terça-feira, 5 de maio de 2026

TRAVO EM BARCELOS

 



















Os Travo vão atuar no Theatro Gil Vicente, em Barcelos, na próxima sexta-feira, no âmbito do ciclo concertos triciclo. O espetáculo vai decorrer em formato blackbox, ou seja, com banda e público em cima do palco.

Oriundos das cidades vibrantes de Braga e Porto, os Travo são um caso sério de fusão única de um psicadelismo de alta voltagem e uma atitude garage rock sem remorsos.

Com o lançamento do seu segundo álbum “Sinking Creation” (2022), que marcou uma revolução na sonoridade da banda, os Travo foram catapultados para os maiores palcos nacionais e começaram a ser descobertos no underground europeu através dos seus concertos explosivos.

São autênticas erupções de energia psicadélica, cativando o público com a intensidade de um surto de rock n’ roll. Dos berros, guturais, aos eletrizantes solos de guitarra, os travo possuem uma habilidade fantástica de fazer de cada performance uma experiência visceral.

O último disco da banda, “Astromorph God” (2023), foi definido para distorcer a realidade e redefinir as suas fronteiras sonoras mais uma vez. Somando-se à saga, os Travo fizeram parceria com a Spinda Records (Espanha) numa co-edição com a Gig.rocks!, para distribuição global, uma prova da sua influência em expansão

A programação completa está disponível em www.triciclobcl.pt

Bilhetes disponíveis na bilheteira do Theatro Gil Vicente, BOL e locais habituais.

CATARINA BRANCO ANUNCIA NOVAS DATAS





















Depois de apresentar “Acordava cansada” ao vivo na BOTA Anjos, em Lisboa, no passado dia 2 de maio, Catarina Branco revela agora novas datas de apresentação do seu mais recente álbum.

A cantautora leva o disco a diferentes cidades ao longo dos próximos meses, com concertos confirmados para o dia 16 de maio no RCA – Radioclube Agramonte, no Porto, a 5 de junho na Cooperativa Mula, no Barreiro, a 9 de agosto no Festival de Arronches e a 3 de novembro no Café Curto, em Coimbra.

Editado recentemente em formato digital e vinil, “Acordava cansada” marca um novo momento no percurso da artista, aprofundando uma linguagem mais densa, introspetiva e minimal. Depois de um primeiro concerto em Lisboa, a apresentação ao vivo do disco expande-se agora para outros contextos, mantendo a proximidade e a contenção que caracterizam este trabalho.

Construído a partir de um lugar de silêncio e melancolia, o álbum afirma-se como o reverso de uma discografia anteriormente marcada por canções mais luminosas. Em palco, essa abordagem traduz-se num registo centrado na palavra, na voz e na escuta atenta, onde cada canção se desenvolve como a materialização de um estado emocional em transformação.

Do ponto de vista sonoro, “Acordava cansada” aproxima-se de uma estética folk minimalista, privilegiando a captação de instrumentos acústicos e a redução dos elementos ao essencial. Este princípio prolonga-se na apresentação ao vivo, reforçando a dimensão íntima do projeto e a relação direta com o público.

Integralmente composto, produzido, captado e misturado por Catarina Branco, o disco resulta de um processo desenvolvido ao longo de vários anos, incluindo uma residência artística na Casa de Gigante, no Vale do Pereiro. Para a sua concretização, a artista contou com a colaboração de Sara Gonçalves, Leonor Orca, Mariana Camacho, Catarina Valadas, Rodrigo Nogueira e Bá Álvares.

Natural do Oeste, Catarina Branco tem vindo a afirmar uma identidade artística marcada pela tensão entre o íntimo e o exterior, propondo uma escuta centrada no silêncio, na sombra e no que permanece por dizer.

Com estas novas datas, a artista dá continuidade à apresentação de “Acordava cansada”, prolongando ao vivo o universo sonoro e poético do disco.

BATEU MATOU E TATANKA JUNTOS EM PALCO





















Tatanka
apresenta esta semana dois concertos em nome próprio, no Porto e em Lisboa, revelando agora a participação especial do coletivo Bateu Matou no espetáculo de 13 de maio, no Teatro Tivoli BBVA, onde será apresentado ao vivo, pela primeira vez, Olinda, novo single conjunto, com edição prevista para 15 de maio.

A colaboração com Bateu Matou, projeto de Ivo Costa, Quim Albergaria e Riot, resulta numa canção luminosa, que cruza a dimensão rítmica da percussão e eletrónica característica do grupo, com o soul da voz de Tatanka e referências de raízes tradicionais.

O concerto de Lisboa conta também com a participação de Marisa Liz e Janeiro. Já esta quarta-feira, 6 de maio, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, Tatanka recebe Os Azeitonas e David Pessoa.

Após várias ocasiões em que Tatanka se juntou à banda em palco, Os Azeitonas integram agora o seu espetáculo no Porto, reinterpretando temas do seu repertório num encontro entre pop e rock. A noite conta ainda com David Pessoa, músico, compositor e cantor, membro dos Fogo-Fogo, com um percurso marcado pelo fusão de influências que vão do fado à morna, passando pelo blues e pelo soul.

