sábado, 21 de março de 2026

NÃOBODY A PREPARAR DISCO DE ESTEIA















“September” é o primeiro single de avanço para “CAZA PRIMAVERA”, o álbum de estreia do coletivo NÃOBODY, projeto sediado no Porto que reúne o produtor português FOQUE, o cantor brasileiro B Ghost e o rapper norte-americano Brotha CJ. O tema inaugura o universo sonoro e conceptual do disco e antecipa uma série de concertos de apresentação já anunciados para várias cidades portuguesas: a 10 de abril no MOUCO, no Porto; a 16 de abril no Café Concerto 259, em Vila Real; a 23 de abril na Casa Capitão, em Lisboa; e a 5 de junho no CAAA, em Guimarães, com novas datas a serem reveladas em breve.

Para além do single, os NÃOBODY irão disponibilizar também a primeira parte do disco durante o Equinócio da Primavera, com data prevista de lançamento no final de Maio, e a segunda parte, que será lançada durante o Equinócio de Outono.

Mais do que um simples coletivo musical, NÃOBODY nasce de um encontro improvável que reflete uma transformação mais ampla da realidade cultural portuguesa. Num estúdio improvisado numa antiga igreja no Porto, três músicos de origens distintas - Portugal, Brasil e Estados Unidos - encontraram um ponto de convergência criativa que espelha uma nova ideia de comunidade artística. FOQUE, B Ghost e Brotha CJ partilham dias e noites entre cabos, sintetizadores, riffs improvisados e conversas que misturam português e inglês, numa convivência intensa que viria a dar origem a “CAZA PRIMAVERA”.

O projeto surge num momento em que Portugal deixa progressivamente de ser apenas um território de partida para se tornar também um espaço de chegada. Nas cidades do país, especialmente em Lisboa e no Porto, artistas de diferentes geografias encontram-se em jam sessions, bares e estúdios improvisados, criando uma cena musical que escapa a rótulos. É nesse ambiente que nasce NÃOBODY: não como resultado de uma estratégia ou indústria, mas como consequência natural de encontros repetidos em palcos pequenos e sessões de improvisação que se prolongam madrugada dentro.

“September”, primeiro capítulo revelado desse processo, traduz esse espírito de transição e instabilidade emocional que atravessa o álbum. A letra reflete sobre relações que florescem e se dissipam com a mesma rapidez das estações, evocando o final do verão como metáfora para o momento em que as ilusões começam a dissolver-se. “Everybody loves summer but summer’s just spring’s”, canta Brotha CJ num dos versos, sugerindo que o entusiasmo momentâneo raramente sobrevive ao teste do tempo. A canção questiona o que resta quando a euforia passa - “What you looking for when the summer’s gone? Would you still hold on when the love is gone?” - numa reflexão que ecoa o próprio processo de reinvenção vivido pelos três artistas.

Musicalmente, o tema condensa a identidade híbrida de NÃOBODY: texturas eletrónicas, grooves de hip-hop e influências soul cruzam-se com uma sensibilidade melódica que percorre diferentes tradições musicais atlânticas. A produção é assinada por FOQUE, que também se encarrega da mistura, enquanto a composição reúne B Ghost, FOQUE e Brotha CJ. A canção conta ainda com bateria de Zandré Dinis, baixo de Kenjamin Franklin, teclados de Frank Plummer e vozes de Brotha CJ e B Ghost. A masterização ficou a cargo de Pedro Joaquim Borges

O single antecipa o lançamento de “CAZA PRIMAVERA”, disco gravado durante uma residência criativa de seis semanas no interior de Portugal. Isolados do ritmo urbano, os três músicos viveram juntos numa casa transformada em laboratório artístico improvisado. Entre corridas matinais, caminhadas, refeições partilhadas e longas conversas sobre ambição, perda e reinvenção, as canções começaram a surgir sem a pressão da indústria ou de calendários externos. O resultado é um álbum que nasce tanto da convivência quanto da criação musical.

No centro do projeto está o encontro entre três percursos distintos. FOQUE, produtor e músico natural de Gondomar, construiu um percurso marcado pela fusão entre eletrónica, hip hop e paisagens sonoras cinematográficas. Depois dos EPs “CABUM” (2017) e “FOQUE” (2019), editou em 2021 o álbum “ATO ISOLADO”, além de colaborar com diversos artistas portugueses, incluindo o grupo pop D.A.M.A., e criar música original para a produção teatral “POPULAR”, de Sara Inês Gigante. A sua abordagem minuciosa à produção sonora tornou-se uma das forças estruturais do projeto.

Brotha CJ, rapper oriundo de Filadélfia e anteriormente conhecido como Black Lavender, traz consigo uma forte herança do soul e do funk norte-americano. Depois de iniciar a carreira em Nova Iorque, mudou-se para Madrid, onde formou a banda The Othahood e consolidou um estilo que cruza hip hop e soul alternativo com uma estética retro. Já atuou em festivais como Madrid Es Negro e DCODE, integrou playlists internacionais do Spotify e participou em campanhas globais para marcas como Jameson, Santander e Pepe Jeans. Em 2022 mudou-se para o Porto, onde continua a expandir a sua linguagem artística enquanto fundador da Early July Studio.

B Ghost, cantor brasileiro com percurso internacional, acrescenta ao coletivo uma dimensão emocional marcada pelas suas raízes musicais. A sua obra cruza referências da música brasileira com um R&B nostálgico e introspectivo. Depois dos singles “Th1nk” e “Aurora” - que o levaram ao Got Talent Portugal em 2021 - lançou o EP “Kool Land” em 2022, com temas como “Being U” e “When I Call U”. Em 2025 iniciou a fase “bghosting” com o EP independente “Songs I Shouldn’t Release”, aprofundando uma abordagem artística que cruza música, imagem e performance.

É desse encontro de trajetórias que nasce “CAZA PRIMAVERA”, um disco que habita o espaço entre contenção e libertação, explorando a tensão entre pertença e deslocação. Gravado na primavera, o álbum reflete a tentativa de transformar experiências pessoais turbulentas em algo em flor - não como exercício de género musical, mas como um gesto humano de criação coletiva.

Com “September”, NÃOBODY revelam a primeira peça desse universo. Um ponto de partida para um projeto que se constrói no cruzamento entre culturas, línguas e geografias, e que reflete uma nova geração de artistas que escolheu Portugal não como pausa, mas como lugar para criar e permanecer.

sexta-feira, 20 de março de 2026

MXGPU LANÇA SUDDEN LIGHT (DELUXE)





















A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com faixas adicionais, distribuídas por dois volumes.

MXGPU é a fusão de duas forças criativas, Moullinex e GPU Panic, com a sua colaboração enraizada em Lisboa, Portugal. O duo trabalha em conjunto há vários anos, tendo inicialmente unido as suas mentes criativas em Inner Child, um tema cujas cores e produção estabeleceram na perfeição as bases para tudo o que viria a seguir. O seu álbum de estreia, Sudden Light, lançado pela sua editora Discotexas, marca um momento decisivo na história de MXGPU.

No coração da pista de dança, apresentam um espetáculo live 360° transformador que esbate as fronteiras entre palco e público, incorporando a sua estrutura triangular para cativar plateias esgotadas por toda a Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul. Sudden Light (Deluxe) reflete esta energia colaborativa, fundindo as influências do duo num álbum simultaneamente introspectivo e expansivo.

A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com 14 novas músicas adicionais, divididas em dois volumes. O primeiro volume incorpora o som característico do duo, desde momentos suaves e soul até picos de energia luminosa, evoluindo a cada audição e revelando novas camadas ao longo do tempo.

O segundo volume abre com dois novos originais de MXGPU, “melt” e “dadada”. Tendo feito parte exclusivamente do espetáculo ao vivo do duo, “melt” estreou-se na BBC Radio 1 durante o evento Europe's Biggest Gig, transmitido em direto para seis países. O Volume Dois inclui ainda “see me burn (again)” e “luz (súbita)”, ambos captados no filme-concerto Live Over Lisbon, um dos momentos de destaque da trajetória do duo.

A lista completa de remixes inclui David Bay, Xinobi, JOPLYN, Beiramar, Sam Shure, DJ Ride, Santiago Garcia, Holly, Gaszia e AFFKT, com contribuições anteriores de Patrice Bäumel. O lançamento conta ainda com o apoio de nomes influentes como &ME, Adam Port, Damian Lazarus e Rüfüs Du Sol.

Atualmente em digressão mundial, o espetáculo live 360° de MXGPU, apresentado no meio do público, tem hipnotizado multidões por todo o mundo. Com presenças confirmadas em festivais como Mayan Warrior, Primavera Sound e Tomorrowland, os fãs podem esperar uma experiência sonora completa que capta a essência do álbum e destaca a química musical única do duo.

MXGPU – Sudden Light (Deluxe) pela Discotexas, já está disponível em todas as plataformas!

BRISA APRESENTA NOVO SINGLE





















Fotografia de Joana Cherries.

Depois de “Trovoada", que integra a banda sonora da novela Páginas da Vida da SIC, Brisa revela “Deserto”, o novo single que chega hoje às plataformas digitais e aprofunda o universo emocional e conceptual da artista.

