos lendários Namouche Studios, palco de gravações de nomes como Buraka Som Sistema, Xutos & Pontapés e Orelha Negra, com letra de Carmo Braga da Costa, produção a cargo de João Sampayo, e a masterização feita por Miguel Sá Pessoa.

MANILA é uma banda portuguesa de alt-pop que cruza soul, jazz e R&B com uma escrita emotiva e contemporânea. Formada por Gerard Torres (teclas), Ricardo Pedrosa (baixo), Carmo Braga da Costa (voz), João Serra (guitarra) e Zé Lobo da Costa (bateria) a banda destaca-se pelo equilíbrio entre a introspeção das letras e a energia das suas canções. Depois do EP Domingo à Tarde e dos singles Formigas, e Tou Mal, os MANILA, a banda dá continuidade ao processo de afirmação do seu primeiro álbum de longa duração, SAUNA.


“Rosa” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, com videoclipe de Rodrigo Pedras:

FALA POVO FALA EDITAM DISCO DE ESTREIA





















Os Fala Povo Fala editam hoje, 17 de setembro, “Punks Populares”, o disco de estreia do projeto formado por Senhor Vulcão, Jacaréu e A Culpa do Joni. Depois da edição do single “O Povo Já Não Tem” e de uma passagem pela Festa do Avante! no início do mês, o coletivo apresenta agora o primeiro longa-duração, acompanhado pelo novo single “Travessa”. O álbum será apresentado ao vivo esta noite na Casa Capitão, em Lisboa.

“Punks Populares” nasce do encontro entre tradição e contemporaneidade que tem orientado os Fala Povo Fala desde a sua formação. O próprio título recupera uma expressão utilizada para caracterizar o grupo e que os músicos reconhecem como representativa daquilo que fazem: música profundamente ligada às raízes portuguesas, mas atravessada por uma atitude crua, direta e, por vezes, punk.

Essa relação manifesta-se antes de mais na instrumentação. Cerca de 90% das bases do álbum foram gravadas apenas com instrumentos acústicos, recorrendo a cordofones e bombo para construir uma fundação sonora próxima da tradição. É sobretudo na forma de tocar, na interpretação e na ausência de grandes artifícios que surge o outro lado dessa identidade, aproximando a fisicalidade das canções de uma postura associada ao punk.

Mas “Punks Populares” não se esgota nesse contraste. Ao longo do disco encontram-se também ironia, amor e partilha, numa escrita que procura inspiração no povo, no campo e numa tradição observada a partir do presente. Os Fala Povo Fala trabalham precisamente a distância entre esses dois tempos: o mundo herdado das gerações anteriores e a aceleração que transformou radicalmente a experiência quotidiana das gerações seguintes.

É nessa clivagem entre os avós e o presente que o projeto encontra parte da sua matéria criativa. Em vez de reproduzir a tradição enquanto objeto estático, “Punks Populares” coloca-a em confronto com a contemporaneidade, procurando perceber aquilo que permanece, aquilo que desapareceu e aquilo que adquiriu novas formas.

A palavra ocupa, nesse processo, uma posição central. Os Fala Povo Fala nasceram do encontro de três cantautores portugueses - Senhor Vulcão, Jacaréu e A Culpa do Joni - e assumem-se enquanto espaço de expressão onde música, poesia cantada e palavra falada coexistem. O dossier de apresentação do projeto descreve-o como uma “manifestação da palavra em modo livre”, dimensão que se prolonga diretamente para os concertos. 

“Travessa”, novo single que acompanha hoje o lançamento do álbum, integra este universo e sucede a “O Povo Já Não Tem”, tema anteriormente apresentado pelo coletivo. As duas canções ajudam a revelar diferentes dimensões de um disco construído a partir da relação entre identidade popular, transformação social e experiência contemporânea. Sobre o videoclipe que acompanha o tema, o coletivo sublinha ainda: “Num mundo cada vez mais polarizado, torna-se mais difícil promover a união e a paz. A mesa reserva-se apenas aos que negociam e discutem quais os próximos alvos a eliminar. Este vídeo e esta música, são sobre isso: de como as nossas vidas são servidas de bandeja, àqueles que tudo podem e tudo querem; por outro lado, é também um apelo ao convívio, à união, ao fortalecimento dos laços que constroem comunidades e fortificam a soberania e a emancipação dos povos, pelo mundo fora”.