Em Lisboa, Tatanka recebe Marisa Liz para um dueto concebido de raiz para este espetáculo. O encontro entre duas das vozes mais carismáticas da música portuguesa antecipa-se como um dos momentos de maior intensidade da noite. Tatanka convida também Janeiro, cantor, compositor e multi-instrumentista que tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa, cruzando a canção com influências de MPB, jazz e eletrónica, num universo marcado pela experimentação.

Duas noites que reforçam esta nova fase artística de Tatanka, marcada por um registo mais íntimo, autoral e colaborativo, e antecipam o lançamento do próximo álbum de estúdio, com edição prevista ainda este ano.

O alinhamento inclui os dois temas já conhecidos, O Barco e Balada de um gajo invisível, e novas canções que têm vindo a ser reveladas ao vivo, refletindo um processo criativo em curso, aberto à experimentação.

Neste novo ciclo há também uma dimensão de intervenção social: recentemente, Tatanka esteve no norte de Moçambique, numa ação com a ONG Helpo, onde desenvolveu um novo tema que dará origem ao hino da organização, com edição prevista para 16 de junho.

Os concertos acontecem já esta semana e os últimos bilhetes encontram-se disponíveis em ticketline.pt e nos locais de venda habituais.

Cantor, guitarrista e compositor, Tatanka (Pedro Taborda Caldeira) é uma das figuras mais singulares da música portuguesa contemporânea. Construiu uma identidade própria na intersecção entre a soul, o blues e o pop-rock, alcançando projeção internacional como vocalista e frontman dos The Black Mamba, banda que fundou em 2010.

Em paralelo, desenvolve desde 2016 um percurso a solo mais pessoal e introspetivo, cantado em português. Após os primeiros singles “Alfaiate” e “De Alma Despida”, editou em 2019 o álbum “Pouco Barulho”, onde cruzou narrativas íntimas com influências da soul, do fado e da música de intervenção, incluindo a colaboração de Miguel Araújo em “Império dos Porcos”. Um caminho artístico totalmente livre, marcado por atuações intensas e uma escrita que aproxima a alma portuguesa da tradição da soul americana.

JAZZ EM MAIO NA AMADORA





















De 7 a 10 de maio, o festival volta a ocupar vários espaços da cidade da Amadora com uma programação que cruza criação, mediação e grandes nomes do jazz internacional

A 14.ª edição do Amadora Jazz realiza-se de 7 a 10 de maio de 2026, consolidando um percurso que tem vindo a afirmar o festival como um dos mais consistentes espaços de apresentação, criação e mediação do jazz em Portugal. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e nos locais habituais.

Esse caminho torna-se particularmente evidente na continuidade do formato de residência artística, agora integrado de forma mais orgânica no ADN do festival. Após a estreia em 2025 com o encontro entre Luís Vicente e Hamid Drake, cujo resultado discográfico, Amadora Tapes, será lançado nos dias que antecedem esta edição, o festival volta a investir neste eixo com a residência do projeto FLORA, liderado por Marcelo dos Reis. Entre 7 e 9 de maio, o trio (com Miguel Falcão e Luís Filipe Silva) instala-se no Auditório de Alfornelos para um processo criativo que culminará em concerto e gravação, contando ainda com a participação do trombonista italiano Salvoandrea Lucifora.

A par da criação, o Amadora Jazz traz a si, este ano, a aposta na formação de públicos. A dimensão educativa surge como um dos pilares do programa, com destaque para a apresentação, em anteestreia, de Às voltas num loop, uma nova criação do Serviço Educativo e de Mediação do Jazz ao Centro Clube, que resulta de uma encomenda ao quarteto constituído por Gonçalo Guiné, Filipe Furtado, Filipe Fidalgo e Paulo Silva. Pensado para estudantes do ensino secundário, o espetáculo cruza rap e jazz num formato que aproxima linguagens e gerações, sendo apresentado na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, no dia 7 de maio.

A edição de 2026 marca também a entrada da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos no circuito do festival. É neste espaço que Miguel Calhaz apresenta ContraCantos, Vol. 2, um trabalho onde revisita, em formato intimista de voz e contrabaixo, canções de figuras maiores da música portuguesa.

Nos Recreios da Amadora, espaço fundador do festival, a programação assume, este ano, um perfil exclusivamente internacional, reunindo nomes maiores do jazz contemporâneo de ambos os lados do Atlântico. O pianista norte-americano Fred Hersch, figura maior do jazz atual e presença recorrente nas nomeações para os Grammy, apresenta-se em formato solo, numa abordagem profundamente pessoal ao instrumento. Segue-se o quarteto de Mary Halvorson, uma das mais inventivas guitarristas e compositoras da sua geração, cujo percurso tem vindo a redefinir fronteiras dentro do jazz contemporâneo.

O programa internacional completa-se com o encontro entre Louis Sclavis e Benjamin Moussay, dupla que, após décadas de colaboração, formalizou recentemente a sua cumplicidade em Unfolding (2024), disco editado pela ECM e amplamente reconhecido pela crítica.

O festival integra ainda um momento de celebração e reflexão em torno do centenário de Miles Davis, com uma sessão que cruza abordagem crítica e expressão visual, através de uma palestra multimédia de João Moreira dos Santos e uma exposição do artista XicoFran. A acontecer no Salão Nobre dos Recreios da Amadora.