Em “Deserto”, Brisa recorre às imagens contrastantes do mar e do deserto para explorar a imensidão de sentimentos que muitas vezes permanecem reprimidos. Se “Trovoada” representava a tempestade necessária para libertar tudo aquilo que permanece guardado, “Deserto” surge como o momento seguinte: o vazio que fica depois da explosão emocional, mas também o espaço onde se pode reconstruir e aceitar todas as versões de nós próprios.

Com música de Brisa e Diogo Guerra, letra da própria artista e produção assinada por Guerra, o novo tema constrói-se como uma narrativa sonora em crescendo. A canção começa de forma contida, quase introspectiva, introduzindo os sentimentos que se escondem por baixo da superfície. À medida que a música cresce, a intensidade acumula-se até atingir um clímax catártico que marca a decisão de aceitar e vestir com orgulho todas as versões de si própria: o bom e o mau, a alegria e a dor, o amor e a revolta.

A voz de Brisa volta a encontrar a produção de Guerra, numa colaboração que reforça a identidade sonora da artista e amplia o alcance emocional da canção. O resultado é uma experiência musical libertadora e empoderadora.

Este novo lançamento surge depois da renovada atenção dada a “Trovoada”, single lançado a 9 de maio de 2025 e recentemente apresentado numa versão acústica especial para assinalar a escolha da canção como parte da banda sonora da novela Páginas da Vida. O tema marcou um momento importante no percurso artístico de Brisa, afirmando-se como uma poderosa catarse emocional.

Conhecida pela sua escrita honesta e profundamente melódica, Brisa tem vindo a conquistar o público português com um universo artístico que dialoga diretamente com as emoções humanas. Essa abordagem ganhou forma no seu EP de estreia CASULO, um percurso conceptual que atravessa o caos interior, a introspeção e a transformação, com temas como “Nuvem”, “Férias de Mim”, “Outro Mar” e “Metamorfose”.

Além da sua carreira a solo, Brisa tem também vindo a afirmar-se como compositora, tendo sido coautora da canção que alcançou o segundo lugar no Festival da Canção 2023, consolidando o seu lugar entre as vozes mais promissoras da nova música portuguesa.

OUVIR NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

PICAS APRESENTA TEMA QUE ANTECIPA DISCO DE ESTREIA





















PICAS (C) Victor Hugooli

 “Quem Eu Quero Agora” é a nova música de Picas. A proposta de uma auto-reflexão sobre a duração e a intensidade de momentos partilhados com alguém próximo serve de mote ao novo tema. A artista prepara-se para editar o seu álbum de estreia, já no próximo trimestre. No novo trabalho a artista assume a escrita de todas as músicas.

“Esta música fala sobre amores passageiros, encontros que podem não durar para sempre, mas que, em determinado momento são intensos e verdadeiros. Parte da ideia de que a vida também é feita de ligações imperfeitas, de relações que surgem no tempo errado ou que simplesmente não foram feitas para durar uma vida inteira, mas que ainda assim nos marcam. A canção assume a honestidade de querer alguém no momento presente, mesmo sem promessas de eternidade.” Picas, Março 2026

Em “Quem Eu Quero Agora”, Picas traz as suas palavras munidas de uma sonoridade urbana, onde a eletrónica cria espaço para refletir na mensagem emocional que começa no perdão e viaja até à auto-reflexão, revelando vulnerabilidade. Na intimidade do seu quarto, a artista compôs a música, partindo de uma ideia na guitarra e mais tarde juntando a participação de músicos como Bonança (guitarras) e Guilherme Melo (bateria), além da produção de Jon. Para a composição estética da música, o vídeo para “Quem Eu Quero Agora” conta com a realização de Victor Hugooli e produção da Nefelibatas Films.

Natural do Porto, licenciada em Ciências da Comunicação com especialização em Cinema, Picas estudou Jazz no Hot Clube de Portugal, tendo sempre a escrita como sua companheira. Ainda este trimestre, Picas apresenta o seu novo álbum, que conta com temas já conhecidos como o caso de “7+7=14”, “Promessas” e “Última Vez”.

GAEREA LANÇAM VÍDEO PARA CYCLONE















Já está disponível nas lojas e em todas as plataformas de streaming, «LOSS», o novo álbum de estúdio dos GAEREA.

Para celebrar o lançamento do novo trabalho, a banda disponibilizou um novo single e vídeo para o tema «Cyclone».

Os GAEREA preparam-se para revelar «LOSS», o muito aguardado quinto álbum da enigmática entidade portuense, com três sessões especiais de apresentação em Lisboa e Vila Nova de Gaia. Estes encontros íntimos com o público marcam o início de um novo capítulo na já impressionante jornada da banda — uma década de metamorfose criativa que atinge agora o seu ponto mais intenso e emocional.

As sessões terão lugar nas seguintes datas e locais: 25 de março — FNAC Colombo, 21h
26 de março — FNAC Chiado, 18h30
27 de março — FNAC Gaia Shopping, 18h30

Em cada sessão, os GAEREA vão apresentar e discutir «LOSS», mergulhando nas emoções, nos conceitos e na evolução artística que moldaram este novo trabalho — o primeiro da banda editado pela Century Media. Cada evento contará ainda com um Q&A com o público e uma sessão de autógrafos.

«LOSS» é editado dia 20 de março pela Century Media / Sony Music Portugal.

Gravado em Portugal com Miguel Teroso (Demigod Recordings), «LOSS» mostra uma banda a romper definitivamente os limites do post‑black metal, expandindo-se para territórios onde o peso emocional, a melodia sombria e a fisicalidade crua coexistem de forma arrebatadora. De «Luminary» a «Stardust», os GAEREA assumem uma identidade que transcende géneros, criando uma narrativa profundamente pessoal sobre memória, dor, transcendência e reconstrução.

Conhecidos pelo anonimato ritualista, pelas atuações devastadoras e pela ligação intensa com a sua “Vortex Society”, os GAEREA transformaram-se num dos projetos mais únicos e internacionalmente reconhecidos do metal extremo moderno. «LOSS» é o culminar de tudo o que construíram — e um renascimento absoluto.

Estas três sessões FNAC serão a primeira oportunidade para o público português entrar no vórtice emocional de «LOSS», diretamente com a banda

Datas de concertos confirmados até ao momento:

20.03 (Sex) – Botanique, Bruxelas – Bélgica
21.03 (Sáb) – Melkweg OZ, Amesterdão – Países Baixos
12.06 (Sex) – Rock For People, Hradec Králové – Chéquia
13.06 (Sáb) – Technikum, Munique – Alemanha
14.06 (Dom) – Ferrara Summer Festival, Ferrara – Itália
15.06 (Seg) – Q‑hub, Milão – Itália
16.06 (Ter) – Kiff, Aarau – Suíça
18.06 (Qui) – Nummirock, Nummijärvi – Finlândia
20.06 (Sáb) – Hellfest, Clisson – França
21.06 (Dom) – Graspop, Dessel – Bélgica
23.06 (Ter) – Club Volta, Colónia – Alemanha
24.06 (Qua) – Poppodium Hedon, Zwolle – Países Baixos
25.06 (Qui) – Bahnhof Pauli, Hamburgo – Alemanha
26.06 (Sex) – Copenhell, Copenhaga – Dinamarca
27.06 (Sáb) – Tons of Rock Festival, Oslo – Noruega
03.07 (Sex) – Resurrection Festival, Viveiro – Espanha
07.07 (Ter) – Amplifier Bar, Perth – Austrália
09.07 (Qui) – Lion Arts Factory, Adelaide – Austrália
10.07 (Sex) – Max Watts, Melbourne – Austrália
11.07 (Sáb) – Crowbar, Brisbane (Fortitude Valley) – Austrália
12.07 (Dom) – Crowbar, Sydney (Leichhardt) – Austrália
14.07 (Ter) – Daikanyama SPACE ODD, Tóquio – Japão
04.08 (Ter) – Le Tube, Seignosse – França
13.08 (Qui) – Motocultor Festival 2026, Carhaix‑Plouguer – França
19.08 (Qua) – USF Verftet, Bergen – Noruega
20.08 (Qui) – Foynhagen, Tønsberg – Noruega
22.08 (Sáb) – Göteborg Brinner 2026, Gotemburgo – Suécia
11.09 (Sex) – Manchester Academy, Manchester – Reino Unido
12.09 (Sáb) – Rescue Rooms, Nottingham – Reino Unido
14.09 (Seg) – Slay, Glasgow – Reino Unido
15.09 (Ter) – Brudenell Social Club, Leeds – Reino Unido
16.09 (Qua) – The Fleece, Bristol – Reino Unido
18.09 (Sex) – Islington Assembly Hall, Londres – Reino Unido

GAEREA online:
https://www.facebook.com/gaerea
https://www.instagram.com/gaerea_
https://www.tiktok.com/@gaereaofficial
https://www.youtube.com/@gaereaofficial
https://discord.com/invite/WPyJQeV72z

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/1wXoI3Ajpv4WwQ3LmcrSBw
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ASA COPBRA LANçAM "PURO VENENO"


 











@AnaViotti

“Puro Veneno” é o novo single dos Asa Cobra, com edição marcada para 20 de março, e conta com a participação da artista mexicana Pahua, conhecida também pelo seu trabalho no duo Sotomayor. Cantado entre português e espanhol, o tema percorre uma paisagem tropical onde amor e desamor se entrelaçam como num carnaval inquieto, explorando a linha ténue entre sedução, orgulho e desencanto.