A edição de “Punks Populares” acontece depois de os Fala Povo Fala terem passado, no passado dia 5 de setembro, pela Festa do Avante!, antecedendo a apresentação oficial marcada para hoje na Casa Capitão, em Lisboa.

Em palco, o projeto prolonga a dimensão comunitária presente nas canções. Os próprios músicos referem-se aos concertos como “celebrações”, integrando poesia e participação do público através do “Banco do Povo”: um espaço inicialmente ocupado por poetas convidados para declamarem os seus textos e posteriormente aberto a quem, entre o público, queira também tomar a palavra. 

Depois de um percurso desenvolvido em conjunto e em paralelo com os projetos individuais dos três músicos, “Punks Populares” fixa pela primeira vez em disco a identidade dos Fala Povo Fala. Entre cordofones, bombo, palavra, memória e uma interpretação deliberadamente despojada, o álbum procura estabelecer uma ponte entre raízes populares e o presente, transformando a tradição num lugar de confronto, continuidade e criação.

“Punks Populares” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. O disco é apresentado esta noite, 17 de setembro, na Casa Capitão, em Lisboa.
 

PMDS ANUNCIAM 'REDENÇÃO' NOVO ÁLBUM É ANTECIPADO PELOS SINGLES 'INOCÊNCIA' e 'REDENÇÃO'.

 













@Diogo Sousa

Os PMDS estão de regresso aos discos com ‘Redenção’, o seu quarto álbum de estúdio, que tem lançamento marcado para o dia 1 de outubro. Para antecipar o novo trabalho, o duo açoriano formado por Pedro Sousa e Filipe Caetano lança hoje ‘Inocência’ e ‘Redenção’, dois singles que expõem diferentes faces do seu universo sonoro e que já se encontram disponíveis nas plataformas digitais.

Nascidos e formados na ilha de São Miguel, Açores durante as décadas de 1980 e 1990, os PMDS transportam para o presente a memória de crescer numa ilha, entre a imensidão do Atlântico e as limitações de um território com regras próprias. ‘Redenção’ revisita essa experiência e transforma-a em matéria sonora, através de uma abordagem que cruza electrónica contemplativa e atmosférica com a memória e a identidade insulares.

‘Redenção’ chega também aos palcos a partir de Outubro, com a primeira apresentação em Lisboa, no BOTA, no dia 15, seguindo-se os Maus Hábitos, no Porto, no dia 16. A 24 de janeiro de 2027, o álbum regressa às origens, com uma apresentação nos Açores, no Arquipélago – Centro de Artes. Os bilhetes estão já disponíveis nos locais habituais.

15 Outubro - BOTA, Lisboa
16 Novembro - Maus Hábitos, Porto
24 Janeiro - Arquipélago - Centro de Artes, São Miguel - Açores

Sobre PMDS:

PMDS é um projeto de música electrónica, ambiental e experimental dos açorianos Pedro Sousa e Filipe Caetano.
O primeiro, com formação clássica em piano, e o segundo, com muitos quilómetros de pistas de dança, ambos partilham uma paixão (des)controlada por equipamentos analógicos e sintetizadores.

Ao vivo, fazem questão de aproveitar parte do arsenal de instrumentos que possuem para construir uma viagem sonora ao subconsciente, às memórias apagadas e ao pensamento abstracto, tocando e manipulando os instrumentos no momento, sem rede, permitindo algo cada vez mais raro em espetáculos: o erro humano.

Em 2026, apresentam o seu quarto longa-duração, ‘Redenção’, onde a electrónica contemplativa e atmosférica se cruza com a memória e a identidade insulares.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

PROGRAMA DE 16/09/26

1 - O Mau Olhado - Dança d'o mau olhado
2 - Tó Trips e Fake Latinos - Rua escura
3 - Expresso Transatlântico - Não pares povo
4 - Estaca Zero - Corridinho manouche
5 - Raia - Judith
6 - Rui Fernandes - Amarantango
7 - Cassete Pirata - Sou gente outra vez
8 - Jorge Palma - Dá-me lume

9 - Xico Gaiato - Roda de máscara (c/ Rossana)
entrevista Xico Gaiato
10 - Xico Gaiato - Na raíz (c/ Bia Maria)

BANHOS VELHOS FECHAM TEMPORADA CULTURAL COM DOIS DIAS DE mMSICA





















Club Makumba, PZ e This Penguin Can Fly são alguns dos nomes que marcam o encerramento da temporada 2026, nos dias 18 e 19 de setembro, em Caldas das Taipas. Programa inclui ainda atividades de saúde, sensibilização ambiental e iniciativas dedicadas à história termal da vila.