O encerramento mantém-se fiel a uma das imagens de marca do Amadora Jazz, com a atuação da GeraJazz no Cineteatro D. João V, sublinhando o compromisso do festival com o desenvolvimento de jovens músicos e com a dimensão social da música.

Como sublinha a Câmara Municipal da Amadora, o festival “tem vindo a consolidar-se como uma referência no panorama cultural, reunindo algumas das mais relevantes figuras do jazz nacional e internacional, ao mesmo tempo que aposta numa programação diversificada, pensada para diferentes públicos e com especial atenção à formação de novos públicos”.

Para José Miguel Pereira da Associação Jazz ao Centro Clube "a presente edição do Amadora Jazz prefigura uma maior e mais profunda inscrição no território, colocando a iniciativa em contacto direto com diversas comunidades em vários espaços culturais municipais e assumindo, também, a Escola enquanto pólo cultural."

O Amadora Jazz é organizado pela Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Jazz ao Centro Clube

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Quinta-feira, 7 de maio, 15h
Escola Secundária Seomara da Costa Primo
M/6 | Atividade dirigida à comunidade educativa

Às voltas no loop!

Gonçalo Guiné voz, rimas e beats
Filipe Fidalgo saxofone alto e eletrónica
Filipe Furtado teclado
Paulo Silva bateria

Quinta-feira, 7 de maio, 17h
Recreios da Amadora / Salão Nobre
Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

100.º aniversário de Miles Davis
O génio do jazz revisitado no Amadora Jazz

João Moreira dos Santos e Xico Fran


Quinta-feira, 7 de maio, 21h
Recreios da Amadora
M/6 | 12,50 €

FRED HERSCH

Fred Hersch piano

Sexta, dia 8 de maio, 18h
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
M/6 | Entrada gratuita, limitada à lotação da sala

MIGUEL CALHAZ “ContraCantos”

Miguel Calhaz contrabaixo

Sexta, dia 8 de Maio, 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

MARY HALVORSON “Canis Major”

Mary Halvorson guitarra e composição
Dave Adewumi trompete
Henry Fraser contrabaixo
Tomas Fujiwara bateria

Sábado, 9 de maio, às 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

LOUIS SCLAVIS & BENJAMIN MOUSSAY

Louis Sclavis clarinete, clarinete baixo
Benjamin Moussay piano

Sábado, 9 de maio, às 23h00
Auditório de Alfornelos
M/6 | 5,00 €

MARCELO DOS REIS “FLORA” com Salvoandrea Lucifora

Marcelo dos Reis guitarra e composição
Miguel Falcão contrabaixo
Luís Filipe Silva bateria
Salvoandrea Lucifora trombone

Domingo, 10 de maio, 16h00
Cineteatro D. João V
M/6 | Entrada gratuita mediante levantamento de ingresso duas horas antes do início do concerto, sujeita à lotação da sala.

GERAJAZZ

Eduardo Lála maestro

segunda-feira, 4 de maio de 2026

NO SALÃO BRAZIL





















Embryo #3 Angélica Salvi e Luis Figueiredo
05 Maio • 21:30

Em Março, teve início um dos projetos mais relevantes no que diz respeito ao apoio à criação, inaugurando um modelo que se espera ter continuidade no futuro próximo. Trata-se de Embryo, projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras do mês - vai criar um espaço de encontro com cinco excepcionais músicos da área do Jazz, que vão actuar em duo com o pianista em cada uma destas sessões, sendo que no último semestre do ano, a totalidade dos intervenientes se juntarão para uma residência artística onde o septeto trabalhará em conjunto as ideias musicais preparadas nos duos do primeiro semestre.

No mês de Maio, recebemos Angélica V. Salvi (harpista).

Artista espanhola radicada no Porto desde 2011, que se dedica à improvisação e à música contemporânea e eletroacústica, explorando técnicas de preparação e amplificação do instrumento na procura de novas sonoridades.

Inspirada na respiração, no movimento das marés e em referências emocionais e espirituais, Salvi conduz o público por uma viagem íntima e onírica, onde a repetição e o transe assumem um papel central, criando uma experiência imersiva e multifacetada; com formação em Salamanca, Madrid, Arizona e Haia, colaborou com compositores, improvisadores e orquestras de referência internacionais, desenvolvendo atualmente uma prática artística transversal que cruza performance, criação e pedagogia, sendo também professora no Conservatório de Música do Porto.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 7 eur • 5 eur

BILHETEIRA ONLINE

CORTADA NA TABACARIA EM COIMBRA

 



















Na sexta-feira, dia 8 de maio pelas 22h00 , a Tabacaria da acolhe o primeiro concerto em Coimbra dos Cortada. A banda oriunda de Lisboa vai estar a apresentar o seu disco de estreia “Gānbēi (干杯)”, editado em maio do ano passado pela Saliva Diva.