Depois de, ao longo de 2025, terem revelado os primeiros sinais do projeto com os singles “Asa à Cobra”, “Flutuar” e “Ponta de Lança", a banda apresenta agora “Puro Veneno”, aprofundando a sua identidade sonora e narrativa. A canção move-se entre tensão e desejo, num jogo de atração e confronto que transforma relações afetivas em matéria rítmica e poética.

“Puro Veneno” integra o conjunto de singles que antecipam o primeiro álbum de Asa Cobra, com edição prevista para maio. O disco afirmará a identidade transatlântica da banda, cruzando referências do Brasil e de Portugal com uma abordagem contemporânea, onde a canção, a eletrónica e a percussão se encontram num território comum de revolta e amor.

MIO A PREPARAR EP

















mio
apresenta “26º dia”, single de lançamento e primeiro avanço do EP de estreia “não há ninho, há céu”. A canção simboliza o salto e marca o momento em que a artista decide sair do seu ninho, inaugurando publicamente o seu percurso autoral.

“26º dia” é a terceira faixa do EP e surge na semana em que se inicia a primavera. O disco transmite a sua mensagem através de uma metáfora com o ciclo de vida das andorinhas: o 26º dia corresponde ao momento em que as crias saem do ninho pela primeira vez. É essa imagem de partida, crescimento e liberdade que estrutura a narrativa do projeto e que se materializa neste primeiro single. O EP será editado a 25 de setembro, na semana em que se inicia a primavera no hemisfério sul, prolongando simbolicamente este ciclo na outra metade do mundo.

O percurso de mio com a música começa cedo. Começou a cantar aos dois anos e repetem-se as gravações do seu rádio de cassetes onde se ouve “palmas, mais palmas”. Aos oito anos, começou a cantar em público nas festas organizadas pelo pai, de mão dada com a mãe. Em criança, criava peças de teatro com a prima e vendia bilhetes aos pais e avós por 0,50€, para conseguir comprar lápis de cor.

Com o crescimento, aumentou também a necessidade de liberdade. Aos 14 anos começou a ajudar o avô e o pai na padaria, trabalhando em vários sítios enquanto estudava até terminar a faculdade. Aos 16 anos escreveu a primeira canção, onde dizia que queria ser diferente, e desde então surgiram projetos e muito trabalho pelo meio.

Desde cedo viveu uma luta interna entre continuar o legado familiar e seguir um caminho próprio. Quando o avô faleceu, após uma vida dedicada ao trabalho para que as gerações seguintes pudessem brilhar, decidiu procurar um percurso diferente, assente na mesma base. Cantar e escrever canções tornaram-se a sua forma de honrar esse caminho e de conseguir pensar direito.

Este percurso conduziu-a ao teatro, a novas colaborações e à Horizontal 360, estrutura que hoje considera casa e que moldou profundamente o projeto. Conhecer Valete e partilhar este caminho revelou-se determinante, tal como o encontro com Luzingo, produtor que ajudou a dar forma e brilho ao trabalho.

Depois de várias voltas e descobertas, a artista assume este momento como o salto definitivo. Foi assim que nasceu o EP “não há ninho, há céu” e, neste processo, “26º dia”: o dia em que mio decide sair do ninho e seguir o seu sonho.

XTINTO LANÇA EDIÇÃO ESPECIAL EM FORMATO LIVRO DO NOVO ÁLBUM EM SONHOS, É SABIDO, NÃO SE MORRE





















Depois de esgotar o concerto de apresentação do seu novo álbum, no Capitólio, em Lisboa, xtinto acaba de lançar a edição especial em formato livro do seu mais recente trabalho, Em sonhos, é sabido, não se morre., já à venda nas lojas FNAC. Este lançamento surge após o concerto memorável do artista em Lisboa, que reuniu quase mil pessoas e marcou um momento decisivo na sua carreira. A noite, descrita por muitos como inesquecível, contou ainda com as participações especiais de ed, IOLANDA, L‑ALI, João Não e João Maia Ferreira, que contribuíram para a energia única vivida no palco.

A nova edição em formato livro reúne o CD do álbum, todas as letras, imagens inéditas e conteúdos exclusivos sobre o processo criativo, transformando este lançamento num objeto artístico singular. Concebido como uma extensão visual e conceptual do disco, o livro oferece ao público uma imersão mais profunda no universo que molda Em sonhos, é sabido, não se morre.

Considerado o trabalho mais maduro e cinematográfico de xtinto, o álbum parte da ideia de renascimento para explorar temas de identidade, fragilidade e reconstrução. Entre o íntimo e o social, o artista percorre memórias, raízes, afetos, perdas e sonhos, individuais e coletivos, com uma escrita cada vez mais depurada e emocional. O título, inspirado na canção Lisboa que Amanhece, de Sérgio Godinho, reflete a inevitabilidade da música na vida de xtinto e a forma como esta o resgata sempre que pondera desistir, como quem acorda depois de “morrer” num sonho, pronto para recomeçar.

O disco conta com produção de Beiro, Kidonov e Lunn, e com as participações de iolanda, Ed, João Não e L‑Ali, reunindo algumas das vozes mais relevantes da nova música portuguesa. O resultado é um trabalho que expande o território sonoro de xtinto, cruzando hip‑hop contemporâneo, pop, música alternativa e experimentação, num registo ousado, emocional e profundamente pessoal.

Natural de Ourém, xtinto tem-se afirmado como uma das vozes mais singulares da nova geração da música urbana em Portugal. Desde Odisseia (2015) até Latência (2023), passando por temas como “Opus Magnum”, “Pentagrama”, “Marfim”, “Android” e “Éden”, distinguido com galardão de ouro, o artista construiu um percurso marcado por narrativas conceptuais, rigor na escrita e uma estética sonora em constante evolução. Com Em sonhos, é sabido, não se morre., xtinto consolida a sua posição como um dos criadores mais sensíveis e inventivos da sua geração.

NOBRE LANÇA EP















“Este EP é o som de 20 anos de silêncio.”

NOBRE acaba de editar “Submerso em Sombras”, um EP conceptual que percorre as fases do luto e propõe uma viagem emocional marcada pela perda, confronto e transformação. A acompanhar o lançamento, o artista revela o single “Confia”, tema que encerra a narrativa do projeto com uma mensagem de aceitação e renascimento.

O trabalho nasce de um contexto profundamente pessoal. Em 2005, NOBRE perdeu o pai e, vinte anos depois, decidiu transformar esse processo de luto num registo artístico. “Submerso em Sombras” afirma-se, assim, como uma homenagem e uma forma de eternizar esse percurso emocional, onde cada faixa encena uma etapa distinta do luto, culminando em “Confia”, que oferece um final luminoso e esperançoso à viagem.

NOBRE é um artista luso-angolano radicado em Queluz, Portugal. Nascido em Angola e residente em Portugal desde os quatro anos, combina storytelling emocional com sonoridades urbanas contemporâneas, construindo uma identidade artística centrada em processos íntimos e em temas como amor, perda e crescimento.

“Confia” representa a aceitação, a última etapa do luto. Musicalmente, funde melodias alternativas de pop e hip-hop com uma produção minimalista que faz sobressair a voz e o refrão emotivo de Samanta. Visualmente, o videoclipe acompanha o processo de soltar e confiar, recorrendo a movimentos de dança contemporânea que simbolizam libertação e renascimento.

Lançado a 20 de março, data que assinala o início da primavera, o tema reforça o simbolismo do encerramento de um ciclo e do começo de um novo.

Para além da dimensão artística, o EP serve de ponto de partida para um ciclo de conversas e encontros presenciais em escolas, universidades e espaços culturais, desenvolvidos em articulação com profissionais da área da psicologia. Estas sessões abordam o luto, a transformação emocional e a saúde mental, promovendo reflexão e diálogo a partir da experiência que sustenta o projeto.

Compositor e produtor executivo, NOBRE assina a criação dos temas, com produção, gravação, mistura e masterização de NEW DART. “Confia” conta com a participação vocal de Samanta, capa e design de Cristiana Cardoso e vídeo e fotografia promocional de Inês Ascenso.

“Submerso em Sombras” confirma NOBRE como uma voz autoral comprometida com a expressão emocional e com a criação de espaços de escuta e empatia, propondo uma travessia artística que transforma a dor em consciência e o silêncio em presença.

NOVO SINGLE DE MARGARIDA CAMPELO

“Musa d’Improviso” assinala o regresso de Margarida Campelo aos discos. Um tema de sua autoria que antecipa o novo registo de originais com edição prevista para Setembro deste ano.