A 15ª edição dos Banhos Velhos encerra este fim de semana a temporada cultural e balnear de 2026 com dois dias de programação gratuita nas Caldas das Taipas, Guimarães. A iniciativa, promovida pela Taipas Termal em parceria com o Município de Guimarães, decorre a 18 e 19 de setembro.

A música será um dos principais eixos do programa. Na sexta-feira, 18 de setembro, o palco recebe os Club Makumba, às 22h00, seguindo-se, às 23h00, PZ + Banda Pijama. No sábado, a programação musical fica a cargo de dois projetos de Guimarães: Tyroliro, às 22h00, e This Penguin Can Fly, às 23h00. A noite termina com um DJ set de Les Dirty Two, à 00h30.

O programa começa, no entanto, durante o dia. Na sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00, realiza-se um rastreio de enfermagem, seguindo-se uma aula de hidroginástica às 14h30. No sábado, o mesmo horário é ocupado por um workshop Vitrus dedicado à consciencialização para a reciclagem, com nova aula de hidroginástica às 14h30.

A história das Caldas das Taipas e a importância do seu património termal estarão também em destaque no último dia da temporada. Às 11h00, o Átrio das Termas recebe a exposição “Literatura e Documentação à volta do Estabelecimento Termal das Taipas”. Às 14h30, o Auditório “Mário Rodrigues”, na EB 2/3 Caldas das Taipas, acolhe a conferência “A Hidrogeologia das Caldas das Taipas nos 300 Anos do Aquilégio Medicinal (1726–2026)”, promovida em parceria com a Academia Portuguesa da Água.

A entrada nas Piscinas de Verão e no Parque de Campismo será gratuita durante o fim de semana de encerramento.

O programa assinala também o final da 15ª edição dos Banhos Velhos, iniciativa cultural que, ao longo dos últimos quatro meses, tem cruzado música, cinema, teatro, oficinas, visitas e outras atividades com a identidade e o património das Caldas das Taipas.

Para Luís Mota, da organização, a edição deste ano procurou “reforçar a ligação ao território, nomeadamente através da aposta em projetos musicais locais e de novas atividades relacionadas com a natureza e o rio”.

O encerramento da temporada cultural e balnear 2026 reforça a colaboração entre a Taipas Termal e o Município de Guimarães na dinamização cultural e comunitária das Caldas das Taipas, mantendo a aposta num programa de acesso livre e aberto a diferentes públicos.

Mais informações e programa completo em taipastermal.com ou nas páginas de Facebook e Instagram dos Banhos Velhos.

LOVEDUST EDITAM SINGLE NAS PLATAFORMAS DIGITAIS















Fotografia de Lorena Sequeyro

Os Lovedust lançam hoje, 16 de setembro, o seu novo single nas plataformas digitais, depois de uma primeira apresentação em formato físico, em vinil, no concerto que a banda deu a 4 de setembro, no âmbito do programa Verão a Dois Tempos, em Coimbra. Com uma sonoridade marcada pelo pós-punk, pela atmosfera e pela intensidade emocional, o novo tema apresenta uma banda que cruza diferentes percursos da cena independente portuguesa e britânica.

Sediados em Coimbra, os Lovedust constroem a sua identidade a partir das tradições do pós-punk, combinando linhas de baixo pulsantes, guitarras carregadas de reverberação, ritmos enérgicos e vozes que percorrem diferentes territórios entre a melancolia e a harmonia. O resultado é uma sonoridade marcada pelo contraste entre ambientes sombrios e momentos luminosos, mantendo uma dimensão melódica e um sentido de mistério.

O novo single teve uma primeira edição em vinil, apresentada ao público no concerto de 4 de setembro, integrado na programação do Verão a Dois Tempos. A partir de hoje, 16 de setembro, o tema passa também a estar disponível nas plataformas digitais, permitindo que a nova música dos Lovedust chegue a um público mais alargado.