As oito músicas que compõem o disco brindam os ouvintes com uma rajada de noise-punk bruto e sem tempo a perder. Na palete sonora dos Cortada escutam-se guitarras dilacerantes, um baixo vigoroso, uma bateria pulsante que contrapõe contenção e fúria com mestria, e a voz desafiante e gritada na medida certa. Em “Gānbēi (干杯)”, o grupo não esconde as influências de algumas bandas seminais no espectro mais barulhento e experimental do rock, como os Big Black, The Jesus Lizard ou Chat Pile. Marcados por estas referências, Pedro Almeida (que também produz sob o alter-ego Dusmond, na voz e guitarra), Daniel Fonseca (outrora membro da banda de Vaiapraia e de MEIA/FÉ, segunda voz e guitarra), Lourenço Abecasis (de MEIA/FÉ, no baixo) e Bernardo Pereira (de Mordo Mia, na bateria) traduzem-nas num som aprimorado, refrescante e bastante único no panorama underground da música nacional. Depois de percorrerem vários palcos por todo o país, a banda passa agora por Coimbra para partilhar com o público da cidade este seu primeiro lançamento.

Este concerto conta com curadoria da Saliva Diva, que no próximo mês de junho vai trazer à Tabacaria a música de Polivalente, projeto solo do músico, compositor, produtor e artista plástico lisboeta João Valente (coprodutor e diretor musical de EVAYA, gravação e produção de MAQUINA e Humana Taranja, entre outros).

Os bilhetes têm um preço fixo de 6€ e podem ser adquiridos na OMT, postos Ticketline ou online através de tinyurl.com/CortadaOMT

Em anexo, enviamos fotografias dos Cortada com as respetivas autorias indicadas nos títulos dos ficheiros, bem como um documento com textos sobre a banda e sobre “Gānbēi (干杯)”.

RODEIGO LEÃO NO CENTRO DE ARTES DE ÁGUEDA














RODRIGO LEÃO
O Rapaz da Montanha
sáb 16 mai, 21h30

Auditório | M/6 | 12€ e 15€

Rodrigo Leão apresenta O Rapaz da Montanha. Considerado o trabalho mais português da sua carreira, o seu novo álbum - editado a 25 de abril de 2025 pela Galileo Music - cruza emoção, palavra e memória num retrato íntimo e coletivo do país.

Com arranjos marcados por coros, percussão intensa e letras que abordam identidade, opressão e esperança, o compositor regressa com uma obra de grande profundidade. O disco conta com colaborações de longa data, como Pedro Oliveira e Gabriel Gomes, além de convidados especiais como José Peixoto, Carlos Poeiras e Francisco Palma. A presença da família reforça o tom pessoal do projeto.

Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo Leão convida o público para uma atuação onde a música se torna espaço de partilha e reflexão.

NOVO SINGLE DE BADOXA

 



















Badoxa editou na passada sexta-feira o seu mais recente single, “Te Amo”, que vem acompanhado de um vídeoclipe com a participação especial de Bernardina Brito. O tema já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

Em "Te Amo", Badoxa aborda um tema atual e sensível: a insegurança que leva a invadir a privacidade do parceiro. A letra confessa o erro de "procurar o que não queria ver no telefone" e confundir o passado com o presente. Através de uma sonoridade envolvente, o artista assume a sua imperfeição e transforma o arrependimento num refrão marcante: "fica comigo, te peço perdão".

O novo tema de Badoxa foi gravado nos estúdios da editora É-Karga Music., e tem produção executiva da É-Karga Music Ent. O videoclipe foi gravado pela Kubrick Films e realizado por Orlando Podence & É-Karga Music Ent. & Joka Kasquinha.

“Te Amo” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

CRISTINA MARIA APRESENTA "FILHA DO TEMPO"





















Em plena preparação da exposição RETALHOS (2026) — um projeto profundamente marcado pela reconstrução interior e pela força criadora que emergiu após a tempestade Kristin, que devastou a sua casa em Leiria — Cristina Maria prepara-se para inaugurar esta mostra no próximo dia 21 de Maio, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, num momento que contará também com uma atuação musical especialmente concebida para a abertura. Ao mesmo tempo, a artista dá um novo passo no seu percurso com o lançamento do single “Filha do Tempo”, integrado no álbum "Entre a Pedra e a Canção".

Se em RETALHOS a artista devolve vida à matéria ferida, transformando as pedras arrancadas pela tempestade em esculturas que respiram memória e renascimento, neste novo tema afirma a mesma pulsação criadora: a arte como extensão da existência, como gesto intuitivo que nasce de um território interior onde a matéria e a alma se encontram.

“Filha do Tempo” é, assim, um testemunho profundo do sentir criador de Cristina Maria — fadista e escultora — que vive a arte como prolongamento da própria vida. A canção revela um lugar íntimo, quase sagrado, onde a criação nasce livre de limites, conduzida pela intuição e por uma força maior que se manifesta no gesto artístico através da entrega total ao que não se controla. Um impulso quase divino.

Inspirada pela forte ligação à natureza, às emoções e ao processo de reconstrução que marcou a sua história recente, “Filha do Tempo” traduz o percurso de quem transforma ruína em expressão, silêncio em forma, inquietude em beleza. Tal como nas esculturas criadas a partir das pedras da sua casa, também aqui a matéria ganha alma — e o tempo, que destrói, torna-se também o tempo que revela.

Neste novo single, Cristina Maria apresenta um manifesto artístico onde a criação se afirma como acto de fé, pertença e comunhão com o universo. A obra celebra a ideia de que a arte não nasce apenas do artista, mas de uma ligação profunda ao mundo, à natureza e a algo maior que a transcende.