Com uma escrita própria e inconfundível, Margarida Campelo afirma-se como uma das mais singulares criadoras da música portuguesa actual. “Musa d’Improviso” reflecte essa identidade autoral, movendo-se entre a soul, o R&B e a pop, num registo envolvente que cruza sofisticação musical com o seu já característico universo lúdico e uma forte sensibilidade estética.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Margarida Campelo tem vindo a consolidar um percurso sólido e coerente, onde a expressão pessoal e a originalidade assumem um papel central. A sua voz — marcante, expressiva e imediatamente reconhecível — destaca-se hoje como a principal referência da neo-soul portuguesa.

Este novo tema abre caminho para um capítulo renovado na sua discografia: um universo sonoro mais etéreo, detalhado e surpreendente, que evidencia a maturidade artística de Margarida Campelo e antecipa um dos lançamentos de originais mais relevantes do ano.

“Musa d’Improviso” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

ANDRÉ HENRIQUES LAMÇA REMIX de "ROSA" DOS LOS ROMEROS

 



















O DJ e produtor André Henriques apresenta esta sexta-feira o seu mais recente lançamento, “ROSAS (André Henriques Remix)”, uma nova abordagem ao tema original dos Los Romeros, agora reinventado para o contexto de pista de dança.

Pensado para momentos de maior intensidade em pista, o remix mantém a essência latina do original, reforçando-a com um groove contemporâneo e uma dinâmica claramente orientada para o ambiente de club. Com BPM na zona dos mid-120s, a faixa posiciona-se idealmente para peak time warm sets, oferecendo uma construção progressiva, percussão envolvente e um refrão que preserva a identidade emocional do tema, agora adaptado a grandes palcos e DJ sets.

Reconhecido pela sua ligação direta ao público e experiência em contexto real de pista, André Henriques desenvolveu esta versão com foco na funcionalidade e fluidez, criando uma ponte sólida entre latin dance e música eletrónica mainstream.

“ROSAS (André Henriques Remix)” reflete a assinatura sonora do artista: energia controlada, leitura de pista apurada e uma abordagem que privilegia a resposta do público.

O tema já disponível em todas as plataformas digitais a partir de hoje, dia 20 de Março.

HIPOTS EDITA "TÁS À VONTADE"





















HIPOTS
lança o novo single “Tás à Vontade. Um tema marcado pela energia da noite e pelo espírito de celebração entre amigos. A música gira em torno da liberdade de viver o momento, inspirada nas noites que se prolongam entre música, dança e boa companhia.

Com uma sonoridade atual e envolvente, o tema combina influências de música de pista com uma atitude leve e descontraída, pensada para criar ambiente de festa e partilha. O resultado é uma faixa direta e contagiante, feita para acompanhar momentos de diversão sem grandes regras — apenas música, amigos e boa vibração.

A produção ficou a cargo de Mr. Marley, elemento dos Supah Squad, uma das equipas mais reconhecidas da música urbana lusófona. A sua participação traz ao tema uma identidade sonora contemporânea e com ambição internacional, reforçando o potencial do single tanto para rádios como para pistas de dança e playlists digitais.

Além da vertente musical, o lançamento é acompanhado por uma estética visual ligada ao universo das grandes noites: luzes, movimento e energia. A imagem do artista acompanha essa atmosfera festiva e reforça o ambiente que o tema pretende transmitir.

Sobre a música, HIPOTS explica:
‘Tás à Vontade’ fala sobre aproveitar o momento e esquecer os problemas. É sobre entrar num espaço, sentir a música e simplesmente viver a noite.”

Com um refrão direto e uma vibração positiva, “Tá à Vontade” posiciona-se como uma faixa forte para playlists de música urbana, pop e dance.

MARISA OLIVEIRA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS





















Marisa Oliveira
é cantora e compositora nascida na ilha de São Miguel, iniciou o seu percurso musical ainda em criança, participando em concursos e integrando um grupo coral. Durante quase uma década foi vocalista da banda The Code, projeto que alcançou reconhecimento nacional e internacional. Dois dos seus temas integraram as telenovelas da SIC Espelho D’Água e Alma e Coração. The Code foram distinguidos nos International Portuguese Music Awards nas categorias de Vídeo do Ano, Canção do Ano e Melhor Tema Rock, temas editados nas plataformas digitais pela Farol Música.

Em 2019 participou no The Voice Portugal, chegando às Galas ao Vivo. Reconhecida pela sua voz grave e timbre inconfundível, Marisa Oliveira cruza na sua música, quer o pop, soul, funk, folk e rock, com influências e sonoridades latinas.

Lança hoje o seu novo single “Procrastinar”. Divertido e irreverente, “Procrastinar” é uma sátira musical ao hábito de adiar.

Com uma abordagem leve e bem-humorada, o tema retrata aquela promessa constante de fazer “amanhã” aquilo que fica sempre por fazer hoje. Entre intenções, desculpas e listas de tarefas adiadas, a canção brinca com uma realidade comum a todos: o tempo passa, o “amanhã” chega… e, muitas vezes, fica tarde de mais… outra vez. A sonoridade passa pelo funk, rock e pop. “Procrastinar” mantém também a presença da guitarra clássica, elemento que tem vindo a marcar a identidade musical da artista.

Com este lançamento, Marisa Oliveira rompe também com a atmosfera mais nostálgica presente em alguns dos seus temas anteriores, revelando um lado mais descontraído, irónico e energético da sua escrita e sonoridade.

CARLOS SANCHES EDITA ÁLBUM DE ESTREIA "CÃES E CRIANÇAS"





















Fotografia: Catraio

O longa-duração inclui os singles 'A Minha Casa', 'Para a Primavera Nascer' e 'Arritmias', em colaboração com MALVA, e será apresentado ao vivo na Sala Multiusos do Quarteirão Cultural de Chaves, no dia 22 de maio.
 
O cantautor Carlos Sanches edita o primeiro álbum de originais "Cães e Crianças". Depois de vários EPs e os singles de avanço 'A Minha Casa' e 'Para a Primavera Nascer', o artista natural de Chaves reúne 9 canções indie-folk da sua autoria, entre as quais colaborações com MALVA e Teresa Queirós.

"A criação deste álbum surgiu da busca por um sítio de simplicidade e vulnerabilidade, que tenho vindo a procurar cada vez mais ao longo destes últimos anos de lançamentos. Quis que soasse bastante caseiro, despido e 'simples'. Mesmo sendo o meu primeiro longa duração e, apesar da simplicidade, foi na verdade um processo bastante complexo em todas as etapas", revela Carlos Sanches. O músico explica também que "aquilo que quero passar com este disco é que nada é para sempre nem perfeito. Os relacionamentos, tanto pessoais como amorosos, têm sempre os seus problemas e é necessário apreciar as coisas simples e bonitas que temos no momento, mesmo que não seja exatamente aquilo que queríamos".

Sobre o título, Carlos Sanches conta que "as crianças simbolizam que, cá dentro, somos todos apenas crianças a tentar viver num mundo feito para adultos e que temos de pôr máscaras para proteger aquilo que temos. Os "Cães e Crianças" são também dois símbolos da busca da simplicidade e do viver no momento, um objetivo a alcançar: 'ser como um cão feliz nos dias que vêm aí'”.

O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single 'Arritmias', em colaboração com MALVA. A direção do vídeo da canção é assinada pela realizadora Beatriz Costa.

"Este tema surgiu de uma reflexão sobre os relacionamentos de alguns dos meus amigos, nos quais se sentem as dinâmicas pouco saudáveis instauradas, transmitidas de geração em geração. Não são simples de desvincular, esteja a pessoa no papel da vítima ou do agressor. Isto é um reflexo das dinâmicas machistas e patriarcais, transmitidas pelas gerações passadas", conta Carlos Sanches. Sobre a parceria com MALVA, o artista confessa que "foi a primeira pessoa que me veio à cabeça quando assumi este tema como um dueto. Tinha acabado de ouvir o “poros”, o álbum mais recente da MALVA, e foi exatamente aquele tipo de vulnerabilidade cortante e único que me fez falar com ela e, felizmente, ela aceitou de imediato".

Distinguido com uma Menção Honrosa nos Prémios Novos Talentos FNAC 2023, o cantautor Carlos Sanches prepara-se agora para apresentar "Cães e Crianças" ao vivo na Sala Multiusos do QuarteirãoCultural de Chaves, a sua cidade natal, no próximo dia 22 de maio. Os bilhetes já estão à venda.

Cantautor natural de Chaves, Carlos Sanches carrega vulnerabilidades e emoções intensas nas suas melodias e palavras. Traz consigo influências que vêm do indie folk e da canção ligeira e contemporânea, nacional e internacional.

Carlos Sanches estreou-se no lançamento de temas originais em 2020, com o single 'Devagar' e o EP "Amparo". Desde então, tem levado os seus poemas e melodias a salas de espetáculo de todo o país e a festivais nacionais. Depois do lançamento do segundo EP, "A Migração das Andorinhas" - que inclui um dueto com Bia Maria, no tema 'Naufrágio' -, o artista foi distinguido com uma Menção Honrosa nos Novos Talentos FNAC 2023.