Sem se apoiarem na crueza característica do garage rock, os Lovedust trabalham sobretudo a partir da atmosfera, da intensidade e da dimensão emocional das canções. As suas composições cruzam texturas densas com refrões marcantes, numa abordagem que procura conciliar referências do passado com uma linguagem própria e contemporânea.

A banda reúne quatro músicos com percursos ligados à música independente e alternativa. Na voz e guitarra está Tiago Queiroz, conhecido pelo trabalho com os Thee Eviltones e como ex-membro dos Capitão Fantasma. É também produtor musical nos Hypermonosonic Recordings e técnico principal de som ao vivo na Rough Trade, em Nottingham, no Reino Unido, experiência que se reflecte na abordagem sonora dos Lovedust.

Pedro Chau assume o baixo. Membro dos The Parkinsons e actualmente também integrante dos The Twist Connection, passou ainda por projectos como Blood Safari e Ghost Hunt. O seu baixo constitui uma das bases do som da banda, contribuindo para a componente rítmica e impulsionadora das canções.

Na guitarra, João Delicado, conhecido pelo trabalho nos Cariño Muerto, acrescenta camadas atmosféricas, texturas e diálogos melódicos que ajudam a definir a identidade dos Lovedust. A bateria está a cargo de Samuel Nejati, dos So Dead, cujos ritmos dinâmicos contribuem para a tensão e energia que atravessam a música da banda.

Juntos, os quatro músicos cruzam diferentes experiências e influências acumuladas ao longo de vários anos na cena independente, construindo nos Lovedust uma linguagem própria, assente na atmosfera, na intensidade e na melodia.

O novo single dos Lovedust está disponível nas plataformas digitais a partir de 16 de setembro.

LuIS BITTENCOURT EM LEIRIA















©Miguel Estima 

27 de setembro, 19h | Blackbox, Leiria

Um espetáculo transdisciplinar onde som, imagem, corpo e matéria líquida se encontram, com quatro obras “Water Music”, de alguns dos mais influentes criadores dos séculos XX e XXI: Tan Dun, Joseph Byrd, Toru Takemitsu e John Cage, e uma nova criação de Rui Penha.


Luís Bittencourt apresenta “Arquiteturas da Água” no dia 27 de setembro, às 19h, no espaço Blackbox, em Leiria. A água é o elemento central do novo espetáculo performativo e transdisciplinar de Luís Bittencourt que explora as dimensões sonoras, visuais e simbólicas deste recurso essencial através de uma abordagem artística singular. O projeto reúne num mesmo programa um acontecimento raro na música moderna e contemporânea: a apresentação de quatro obras homónimas, “Water Music”, de alguns dos mais influentes criadores dos séculos XX e XXI: Tan Dun, Joseph Byrd, Toru Takemitsu e John Cage.

Entre experimentação sonora, performance e instalação, “Arquiteturas da Água” propõe uma experiência imersiva onde a água é utilizada tanto como elemento conceptual quanto como instrumento performativo. Ao longo do espetáculo, o público é convidado a descobrir novas possibilidades acústicas e visuais geradas pela interação entre corpos, objetos, instrumentos e água, num percurso artístico que desafia fronteiras entre disciplinas e linguagens.

O programa inclui as primeiras audições nacionais das obras “Water Music” de Joseph Byrd e Toru Takemitsu, compositores fundamentais para o desenvolvimento da música experimental e contemporânea. A estas obras juntam-se as emblemáticas criações de John Cage e Tan Dun, artistas que marcaram profundamente a relação entre som, natureza, ritual e inovação artística.

Como ponto culminante do espetáculo, será apresentada a nova obra intitulada “Water Music”, criada pelo portuense Rui Penha, compositor, artista de novos media e investigador na área das tecnologias musicais. Esta criação inédita, feita sob encomenda para o projeto, caracteriza-se por seu teor colaborativo e de co-criação entre o Rui Penha e Luís Bittencourt. A obra estabelece também uma ponte entre tradição experimental, performance contemporânea e práticas artísticas mediadas pela tecnologia.