"Filha do tempo", revela a travessia interior, onde artista se reencontra consigo mesma:

Peguei em mim sem destino
Foi o vento que me levou,
E no silêncio do tempo
A mão de Deus me guiou.


Se estou feliz, ela sorri
Se a tristeza me abraça, ela chora.
Navego em formas sem saber o fim.
Sou mensageira sem tempo nem hora,
E a nova vida, começa agora.

“Filha do Tempo” afirma-se, assim, como um hino à criação enquanto gesto vital — um reconhecimento de que criar é existir, e existir é deixar-se atravessar pelo tempo que não tem tempo.

L PERTUÉS COM NOVO SINGLE



“ Um Homem Com Chapéu “ é a terceira canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “.

“ Um Homem Com Chapéu “ é um convite à memória de outros dias passados. Neste exercício, o artista foca a acção no sujeito que imprime a cota diária na homilia mais importante da sua rotina. Uma vez lá chegado é tempo de aprender com a barriga encostada ao balcão, assumindo vozes que lhe pasmam a atenção e capacitam, com distinção, o regurgitar de opiniões pouco licenciadas. Ao sentir esse toque, o argumento torna-se simples: “ um Homem com chapéu diz bom dia em qualquer lugar “ .

Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Um Homem Com Chapéu“, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos (bateria) e Ari Martins (voz principal). A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

NOVO SINGLE DE CARLOS RAPOSO



Novo tema, lançado a 25 de abril, aprofunda a dimensão mais madura e introspectiva do artista.

Após a revelação de “Rua do Castelo”, Carlos Raposo apresenta agora “Vinho Velho”, o mais recente single de avanço do seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2026. Lançado no passado dia 25 de abril, o tema dá continuidade ao percurso artístico do músico, revelando uma abordagem mais contemplativa e depurada.

Com cerca de cinco minutos de duração, “Vinho Velho” constrói-se como uma peça de forte densidade emocional, onde o tempo assume um papel central. Tal como o título sugere, o tema evoca a passagem dos anos, a maturação e o valor da experiência, numa metáfora sensorial que cruza memória, identidade e
transformação.

A linguagem musical de Carlos Raposo mantém o diálogo entre tradição e contemporaneidade que caracteriza o seu trabalho, mas encontra aqui um registo mais íntimo e reflexivo. A instrumentação, marcada pela presença de elementos de raiz tradicional, entrelaça-se com uma abordagem contemporânea, criando uma paisagem sonora rica, subtil e profundamente atmosférica. 

O single já se encontra disponível nas plataformas digitais.

FESTIVAL CUCA MONGA VOLTA A LISBOA PARA A SUA 4.ª EDIÇÃO E ANUNCIA AS PRIMEIRAS 8 CONFIRMAÇÕES





















O Festival Cuca Monga volta ao coração da cidade, nos jardins do Palácio Pimenta (Museu de Lisboa), para a sua 4.ª edição e anuncia os primeiros nomes do cartaz 2026.

Depois de na 3.ª edição o Festival Cuca Monga se ter estreado com sucesso nos jardins do Museu de Lisboa - um oásis verde no Campo Grande, no meio da azáfama citadina um esconderijo sonoro coberto de relva, vagar e tranquilidade -, o evento volta a este espaço para celebrar a música ao vivo, com um cartaz que promete continuar a destacar talento estabelecido e emergente da música independente nacional e ligações internacionais, principalmente criando uma ponte cada vez mais larga e consistente com o Brasil.

Novamente com dois dias cheios de música ao vivo, o cartaz conta com nomes da “casa” como de fora do universo sonoro da Cuca Monga. Do cartaz temos as primeiras confirmações: Capitão Fausto, Sérgio Godinho & ZARCO, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Marquise, Leonor Arnaut, Rapaz Ego e Beatriz Pessoa. Até setembro serão anunciados mais nomes que vão completar o cartaz.

Um dos principais destaques é um concerto especial e irrepetível de Sérgio Godinho e ZARCO, no qual serão tocados e cantados temas de ambos. A este acontecimento juntar-se-á Leonor Godinho, filha de Sérgio e companheira de sempre de ZARCO, que cantará no espetáculo. A amizade vai passar por aqui.

Também única será a experiência de assistir pela primeira vez a um grande concerto e em formato festival de Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo em Portugal. A presença da banda de São Paulo é a primeira pista de um cartaz que promete mais nomes além-atlânticos, num esforço que a Cuca Monga está a fazer para aproximar a música portuguesa e brasileira.

Para colocar a “nova casa” do Festival Cuca Monga a teste, há concerto nesta edição dos Capitão Fausto. É o regresso da banda à sempre saudosa Alvalade que os viu crescer, no concerto que vê a banda a regressar à cidade depois de uma mítica atuação no Meo Arena em janeiro deste ano.

Do restante cartaz há coordenadas de vários locais e sonoridades; do Porto, chegam uma nova grande banda Marquise; de Copenhaga, Los Angeles e Lisboa chega Leonor Arnaut, uma das vozes mais hipnotizantes da nova pop nacional, promete novo disco em breve; com álbuns também recém editados - ambos com selo Cuca Monga -, há Rapaz Ego a “Fazer as Pazes” e “Muito Mais” de Beatriz Pessoa.