Após uma série de colaborações com artistas nacionais, lança o single 'A Minha Casa', que serviu de ponto de partida para o disco de estreia. Seguiram-se 'Para a Primavera Nascer' e a parceria com MALVA no tema 'Arritmias'. Com 9 canções originais, Carlos Sanches edita agora o álbum "Cães e Crianças", um retrato da vulnerabilidade e simplicidade da infância e da vida adulta.

LIBRA E CLARA LIMA UMEM PORTUGAL E BRASIL



© Cristiana Morais

Depois de apresentar “Before I Become a Slave”, tema que serviu de mote para os concertos especiais “Everyone’s First Breath a cru”, que passaram pelo B.leza, em Lisboa, e pelos Maus Hábitos, no Porto, LIBRA regressa agora com “NO ONE WILL SAVE YOU”, novo single em colaboração com a rapper brasileira Clara Lima.

A nova canção une Portugal e Brasil numa colaboração que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais, estabelecendo um encontro entre duas vozes femininas que partilham sensibilidades artísticas e uma visão comum sobre autonomia, resistência e afirmação. Cantada em inglês e português, “NO ONE WILL SAVE YOU” cruza a atmosfera introspectiva e global de LIBRA com a força lírica e crua de Clara Lima, criando um espaço onde diferentes contextos culturais encontram equilíbrio entre vulnerabilidade e afirmação.

A colaboração surge num momento particularmente significativo para ambas as artistas. Clara Lima chega a este encontro depois da forte repercussão do seu mais recente álbum, “As Ruas Sabem”, lançado em julho de 2025 e amplamente reconhecido pelo impacto na cena do rap brasileiro. LIBRA, por sua vez, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais singulares da música urbana em Portugal, desde a edição do seu álbum de estreia “Everyone’s First Breath”, lançado em maio de 2025.

Mais do que uma simples parceria internacional, “NO ONE WILL SAVE YOU” apresenta-se como um território comum construído entre duas artistas de continentes distintos. Se existe distância entre elas, nesse momento limita-se apenas ao mapa. A canção aborda experiências partilhadas por mulheres em diferentes contextos sociais, transformando a vulnerabilidade em força e reafirmando a presença da voz feminina em qualquer língua ou geografia.

O tema reflete momentos de ruptura e consciência, quando se torna evidente que a salvação não vem de fora, mas do confronto interior. A música fala de resistência emocional, autonomia e da coragem de assumir a própria voz em contextos de fragilidade. É uma narrativa sobre cair, atravessar o silêncio e ressurgir com maior clareza e força.

Na sua parte composta em inglês, LIBRA explora influências que ultrapassam o universo do rap, deixando evidente a presença do R&B no refrão melódico que evidencia a singularidade da sua voz cantada. Já Clara Lima conduz a canção através de versos em português marcados por uma rítmica firme e incisiva, trazendo o peso e a contundência do seu estilo lírico.

A faixa foi composta por Renato Parmi, produtor musical brasileiro radicado em Portugal, responsável também pela produção, mistura e masterização do tema. A letra é assinada por LIBRA e Clara Lima, enquanto o baixo ficou a cargo de Gabriel Catanzaro “Gabiru”.

Com “NO ONE WILL SAVE YOU”, LIBRA e Clara Lima apresentam um encontro entre duas trajetórias distintas que se reconhecem à distância. Um diálogo musical que atravessa oceanos e reafirma que a vulnerabilidade pode ser também uma forma de força - e que cruzar fronteiras, sejam geográficas ou interiores, continua a ser um gesto de liberdade.

FILIPE SAMBADO COM NOVIDADES





















© Rodrigo Castaño

5678 é um avanço ao passado de Filipe Sambado.

A numeração que dá título a este disco remete para o 1234, EP de quatro canções editado em 2012, e invoca a ideia do passar do tempo. Não só na sua diegese como musicalmente, num redescobrimento do cancioneiro de Sambado arranhado pela guitarra eléctrica para cantar dores românticas ora sussurradas, ora vociferadas.

Na suspensão do presente e na celebração do passado, em 5678 Filipe Sambado continua a contar - e a olhar - para a frente.

Este lançamento é englobado na comemoração do décimo aniversário de “Vida Salgada”, disco que serviu de rampa de lançamento para a sua carreira, no Porto (27 de Março, RCA) e em Lisboa (4 de Abril, Casa Capitão).

Faz sempre muito frio no Lidl e eu já tinha cantado sobre essa sensação na dor e no medo da solidão. O espectáculo de onde a provocação para estas canções surge acontece no Lidl da A5. Eu sei como é sobreviver num supermercado quando não vejo ninguém, no Minipreço da Bobadela, no Minipreço da Guerra Junqueiro, a minha ausência no mundo, a minha invisibilidade que é uma distorção da existência des outres. Há muitas vidas, muitas histórias e tragédias, mas só a minha existe. Ninguém me compreende. É assim que eu sinto.

O nome do disco 5678 é uma continuação ou um retorno ao 1234 lançado em 2012 e estas canções retornam da mesma maneira às memórias de outros momentos e outros tempos. É um disco em que regresso a estas memórias como se as tivesse a viver agora no LIDL da A5.

- Filipe Sambado

NOVO SINGLE DE JOÃO SÓ

 



















João Só
«Desejos Vãos»

Já está disponível o álbum Florbela, um disco-tributo que revisita a obra de Florbela Espanca através de 14 sonetos musicados e interpretados por algumas das vozes mais relevantes da música portuguesa atual. A edição acontece na véspera do Dia Mundial da Poesia, uma data simbólica que sublinha o carácter literário e cultural deste projeto.

Um dos temas que se destaca é "Desejos Vãos", o tema sublime de João Só, diretor artístico deste projeto. O disco conta ainda com interpretações de Ana Mariano, Carolina de Deus, Cláudia Pascoal, D.A.M.A, Edmundo Inácio, IOLANDA, Joana Espadinha, Luís Trigacheiro, Manuel Guerra, NAPA, Os Quatro e Meia, Jorge Pitacas & Marisa Liz, e Mimi Froes.

 

CONSTANÇA QUINTEIRO APRESENTA “IPANEMA”

 















© Joanna Correia

Constança Quinteiro revela “IPANEMA”, um novo tema pop com subtis influências de bossa nova que reafirma a sua escrita íntima e a identidade sonora marcada pelas linguagens da lusofonia. Escrita pela própria artista, com música assinada por Constança Quinteiro, GEMIINY e Giordanno Barbieri, produção de GEMIINY e mistura e masterização de Tayob J., a canção constrói uma narrativa delicada sobre vulnerabilidade e aceitação.

A letra parte do desejo de corresponder a padrões de beleza e perfeição - “quis ser perfeita como essas estrelas de cinema” - para, gradualmente, afirmar uma identidade que se assume imperfeita, humana e real. Entre humor, ternura e autoironia, a canção confronta a distância entre o ideal e o íntimo, revelando uma protagonista que se descreve como “um caso sério de defeitos”, mas que é amada precisamente na sua imperfeição.

O tema ganha dimensão emocional através do olhar do outro: enquanto a narradora se vê distante do ideal, a pessoa amada celebra os seus gestos quotidianos, a sua presença desarmada e real. Esta tensão entre autocrítica e aceitação transforma-se num retrato sensível do amor contemporâneo, onde a vulnerabilidade se torna espaço de intimidade e reconhecimento.

Musicalmente, “IPANEMA” acompanha essa leveza emocional com uma abordagem sonora elegante e orgânica. A cadência inspirada na bossa nova cruza-se com uma estética pop contemporânea, criando um ambiente suave e envolvente que ecoa referências lusófonas e a sensibilidade soul que tem marcado o percurso da artista.

Natural de Sesimbra, Constança Quinteiro começou a cantar e a compor em 2008 e integrou o projeto indie pop/rock MEDVSA, com um EP editado e presença na final do EDP Live Bands 2018. Num momento de viragem pessoal e artística, mudou-se para Londres, onde estudou Performance Musical no ICMP e Produção Musical na Garnish Music Production School, descobrindo a sua identidade criativa. A influência de sonoridades lusófonas e artistas como Dino D’Santiago, Mayra Andrade e Gilsons, aliada à R&B e à soul, ajudou a moldar uma linguagem própria.

Em 2021 lançou o primeiro single a solo, “Miúda”, seguido de “Corpo a Corpo” e “Dança”, que antecederam o EP de estreia “Aventurina”, um conjunto de canções pop fortemente marcado pelas sonoridades da lusofonia. O projeto ganhou dimensão ao vivo em FNACs, cineteatros, Talkfest e Iberian Festival Awards. Em 2023 participou no The Voice Portugal, integrando a equipa de Sara Correia, e em 2025 reforçou o seu percurso com colaborações, incluindo participações no álbum “Dá-me Vida” do rapper CHYNA e o single “MAR”, com o DJ e produtor QUANT.

Com “IPANEMA”, Constança Quinteiro aprofunda uma escrita que transforma a intimidade em canção e reafirma uma estética onde tradição, contemporaneidade e identidade feminina coexistem. Entre ironia, doçura e honestidade emocional, o tema propõe um olhar sereno sobre o amor e sobre a liberdade de existir fora dos ideais de perfeição.