Reconhecido como músico, compositor, improvisador, produtor musical, artista-investigador e comunicador de ciência, Luís Bittencourt tem sido apontado como uma das vozes mais inovadoras da criação sonora contemporânea. Descrito pela revista Visão como “um mestre da experimentação sonora” e elogiado internacionalmente pelas suas performances imersivas e de elevada intensidade artística, desenvolve um trabalho que cruza música contemporânea, improvisação, arte sonora e investigação performativa. O seu percurso inclui apresentações em diversos países da Europa, Oceânia, América do Norte e América do Sul, bem como colaborações com figuras incontornáveis da música experimental e contemporânea, entre as quais Lee Ranaldo e Leah Singer (Sonic Youth), Jeffrey Ziegler (ex-Kronos Quartet), Phill Niblock, Jon Rose, Gabriel Prokofiev, David Cossin (Bang on a Can) e Found Sound Nation.

Em outubro o artista levará o espetáculo a Castelo Branco; e em novembro atua no Space Festival, em Mondim de Basto.

Condições de acesso ao público:
Entrada gratuita /sem bilheteira mediante reserva pelo email: blackbox@teatrojlsilva.pt

VOZES DA RÁDIO CELEBRAM 35 ANOS COM NOVO DISCO E CONCERTO NA CASA DA MÚSICA





















Há 35 anos que transformam vozes numa banda inteira. Os Vozes da Rádio celebram, em 2026, três décadas e meia de carreira com a edição de um novo álbum, marcada para 13 de novembro, e um concerto especial de apresentação, a 4 de dezembro, na Casa da Música, no Porto. 

Atualmente em fase de conclusão, o disco reúne 13 temas e um vasto conjunto de convidados, entre os quais Marante, Samuel Úria, Toy, Ágata, Quim Barreiros, Rosinha, José Alberto Reis, Anabela, Augusto Canário, António Sala, Zé Amaro e Mónica Sintra. 

Participam ainda a Tuna Académica da Universidade Portucalense, Transistor, Carlos César da Motta, Marcelo Rúben Aires, José Luís Soares, Marina Pacheco, Mike El Nite, Ser Castro e Tomás Pimentel.

O primeiro avanço do álbum é “O Teu Corpo”, uma balada romântica com Marante e Samuel Úria, que será editada a 1 de outubro, Dia Mundial da Música. Escrita por Jorge Prendas a pensar na voz e na singularidade de Marante, a canção assume-se como uma declaração de amor e uma ode ao corpo despido, cruzando as harmonias dos Vozes da Rádio com a guitarra de Samuel Úria. “É uma canção portuguesa que junta três gerações da música, numa ode ao amor”, explica Jorge Prendas.

O novo trabalho sucede a “Brasil”, editado em 2022, e prolonga um percurso construído entre repertório original, exploração vocal, humor e encontros com diferentes gerações e universos da música portuguesa.

Formados no Porto em 1991, os Vozes da Rádio apresentaram-se pela primeira vez ao público a 20 de abril desse ano, no Salão Paroquial de Perafita, ainda sob o nome Ars Vocis. No final do concerto, adotaram a designação que os acompanharia nas décadas seguintes. 

A entrada no disco aconteceu num momento particularmente marcante da música portuguesa. Em 1994, o grupo participou em “Filhos da Madrugada”, álbum de homenagem a José Afonso, com uma versão de “Índios da Meia-Praia”. Essa participação abriu caminho à edição de “Bruxas, Heróis e Males d’Amor”, lançado pela BMG em 1995 e escolhido pelo jornal Público como um dos dez melhores discos portugueses desse ano.

Desde então, os Vozes da Rádio têm feito da voz o centro de uma linguagem própria. Embora sejam frequentemente associados às interpretações a cappella, uma parte importante da sua identidade reside nas composições originais, nos arranjos vocais e na capacidade de atravessar diferentes territórios musicais sem perder o humor e a proximidade com o público. 

Ao vivo, o rigor das harmonias convive com o improviso e com uma permanente disponibilidade para o inesperado. As canções mudam de forma, as vozes assumem funções normalmente atribuídas aos instrumentos e cada espetáculo é influenciado pela reação da sala. 

Ao longo da carreira, o grupo colaborou, em disco ou em palco, com artistas como Rui Veloso, Sérgio Godinho, Sara Tavares, Paulo de Carvalho, Ivan Lins, António Zambujo, Manuela Azevedo, Rui Reininho, Uxía, Miguel Guedes, Ala dos Namorados, Gaiteiros de Lisboa e Trabalhadores do Comércio.
A Casa da Música ocupa também um lugar relevante na história do quarteto. Em 2013, os Vozes da Rádio apresentaram-se naquele espaço com a Banda Sinfónica Portuguesa. Em 2016, assinalaram os 25 anos de carreira com um concerto esgotado na Sala Suggia e, em 2022, regressaram para apresentar “Brasil”.