O Festival Cuca Monga foca-se em promover música alternativa e independente. Uma celebração sonora da amizade entre artistas e profissionais da área, feita por músicos experientes que sabem o que é preciso para montar um bom espetáculo. Nas palavras da organização “Sejam artistas consagrados, artistas emergentes, ou artistas da Cuca Monga com música nova, a ideia é que todos partilhem palco e tenham lugar. O ponto em comum é adorarmos toda a música que recebemos.”

O espetáculo será montado nos dias 25 e 26 de setembro nos Jardins do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, um recinto fechado, com 2 palcos, várias bancas de comes&bebes, merchandise e, claro, contará com música a partir da tarde até madrugada fora.

Os bilhetes diários estão a partir de agora à venda por 30€, já os passes gerais com acesso aos dois dias de Festival Cuca Monga estão ainda em preço early bird de 40€, subindo de valor em breve. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline aqui.

TELMO PIRES ETREAIA-SE EM LISBOA

 



















Telmo Pires apresenta, no Auditório do Museu do Fado, a estreia lisboeta de Fado Variações. O projeto, que já percorreu uma aclamada digressão internacional, revisita o universo de António Variações através da lente do fado contemporâneo, revelando novas cores, novas respirações e novas possibilidades para um repertório que continua a desafiar géneros e fronteiras.

Acompanhado por Miguel Conchinha (guitarra portugueda), Mauro Resende (viola) e Pedro Sousa (baixo), Telmo Pires — uma das vozes mais singulares e inquietas da atualidade — reafirma a sua capacidade de cruzar tradição e inovação, criando um espetáculo poderoso, elegante e profundamente pessoal. Em palco, a herança de Variações encontra a matriz do fado, num diálogo artístico que honra o passado enquanto aponta caminhos para o futuro.

LISBOA

Sexta‑feira, 22 de maio — 21h00
Auditório do Museu do Fado
Entrada livre sujeita à lotação da sala e mediante reserva para comunicacao@museudofado.pt

CABRITA EDITA EP

 


© Francisco Quera Gomes
















Cabrita
apresenta “Afterlife”, novo EP já disponível nas plataformas digitais, que reúne um conjunto de temas colaborativos com Iguana Garcia, Mirror People, HAYDENMAKESMUSIC, Stereossauro, Scuru Fitchadu e Rita Braga.

Partindo da ideia de que as canções não são entidades fixas, mas antes organismos em transformação, “Afterlife” constrói-se como uma extensão desse pensamento. “Todos sabemos que as canções têm muitas vidas. Desde a primeira ideia na cabeça do compositor, depois as maquetes, e a primeira gravação. Uma série de decisões faz com que se chegue a um resultado”, refere o músico. “E mesmo depois disso já muitos vimos temas antigos, obscuros, saltar para fora do anonimato graças a uma versão ou um filme, anos depois.”

É a partir dessa noção de continuidade e reinvenção que o EP se desenvolve. Após concluir “Umbra” - um disco marcado por uma reflexão sobre o fim da vida - Cabrita propõe-se explorar o que poderá existir para além desse ponto de partida. “Sendo o ‘Umbra’ um disco tão importante para mim por reflectir sobre o fim da vida, quando o terminei dei por mim a pensar sobre o que haverá depois”, explica.

“Afterlife” surge, assim, como uma metáfora desse “pós-vida” das canções, materializada através da colaboração com diferentes artistas. A cada um foi concedida total liberdade criativa, resultando num conjunto de leituras distintas sobre o mesmo ponto de origem. “Resolvi então convidar uma série de artistas, amigos, conhecidos, que admiro muito, para metaforicamente reflectir sobre este ‘pós vida’. Todos tiveram carta branca para tornarem suas as canções, e aqui está uma amostra bem interessante e diversa.”

O resultado é um EP que se move entre diferentes linguagens e abordagens estéticas, refletindo tanto a diversidade dos colaboradores como a própria trajetória de Cabrita, marcada pelo cruzamento de géneros e contextos.

Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita afirma-se como um dos músicos mais versáteis do panorama nacional, com um percurso que atravessa o jazz, o rock e a eletrónica. Ao longo da sua carreira, colaborou com nomes como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros.

Depois de assinalar os 30 anos de carreira com o álbum “Cabrita” (2020) e de aprofundar uma dimensão mais autoral em “Umbra” (2023), o músico apresenta agora “Afterlife” como uma continuação desse percurso - um trabalho que questiona a ideia de forma definitiva e propõe uma escuta aberta à transformação.

“Afterlife” encontra-se disponível nas plataformas digitais.





ANTI-DEMOS-CRACIA LANÇA VOLUME 5 DE IDEOSINCRASIAS

 





















idiossINcrasias - Vol. 5: jesuíno + João Lucas

ANTI-DEMOS-CRACIA 
ADC156ABR2026 
Formato: CD Digipack 
Edição: limitada a 40 exemplares numerados

jesuíno

Os 5 temas de jesuíno neste volume de IdiossINcracias têm um cunho assumidamente político e social, transcrevendo sonoramente a expressão de Jameson e Zizek, de que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. Ao contrário de outros trabalhos de jesuíno, onde se empreendia uma viagem com regresso ao ponto de partida, aqui a ação do tempo e do Homem é inexorável e translada-nos a um fim inevitável, não havendo ilusões para um (e)terno retorno.