EDITORA DO COLETIVO MINA CELEBRA 9 ANOS





















O lançamento da editora do coletivo lisboeta mina celebra, a 24 de março, o seu 9.º aniversário. Nove anos de raves, festas, festivais, espaços culturais comunitários e até um clube entretanto desaparecido, o Planeta Manas. Foi uma década a marcar uma geração de ravers e amantes da música eletrónica. Juntos, desafiaram tendências, extinção, polícia, separações e uma vida nómada em plena mudança urbana.

Para o minacore, com lançamento também no dia 24, quatro residentes da mina reúnem-se para compilar quatro faixas. Cada uma reflete um fragmento da sua devoção à história do coletivo. O resultado move-se entre a alegria frenética, a magia caótica, a tensão partilhada e a nostalgia melancólica acumulada ao longo destes nove anos.

Phoebe - “Swamp Head” é uma euforia ácida e imparável. Um pulso alegre e obstinado, assombrado por uma voz danificada e distorcida, repetitiva e cortante. Para quem sabe, é uma ode a uma era disfuncional, marcada por desafios duros e pela beleza da repetição coletiva.

Violet - “Early Shift” faz-nos suar com o seu ritmo em cascata. O corpo vacila entre o head-untz e o dog-woof, num jogo cúmplice com o legado da drum and bass. É uma celebração da energia quebrada mas uníssona da pista de dança. Dedicada a quem faz o turno cedo - às 23h ou às 6h.

BLEID - “8AM PM” é um despertador de dança espirituoso. Saúda o corpo exausto que desperta não na cama, mas no meio da névoa trespassada pela luz da manhã. Ali, renasce um êxtase de corpos mantidos vivos pelo baixo, pela teia veloz de congas, snares e claps, e pelas palmadas insistentes de um amigo - “Hey!”.

Marum - “nothing gold can stay” oferece uma viagem longa e atmosférica. Um banho de ondas sonoras que revelam emoções invisíveis, aquelas que emergem quando a festa termina e o espaço se esvazia. O pó assenta sobre os corpos que restam, e o tempo convida-nos a aceitar a perda. Nada tão belo pode durar para sempre.

TÂNGER LANÇAM CLIP DE "ZÉ NINGUÉM"



Os Tânger são uma banda de rock e blues cantado em português, formada na Amador no início dos anos 80, durante o chamado “boom do Rock Portugue s”. A banda destacou-se rapidãmente pelo seu repertorio originãl e pelã forte identidãde sonora, cruzando influenciãs do rock classico com letras em portugues.

Em 1982 editãram o single “Zé, Zé Ninguém / Humanos”, produzido por Antonio Sergio, figura marcãnte da radio e do rock nãcional. Actuãram em palcos como o Rock Rendez Vous, a Febre de Sábado de Manhq e a Grande Maratona do Rock, tendo tambe m feito a primeira parte de Alvin Lee no Pavilhã o dos Belenenses.

Apesar da crescente visibilidãde, a banda aacãbou por se dissolver nesse ano. Quase quatro décadas depois, os membros originãis reuniram-se novamente com o objectivo de recuperar e gravar o seu espolio musicãl. Em 2024 entraam emestudio no Namouche para gravar um album que recupera parte significativsa do repertorio original, agora com produçao actual e maior maturidãde artística.

Nesta fase, os Tânger procurarãam um novo vocalista, integrando na banda Suave, cuja voz intensa e multicultural traz umã nova energia. Crescido nos subu rbios deLisboa, Suave incorpora influencias que vão o do afro e da musica de Cãbo Verde ao rock, blues, rap, jazz, R&B e pop, ampliando a identidãde sonora do grupo.

O projecto actuãl centra-se na regravação de “Zé Ninguém”, o tema mais emblematico da banda, e na produção do respectivo videoclipe oficial. Mãis do que uma revisitação o nostalgica, esta nova versão pretende reafirmãr a actuãlidãde da mensãgem das canção — uma reflexão sobre anonimato, invisibilidade social e identidade, temãa que permanecem relevantes no contexto contemporaneo.

Para enriquecer esta nova leitura musicl, a bãndã convidou o percussionista argentino Bob Baleato, cuja experiencia acrescenta novas texturas rítmicãs ao arrãnjo. A gravação, mistura e masterizãça o foram reãlizãdas por Ricardo Bravo e Zé Pedro Ataíde, no Estúdio Crossover, garantindo uma produção moderna e fiel a energia crua do rock e blues dos Tãnger. O videoclipe, reãlizãdo por Rui Balão, traduz visuãlmente o conflito interior e a revolta presentes na musica, explorãndo o contraste entre anonimãto e afirmãçã o individual.

Maqis do que celebrar um tema historico, este projecto marca o início de uma nova etapa criativa dos Tânger, orientada para o lançamento de novos temas e parã a ãfirmaç o do projecto junto de novas gerãçoes de ouvintes.

Formação actual:
• Toze Salomão — guitãrra
• Ginho — guitãrra
• Gabriel— bateria
• Beto — bãixo
• Suave — voz

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SEMPREALESTE COM NOVO SINGLE













Os SemprAleste, originários da Aldeia de Assafora, Freguesia de São João das Lampas, Concelho de Sintra (Portugal), em parceria com a "Farol Música", anunciaram, para o próximo dia 20 de Março, o lançamento do videoclipe do seu novo single, "Parabéns a quem te fez", protagonizado pela conhecida actriz portuguesa Inês Aires Pereira.

Segundo Beatriz Berlinghieri, RP da banda, "a teatralidade e sátira, entre cores vibrantes e saturadas, não são apenas uma escolha estética, mas uma declaração de identidade!".

quinta-feira, 19 de março de 2026

A ESTREIA DE PLANO TRIFÁSICO















Fotografia de João Pádua. 

Single chega a 24 de março e álbum é apresentado ao vivo a 31 de março no Porto

O trio portuense Plano Trifásico estreia-se com "A Morte da Gárgula", um primeiro disco que desmonta hierarquias musicais e confronta tradições, cruzando a disciplina do ensino clássico com a energia crua do punk. O single de avanço, com o mesmo nome, é lançado a 24 de março de 2026, antecipando o concerto de apresentação a 31 de março, às 19h, no Hotelier (Rua Anselmo Braamcamp, 324, Porto) — data em que o álbum ficará também disponível nas plataformas de streaming (com exceção do Spotify).

Com o apoio à edição fonográfica de Intérprete 2024 da Fundação GDA e do Programa de Apoio a Projetos 2023 da Direção-Geral das Artes, "A Morte da Gárgula" materializa o encontro entre três percursos distintos que convergem numa linguagem comum feita de tensão, repetição e confronto. O disco oscila entre a tentativa de conciliação tímbrica entre o baixo elétrico, o eufónio e o saxofone, e a exploração assumida das suas fraturas.

Mais do que um álbum de estreia, "A Morte da Gárgula" é uma declaração de intenções: um processo criativo conturbado que procura derrubar as “gárgulas” do cânone e da tradição musical, assumindo a discórdia como motor composicional.

Formado em 2022, o Plano Trifásico nasce de um encontro improvável entre mundos paralelos. Inês Luzio (eufónio e flugabone) e Sofia Teixeira (saxofones), vindas do universo das bandas filarmónicas e da formação clássica, cruzam-se com Zé Figueiredo (baixo e sintetizador), músico autodidata com um percurso enraizado em projetos ligados à música alternativa. A partir de um primeiro encontro numa pastelaria, onde se partilham referências e linguagens diversas, o trio encontra um território comum na música minimalista, explorando padrões sequenciais, manipulação de timbre e afinação, tanto em regime acústico como eletrónico.

O resultado é uma música que tanto evoca uma marcha de procissão como o krautrock, onde o rigor estrutural convive com a energia bruta, e onde as divergências são não só assumidas, mas ampliadas.

Gravado, misturado e masterizado por Quico Serrano, com fotografia de João Pádua e arte gráfica de Maria Mónica.

Sobre os membros

Sofia Teixeira cresceu entre a obsessão pelo saxofone e a descoberta de outras linguagens. Hoje divide-se entre a produção, a escrita e a performance, mantendo no Plano Trifásico um espaço de experimentação contínua.

Inês Luzio, natural de Arganil, desenvolveu o seu percurso no eufónio entre Portugal e Lucerna, integrando diversos coletivos de música contemporânea e cruzando a prática musical com a investigação artística interdisciplinar, a dança e o teatro.

Zé Figueiredo iniciou-se na música como autodidata e é membro fundador de projetos como Peixe:Avião, Smix Smox Smux e Máquina del Amor. Desenvolve também trabalho a solo, explorando a relação entre conceitos geométricos e ritmo em contexto eletrónico.

SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS ESGOTAM CONCERTO DE CELEBRAÇÃO DE 20 ANOS





















Sean Riley & The Slowriders acabam de esgotar a data de celebração das duas décadas de concertos.