O concerto de 4 de dezembro será o momento central das comemorações dos 35 anos e da apresentação ao vivo do novo álbum. O espetáculo cruzará as novas canções com temas que marcaram o percurso do grupo, num reencontro entre a sua história e a vontade de continuar a explorar tudo o que quatro vozes podem fazer em palco. 

Atualmente formados por Jorge Prendas, António Miguel, Rui Vilhena e Tiago Oliveira, os Vozes da Rádio chegam aos 35 anos sem transformar a carreira numa peça de arquivo. O novo disco confirma precisamente o contrário: a história continua a ser escrita, cantada e reinventada.

NOVO ÁLBUM
Título: “As Vozes da Rádio”
Edição: 13 de novembro de 2026

CONCERTO DE APRESENTAÇÃO E CELEBRAÇÃO DOS 35 ANOS
Data: 4 de dezembro de 2026
Local: Casa da Música, Porto
Preço: 15€

RUA COM NOVO SINGLE





















O novo single dos RUA é constituído por dois temas. Ambos se focam na temática da emancipação da mulher, numa época em que se assiste a claros sinais de retrocesso.

Através de diferentes perspetivas, as canções abordam o assunto com humor e boa disposição.

“Vizinha” explora o espírito das marchas de Lisboa, através de uma abordagem mais tradicional e popular. Em “Senhora de Si”, unimos o acústico do cavaquinho à eletrónica dos sintetizadores, numa abordagem assumidamente inspirada pela rebeldia de António Variações.

Próximo concerto:

Palco Principal da Feira de São Mateus, Elvas - 20 Setembro


NOVO SINGLE DE PRIMATA

 

















"Não está tudo bem” é o novo registo de PRIMATA, projeto a solo de Abel Raposo sediado em Setúbal. Com lançamento previsto em CD para meados de Outubro através da editora independente ANTI-DEMOS-CRACIA, o trabalho assinala o regresso de uma das figuras de referência do panorama alternativo e experimental português. 

Abel Raposo fundou em 1981, juntamente com Eurico Coelho, os HIST, grupo amplamente apontado pela crítica e por plataformas independentes como um dos pioneiros da música industrial em Portugal. A identidade sonora dos HIST destacou-se pela fusão de guitarras e batidas mecânicas com ambientes eletrónicos e pontuais influências étnicas, resultando num som cru, orgânico e compulsivo.

O novo trabalho resgata grande parte dessa herança concetual e foi desenvolvido ao longo de alguns meses. O álbum “Não está tudo bem” constrói-se em torno de oratórias e discursos humanitários de figuras como Elie Wiesel, Greta Thunberg, Harvey Milk, John Boyega, José Soeiro, Malala Yousafzai, Martin Luther King, Maya Angelou e Nelson Mandela, aos quais Abel Raposo confere uma nova identidade através do seu universo sonoro.

Para já e como tema de avanço ao álbum, podemos escutar a partir de sexta-feira no Bandcamp da ADC – “How Dare You”? (Oradora: Greta Thunberg).

ANTI-DEMOS-CRACIA
https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/album/n-o-est-tudo-bem

TIAGO SOUSA COM NOVIDADES





















Há um álbum que está em fase de pré-produção e cujos temas serão estreados no Barreiro, há um novo espectáculo em colaboração com a Orquestra Sem Fronteiras, Joana Patrão e Joana Bértholo e há a estreia de um novo duo com a Aida Rosa que resulta de uma actuação que fizemos em Abril passado.

25 de Setembro
Sala 6, Barreiro

Sala 6, Rua Salvador Correia Sá 6, Barreiro
25 de Setembro
22h
Bilhetes à porta

Sinopse:
Tiago Sousa, pianista, organista e compositor autodidata, a construir um percurso musical marcadamente minimalista e contemporâneo em discos como A Thousand Strings (Discrepant), Ripples on the Surface (Holuzam), Insónia (Humming Conch) ou Organic Music Tapes (Sucata Tapes). Este concerto na Sala 6 irá revelar novas composições que farão parte do próximo álbum, a ser editado em Janeiro pela Sucata Tapes com o título Sustained Tones vol 2.

O Tempo dos Rios

Música, cinema e literatura vão encontrar-se para abordar os rios não apenas enquanto elementos da paisagem, mas também como património ecológico, cultural e poético.