João Lucas

João Lucas, contrabaixista e produtor radicado nos Países Baixos. Com um percurso que passa por orquestras de renome e projetos de música improvisada, actualmente, João Lucas move-se entre universos distintos: da música antiga com a Residentie BachOrkest, ao rock indie/alternativo com a banda Jackalope Eye, passando pela vida de estúdio, onde continua a explorar novas linguagens sonoras. Essa constante transição entre contextos alimenta a sua criatividade e define a sua identidade artística.

ANTI-DEMOS-CRACIA https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/

domingo, 3 de maio de 2026

EM 2026 O JARDIM DO ENFORCADO EDITA DISCO DE ORIGINSAIS


É verdade e já está confirmado: O Enforcado ressuscitou.

Trinta e nove anos depois, ressuscitou, e temam, está de boa saúde.

Em 1987 foi fundado como Herdeiros de Loudun.

Em 1988 alterou o nome para Jardim do Enforcado.

Em 1989 deu três concertos no Rock Rendez-Vous e um no Bar Oceano. Foi o ano da gravação da cassete pela Facadas na Noite, Onde os caixões brotam como flores (fruto de uma sessão gravada no RRV) e da participação na Insónia, uma compilação de bandas da mesma editora.

Os concertos revelam-se teatrais e tétricos incluindo um caixão e uma urna de criança em palco (esta comprada nos saldos da funerária) e uma “espera” algo performática na porta da redação ao jornalista do LP que falou mal da banda. Em 1990 dão um concerto sem o vocalista. Era já a corda a fazer comichão no pescoço.

A cassete foi o único testamento deixado aos vivos antes de ser enforcado em 1991 após um concerto tumultuado que terminou à terceira música e com a banda a ser expulsa de palco pela organização. Mas com a morte a lenda nasceu e levou décadas a ser comentada em surdina, e considerada por muitos como a pioneira do deathrock em Portugal, até que…

… Em 2025, a convite de André Carneiro da editora Pós80s, é editado um CD com músicas antigas e o bónus de uma música nova (Os óculos escuros de Pasolini) esta feita de propósito para esse CD.

Em 2026 a mesma Pós80s edita o concerto de 1989 no RRV, um especial em homenagem aos nove anos da morte de Ian Curtis.

Com o frissom à volta de Os óculos escuros de Pasolini surge a ideia de fazer um álbum inteiramente constituido por músicas novas e apenas com os mesmos três elementos da música nova: Paulo Seixas na composição, todos os instrumentos, e letra de Le Monde, Luis Futre nas vozes e letra de A lenda do Jardim do Enforcado, e Leonel Ventorim na voz e restantes letras.

Colaboram no álbum dois antigos elementos: Abrão Tavares na percursão (A lenda…), Vitorino Corisco em O Monstro do pântano e Sonâmbulo Sentimento, e a estreia de Catarina Ferreira na voz e letra de Dois Tempos. A produção do álbum foi do Paulo Vieira e foi gravado em Março de 2026 e lançado em Junho de 2026.

O álbum é de Rock Alternativo/Pós Punk e as músicas são:

Herdeiros de Loudun
O Monstro do Pântano
Le Monde
Dois Tempos
Os Óculos Escuros de Pasolini
Dois Mil e Vintes
Blocchiamo Tutto!!!
Sonâmbulo Sentimento
A Lenda do Jardim do Enforcado

A banda no passado foi composta por Paulo Seixas, Luis Futre, Carlos Pancadas, Vasco Corisco e Vitorino Corisco, com passagens breves e colaborações de Leonel Ventorim (fundação), Luis Gago, Abrãao Tavares e Ondina Pires (ex Pop Dell´Arte e Great Lesbian Show).

E tudo isto sem Inteligência Artifícial, apenas com uma corda ao pescoço.

PROGRAMA DE 02/05/26

1 - Jesuíno - Slave our souls
2 - Aftervoid - Negative space 2
3 - João Lucas - Chaos paradise
4 - Alex Fx - A turn point
5 - Primata - Pensar alpaca
6 - Orquestra Popular de Paio Pires - Festas populares de Paio Pires
7 - Um Corpo Estranho - Fio a par do mal 
8 - L Pertués - Não me coces a cabeça
9 - mARCIANO - Bissetriz
10 - Turning Point - Crucificação
11 - La Chanson Noire - Bordel de lucifer
12 - Lisboa Negra - Vomita-me
13 - Espelho Mau - Silhuetas na escuridão
14 - Spreader - Enloquecer

sexta-feira, 1 de maio de 2026

ICARO COM NOVO SINGLE

 




















Escrita pelo próprio, com música e produção de Filipe Survival e mistura de Beiro, “NÃO DISSESTE NADA” centra-se na dúvida e na espera, refletindo sobre a fragilidade da comunicação. Entre insistir por respostas ou aceitar o silêncio como conclusão, o tema acompanha o conflito de quem escolhe não prolongar a incerteza, assumindo que, por vezes, “morrer burro” é preferível a deixar que o tempo amplifique a dúvida.

Apesar da carga emocional, o tema equilibra essa tensão com uma abordagem melódica mais aberta e um refrão com uma energia festiva, criando um contraste entre a introspeção da narrativa e a forma como se apresenta sonicamente. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado por Henrique Rocha e ICARO, com direção de fotografia de Henrique Rocha e edição de ambos, prolongando em imagem essa dualidade.