É já na próxima quarta-feira, dia 25 de março, que uma esgotada Casa Capitão recebe um concerto muito especial de Sean Riley & The Slowriders, que assinala duas décadas desde o primeiro momento em que a banda subiu ao palco. A banda atua no Rés do Chão, a maior sala dentro do novo polo cultural da cidade de Lisboa.

A história começa a 3 de março de 2006, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra. Afonso Rodrigues, Bruno Simões e Filipe Costa tocaram juntos pela primeira vez num concerto integrado nas celebrações do 20.º aniversário da Rádio Universidade de Coimbra. Ainda antes de se assumirem oficialmente como Sean Riley & The Slowriders, um curto set de 20 minutos e seis canções foi suficiente para conquistar uma sala cheia — e dar início a um percurso que mudaria as suas vidas.

Seguiram-se os discos, as digressões e um caminho longo e intenso, marcado por crescimento artístico e pessoal. A formação alargou-se com a entrada de Filipe Rocha e, mais tarde, de Nuno Filipe, consolidando uma identidade que se tornou incontornável na música portuguesa contemporânea.

Passados 20 anos, o vínculo entre os membros mantém-se intacto — tal como a paixão pela música. Este concerto comemorativo é, por isso, mais do que um regresso ao palco: é uma celebração e uma homenagem à data de criação da banda. Um reencontro único que propõe uma viagem pelo repertório mais emblemático de Sean Riley & The Slowriders, revisitando canções que marcaram gerações.

Sean Riley & The Slowriders são uma das bandas mais marcantes do panorama musical português do século XXI. Formados em Coimbra em 2006, o projeto nasceu da visão artística de Afonso Rodrigues (Sean Riley), acompanhado por Filipe Costa, Bruno Simões e Filipe Rocha, fundindo influências do folk, rock e blues norte-americanos com uma escrita intimista e profundamente emocional.

A música dos Sean Riley & The Slowriders move-se por sonoridades etéreas e envolventes, sustentadas por guitarras acústicas, arranjos cuidados e uma abordagem contida, onde cada instrumento ocupa um lugar preciso. Sean Riley rapidamente se destacou como um cantautor de maturidade invulgar, apostando na simplicidade das letras e na força da composição como eixo central do seu trabalho. O álbum de estreia, Farewell (2007), afirmou a banda como uma referência emergente, revelando um disco coeso e inspirado que rapidamente conquistou público e crítica. A discografia foi-se consolidando com Only Time Will Tell (2009) e It’s Been a Long Night (2011), reforçando a identidade sonora do grupo e a sua reputação enquanto banda de palco. Em 2016, o lançamento do álbum homónimo Sean Riley & The Slowriders marcou uma nova etapa criativa, mais madura e introspectiva, seguida por Life (2021), que confirma a longevidade e relevância artística do projeto.

BIA CABOZ LANÇA "ESPIRAL"

 



















Depois de um percurso artístico construído com precisão e visão ao longo dos últimos anos, Bia Caboz apresenta finalmente “Espiral”, o seu aguardado álbum de estreia.

Este projecto conceptual, que redefine o lugar do fado na música contemporânea e afirma uma nova identidade cultural portuguesa, tem vindo a ser editado por etapas estratégicas desde 2023. Ao longo deste caminho, temas como “Sentir Saudade” (Platina), “Fala-me a Verdade” (Ouro), “Vai Vaguear”, “Quero É Rir” e “Lei do Retorno” consolidaram a presença de Bia Caboz junto do público e dos media, preparando o terreno para a chegada de “Espiral”.

Partindo do fado como raiz identitária, Bia Caboz expande-o para territórios contemporâneos — electrónica, pop, rap e influências lusófonas — construindo uma proposta estética em que a tradição e a modernidade coexistem sem hierarquia. A artista posiciona-se assim como criadora de um novo território sonoro, afirmando que o fado não é apenas memória, mas matéria viva em transformação.

O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single “Contramão”, uma canção que condensa o percurso da artista e sintetiza a sua visão: seguir um caminho próprio, mesmo quando isso significa desafiar expectativas.

O videoclip do tema foi estreado no evento de lançamento do álbum, uma experiência imersiva e performativa que conduziu os convidados através do universo criativo da artista. Mais do que uma audição do álbum ou festa de lançamento tradicional, a noite revelou a construção estratégica e artística de “Espiral”, transformando-se num momento único.

O evento marcou também a apresentação pública da parceria entre Bia Caboz e a adidas Originals, que surge como culminar de uma visão artística onde música, moda e cultura contemporânea se cruzam de forma orgânica. A artista é o rosto em Portugal da nova campanha global da colecção Superstar (Spring 2026), uma das campanhas mais faladas do momento e que reúne figuras internacionais como Samuel L. Jackson, Kendall Jenner, Olivia Dean, Baby Keem, JENNIE, James Harden, Tyshawn Jones e Lamine Yamal.

Em Portugal, Bia Caboz liga esta narrativa global a uma nova geração da música portuguesa, posicionando-se num território onde passado e futuro coexistem. O videoclip de “Contramão” resulta dessa colaboração, sendo a adidas também parceira oficial do evento de lançamento.

Nascida na Madeira e criada em Lisboa, Bia Caboz construiu o seu percurso a partir das casas de fado, expandindo depois o seu universo criativo através de experiências internacionais e fusões musicais ousadas. Artista completa (cantora, compositora e produtora), tem afirmado uma identidade sonora própria que cruza emoção crua e estética contemporânea.

Em “Espiral”, a artista apresenta-se como um “produto artístico fabricado para desafiar o presente”, numa metáfora onde a tradição portuguesa é embalada para o futuro. O álbum desenha uma espiral emocional e sonora que começa nas primeiras fusões entre fado e electrónica e culmina num equilíbrio entre herança e disrupção.

Mais do que reinterpretar o fado, Bia Caboz propõe redefinir o seu lugar, criando um território próprio e abrindo novas possibilidades para a música portuguesa contemporânea. Com “Espiral”, a artista não apresenta apenas o seu primeiro álbum: apresenta uma visão.

“Espiral” já está disponível em todas as plataformas digitais.

GONÇALO MALAFAYA ASSINA DECLARAÇÃO DE AMOR AO PORTO COM “SÍTIO MAIS A NORTE”


Gonçalo Malafaya lança hoje “Sítio Mais a Norte”, o terceiro single de avanço do seu disco de estreia e, possivelmente, o mais íntimo de todos. Uma canção que não se limita a descrever um lugar, mas que o sente, o vive e o transforma numa extensão da própria identidade.

Natural do Porto, o cantautor escreve aqui uma verdadeira carta de amor à cidade onde nasceu e cresceu. Entre o nevoeiro, o rio e as pontes, constrói-se uma narrativa profundamente emocional sobre pertença, memória e orgulho. “Sítio Mais a Norte” é uma serenata à alma invicta, à resiliência de quem parte mas nunca deixa de ser de onde veio.

“É uma declaração de paixão que há muito se justificava”, partilha o artista. “A emoção de ser de um sítio onde tudo se vive à flor da pele, onde a saudade se multiplica e a identidade resiste ao tempo e à distância.”

Depois de ter vivido entre Porto, Lisboa e Londres, Gonçalo Malafaya regressa a este lugar simbólico com uma maturidade artística evidente. A escrita mantém-se cinematográfica, mas ganha aqui uma dimensão mais crua e confessional, revelando um dos mais interessantes autores da nova geração, um nome que muitos já ouviram, mesmo sem saber.

Com produção de Stego, “Sítio Mais a Norte” reforça a assinatura sonora do artista, onde a emoção da palavra se cruza com uma interpretação intensa e um domínio instrumental raro. Em palco, essa entrega tem sido amplamente reconhecida, prova disso foi a sua estreia no MEO Marés Vivas, no passado mês de julho, onde conquistou o público com uma presença segura e um domínio na guitarra, piano e voz fora do comum, ainda antes da edição do primeiro álbum.

Autor de canções para alguns dos maiores nomes da música nacional, Gonçalo Malafaya continua agora a revelar-se enquanto intérprete das suas próprias histórias. “Sítio Mais a Norte” é mais do que um novo single, é um manifesto de identidade, um regresso às raízes e um retrato fiel de quem nunca deixou de ser “o gajo do Norte”.

ALEX D'ALVA E RITA ONOFRE EM CHAVES

 












Há encontros que nascem da diferença e ganham força precisamente aí

Alex D’Alva, já bem conhecido do público flaviense, regressa com Livre, um EP onde a eletrónica se afirma como território de exploração e liberdade. Sete canções que atravessam a pop, a cultura de clube e a experimentação, sempre com a identidade como ponto de partida.

A este percurso junta-se Rita Onofre, que apresenta Bruta, um manifesto emocional onde vulnerabilidade e poder se entrelaçam em composições que habitam tanto o corpo como o espiritual.

Juntos, dão forma a uma digressão que celebra a criação independente e o risco como motor artístico. Duas linguagens distintas que se cruzam num diálogo vivo, pensado para ser sentido em proximidade.