O espetáculo “O Tempo dos Rios” está marcado irá acontecer em diferentes palcos do país e terá direção artística do maestro Martim Sousa Tavares e interpretação da Orquestra Sem Fronteiras (OSF).

A proposta passa por criar uma experiência em que diferentes formas de expressão artística se complementam para refletir sobre a ligação entre as pessoas, o território e a natureza.

A componente musical parte da obra de Tiago Sousa, compositor e multi-instrumentista cuja criação tem referências recorrentes à água e aos movimentos naturais. As composições serão reinterpretadas e desenvolvidas pela Orquestra Sem Fronteiras, num processo de cocriação que envolve o próprio compositor e os músicos presentes em palco.

Ao concerto junta-se um filme mudo original da realizadora Joana Patrão, criado especificamente para “O Tempo dos Rios”. As imagens acompanharão a música ao longo da apresentação, estabelecendo uma narrativa visual em diálogo com aquilo que acontece em palco.

A literatura completa o encontro entre disciplinas através da participação da escritora Joana Bértholo, autora de obras como Ecologia. A autora fará a leitura de textos e excertos inéditos relacionados com os rios, a paisagem e a forma como as comunidades se relacionam com o território.

À frente do projeto estará Martim Sousa Tavares, maestro, programador artístico e divulgador cultural. Formado em Ciências Musicais e Direção de Orquestra, estudou em Portugal, Itália e Estados Unidos, onde foi bolseiro Fulbright. É fundador da Orquestra Sem Fronteiras e diretor artístico da Orquestra do Algarve e do Festival de Sintra.

Fundada em 2019 e sediada em Idanha-a-Nova, a Orquestra Sem Fronteiras desenvolve grande parte da sua atividade no interior do país, procurando criar oportunidades para jovens músicos e aproximar populações de territórios de baixa densidade da música e da criação artística.

Com “O Tempo dos Rios”, a NOVA FCT recebe assim um espetáculo que utiliza a criação artística como ponto de partida para colocar a natureza e a consciência ecológica no centro da reflexão.

2 de Outubro às 18h
Grande Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2829-516 Caparica

3 de Outubro
Antiga Cerâmica Arganliense, Rua Cidade do Rio de Janeiro, Bairro Sobreiral, 3300-145 Arganil

10 de Outubro
Alandroal, Local a confirmar

5 de Novembro
Muzeu, Praça Mun. 62, 4700-435 Braga

A Trova é a arte de acomodar o infinito nos limites de um grão de areia. Fernando Pessoa escreveu que "a trova é o vaso de flores que o povo põe à janela de sua alma." Aida Rosa e Tiago Sousa, revisitam e reinventam temas de Fernando Lopes-Graça, Grupo de Acção Cultural, Zeca Afonso, entre outros, de maneira idiossincrática, exploratória e improvisativa. O mote lançado num recente concerto de celebração do 25 de Abril interpreta canções como Acordai, Cantiga Sem Maneiras ou Os Fantoches de Kissinger. Perpassadas por uma intenção fluida e livre, canção em campo aberto, para lá de identidades fixas e formas rígidas. oportunidades para a espraiar a imaginação e criatividade sem peias.

Um concerto entre memória, liberdade e experimentação sonora, este encontro propõe uma reflexão artística sobre o património da cantiga popular portuguesa, cruzando criação contemporânea com repertório de intervenção.

22 de Outubro às 21h
B.O.T.A.
Largo Santa Bárbara 3 D, 1150-287 Lisboa

terça-feira, 15 de setembro de 2026

PROGRAMA DE 15/09/26

1 - Sci Fi Industries - Diminuendo
2 - The Black Archer - Senka
3 - Necro - Cold cut
4 - Uncanny Chamber - Dark eyes
5 - Wolf X - House of gost
6 - Eden Synthetic Corps - Soothe
7 - Jorge Palma - Eterrnamente tu
8 - Cassete Pirata - Sou gente outra vez

9 - Murro - Bastonada
10 - Bizarra Locomotiva - Volúpia
11 - Kara Konchar - Apocalipse
12 - António Cova & Oko Yono - Linha do oeste
13 - Lisboa Negra - Morremos sós (electro mix)
14 - mARCIANO - Bissetriz
15 - The Dreams Never End - Para me levar