Num registo introspectivo, o single reforça a consistência estética de ICARO, que continua a desenvolver uma linguagem própria, equilibrando emoção e contenção, e afirmando-se como uma das vozes mais singulares da nova cena musical nacional.

Com este registo, ICARO não só consolida a sua posição como uma das vozes mais diferenciadas do panorama nacional, mas entrega um manifesto obrigatório. A resposta a essa incerteza está disponível agora: ‘NÃO DISSESTE NADA’ em todas as plataformas digitais.

A SEGUNDA COMUNHÃO DE ROMEU BAIROS





















© Mário Roberto

Pouco mais de um ano após Romê das Fürnas, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores. Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição da terra que viu Romeu Bairos nascer.

Romeu Bairos trabalha a canção como espaço de encontro entre o coletivo e o íntimo, onde a repetição e a economia melódica não são apenas traços formais, mas dispositivos que reforçam a dimensão coletiva da canção, com cores e coros que fazem dela um gesto partilhado, quase ritual. Os Açores emergem aqui como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida, onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade.

Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor.

Mais do que um exercício de evocação, Romê das Fürnas é um projecto que se inscreve numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Um mergulho nos “Açores profundos” das fajãs de São Jorge ou a escalada ao ponto mais alto de Portugal, na ilha do Pico. Mudanças de altitude, longitude e latitude que expressam a essência deste disco e o significado de ser açoriano com todas as suas intempéries. Sair, ir embora, ficando.

A viola da terra de Romeu é acompanhada pelo açoriano e braço direito, Paulo Borges, que nosalegra e embala com a ternura do seu acordeão. O disco conta ainda com a particiação de Nuno Lucas no baixo, Ana Eduarda no violino, Manuel Pinheiro nas percussões e os coros do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Ponta Garça. Gravado por Fred Ferreira nos estúdios SALVA entre novembro e dezembro de 2025 e com produção assinada por Romeu que, para além da voz e viola da terra, tocou cavaquinho, clarinete e percussão.

15 de Maio | Casa Capitão, Lisboa
30 de Maio | Feira do Livro de Lisboa
6 de Junho | Festa de Verão, Funchal
7 de Agosto | MEO Monteverde, Ribeira Grande
9 de Agosto | Bons Sons, Cem Soldos
19 de Agosto | Festas do Barreiro
2 de Outubro | Museu Lacerda, São Jorge
4 de Outubro | Festival Cordas, Pico
17 de Outubro | Festival InFinito, Funchal
4 de Novembro | AM Beatriz Costa, Mafra

PZ E MÃO MORTA UNIDOS EM SINGLE


© Rui Murka 

Hoje, 1 de Maio, Dia do Trabalhador, PZ lança o novo single “Mil Euros Por Mês”, uma colaboração com a histórica banda portuguesa Mão Morta. Depois de um início de percurso mais íntimo e focado no universo doméstico — com temas como “Todo o Santo Dia” (com Samuel Úria), “Quem é Que Vai Lavar a Banca” (com Joana Espadinha), “Sou Pai de Filhos” (com Retimbrar) ou “Empadão na Bimby” (com Emmy Curl) — este novo tema abre um lado mais frontal e político do "Álbum de Família", trazendo para o centro da mesa a velha questão: quanto é preciso, afinal, para uma família viver com dignidade?

Partindo de um refrão obsessivo — “Eu quero mil euros por mês” — a canção constrói-se como uma sátira mordaz à precariedade contemporânea, num momento em que o salário mínimo nacional em Portugal se aproxima desse valor simbólico, mas continua aquém de garantir estabilidade real. Entre a repetição e o desespero, a música transforma um desejo básico numa espécie de mantra geracional.

A participação de Adolfo Luxúria Canibal introduz um dos momentos mais incisivos do tema, aprofundando a crítica social com uma escrita crua e politicamente carregada, alinhada com o percurso provocador que os Mão Morta sempre cultivaram. Participam também Miguel Pedro (cofundador da banda), na bateria, e Ruca Lacerda, com camadas de guitarras elétricas que empurram o tema para um território de rock épico e cru.

Mais do que uma canção, “Mil Euros Por Mês” afirma-se como um gesto político: um retrato irónico de um sistema onde o trabalho nem sempre garante dignidade, e onde o sonho mínimo — mil euros por mês — ainda soa a reivindicação.

"Mil Euros Por Mês" integra o projeto "Álbum de Família", um ciclo de 12 edições mensais ao longo de 2026, cada uma acompanhada por um videoclipe realizado por Vasco Mendes, construído a partir das gravações nos Estúdios Arda.

Ficha Técnica

Música, letra, produção, voz, baixo e guitarras: PZ
Banda convidada: Mão Morta
Voz e letra adicional: Adolfo Luxúria Canibal
Bateria: Miguel Pedro
Guitarras: Ruca Lacerda

Gravação e mistura: Zé Nando Pimenta
Gravado nos Estúdios Arda

Realização vídeo: Vasco Mendes
Design: Studio Eduardo Aires
Fotografia: Rui Murka
Assistente de produção: Francisca Lacerda
Direção criativa: PZ, Studio Eduardo Aires, Vasco Mendes