Em Chaves, na Sala Multiusos do Quarteirão Cultural

VELGHOTE DO CARMO COM NOVO SINGLE



Velhote do Carmo apresenta novo single “SOL Y MAR”.

Velhote do Carmo revela “SOL Y MAR”, o novo single que antecipa o seu álbum de estreia, TRANSPARENTE, com edição prevista para 2026 e concerto de apresentação marcado para 14 de Maio na Casa Capitão.

Mantendo a assinatura rock-pop que tem vindo a afirmar o seu percurso, “SOL Y MAR” destaca-se por uma energia luminosa e imediata, sustentada por uma secção rítmica segura e por guitarras que evocam longas viagens de Verão. É um tema que se abre ao primeiro acorde, para ser ouvido em movimento — entre o calor, a estrada e o horizonte.

Escrita e composta por Velhote do Carmo, a canção surge como um hino à liberdade e ao amor, captando um momento de leveza dentro do universo emocional do artista. Sem perder a identidade que o caracteriza, “SOL Y MAR” revela um lado mais expansivo e solar, onde a urgência dá lugar à contemplação e ao prazer do instante.

Depois de “CONTROLADO”, este novo avanço reforça a diversidade de TRANSPARENTE, um disco que se constrói entre a introspecção e a abertura ao mundo. Ao longo dos vários temas já revelados, Velhote do Carmo tem vindo a expor diferentes camadas do seu percurso, afirmando-se como uma das vozes mais consistentes da nova música portuguesa desde a edição do EP Páginas Amarelas (2023).

TRANSPARENTE, com lançamento previsto para 2026, apresenta-se como um trabalho de crescimento pessoal e partilha, onde a vulnerabilidade convive com refrães directos e memoráveis, pensados para ecoar dentro e fora de palco.

“SOL Y MAR” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

ANTÓNIO ZAMBUJO EDITA HOJE "ORAÇÃO AO TEMPO"




















Últimos bilhetes à venda para os concertos de apresentação no Coliseu Porto Ageas (11 de abril) e Coliseu dos Recreios (16 e 17 de abril).

"Este disco vem sendo pensado há vários anos, quase sem dar conta. Começou na pandemia, com a canção “Pequenos Prazeres”, e acabou por nascer desta reflexão sobre o tempo, sobre valorizá-lo, aproveitá-lo e fazer as coisas devagar. Não é tanto fazer menos, mas fazer menos para fazer melhor.”

António Zambujo

António Zambujo edita hoje Oração ao Tempo, o seu décimo primeiro álbum, já disponível em todas as plataformas digitais. Neste Dia do Pai, o lançamento é acompanhado pelo videoclipe de “Regresso à Infância” e antecede os concertos de apresentação nos Coliseus, Porto Ageas, a 11 de abril, e dos Recreios, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de abril. Segue-se uma digressão no Brasil, durante o mês de maio.

Nos quinze temas de Oração ao Tempo, além do tema-título, primeiro single, da autoria de Caetano Veloso, gravado em dueto com o músico brasileiro, há novas colaborações entre António Zambujo e autores e compositores que têm marcado a sua discografia, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge ou Pedro da Silva Martins. Ao mesmo tempo o novo álbum integra vários nomes da música portuguesa contemporânea, entre os quais Carolina Deslandes, Mimi Froes, Rita Dias e Diogo Zambujo. Há ainda versões de Tom Jobim e Torquato Neto, e poesia de Vinicius de Moraes, Amália Bautista e João Paulo Esteves da Silva, que emerge em momentos de declamação. 

No fundo, são muito poucas as palavras
que nos doem de verdade, e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
E são também muito poucas as pessoas
que nos comovem o coração, e menos
ainda as que o comovem muito tempo.
No fundo, são pouquíssimas as coisas
que importam de verdade na vida:
poder amar alguém e que nos amem,
nunca morrer depois dos nossos filhos.

"No Fundo", Amália Bautista

No novo single, “Regresso à Infância”, com letra de Maria do Rosário Pedreira e música de João Gil, evoca-se “o instante quase invisível em que o rosto de uma criança ganha, pela primeira vez, uma consciência mais adulta, quando a ideia de perda, de finitude e até de rejeição entra no seu mundo ainda protegido. “Regresso à Infância”, de António Zambujo, convoca precisamente essa nostalgia, mas também essa dor inaugural, e o filme procura materializar essa transição. Mais do que contar uma história, o filme propõe uma visita a esse lugar íntimo onde crescemos… e onde, sem sabermos, começamos também a perder”, como descreve Pedro Varela, realizador do videoclipe.

Até que, ontem, a saudade atacou-me
e voltei a ir lá, durante a noite. Meio a sonhar,
introduzi a chave na fechadura; era impossível
que a não tivessem mudado, entretanto,
mas a chave rodou com aquele som conhecido, e entrei.
Fui pé ante pé sentar-me na cozinha e fiquei à espera
no escuro, com um copo d’água na mão.
Daí a pouco, ouvi passos que se aproximavam;
imaginei polícia, psiquiatras, prisões, internamentos.
Os passos pararam à porta da cozinha, e a voz veio:
“Não estás a dormir, filho?”
Era a minha mãe, de quem herdei o sono.

"Nº 9, 5º Frente", João Paulo Esteves da Silva

Com arranjo e produção de André Santos, Oração ao Tempo foi gravado pelos músicos que acompanham António Zambujo ao vivo: João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e André Santos (guitarra).

Tracklist Oração ao Tempo 
Pequenos Prazeres (Letra: Maria do Rosário Pedreira / Música: António Zambujo)
Palma da Mão (Letra: Pedro da Silva Martins / Música: Luís Martins)
Prescrição (Letra e Música: Mimi Froes)
Nossa Alma é Siamesa (Letra: Carolina Deslandes / Música: André Santos / Poema de Amalia Bautista, No Fundo)
Regresso à Infância (Letra: Maria do Rosário Pedreira / Música: João Gil)
Perguntas Difíceis (Letra e Música: Mimi Froes)
Foi a Noite (Letra: Newton Mendonça / Música: António Carlos Jobim)
Poética (Autor: Vinicius de Moraes)
Oração ao Tempo (Letra e Música: Caetano Veloso)
Três da Madrugada (Letra: Torquato Neto / Música: Carlos Pinto)
Que se Dane (Letra: João Monge / Música: António Zambujo)
Nº 9 5º Frente (Autor: João Paulo Esteves da Silva)
Contradança (Letra: Rita Dias / Música: André Santos
Espera Vã (Letra: Diogo Zambujo / Música: António Zambujo)
Mestre dos Batuques (Letra: José Eduardo Agualusa / Música: Márcio Faraco)

Oração ao Tempo sucede aos álbuns Cidade (2023) e Voz & Violão (2021). Na década anterior António Zambujo editou Do Avesso (2018), Até Pensei Que Fosse Minha (2016), Rua da Emenda (2014), Lisboa, 22:38 – Ao Vivo no Coliseu (2013) Quinto (2012) e Guia (2010). Outro Sentido (2007), Por Meu Cante (2004) e o álbum de estreia O Mesmo Fado (2002) completam a sua discografia.

11 de abril 
Coliseu do Porto Ageas

Cadeiras de Orquestra 60€
1ª Plateia 50€
2ª Plateia 45€
Tribuna 45€
Camarote de 1ª 40€
Frisas 35€
Balcão Popular 35€
Galeria 30€
Geral 25€
Camarote de 2ª 20€

Abertura de Portas 20h30
Início do Espetáculo 21h30 

16 e 17 de abril 
Coliseu dos Recreios, Lisboa

Cadeiras Orquestra 65€
1ª Plateia 55€
2ª Plateia 50€
Balcão Central Com Marcação 45€
Balcão Lateral Sem Marcação (Vis.Reduzida) 40€
Camarotes 1ª Frente 45€
Camarotes 1ª Lado – Vis. Reduzida 40€
Camarotes 2ª Frente 35€
Camarotes 2ª Lado – Vis. Reduzida 30€
Galeria de Pé 25€ 

Abertura de Portas 20h30
Início do Espetáculo 21h30 

Próximo Concertos 

21 de março 
Auditório Municipal Augusto Cabrita – Barreiro, Portugal

28 de março
Feira de Março - Aveiro, Portugal

10 de abril 
Casino de Chaves – Chaves, Portugal 

11 de abril 
Coliseu do Porto – Porto, Portugal 

16 e 17 de abril 
Coliseu dos Recreios – Lisboa, Portugal 

1 de maio
Instituto Baía dos Vermelhos – Ilhabela, Brasil 

2 e 3 de maio 
Sesc Pinheiros – São Paulo, Brasil 

6 de maio 
Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre, Brasil 

7 de maio
Centro Integrado de Cultura – Florianópolis, Brasil 

8 de maio
Sesc Palladium – Belo Horizonte, Brasil 

9 de maio
Teatro do Parque – Recife, Brasil 

13 de maio
Teatro RioMar Fortaleza – Fortaleza, Brasil 

16 de maio
Circo Voador – Rio de Janeiro, Brasil 

20 de maio 
Teatro Oficina – Campinas, Brasil 

21 de maio 
Centro de Convenções – Brasília, Brasil